Lucidez
A alma também adoece de excesso de lucidez. Há verdades profundas demais para serem carregadas sem deixar marcas irreversíveis na forma de enxergar o mundo.
Pra mim, é quase um malabarismo
manter a lucidez
que é tão imprescindivel na vida...
-Haredita Angel
20.08,12
... um homem
que não influencie outros
homens por meio de sua nobre
postura e lucidez de espírito
dificilmente conseguirá
auxiliá-los!
Prá mim, é quase um malabarismo manter a lucidez
que é tão imprescindivel na vida...
☆Haredita Angel
Bom dia… com alegria —
mas também com lucidez.
Sabe por que o mundo anda cada vez pior?
Não é só o destino…
é o próprio povo.
Gente que fala de justiça,
mas pratica injustiça
dentro da própria casa.
Helaine machado
A maior crueldade da existência talvez não seja a morte, mas conceder ao homem a lucidez apenas quando já não existe ninguém capaz de receber o amor que ele finalmente aprendeu a oferecer.
"O viver carrega densidades, e a maior delas é a lucidez de que somos efêmeros.
Tudo o que é palpável fica; partimos levando apenas o peso e a leveza das nossas ações, eternizadas no tecido da própria consciência e na alma daqueles onde tocamos.
Que saibamos o que semear: se a dor ou o acalento.
E que, na travessia mútua da existência, sejamos a luz a guiar os passos dos nossos irmãos."
A invasidão que predomina o meu ser e provoca amor e lucidez em meu coração.
Sua presença trás alegria e um sentimento de paixão.
Você é eminentemente bela e me faz regredir as primícias do meu coração.
Faz me compreender o sentido da paixão.
" Desculpar é o primeiro movimento da lucidez. Trata-se de reconhecer a falibilidade humana sem se aprisionar ao juízo imediato. A desculpa suspende a reação instintiva e inaugura a compreensão. Não absolve plenamente, mas impede que o espírito se degrade no impulso da represália. "
Nos laços profundos de lucidez sou apenas palavras jogadas no vento.
Lanço meus pensamentos voam igual a fragmentos.
Num suposto estado inerte todavia olho os ceus e raios do luar, dando caleidoscópio mental e transcendendo meus pensamentos fragmentos num sonho.
O ego do eco do ser copiado...
Perfis parecendo clones da lucidez.
Como espiritos livres em busca de compania nas asas do próprio eu sendo eu sou, este por sua vez se julga conhecer a si mesmo mais profundo da alienação seria copia da copia mero teor no aspecto abstrato que absorve seu próprio ego sendo sensatez ganha sombras de deformação do senso natural para senso do abandono intelectual.
No lucidez o cego vê formas numa fogueira imaginaria.
Sua cegueira não é mais uma muralha.
E sim uma oportunidade de vivência novas experiências embora sua limitação seja sombras.
Num mundo caótico tenha apenas dentro de um sonha a liberdade de viver,
Suas escolhas estão tão perto da realidade que as correntes da cegueira só sejam sombras da desconexão esses lapsos são exposição a fogueira.
A caverna escura se opressão política.
Seu sonho é envolto de dias melhores...
No dia a dia seja repleto de dificuldades.
A luz no final do túnel seja apenas luzes do farol.
A diferença social seja mais capítulo do dia a dia, a fome e cansaço seja um gole de vinho seco.
Paralisado num estado fumegante tenho certeza que atormenta a mente no final do mês as contas a pagar,
O galho de árbitro se alimenta da seiva da relva selvagem.
Na lucidez as nuvens caminha no céus,
Presente que mundo espera as chuvas chegam.
Na despedida da existência da noite ouvimos canto ecoando no vale.
Manifesto da Caverna Digital
Por Celso Roberto Nadilo
Da luz nasce a lucidez; da escuridão, a conspiração.
Denoto o deleite do "estar sobre o consciente". Eu, o político corrupto de mim mesmo. Observo as deformações projetadas na parede da caverna e as alegorias que alimentam o medo dos fanáticos "seres de luz". Olho para o vento, empurrado pelo ar-condicionado, enquanto o ambiente é aquecido pelo sopro dos coolers que tentam resfriar as máquinas.
