Lugar
Viver de Cacorê
não leva ninguém
a lugar nenhum,
Calma, respira
e expira,
Não saia do eixo
por causa
de qualquer um.
Da bela Lantana Camara
sementes poéticas
com ternura irei plantar
neste por este belo lugar.
Mais de uma Sage
amarela há de florescer
em Saint Marteen
assim quero no futuro ver.
Com o teu jeito de mar
tu há de vir para comigo
sermos oceano de amar.
Somos ímpares que se
encaixam para virar par,
já é amor não há como negar.
Nas Pequenas Antilhas
se permitir congregar
com as belezas por todo
o lugar e se entregar.
Por La Désirade na beira
do mar ver a Lua surgir
e o Sol com esplendor raiar,
e deste mundo desligar.
Só terá realmente graça
se for pelo andor de ser
pelo seu amor acompanhada.
Se não for assim deste jeito
não terei interesse em mais nada,
porque só contigo estarei amainada.
Não era uma idiota
para lidar com assuntos
de paz e guerra,
Era uma sereia
que no lugar de caneca
usa um caracol,
Senhora de si a sua
biblioteca era um atol
e a sua família escova
de cabelos era feita
toda de madrepérola
para a sua essência poética.
Em algum lindo lugar
do Oceano Atlântico
há alguém feito de mar
extremamente romântico
que com expectativa aguarda
num lugar no meio do nada
para passar bronzeador
no meu corpo com amor
intenso sem se importar
com o quê segue ao redor
para me acompanhar,
proteger de tudo
e a cada novo mergulho
virá com uma toalha
macia e perfumada
para me sentir bem amada.
Crescer como o Ipê-amarelo
na abençoada Goiás
ou em qualquer lugar,
florescer sem preocupação
mesmo que ninguém
não torça por você,
desobrigar-se de oferecer
banquetes é um dever
porque ninguém nunca
te cativou é sobreviver
com a sua chama acesa
cheia de fé igual a cada poeta
que escreve Versos Intimistas
para deixar a sua marca na terra.
não sei o quê se
passa contigo
São Bento do Sul
é um lugar bonito
tem uma linda
Rota das Cachoeiras
para passear
daqui de Rodeio
não penso outra
coisa também
o dia de voltar
para passear
no Trem da Serra do Mar
não sei mais se São Bento
contínua com a cantar
recordo da época
que fui de perto apreciar
aqui em Rodeio
tem muita História
para contar
e para o Frei Bruno
o povo nunca se esquece de orar.
Num lugar distante
encontrar duas flores
a Rosa e a Marguerite
sob aurora vespertina.
Descobrir onde move
a ilha, a poesia escreve
e o quê te alucina,
e sobretudo te rende.
Agradecer de mãos
dadas a Lua Cheia
e a maré perfeita.
Deixar que a música
noturna convide a dança
e no fim a sós a festança.
A liberdade seja aqui na Pátria
do Sabiá-Laranjeira ou em qualquer
outro lugar nem sempre assume
caminhos convencionais,
e sempre é imprescindível e cara,
Reafirmo que nos vale muito
a nossa República proclamada.
Em mim há o inevitável
e o indissolúvel neste coração
de Ipê-Amarelo em flor,
a vontade de seguir adiante
com todo o sublime meu amor.
escrevendo o perene romance.
Em mim há voto pujante
e valente no amanhã,
nas veias a cor vibrante
do Pau-Brasil em flor
para insistir nesta nossa
com todo o meu profundo
amor sem data e sem hora.
Porque o meu compromisso
é compromisso de quem
elegeu o Brasil para viver,
e também o compromisso
enraizado ancestral que
aqui Deus semeou e fez nascer.
(Se eu tivesse que escolher
nascer no Brasil,
escolheria para sempre escolher).
