Loucuras
Quanto mais exageros nas loucuras melhor o prazer no coração e mais certo do pecado carnal maior o desejo sentimental;
Quero te sentir nas minhas loucuras na qual te faça realizada com o meu toque e meu calor que desatine toda sua razão;
E cada abraço apertado é um convite para sentir o prazer intenso que os teus olhos me dizem querer, porém a tua boca me afoga com os beijos salientes demonstrando ainda mais os desejos pelo meu corpo;
Jogas-me pela cama em teu trejeito selvagem de mulher santa, inocente, porém perigosa em teu momento calculista de atacar sua presa;
Sonho com as tuas atitudes de me tirar da minha razão e me dar suas insanidades para que eu possa me encontrar em seu dengo mais gostoso;
Imagino te invadindo com minha vontade insaciável de realizar todas as minhas fantasias junto a ti, invadir-te-ei para te mostrar o quanto te desejo;
As minhas loucuras de amor de hoje serão as lembranças gostosas de amanhã, para minha experiência sentimental e que não me faça arrepender-se;
Meus atos são compostos de loucuras perfeitas, permitida pelos meus pensamentos lúcidos e seguros que me dão as devidas seguranças;
Renasci do amor no século passado e entendi os meus sorrisos no encontrar de um púnico lugar que ainda podemos confiar: nosso coração;
Estou a procurar o entender não pelas loucuras, mas sim pela minha razão, porém sem sucesso quando se tem amor e paixão em jogo;
Contudo isso, eu já perdi o medo de me entregar mesmo sem sentido de mudar para dentro do seu coração;
Sem consciência não há amor
E sem amor não há loucuras
Sem loucuras não há história
E sem história não há vida;
Sou lúcido nas minhas responsabilidades, mas sou insano nas minhas loucuras;
Ou insano nas responsabilidades e lúcido nas minhas próprias loucuras;
O meu amor é o mistério do meu coração, pois as minhas palavras são loucuras de poeta quando me inspiro sob a luz da madrugada...
Com tanto amor a transbordar o coração oculta-me para assim se fazer a absolvição prometida ao meu caminho...
Nas palavras e pela sabedoria vivenciada é que sabemos se há realmente o amor verdadeiro...
Entendemos olhares escondidos por algo vibrante ao nosso coração, onde nem sempre tocam o mesmo...
LOUCURAS DE AMOR
Querer e não te ter
é como admirar o mar e não sentir suas águas.
Querer e não te ter
é ser sol, lua e mar, sem nunca se encontrar.
Te ter e não te querer
é renunciar a um diamante raro,
é negar o brilho que ilumina até as sombras mais profundas.
Tocar-te é navegar nas profundezas do oceano,
uma vertigem que enlaça, uma viagem que consome,
onde dois corpos se perdem em labirintos de paixão.
Loucura de sedução,
um enredo onde o desejo escreve suas linhas,
envolvendo-nos no êxtase de amar e ser amado.
Não apenas um "eu te amo",
mas um viver pleno:
sentir, tocar, cuidar, doar-se por inteiro.
Loucuras de um amor proibido,
intenso como o instante que não se repete,
que arde em milésimos de segundos,
como a primeira e a última vez.
E quanto maior a loucura,
mais indelével será a lembrança,
gravada como fogo na memória,
eternizada na poesia da saudade.
Fazer loucuras é um sinal de liberdade que nada tem a ver com estar louco, simplesmente dá asas a uma possibilidade: a de tomar um caminho diferente do que é considerado normal.
Às vezes a sociedade imbecilizada fica muito escandalizada quando alguém faz as loucuras que ela gostaria de fazer.
Dos resquícios de amor
Em nós permaneceram
Os deliciosos indícios,
Das loucuras em flor
Em nós fixaram
Os previstos inícios,
Dos maliciosos beijos
Em nós sempre [pairam...,
As memórias sem medos.
Do teu abraçar em festa,
Eu me aproveitei,
Do teu aroma de terra,
Eu jamais [desistirei.
Dos desejos represados
Não podemos nos negar,
Das carícias recolhidas
Nós podemos recapitular,
Dos tempos tímidos
Não quero nem lembrar,
Os versos indeclamáveis
Em nós ficaram reunidos,
Não quero ainda [revelar..,
De tudo o quê não vou negar.
Do teu olhar em festa,
A tua roupa eu arranquei,
Da tua ternura em pele,
Eu senti e me [arrepiei.
Das intensidades impublicáveis,
Os teus beijos bem guardados,
Eu já te revelei, e me entreguei!
Das verdades incontáveis,
Os teus cortejos eu registrei;
Dessa cor de amor que tens,
Os meus suaves desejos
Desabrocharam em mil [amores...,
Só para ver se um dia tu vens.
Das amenidades apaixonadas,
Os teus enleios fascinantes,
Eu hei de vê-los em noites estreladas!
Dos aromas orientais,
Os meus poemas são ofertórios,
Ao delicado colibri amado
Que tanta falta sempre me [faz].
Não tenho dúvidas
que você me ama com
todas as minhas loucuras,
E cada uma delas
agora também são suas.
As tuas loucuras
de amor têm todos
os dias erguido
jardins suspensos
para nos abrigar,
dando o luxo de contar
um com o outro acima
de todas as influências
que atentam contra o quê fascina.
Perspectivas
A libertinagem intesifica a reciprocidade
Não há sentido demonizar quem vive para o prazer
A religião que tornou a conduta profana
Esconde Deuses libertos alados às camas
Do que adianta dar asas aos anjos
se a ética não lhes permitir voar?
Bonecos moldados por uma falsa moral
Guardiões de um exército falido
Travestidos de bem, praticando o mal
Discussões evitadas, palavras não ditas
Quem sempre nega a culpa
Há de amargar o arrependimento
A dor do coração partido
Ao ver ela partir
Me revelou ser inútil
Enquanto esteve aqui
Todo amor vira ódio
Quando vencido pelo tédio
Consciência de inércia
Me fez assim tão só
