Lugar
Deus me livre de andar por terras que não me levam a lugar nenhum e de voltar aos lugares onde me perdi de quem sou.
Deus me livre de deixar o amor esfriar em mim por causa de tanta dor que já doeu em meu peito.
Deus me livre de ser outra que não eu!
Deus me livre de perder a coragem de amar e Deus me livre de não me perdoar.
Nildinha Freitas
Eu fui abrindo espaços para você entrar, deixando tudo no lugar.
Aqui, não deixei resquícios de ninguém, só o que era meu!
Meu mundo!
Meu cheiro!
Meu sorriso escrito nas entrelinhas e nas paredes antigas dessa casa que sou.
Tudo está pronto e espero você chegar, mas aviso: vou abrir a porta da casa para você entrar, porque você abriu a sua para mim
e não deixou a chave lá fora para quando eu chegasse, antes do nascer do sol.
Para você ofereço reciprocidade, inteireza e verdade.
Nildinha Freitas
Eu fui abrindo espaços para você entrar, deixando tudo no lugar. Aqui, não deixei resquícios de ninguém, só o que era meu!
Meu mundo!
Meu cheiro!
Meu sorriso escrito nas entrelinhas e nas paredes antigas dessa casa que sou.
Há aquele dia inesquecível, na chuva molhando aquelas pedras irregulares, daquele lugar de casarões antigos e lampiões centenários a contar histórias... E você ali, em silêncio vivendo o momento esplendoroso, fazendo cada dia e noite se encarregar de si mesmo.
Se você estiver em um lugar onde a natureza prevalece, olha para o céu e veja as nuvens que estão em constante movimento.
Veja que os pássaros estão a cantar alegremente, e o mesmo vento que leva as nuvens para várias direções, também assopra em seus ouvidos uma bela canção a revelar os segredos da felicidade...
Quando colocamos Deus em primeiro lugar todas as nossas escolhas se tornam melhores que as anteriores.
Não existe a possibilidade de perder algo quando estamos com Deus.
Cansado...
Certo dia, estive em uma praça. Um lugar tranquilo. Observei cada detalhe ao meu redor. Sentei-me em um banco posicionado à frente de um aquário com peixes coloridos. No silêncio daquele espaço, concentrei-me apenas no que verdadeiramente me interessava: a *Ordem Natural das Coisas*. No entanto, algo parecia desalinhado. Todos os bancos estavam ocupados por casais, enquanto o banco onde me encontrava permanecia vazio — assim como eu me sentia por dentro.
Compreendi, ali, que a paz, muitas vezes, vem acompanhada de um vazio profundo e do medo constante de se machucar, de ser traído, julgado ou abandonado. Tais experiências marcaram minha vida a ponto de eu desenvolver certa repulsa por qualquer sorriso que tente se aproximar. Toda flor, no início, esconde seus espinhos — e aprendi isso da pior maneira. Talvez eu esteja errado, ou talvez não.
Hoje, não ofereço mais justificativas às pessoas que tentam se aproximar de mim. Simplesmente encerro qualquer tentativa de conversa logo no início. Reconheço que, por vezes, minha atitude possa parecer arrogante. No entanto, ao me observar, percebo que essa postura é apenas um mecanismo de defesa.
Pergunto-me, frequentemente: *“Por que ainda guardo memórias de uma ilusão perdida?”* Ela adoraria tomar sorvete. Seria uma excelente companhia para compartilhar essa paz e, talvez, amenizar esse vazio. Mas a vejo — em pensamento — ao lado de outro, alguém que talvez ainda nem exista, ou que já esteja com ela. A imagino me traindo após uma vida feliz que construímos… em um futuro que jamais chegou a acontecer. E, só de pensar nisso, meu coração se aperta, se despedaça, e os olhos se enchem de lágrimas. É o medo de sentir novamente toda aquela dor.
A sensibilidade de um homem raramente é vista. Por fora, pareço firme e competente. Por dentro, meu coração apenas continua a bater por obrigação — pois, emocionalmente, já estou morto. E nem mesmo cheguei à velhice… tenho apenas 21 anos. Mas me sinto destruído.
O que é uma família? O que significam os amigos? Todos eles, um dia, se vão. Eu simplesmente desapareci. Não sei o que é ter pai, mãe ou verdadeiros amigos. Quando chega o momento de sentir algo, tudo em mim está vazio. Quando observo a dor dos outros, me mantenho sempre distante.
