Loucura e Lucidez
Quando surtem os primeiros efeitos de lucidez, uma vasta impressão da loucura se faz presente em efeitos colaterais.
O caminho inverso da lucidez não é como muitos pensam a loucura nem a insanidade, pois até os atos insano e loucos tem os seus momentos de sagacidade e perspicácia.
A loucura envolta na minha sanidade,me enlouquece cada vez mais na minha lucidez,me perco no óbvio de toda paixão avassaladora que corre em meu peito.A minha fé pede socorro ao Deus altissimo,prece essa que o homem do terno se recusa a ouvir.
_ACASO DE UM AMOR_
Te plantei em mim, em loucura e lucidez
Dia a após dia
No anoitecer me cobrir em lágrimas, porém, amanhecer me fez sorrir
Te acariciava com o meu pensamento
Onde você sempre esteve presente
Mesmo no oculto da tua existência
Pois lhe preocurava sem ter noção do que seria
Mais a medida em que vida foi se movendo
O destino nos uniu
A mesma rota que te trouxe, afugentou me Esse amor se
transformou em desespero
A solidão tomou conta da aquilo que a felicidade deveria
tocar
Com o tempo me reconciliei com o equilíbrio
O amor voltou a ser simples, moldou em gratidão
Pulde vê com clareza, todo aquele sentimento foi medo de estar só
E hoje sei viver com ou sem você
porém não sem mim
Da beleza sou o feio,
da brancura, a palidez,
da verdade, a simpatia,
da loucura, a lucidez,
do buraco, o precipício,
do final, sou todo o início...
Quem sou eu? Diz de uma vez!
Meu excesso de lucidez tem me flagrado no extremo da minha própria loucura, e assim toda camisa de força é um elo de amor que abraça a minha embriaguez.
No auge da minha loucura procuro a lucidez de quem é normal, ai vem a dúvida será que existe alguém normal? ser normal é ser lúcido? Acho que ser certinho não é normal, fazer o que me deixa bem é normal e tudo que deixa bem não é normal. Por isso gosto de desafios e eu vim para este mundo pra provar que gostos são gostos seja ele normal ou não tem lugar pra todo mundo.
Lúcida loucura
Nas incertezas de um caminho insano
Não há nada que seja maior evidência de insanidade,
Do que fazer as mesmas coisas todos os dias e esperar algo diferente
Sou louco por pensar que está tudo errado,
Mas tentar concertar o mundo é falta de lucidez
Quando acho que não sou normal,
Fico mais louco a cada dia
Quando sofro de um delírio, é insanidade
Quando muitas pessoas sofrem do mesmo delírio, é normalidade
Depois das loucuras, neuroses e psicoses,
Surge um surto de lucidez
Sou louco e, simplesmente, acredito no hoje
É o único dia que posso viver minhas loucuras
O amor é coisa de louco,
Mas amar demais é doidice
Que louco esses pensamentos...
Mas o que seria dos pensamentos, se os loucos não existissem?
Não tem explicação, a poesia é apenas uma lúcida loucura
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
Muita lucidez não é bom e vira problema. Portanto, uma pitada de loucura faz bem, pitada, sem exagero!
