Livro
Pessoas entram e pessoas saem de nossas vidas, as que ficam é porque seus destinos se cruzarem e se acharam, as que não ficam é porque os destinos apenas se esbarraram e se desencontraram, e as que ficam e Deus leva, é porque nossos destinos se enraizarem e ficaram (saudade) em nossa memória e assim... vamos folheando dia a dia a página do livro de nossa história num tempo que vai se esvaindo e deixando folhas ao vento em tempos de outrora (destinos cruzados os esbarrados e os enraizados.
Engraçado, hoje pensando um pouco sobre a vida de cada um, realmente da para colocá-la em comparação com um livro. Muitas vezes e quase sempre as pessoas nos julgam pela primeira impressão, assim como julgamos um livro pela capa. O livro tem um prefácio onde podemos ter uma noção da história e dependendo deste prefácio ja descarta ou se apega ao livro, assim as pessoas também conhecem um pouco da nossa vida e acha que ja sabe de tudo, acha que ja pode julgar ou amar preciptadamente. Temos capítulos felizes, capítulos tristes, capítulos históricos, capítulos fictícios, capítulos de realizações, enfim, chega uma hora que o livro acaba, mas acabar um livro não significa acabar uma vida, pois, podemos ter uma biblioteca, onde novas histórias são contadas, ou então a história daquele livro antigo continua com uma trilogia, ou não. Bem as vezes um livro é tão bom que depois de um tempo voltamos a ler ele, mesmo sabendo do final. Entre outros há livros horríveis que não basta apenas trocá-los e sim temos que queimá-los, para que nunca mais caia em nossas mãos e que caiamos na tentação de ler algo destrutível a nossa mente. Agora a parte mais importante é que muita gente define o livro pelo autor, e cara o autor dos meus livros é maravilhoso, como Ele não há, Ele é o melhor de todos. E assim a vida segue como uma grande biblioteca ou uma trilogia.
Leio e vivo
Revivo e crio
Viajo um rio
Cada texto, aprendo
Integro o vazio
Me transformo, me recrio.
A vida é um mistério!
Estou mais do que acordada,
mas quero dormir.
Não para sonhar.
Quero apenas me anestesiar do cansaço.
A lua...
Cheia de fases.
Um astro que cresce, diminui,
Desaparece e volta novamente.
É um símbolo de valores noturnos
E está relacionada em cada reflexão minha.
Os sonhos são coloridos.
As decisões estão divididas.
Não sei se o Céu é o mesmo.
Perdi meu lema.
A vida é um dilema na mente do fraco.
INOCENTES DO LEBLON
Os inocentes do Leblon não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe emigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.
Todo o mundo tem um mistério escondido por dentro e que precisa decifrar. Se você prestar atenção, vai ser capaz de decifrar o seu mistério.
Ao decorrer do tempo você percebe que é impossível aceitar o que não corresponde aos seus hábitos ou que vai contra aos seus ideais, continuar lendo um livro cuja história não te entusiasma mais até porque já conhece o final de cada capítulo, recuperar uma confiança que despedaçou-se em milhares de partes, se empolgar para algo que perdeu o seu próprio brilho, temos que realizar que é impossível enganar à nos próprios, pois somente faz sentido e vale a pena vivermos pelo que sentimos de verdade dentro de nós.
TEU SILÊNCIO
Amo teu silencio de frutas frescas
Assim amo teus lábios roxos das vinhas.
As tuas mãos de luvas bordadas e finas
Amo-as tão pequenas, quase de menina!
Teu silêncio... Esse de paz sepulcral.
Teus lábios, um mel que me alucina
Tuas mãos de luvas bordadas e finas
Em minha pele tu as faz tão divinal!
E então, pobre de mim que sonhei
Pela vida a fora desenhei-te
Para sempre tê-las agora...
Mãos de fadas encantadas, tão pequenas!
Suaves, feito luvas finas, bordadas
Alvas... Ainda sinto o cheiro das açucenas!
Joana de Oviedo
"Epílogo"
Poeta de mão cheia
e bolso sempre vazio...
Adulado por mil tapinhas nas costas,
açodado por aplausos e elogios.
Na alcova, em cima da cama,
descansa enterrado vivo
sobre os fósseis amontoados
das capas de seus próprios livros.
O destino, às vezes, fecha os olhos, mas bem sabe que para ele voltaremos depois, e que é ele quem terá a última palavra. É uma arma tão, mas tão magnífica! As perversidades — não querendo julgá-lo de forma alguma — se manifestarem após o demônio exercer sua tarefa como administrador dessa ferramenta.
Quem sabe Lúcifer — atual comandante do destino — já não tenha plantado sua semente maligna em algum ventre fértil, não é mesmo? Necessita de um herdeiro.
