Logo ali na Proxima Esquina

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Existem muitas pessoas no mundo, e a maioria fica ali, naquele canto qualquer onde vejo, desvejo, esqueço. Muitas, não todas, porque algumas poucas e raras, são cheias de uma coisa cheia demais para serem qualquer coisa. E se eu digo que gosto, não é figura de linguagem: é a constatação de que aquilo realmente é importante para mim

Eu te li nas entrelinhas, onde o silêncio fala mais do que as palavras.
E ali, no espaço vazio entre um gesto e outro, descobri verdades que você tentou esconder.
Nada era bonito.
O que parecia brilho era apenas verniz, o que soava doce tinha gosto de amargura.
A sutileza dos detalhes me mostrou que a beleza que eu via era só reflexo, e não essência.
Às vezes, o amor engana os olhos, mas nunca engana a alma.
E a minha, ao decifrar o não-dito, percebeu que a beleza que restava era só cansaço e desengano, e que o encanto se quebrou no silêncio que você deixou.

Rapidinho ali a água ferveu, e fui coar um café.
Enquanto o pó descia pelo filtro, meus pensamentos subiam em espiral, misturados com o aroma do café fresco.


Caramba… a semana voou!
Nem vi passar, e já é sexta.
Que dia feio, chato… tomara que não chova.
Será que amanhã faz sol?


O final do ano já piscando na esquina…
Os dias estão passando rápido demais.


Nossa, preciso voltar a correr… olha essa pochete!
O que será que minha amiga vai fazer hoje?
Será que eu desliguei o ferro de passar?
Preciso marcar a consulta com o endócrino.


Ah, preciso revisar minha agenda da semana que vem.. é o trabalho está ficando puxado.
Tomara que aquele evento de moto chegue logo… vai ser massa!


Aff, esqueci de responder à mensagem da minha mãe... dois dias já!
Como será que ela tá?


Putz, marquei drenagem mais tarde, vou colocar um alarme.
Ainda falta comprar o presente pro aniversário do meu afilhado domingo.
Não posso esquecer de pegar o vestido na lavanderia. Uma semana já!
Quando será que chega aquela minha encomenda da Shopee?


Acabou o sabonete líquido.
Preciso arrumar tempo pra ir ao mercado.
Quantos anos será que meu afilhado vai fazer?
Nove ou dez?
Meu Deus, parece que ele nasceu ontem!


Lembrei que hoje tenho reunião na primeira hora... não posso me atrasar.


Enquanto isso, o café terminava de coar:
calmo, paciente, no seu tempo...
o oposto de mim.


E foi aí que percebi:
talvez o café saiba de algo que a gente esqueceu.


Ele não se apressa,
não pula etapas,
não tenta resolver tudo de uma vez.


Só passa.
Quente, perfumado e presente.


Talvez a vida fosse mais leve se a gente aprendesse com o café:
filtrar o que importa, deixar o resto escorrer...
e aproveitar o aroma do agora.

Um vento me venta e um intento eu invento.
Aqui e ali sou apenas um momento.
Se vier, vai me levar pra lá, longe me prender.
Lá onde me calam e não podem me socorrer.
Se for assim, então que minha voz logo se espalhe,
antes que venham e tinjam de preto a mortalha
que cobre minha nobre elegância, que mataram quando ainda era criança.


Antropometria, uma baixaria esculpida e despida, a pobre Luzia.
Preço bem baixo, essa mercadoria.
Quem olhou decidiu que não mais pagaria.
Sem valor, a obra sofre calada, desnuda.
Feita para alegrar os olhos, porém tudo muda
quando aquele que vê já desvaloriza a alma da arte que fora esculpida.


Um andar pela rua que não é segura faz "té" fraquejar,
coração confinado num peito sem espaço quer bombear.
Oprimido de vício, chorar é preciso para se salvar.
Mas se for bem de noite, só pede socorro se alguém quiser te ajudar.

