Loucura sem ser Doida
Velejando entre a loucura do sábio e a sabedoria do tolo, cá estamos Nós, sempre Alicerçados por esse misto de Loucura e Sabedoria.
Um brinde ao Amor!?!
És a minha loucura,
És a minha sanidade,
És a minha ternura,
És a minha saudade,
És tudo o que me livra,
És toda a minha vida.
Você chega com a noite,
E também com a manhã.
És o meu Sol,
És a minha Lua,
És o meu sal,
És o meu mel,
És o meu céu,
És a minha doçura.
Você chega com a brisa,
E nunca vai embora.
És a minha batalha,
És a minha unção,
És a minha glória,
És a minha preferência,
És a minha história,
És a minha paixão.
Você nunca chega,
É porque nunca foste.
És a minha poesia,
És o meu verso,
És a minha prosa,
És o meu poema,
És a minha biografia,
És a minha trova.
Você sempre dentro,
da minha pele e do sentimento.
És o meu tudo,
És o meu nada,
És o meu recato,
És o meu tempo,
És o meu corpo,
És a minha vontade depravada.
Não abro mão dessa sublime loucura de te provocar, Vou te amando vagarosamente até você 'não aguentar'...
Serei perfeitamente grande para ser tua, E me renderes do teu jeito, viveremos essa loucura boa, essa loucura que não terá jeito...
O amor de devoção é guiado pelos olhos da loucura doce, A mulher quando ama com obediência, entrega plena e ternura.
O amor floresce cheio de loucura sã, E guiado pelos olhos da loucura, não teme jamais a noite escura, Ele crê em tudo e tudo procura...
A tua boca taça carmim, A minha tem sede, Quero carícia, loucura e doçuras, E muito balanço porque sou o peixe da tua rede.
Da minha curvatura
No teu hemisfério,
De toda a loucura
No teu mistério,
És meu império...
Do meu ministério
No teu paraíso,
Do avanço firme
No teu saltério,
És meu desidério!
De todo o beatério:
Na verdade prefiro
De vagar em vagar,
No teu corpo chegar
És nascido para amar...
Do meu alucinante olhar
No teu brilho a desnudar,
Do teu invadir discreto
No meu corpo a revelar,
És meu caminho sem reverso.
Amar-te com as tuas mãos ao redor da
minha cintura, não é vã loucura;
é querer matar a sede contigo
no ribeirão da ternura.
Amar-te gravitando ao redor de mim,
farejando como animal selvagem
o teu cheiro não é um pecado inteiro;
é ser argila nas mãos do oleiro.
Amar-te é deixar você me modelar
ao teu jeito, não que eu não tenha jeito;
é querer estar a cada dia mais próxima
do que é o amor perfeito, e bem feito.
Amar-te nas nossas danças de corpos,
na comunhão de sonhos,
na conjugação de gostos,
não será doçura ao léu;
é um convite para tocarmos o céu.
Poesia da loucura de amor
represada que todos os dias
têm feito a sua alma cativada,
e a cada dia a minha capturada
por tuas virtudes heróicas
capazes de reunir e unir
em festa o Ocidente e o Oriente
com invencibilidade e paixão
que iluminam a escuridão
convertendo a numa constelação.
A tua mão nas costas,
a minha na cintura,
somos loucura pura
rodopiando no salão
ao ritmo do bugio,
Você sabe que caímos
no truque do destino,
És meu amor sacudido
e eu sou a poesia
que te fez a voltar
a ter coração de menino.
Triste século onde a loucura, o egoísmo, a intransigência e a individualidade, não próprias só dos mais jovens, se espalha como perversão na mente demente dos mais maduros poderosos.
Não se engane para ter uma felicidade plena hoje em dia, precisa se de uma grande porção de loucura, uma pitada de idiotice e uma colher cheia de egoísmo.
Na desconcertante modernidade, a loucura muitas vezes faz parte imprescindível, da relativa sanidade em que vivemos.
A arte e a loucura estão intimamente ligadas, onde termina uma começa a outra, que se alternam o tempo todo, pela imaginação criativa do absurdo.