A informação, antes escassa e buscada a passos lentos através do modem discado, hoje nos atropela. Esse excesso se parece muito com o velho paradoxo: só sei que nada sei, mesmo diante de todo o conhecimento do mundo. Frente ao desconhecido, minha alma se faz verbo; evoluímos para a palavra quando o mistério nos confronta. Mas o que sou eu diante disso? Nada mais do que o próprio ser. Se penso, logo existo, e diante do que sou, sigo sendo o "eu" que habita o subconsciente.
Na clareza da minha mente, vejo a caverna digital. O feudalismo digital. O silêncio ensurdecedor de nossas almas falantes.
A preguiça de pensar nos colonizou: se há dúvida, o Google resolve; se falta método, o YouTube ensina — até a voz da experiência se rende ao clique. Mas nem tudo o que se pesquisa abraça a realidade. Cada experiência humana é única, assim como é único o vazio daquele que abdica do seu senso crítico. Minha voz estacionou na resiliência da pragmática. Sou um navegante cheio de sonhos em um mundo feito de alegorias.
Dividimos o espaço com o velho pão e circo. Vivemos uma alienação coletiva, alimentada por interações extremistas de uma direita radical e de uma esquerda socialista e comunista. Mas, no fundo, a verdadeira crise é a corrupção do próprio ser. Eis o novo cabresto: o antigo voto dos coronéis agora é a ilusão burguesa, maquiada com viés filosófico. Caminhamos pelo espaço tecnológico, mas ainda somos saqueados por piratas corporativos e governantes. Obras ilusórias e gastos milionários continuam blindando os "homens de bem".
A balança da justiça está quebrada. Se um miserável rouba um pedaço de pão, são vinte anos de prisão, sem direito a condicional — a pena original era de um ano, mas o sistema esqueceu o indivíduo, e a revisão do processo se perdeu na fila do esquecimento legal. Enquanto isso, outro desvia milhões, filma a própria audácia e agora quer ser presidente. Um terceiro, que nem cometeu crime, só por usar o boné errado ou estar perto do fato, amarga dois anos de cela até provar uma inocência que ainda lhe custará caro.
O circo continua. E nós, diante dos fatos narrados, continuamos sendo testemunhas — e cúmplices — do nosso próprio tempo.
Os momentos de maior lucidez do ser encontram-se na profunda reflexão do próprio eu. Todas as experiências vividas habitam o consciente e o inconsciente.
A Lucidez do Desvio
Agilson Cerqueira
Há dias em que tudo o que desejo é o vácuo: um instante absoluto de silêncio, onde o pensamento deixe de ser defesa e volte a ser apenas contemplação. Caminho sem pressa, guiado por desvios que não conduzem a lugar algum, porque nem toda busca precisa encontrar um destino. Alguns existem apenas para manter acesa a lucidez.
Quando a mente acredita ter alcançado a claridade, descobre que toda luz também ofusca. Então abandono a razão e permito que uma estranha estesia me conduza. Nesse estado, o mundo deixa de exigir explicações, e o mistério passa a ser suficiente.
Dormir torna-se um ritual. O sono não é descanso, mas uma fuga do caos, onde a alma dissolve os excessos do dia e devolve ao cérebro a possibilidade de recomeçar. Acordo sem certezas.
Sobreviver nunca foi uma vitória definitiva, é apenas o delicado equilíbrio de quem caminha sobre o fio invisível da própria existência.
Há um deserto que atravesso diariamente. Não é feito apenas de areia ou de sol escaldante, mas é nele que descubro meu único refúgio: digressionar. Nesse território íntimo, a realidade perde a rigidez das formas, e o impossível recupera o direito de existir.
A vida insiste na matéria, no peso do corpo, na dureza do concreto. Ainda assim, persisto em sonhar para além do que os sentidos alcançam. Talvez viver seja exatamente isso: alimentar a matéria enquanto o pensamento insiste em habitar o invisível.
Ser consistente diante da rotina não é sinal de grandeza; é apenas a condição silenciosa de todo ser que continua caminhando. Somos animais do tempo, condenados ao movimento, sustentados pela esperança de que a espera também produza sentido.
E, enquanto o mundo exige respostas, continuo escolhendo o desvio. Porque é no caminhar, e somente nele, que se encontra a liberdade de regressar a si mesmo.
Agilson Cerqueira