O movimento em vida
Fui peixe em águas claras, meu doce refúgio,
Ali a piscina era o mundo, o silêncio era o estudo.
Mas o mar, imenso e mestre, me ensinou a lição:
Diante de sua grandeza, curva-se a arrogância e o coração.
Pequena na estatura, mas gigante na quadra,
O basquete era o palco onde a alma bailava.
Convites surgiram, o talento brilhou,
Mas o medo no caminho, em um rastro, me parou.
Então veio a dança, o ritmo, o chão que flutua,
Piruetas no ar, a arte que a vida acentua.
No compasso do pagode, o show era a nossa história,
Passos difíceis gravados na pele e na memória.
Mas o tempo é operário e a distância é um muro,
A dança cedeu lugar ao trabalho e ao futuro.
Nas rodas da bicicleta, encontrei meu novo vento,
A liberdade de guiar o próprio destino e o momento.
Mas a vida prega peças em um passo descuidado,
Um tombo bobo de chinelo deixou meu braço paralisado.
A dor virou rotina, a fisioterapia, o deserto,
Mas a fé era a bússola que me mantinha no rumo certo.
Aprendi a ser canhota por força da necessidade,
O corpo é sábio e se molda em meio à adversidade.
Cada movimento de volta era uma joia, um tesouro:
Escovar os dentes, pentear-se, escrever valia como ouro.
A mente comanda a matéria, a disciplina é o guia,
Voltei à lida, ao trabalho, com toda a minha energia.
Escolhi o desafio do frio, onde a dor me testava,
Em um dia de choro escondido, a alma quase parava.
Mas enxuguei o rosto, disse ao espelho: "Eu consigo!"
Pois o meu maior inimigo já não morava comigo.
E quando veio o prêmio, o reconhecimento enfim,
Ouvi o eco da vitória dentro e fora de mim.
"Você conseguiu", disseram as vozes da vida,
Para a mulher que renasceu de cada queda e ferida. Disse: obrigada! Deus!
Roseli Ribeiro

Saudade é como o fim do caminho no horizonte onde se sabe que não termina ali, mas também não se encontra ali. É bom e da vontade e angústia não matar a sede. Esta ali, logo ali, lá, depois de lá. É o saber esperar e a dor do não saber o que. É a expectativa do próximo segundo que pode tornar-se infinito. Saudade é assim uma vontade que sacia e uma fome infinita.

Observe uma folha presa ao galho.
Ela ainda está ali,
mas já não é mais parte do agora.
O vento passa, toca, insiste.
Não a empurra com violência,
apenas lembra que o tempo segue.
A folha não resiste por medo,
nem cai por fraqueza.
Ela apenas escuta o instante certo.
Há momentos em que permanecer
é apenas atraso disfarçado de fidelidade.
E há quedas que não são perdas,
são conclusão.
A folha não decide quando o vento vem,
assim como nós não decidimos tudo o que nos atravessa.
Mas decide não lutar contra aquilo
que já cumpriu seu sentido.
Cair, às vezes,
é o gesto mais lúcido de quem compreendeu.
Nem tudo que se solta é abandono.
Algumas partidas são apenas maturidade.

"" Me perdi em seu amor... Ali senti completa liberdade...""

⁠Só queria ter alguém que perguntasse
vamos ali tomar um suco?
e que a minha presença, completasse o doce momento...

​“Entre o eco da nossa dor e a resposta que nunca chega, Ele está — calado, mas ali.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

"Entre o eco da nossa dor e a resposta que nunca chega, Ele está — calado, mas ali."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

— Olha a felicidade ali.
— Onde?
— Ali, onde você deixou de prestar atenção...
Bem ali no cantinho das oportunidades, do respeito, do olhar
com amor e solidariedade nos momentos de desgosto e
desapontamentos.
Ali, onde por perdoar uma vez, duas vezes, não quis mais
perdoar.
Ali, onde era exigida uma experiência espiritual e você
deixou de ir.
Ali, quando chateado deixou de expressar seu sorriso e
bondade mesmo diante de alguém muito difícil.
Ali, onde condicionamos os pensamentos positivos que
produzem saúde e modificam a vida e nos fazem recriadores
deste mundo incrível.
Ali, onde podemos ser instrumentos e produtos da felicidade.
Ali, onde esqueceu de agradecer e continuar...

O mal é igual a sombra; está sempre ali; ou aceita, ou te incomoda toda vez que olhar.

Aos pés da jaqueira pedi perdão.
Naquele momento senti a magia; a ancestralidade ali surgia,
diante de uma lágrima que na minha face escorria.
Olhei para o céu e uma voz sombria dizia:
— Levanta a cabeça, meu filho, chegará o grande dia.
Fiz a minha saudação, três nomes na mente surgiam:
Mepere, Bokolo e Iyá Bambá.
Inocentemente, foram louvadas nesse dia.
Novamente a voz sombria surgia:
— Siga em frente e acredite, chegará o seu grande dia.