Meu lugar é
e sempre será
Aquele
onde eu estiver
Portanto
Procuro não precisar
nada além daquilo
que eu mesmo possa carregar
Meus olhos enxergam
muito perto
Mas
Tenho um coração tranqüilo
enquanto outros
São desertos
Agradeço sempre à vida
por cada graça recebida
e procuro aprender a lição
Que sempre vem contida
em cada verso
e saber
Que cada coisa tem seu tempo
e cada tempo o seu momento
Meu lugar é
e sempre será
onde eu estiver
e não aqueles
aonde o vento me leva
Procuro ter
Aquilo que eu plantar e colher
e sempre juntar e dividir
com tudo que o vento me trouxer
O segredo
é ficar perto daquilo
que faça sentir a alma leve
Tempo infinito
Vida breve.
Edson Ricardo Paiva
No lugar onde eu moro
O vento sopra de noite
Quero-quero canta de dia
Às vezes os papeis se invertem
E o vento sopra de dia
Quer-quero canta de noite
Horas há, também
Em que tudo se mistura
E o vento e o quero-quero
Sopram e cantam noite e dia
E ambos se divertem
em me ver
na dúvida mais pura
Abrindo a janela
e fechando as cortinas
Abrindo as cortinas
e fechando a janela
Centenas de vezes ao dia
e às vezes
Também de noite.
Edson Ricardo Paiva.
Em algum lugar
Deve estar escrito
A quantidade dos passos
E também a de nossas preces
Com o tempo aprendi
Que não preciso me adiantar ou correr
Fatalmente
O mundo sempre gira mais depressa
Mas os caminhos contrários
Não podem favorecer-se
Tempestades ou brisas acontecem
Acostume-se a isso
A vida é um tanto efêmera
E sempre por demais incerta
Os volumes inconstantes
de tantos cântaros que existem
Carregam quantidades diferentes
de lágrimas a ser choradas
Mas todas elas serão tristes
Os dias se alternam
As nossas vontades tresvariam
branda ou intensamente
A mente alça voos
A lugares mais altos
Que os olhos alcançam
Nem sempre a verdade se cala
O silencio
Nos revela mais danos
Que enganos causados
Por milhões de mentiras bem contadas
Em algum lugar deste Universo
Alguém está contando
Quais e quantas elas são.
Edson Ricardo Paiva
Em algum lugar
Deve estar escrito
A quantidade dos passos
E também a de nossas preces
Com o tempo aprendi
Que não preciso me adiantar ou correr
Fatalmente
O mundo sempre gira mais depressa
Mas os caminhos contrários
Não podem favorecer-se
Tempestades ou brisas acontecem
Acostume-se a isso
A vida é um tanto efêmera
E sempre por demais incerta
Os volumes inconstantes
de tantos cântaros que existem
Carregam quantidades diferentes
de lágrimas a ser choradas
Mas todas elas serão tristes
Os dias se alternam
As nossas vontades tresvariam
branda ou intensamente
A mente alça voos
Por lugares tão altos
Que os olhos sequer alcançam
Nem sempre a verdade se cala
O silencio
Pode esconder mais enganos
Que os danos causados
Por milhões de mentiras bem contadas
Em algum lugar deste Universo
Alguém está contando
Quantas e quais elas são.
Edson Ricardo Paiva.
Evite escolher demais
Nunca chegue antes no lugar
Por medo de se atrasar
Um dia teus olhos
Haverão de perceber
Que tanto quem fez
Quanto quem não fez
Ambos
Não fizeram nada
Nada bom
Nada perfeito
Somente aquilo
Que ninguém queria feito
...além de ter feito errado
Mas isso você só vai saber
Quando tudo estiver pronto.
...e tudo estiver perdido
Cedo demais ou atrasado
O fato é
Que seria melhor não ter ido
Não importa quantos lugares
existem neste mundo
Um dia, pra você
Todos eles vão estar ocupados
Evite fazer escolhas
Nem se deixe ser escolhido
Viva a sua vida
Aprendendo sempre e todo dia
Mas procure esconder o que sabe
e chorar no escuro
e... se for pra sorrir
Sorria em lugar reservado
O mundo odeia quem sabe,
e despreza quem chora e quem ri
Evite ser odiado
Este mundo tem ódio
e desprezo demais
Procure não ser o culpado.