Não me irrito, não controlo ninguém, não pertenço a ninguém e também não quero que ninguém pertença a mim. Fico feliz por ver outras pessoas construírem famílias felizes. A minha apenas me decepcionou. E, para os meus antigos amigos, talvez eu tenha tido valor apenas enquanto tinha algo a oferecer.
Sim, cometi erros. Muitos. Mas o tempo, aos poucos, tem me ensinado. Na verdade, sou eu mesmo quem tem se reeducado. Eu fui alguém vivo… e acabei morrendo aos poucos. Morri assistindo a conflitos em lugares desnecessários, morri presenciando discussões fúteis. O que restava de mim foi incinerado quando duvidaram da minha capacidade de crescer, quando fui traído, quando ofereci meu amor e fui rejeitado.
Hoje, permaneço em silêncio nos lugares, não como uma pessoa, mas como um fantasma. Quando reencontro alguém do passado, finjo não reconhecer. Dizem: *“Oi, Hysheller, quanto tempo! Como você está?”* E eu respondo: *“Desculpe, não me recordo de você. Não desejo conversar. Tenha um bom dia. Tenho responsabilidades.”* E essa resposta vale até mesmo para quem um dia amei profundamente.
Alguns dizem que é orgulho. Mas a verdade é que a solidão, por mais dolorosa que seja, é o único lugar onde me sinto, de fato, seguro.
Hoje eu reparei o céu noturno...
Tinha muito tempo que não me sentia assim...
Entendo meu lugar e minha posição e onde eu e minhas escolhas me trouxeram...
O tempo é fascinante, ele acalma, ele te causas ansiedade ele é o senhor de tudo e nós somos pequenos e tão repentinos...
Procuro todo os dias
Uma resposta
Resposta essa que não encontro em lugar algum
Vivo a deriva, sem saber o que fazer ou pensar
As vezes o desânimo bate
Bate mas forte que o sentimento de alegria
Se nossa felicidade durasse tanto quanto o nosso sofrimento
Não nos queixaria das dificuldades do dia dia.
Se
Se eu pudesse voltar
Voltaria no tempo
Para aquele lugar
Que não este lamento
Se eu pudesse escolher
Escolheria no tempo
Aquele lugar
Que gozava o momento
Se eu pudesse mudar
Mudaria o sentimento
Para sentir menos
E com ela ficar
Se eu pudesse falar
Não falaria
Para que no silêncio
Eu pudesse te amar
Se eu pudesse lutar
Lutaria
Para qualquer dia
A Vitoria encontrar
A igreja é o lugar onde as pessoas devem romper com as barreiras. A Bíblia ensina que somos livres em Cristo Jesus. Então, como comunidades do Pai, devemos ser os canais da graça para rompermos com os preconceitos, com a indiferença, com o racismo, com o egoísmo e com a falsidade. A Bíblia diz: Conhecereis a verdade e ela vos libertará. Essa verdade é Jesus Cristo.
Quando perdemos o affectus por Deus deixamos de tê-lo em primeiro lugar no nosso coração. Quando perdemos o affectus por Deus, por vezes temos dificuldades para contemplar a providência do Eterno dentro de nós mesmos. Quando perdemos a afeição pelo Eterno deixamos de entender o significado da aliança que ele tem conosco. Daí a dificuldade será grande em entregar tudo o que somos e temos para o Eterno. Muitas coisas se tornam o centro do nosso coração.
A vida comunitária é o lugar onde se descobre a fraqueza humana do ser e se aprende a assumi-la. Essa prática só é fato numa comunidade por causa desse elemento chamado: amor
Nós precisamos dos lugares a sós, dos lugares onde entramos em solitude, um lugar onde seja um jardim de oração, de contemplação perfeita do Pai.
Quem ocupa lugar numa trincheira não está atrás da verdade: tudo o que busca é a confirmação daquela que construiu para si mesmo.
Ninguém duvida que o lugar mais seguro para um avião estar é no solo.
Mas se tivessem sido feitos para permanecer no chão, por princípio não teriam asas.
Todas as vezes em que se dá mais atenção ao que se faz ou ao que se deixa de fazer, em lugar das razões por trás dessas ações, abre-se espaço para percepções equivocadas da realidade além de outras tantas injustiças, já que intenções espúrias são mascaráveis, e atitudes sinceras não costumam ser postas no alto do mastro.
Quando dói lá dentro onde não existe lugar, quando a respiração fica pesada, quando o choro não vem mais, quando não existe nenhum pensamento, quando o vazio tomou conta de preencher tudo, quando o nó na garganta não quer se desfazer, quando o todo virou solidão ... O que restou de mim?