Bom dia!
Não plante em sua mente a semente do mal, pois quando ali plantada ela cresce e te faz doente e tudo parece não acontecer para o bem-estar. Oremos, peça a Deus força, coragem e fé... Boa semana, feliz segunda-feira 🍀🙌🌹🌹

Para o Império Romano o Gólgota,
terminava a vida de quem desafiava César; para Deus, ali
começava a vida de todos os que creem.

Quando tudo que ofereceu deixou de ser suficiente, lembre-se: ali deixou de ser seu lugar.














23/11/2025 Lauriana Alencar

"Caminho por dentro de mim, recolhendo fragmentos que o tempo deixou cair — e é ali que descubro o que nunca soube dizer em voz alta."

A ÁRVORE DA MONTANHA


Tudo que tira a paz é invisível aos olhos.
Está ali porque os sentimentos alimentam.
Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diáriase fazer deles troféus na estante da vida!


A mão invisível que protege e toca
é a mesma que sacode a árvore.
Faz das ações um caminho denso, calcado em pedregulhos.
Quero solo sólido na solitude do eu,
afastar-me da solidão, alicerçar o trilho...
Tento ser eu.


Ouvir dizer: "Nenhum homem é uma ilha;
cada partícula do continente, uma parte da terra.
Se um punhado some ao mar — como monturo,casa de estranhos ou além da minha própria —,a morte de qualquer homem diminui-me,porque sou parte do Ser. Não perguntes por quem os sinos dobram:
eles dobram por ti." Eu me dobro por ti...


A arte está no olhar. O êxito de contemplar-see projetar ilusões ou realidades no que aprazé nosso triunfo diário.
Eu, daqui, observo minha árvore em jardim sem pomar.
Minhas sacudidelas falham. Isso convence:todos os dias, a mão invisível a testa,vê-la imperturbável, raízes firmes.


Então, danço com ela, entoando canção ao vento,desvencilhando folhas mortas do chão...
Se quisesse abalá-la com mãos próprias, fracassaria.
Sou grão de mostarda, germinando em terra árida,na estação errada... O vento invisível a perturba,dobra-a como quer.


Quem nos salvará da ira vindoura?
Quem nas trincheiras ao teu lado?


— E isso importa?


— Mais que a própria guerra.


Estamos curvados, atados por mãos invisíveis...


Eis o grande Leviatã.

⁠Tudo que te tira a paz é invisível aos olhos. Está ali porque os sentimentos alimentam. Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diárias e fazer deles troféus na estante da vida!A mão invisível que nos protege e nos toca é a mesma que sacode a árvore. Faz das nossas ações um caminho mais denso, calcado com pedregulhos. Quero um caminho sólido, na solitude do eu. Quero me afastar da solidão. Quero alicerçar o caminho que será trilhado... e tento ser eu.Ouvir dizer: Nenhum homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um punhado é arrastado para o mar, se fragmentando como se fosse monturo, como se fosse a casa de estranhos ou fora da minha própria casa; seria a morte de qualquer homem uma insanidade, porque sou parte do Ser. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti. Eu me dobro por ti... A arte está na forma com que se enxerga. O êxito de estar a contemplar a si mesmo e projetar as suas ilusões ou realidades naquilo que lhes apraz... é nosso triunfo diário. Eu, daqui, observo a minha árvore, em um jardim sem pomar, e as sacudidelas que tento dar não têm resultado algum. Isso me convence de que todos os dias, a mão invisível que a toca, testa as suas raízes ao vê-la, imperturbável, não se dobrar… então, danço com a mão invisível entoando uma canção ao vento, me desvencilhando das folhas mortas caídas ao chão...Se eu quisesse sacudir a árvore com as próprias mãos, não seria capaz. É que eu sou como um grão de mostarda, lutando para germinar em terras áridas... na estação errada... O vento, que não vejo, e que atinge a árvore; a perturba e a dobra como quer...Quem nos salvará da ira vindoura? Quem estará nas trincheiras ao teu lado?– E isso importa?– Mais do que a própria guerra.Estamos indiscutivelmente curvados e atados por mãos invisíveis... *Eis aí o grande Leviatã...


*Uma crítica ao Estado no pensamento de:*


Thomas Hobbes
Nietzsche
Adam Smith
Hemingway