Edson Ricardo Paiva.
A Imperfeição de Deus.
Está tudo no lugar errado
Desde quando o Mundo é Mundo
A começar
Pelo cálculo dos horas
E a miraculosa causa de nossas vidas
A pausa para o descanso
No voo dos gansos selvagens
Isso sem falar
Na mansidão da noite
Ou na brancura da nuvem que passa lá no Céu
Fazendo sombra sobre mim agora
Eu acho muito chato tudo ser assim
É simplesmente um erro
O formato rotundo do Planeta Terra
A lágrima daquele que erra
O engano daquele que chora
Todo mundo sabia fazer melhor
Portanto
Está tudo exatamente no lugar errado
Este é o único fato concreto
A noite dá lugar ao dia
O dia que se torna noite
Tudo isso, sem tocar no fato
de que Mares e Oceanos
Árvores, Estrelas, A Morte, A Doença
Nada disso deveria estar nos planos
Gente que pensa e que não pensa
O advento da Humanidade
As Máximas da nossa vã filosofia
Deus nem ao menos perguntou
Se alguém queria
A próxima mudança de Estação
As batidas do coração
A dor que dói agora
Quando a chuva cai
Ou quando ela não vem
A tempestade que destrói
A verdade que um dia aparece
E que destrói também
A fumaça que sobe
A gravidade, que a tudo faz descer
O lamaçal escorre
A grama cresce
O inesperado a causar espanto
O suave canto da Coruja
A viscosidade na língua do sapo
Quando impede que o inseto fuja
A Luz do Sol
Projetando a Sombra da Terra
Quando a Lua míngua
Água limpa, consciência suja
Um mundo todo errado
Ninguém que eu conheço erra
E tem sido assim desde o começo
O gato que mia
O latido do cão
Tá tudo errado
Abençoada imperfeição!
Ainda bem
Pois, Quem criou tudo isso
Não deixou que nada
Ou quase nada eu tenha feito
Neste Mundo abarrotado de defeitos
Pois, de certo
Assim me resta
E não presta do mesmo jeito
Somente a modesta e desprendida inspiração
Em saber reconhecer em mim
Que a tudo que fiz em vida
Nunca fiz nada direito.
Edson Ricardo Paiva.
Castelos de areia
Montanhas na Lua
...ou em Marte
Todas feitas de açúcar
Em algum lugar
Um lugar onde ainda não fui
Destarte, somente as areias
mas sem os castelos
Um sorriso amarelo
Naquele eterno jeito triste de viver
As alegrias esperadas
Trazem sempre
Outras tristezas
E poucas risadas
Marte está tão distante...
A vida segue adiante
Ainda resta sonhar-te
Sexta-feira choveu
Todo mundo que eu vi
Se molhou
Menos eu.
Edson Ricardo Paiva
O Mundo se move
A vida passa
e nada fica no mesmo lugar
Se olhar direito
Pro dia de ontem
Talvez a gente reconheça
Em sombras que se escondiam
Muito mais coisas ocultas
Nas dobras da escuridão
Pensamentos se cruzam
Qual se arroios fossem
E o tempo que passou-se ontem
Hoje nos trouxe
Um pouco mais de força
Talvez energia nova
Um certo apoio
Um abrigo no peito
O trigo apartado do joio
E que prova valer a pena, ainda
Prosseguir de alguma maneira
Pode ser que à margem do caminho
Pisando leve e pelas beiras
O nosso breve tempo
Que a cada dia se prolonga
Mais e mais
Um barco no rio
Quem sabe um dia frio
Onde não cabe um abraço
Um espaço de tempo
Antes que a tempestade desabe
Talvez uma vida sem paz
Um sonho um tanto pesado
No sono, a cada dia mais suave
Enquanto o tempo a vida leva
E talvez a gente nunca entenda
A estupidez ilógica
Que determina
Se existe uma vida de verdade
Com a qualidade
E a opção de ser feliz
Ou então
Se o mundo é somente
Uma ferida aberta
E não existe um lugar
E nem hora certa pra nada
Portanto
A gente vai pisando à margem
Andando pela beira pra sempre
Felicidade
Somente uma lenda
Até que o mundo compre o corpo
de quem não pôs a alma à venda.
