Loucura
Talvez a culpa seja realmente minha no final das contas. O fato de querer o que nunca poderei ter, de ser algo que nunca vou ser, de amar alguém que nunca irei alcançar. Eu repetia para mim mesma, repetia que seria uma boa pessoa e nunca o magoaria, que iria faze-lo feliz. Mesmo se fosse preciso esconder o meu “Eu” verdadeiro. Infelizmente, minha loucura não poderia ser controlada, eu não poderia fazê-lo feliz, e após ter a minha ilusão quebrada pela sua partida em uma noite agitada, eu finalmente entendi quem eu realmente era, deixando assim a loucura e amargura tomar conta do meu coração, tornando-me capaz de não amar mais ninguém. E a partir do momento que tornei-me capaz de não sentir amor, deixei de ser humana.
Nesse calor aquecesse a minha alma.
– Nada, nada foi dito, tudo foi escrito –
Jogue me fora eu mesmo me demito.
Não posso ir contra a mim mesmo.
O dia a sim soa-me como uma bela
canção, que toca alma e também
o coração.
Me trancaram em um quarto escuro, dia e noite, noite e dia, pra matar mais de mil demônios, pra caçar mais de mil demônios, e então quando a luz do dia apareceu, contra o espelho eu percebi que o demônio era eu.
Loucuras contagiantes:
Uma vez eu ouvi que os sorrisos e o amor eram as coisas mais contagiantes do mundo.
Acho que esqueceram a loucura. Na verdade, talvez tenha sido de propósito...Dos três ela é mais "diferente".
Dê-Me O Silencio
Dê-me o silencio
Não posso suspira
por mim mesmo.
Manchas de sangue
em bolhas de sabão.
Eu só queria está
sozinho sem um
coração nas mãos.
Ele não era como
eles, não era como
os outros.
Dê-me o silencio
para que eu possa
suspira.
Trate bem os inimigos.
Mais um dia de aula.
Sem férias eternas.
Almas dissimuladas.
Deixe-me sangrar.
Posso acreditar
no que você não
falar.
Escorre pelas cortinas
brancas.
Destranque o cadeado.
Liberte o pássaro.
Detesto o que amo em
mim mesmo.
Corvos no entardecer
dormindo ao amanhecer.
Dê-me o silencio ao
tratar a queimadura.
Não sou como eles
mas podia simular
os insimuláveis.
"Para de brincar com
a navalha." disse ele.
Andy preciso de você.
Me congele para que
eu não possa voltar.
Morrer na liberdade
da escuridão explicitar.
Vivo por mundo e o
mundo vive pra mim.
Não tenho alma tenho
Chamas, por isso
a liberdade me chama.
"É quase impossível que a criatividade exista, que o mundo se reinvente, que surjam novos pensamentos e que novas ideias tomem forma sem romper barreiras e padrões. É preciso uma boa dose de "irresponsabilidade". Geralmente o "novo" sempre é a realização daquilo que um dia foi chamado de loucura."
A quantidade de humilhação que pessoas loucas passam nem se compara com a de pessoas sãs, por incrível que pareça.
Não é o teu aplauso que eu almejo; nem tua crítica insensível ou teu elogio automático.
Quando escrevo, o meu alvo é a minha loucura.
PENSAMENTOS
No pensamento um desejo
No desejo uma aventura
Na aventura uma paixão
Na paixão uma loucura
Na loucura uma esperança
Na esperança uma vida
Na vida a felicidade
Na felicidade um amor
E o amor...
É você
" Ser assim louco me deixa mais vivo ,é como se eu fosse único em um mundo com bilhões de pessoas sãs .
E ter a certeza que não sou o único me deixa mais feliz ainda ."
Seguramente e confortavelmente acomoda se e não se avança diante ao que nunca foi ou a tudo que ainda não existe. A descoberta humana tem como materialidade prospera a coragem e a insatisfação na loucura criativa perante o que era impossível.
Bipolaridade? Metamorfose!
Fases? Crescente, minguante, revigorante!
Enxaqueca? Que nada, apenas paranóias, ilusões e lembranças!
Expectativa? Big-bang, meteoritos, canabis, inigualáveis madrugadas , aromas, sabores, amores, vida prática, clichês, momentos, anestesias, sol, positividade, mar!! Mar, oh mar....Uma pitada de sal, água, imensidão, lodo, desprezo, mar!! oh mar..
"... Fiz uma pausa, observando-o, Jeremias era mesmo louco? Na metade do tempo ele fazia todo o sentido; na outra metade, sua mente vagava em algum lugar etéreo onde só existiam ele e seu Deus."
(Trecho extraído do livro "O Portador do Fogo" - Volume 10 da Série Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell ? Cap. Dez Pág. 241)
À LUCIDEZ
Dentro de mim há um enigma.
Olho para fora, busco a cura.
Não resisto, quero a loucura,
essa que cura, loucura benigna.
Pois quando louca, sinto-me sã,
salva da lucidez que me enlouquece,
dessa lucidez que me adoece.
Quero a loucura cega, surda e vã.
Sim, vã! Pois o que faz sentido maltrata.
O significativo não mais me arrebata.
Vou-me ajustar a essa vida insana.
Não resisto! Tiraram-me a gana!
...
Não, não é isso! Fui leviana!
Quero a lucidez, a mais cara loucura.
Volto à lucidez e me entrego à tortura.
Que doa, que maltrate ou que me mate,
mas confio à lucidez o meu resgate.
