Lucidez
Não esperar nada das pessoas não é frieza, é lucidez.
Se você está dando o seu melhor, o que exatamente está esperando receber?
Aplausos? Gratidão? Reconhecimento?
Isso só existe na cabeça de quem ainda não entendeu a vida.
Quem faz esperando retorno vive na coleira dos outros.
Quem entrega o que tem de bom sem pedir nada em troca é livre.
Livre da decepção, livre da ilusão, livre do peso de contar com quem nunca teve força pra carregar nem a própria sombra.
A verdade é simples:
Se você doa o seu melhor, você já recebeu tudo o que precisava — o caráter que poucos têm.
O resto é barulho.
E barulho não constrói ninguém.
Não se trata de ser frio, mas de ser firme. O que você oferece é seu legado, não uma moeda de troca. Quem entende isso, anda leve, sem correntes, sem ilusões..
A persistência é filha da razão; a teimosia, órfã da lucidez. É a inteligência que decide a linhagem.
É necessário respeitar o ser humano em sua totalidade, na sua lucidez ou na falta dela!
Independente da quantidade de dias vividos!
Todos os dias me esforço para manter a minha mente no presente e ter lucidez para me tornar até o fim uma pessoa suportável. Porque quando nos tornamos insuportáveis somos em primeiro lugar para nós mesmos.
No cume da livre iniciativa, a lucidez exige desapego: o capital respeita apenas decisões firmes, a escassez educa sem complacência, e a excelência, solitária por natureza, reserva um único assento àqueles capazes de priorizar a razão acima da piedade.
Disse o poeta, certa vez, que a borboleta era mais importante que a flor. O bêbado, com a lucidez que só o excesso permite, respondeu de que valeria a borboleta se a flor não fosse essencial à sua existência?
Eraldo Silva.
Entre o delírio e a lógica
segue a mesma pulsação:
a lucidez é ferida,
e viver é insurreição.
William Contraponto
A consciência dos ciclos da vida não elimina a perda,
mas nos ensina a atravessar, com lucidez, o que vem e o que se vai.
William Contraponto
Muitas vezes embriagados por sentimentos conflitantes, perdemos a lucidez, e acabamos por viver de uma forma que flertamos intensamente com a perda total de nossa capacidade de discernir sobre o certo e o errado. Flutuamos amarrados em uma cadeira de plástico. E, subjugados diariamente pela falta da razão, vivemos de modo que não controlamos mais nossas vontades.
A perda da lucidez aprisiona nossa mente, nos cegando de tal forma que apenas enxergamos pequenos feixes de luz daquilo que um dia chamamos de consciência. Fato é que sem essa, tudo vira um grande loop de erros e consequências que apenas nos causam dor e sofrimento.
Augusto Martins
Entender a recompensa do tempo no envelhecimento é reconhecer os seguintes fatos: Lucidez e verdade, humildade amadurecida, sabedoria prática, reconciliação com o presente e profundidade espiritual.
Linda, maravilhosa mulher,
rainha do meu caos e da minha lucidez.
Onde escondeste aquele sarcasmo feminino
capaz de sorrir enquanto devasta certezas?
Tua ambição é chama fanática,
ardor que não pede permissão.
Em ti, o pecado vira filme antigo,
proibido, belo, perigoso —
não de sangue, mas de desejo vivo.
Tua cama não é lugar:
é palco.
E no espetáculo da luxúria,
cada gesto teu é arte que me desarma.
Eu te desejo sem pudor de palavras,
melindrosa e bruta, doce e sacana,
porque foste moldada para a sedução
e eu, para me perder nela.
Cleópatra moderna,
tu és parte de mim — mais e mais,
império que cresce dentro do peito
onde razão nenhuma governa.
Eleva teu poder, mística sedutora,
vem profanar meus medos,
blasfemar contra o silêncio.
Tua boca no meu corpo
é feitiço, é reza,
é bruxa doce chamada felicidade.
A invasidão que predomina o meu ser e provoca amor e lucidez em meu coração.
Sua presença trás alegria e um sentimento de paixão.
Você é eminentemente bela e me faz regredir as primícias do meu coração.
Faz me compreender o sentido da paixão.
“Há regiões da mente onde a razão não falha por fraqueza, mas por excesso de lucidez; é ali que o homem se confronta com aquilo que prefere chamar de loucura.” - Leonardo Azevedo.
Em tempos complexos, a lucidez e a resiliência são essenciais; não podemos mais nos dar o luxo de ignorar as asperezas do caminho.
A BÊNÇÃO E O CASTIGO DA LUCIDEZ
Viver sem fantasia é ver o mundo sem vaidades e sentimentalismo.
É existir sem o consolo das imagens mentais,sem os espelhos do passado,
sem o teatro das lembranças e seus ideais inalcançáveis de futuro.
Caminho entre silêncio e fatos, presente e gratidão.
Não sonho.
Não recordo.
Reconheço.
A realidade me atravessa crua.
Sem filtros.
Sem refúgio.
Chamam de deficiência o que é clareza.
Chamam de vazio o que é consciência.
O mundo vive do que inventa para suportar o império restrito da hiperfantasia de poucos egoístas.
Eu sobrevivo do que é real.
Ser lúcido é morar entre abismos.
É saber demais e sentir o necessário.
É compreender o todo e ainda carregar o silêncio ao observar o absurdo.
A solidão é real, mas também é o preço da verdade.Quem vê sem ilusão sustenta o peso do céu com as próprias mãos.
A lucidez é um exílio.
Mas é também o lugar da liberdade.
Abençoado quem suporta ver o mundo como ele é e ainda escolhe não se corromper.
Que se entrega ao dever do bem não sofre nas mãos do egoísta vaidoso.
A mente viaja por territórios obscuros, onde a lucidez perde o freio.
É profana, inquieta, devassa de pensamentos que não pedem permissão.
Cria, destrói, refaz — fértil em excessos e verdades nuas.
Explora encantos proibidos, não por prazer vazio, mas por fome de existir.
Há nela uma força indomável, uma tensão que não aceita jaulas.
Cada ideia é um risco, cada desejo uma ruptura.
Quando desperta, não sussurra — explode.
É vulcão em erupção:
queima o que é fraco, transforma o que resiste
e deixa cinzas onde antes havia medo.
Não é pureza.
É potência.
E quem tenta contê-la, inevitavelmente, será engolido.
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