Edson Ricardo Paiva.
O Mundo se move
A vida passa
e nada fica no mesmo lugar
Se olhar direito
Pro dia de ontem
Talvez a gente reconheça
Em sombras que se escondiam
Muito mais coisas ocultas
Nas dobras da escuridão
Pensamentos se cruzam
Qual se arroios fossem
E o tempo que passou-se ontem
Hoje nos trouxe
Um pouco mais de força
Talvez energia nova
Um certo apoio
Um abrigo no peito
O trigo apartado do joio
E que prova valer a pena, ainda
Prosseguir de alguma maneira
Pode ser que à margem do caminho
Pisando leve e pelas beiras
O nosso breve tempo
Que a cada dia se prolonga
Mais e mais
Um barco no rio
Quem sabe um dia frio
Onde não cabe um abraço
Um espaço de tempo
Antes que a tempestade desabe
Talvez uma vida sem paz
Um sonho um tanto pesado
No sono, a cada dia mais suave
Enquanto o tempo a vida leva
E talvez a gente nunca entenda
A estupidez ilógica
Que determina
Se existe uma vida de verdade
Com a qualidade
E a opção de ser feliz
Ou então
Se o mundo é somente
Uma ferida aberta
E não existe um lugar
E nem hora certa pra nada
Portanto
A gente vai pisando à margem
Andando pela beira pra sempre
Felicidade
Somente uma lenda
Até que o mundo compre o corpo
de quem não pôs a alma à venda.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje, assim como era antes
Eu cheguei ao lugar
Onde prossegue a espera
Mas agora eu entendo
Que não há como chegar
Ao final da jornada
Simplesmente porque
Ela não tem um fim
Me faltava saber
Que eu só preciso encontrar
O caminho que leva até mim
Neste momento eu contemplo
As dobras que fizemos
Nas mangas do tempo
Pensando em pôr as mãos à obra
Enquanto não sabíamos
Que nos cabia saber
Mas agora eu sei
Que não nos cabe ainda
Porque nunca saberemos
Antes que o tempo derrube
As colunas do Universo
E o Céu desabe sobre nós
E acabe por fazer
O que não foi feito
Do jeito perfeito
Que tanto queremos
Pode ser que ali na esquina
Debaixo daquela escada
Esteja escondido
O segredo da vida.
Edson Ricardo Paiva
Agora, assim como era antes
Não posso chegar
Ao lugar que se espera
Hoje eu entendo
Que não vou alcançar
O final da jornada
Porque
O final sou eu
Entre tudo mais que existe
Só o tempo não é eterno
Ele apenas corre eternamente
As fronteiras erigidas
Estão todas em mim
Como o vento
A soprar por sob as asas
A sustentar o voo
Enquanto a vida passa
As dobras que fizemos
Nas mangas do tempo
São apenas pra descobrir
Que existem coisas bem pequenas
Que não nos cabe saber
Nunca as saberemos
Até que o tempo corroa os alicerces
Que sustentam a esse
E a tantos outros Universos
Pra que o Céu desabe sobre nós
E acabe por tornar perfeita
A perfeição corrompida
Pelos nossos olhares tortos
Quero crer que ali na esquina
Debaixo daquela escada
Pode ser que esteja
Escondido
O segredo da vida.
Edson Ricardo Paiva.
