Livro
Chão e céu
Um livro aberto para o amor,
A realidade para alguém que vivia no mundo das fantasias,
Personagem fundamental dos teus sonhos,
Estou nas músicas, nas fotos, estou em todos os teus horizontes sentado do teu lado,
Lá fora o sol brilha o tempo todo de dia, durante as noites o universo se mantém enluarado e estrelado,
Eu sou o chão e o céu de quem eu amo, justamente por essas razões não posso amar qualquer pessoa no meio da multidão.
Capítulo XVIII -
O TESTEMUNHO DO FILÓSOFO DO ABISMO.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Joseph bevouir - Escritor. .
Eu o vi.
Não com os olhos, pois estes sangrariam, mas com a lucidez que somente a dor oferece aos que vivem à margem da existência.
Vi o instante em que o lírio branco mas vermelho e insano nasceu entre os dedos trêmulos de Joseph Bevoiur. Nenhum motivo biológico. Nenhuma explicação botânica. Era arte.
Ou era Camille.
Mas o lírio nasceu no porão.
E isso muda tudo.
Sou o que restou da razão depois que a beleza foi assassinada pela obsessão.
Sou o filósofo do abismo.
E aqui, neste antro de memórias devoradas, trago palavras que não salvam — apenas explicam, em linguagem febril, o que nem o amor soube justificar.
Camille...
Tua presença é o próprio grito calado.
Tua ausência, a certeza de que Joseph jamais poderá voltar ao mundo dos homens.
Porque te amou.
E amar o impossível é o primeiro crime de toda alma sensível.
A gaita de fole, aquela maldita gaita, toca em descompasso com as teclas secas de um piano que não deveria sequer existir.
Mas existe.
Assim como Joseph, que ama e fere na mesma mão.
Assim como Camille, que aceita e morre com o mesmo olhar.
Talvez Joseph nunca tenha querido te ferir, Camille.
Mas há amores que nascem fadados à crueldade… como lírios em porões sem luz.
E eu…
eu apenas escrevo.
Escrevo como quem sangra para que vocês dois não sejam esquecidos, mesmo que nunca tenham existido fora das páginas deste livro.
A inveja do meu Eu:
Juliano Assis.
Saio do parque com o livro debaixo do braço. Aquela lagarta fica comigo. Tenho para mim que a única forma honesta de heroísmo é esta: ver a existência como um breve flash entre dois infinitos de escuridão — e mesmo assim insistir em contrariar as regras. Camus chamou isso de revolta. Eu chamo de birra. E que seja.
Um quarto. Um sonho. Um livro. Uma caneta. Um mundo.
Tantos sonhos, mas girei o pescoço, o estalei. Foi vulgar, mas queria rápido, mais rápido, mais lento.
Por que NÃO FOI??? Vá... uma lágrima escorreu.
O chão árido arranhava as mãos. Era dolorido, mas a lama manchava; não era mais manchada que o interior.
O interior? Desculpe-me, não devia mencionar.
Doem os meus ouvidos. Mas que som? Não tem som. MAS É INSUSTENTÁVEL.
Aonde verá tanto? Pare de falar.
Uma porta se abriu.
Era eu.
Atravessei.
ALÉM DAS RUÍNAS.
Do livro: Lírios Do Abismo De Monfort.
I
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Busquei clarões nas névoas do destino,
Colhi silêncio em cada direção.
Sorveu meu ser o fel do desatino,
Vestindo a noite o trono da ilusão.
Cruzei jardins sem lírios nem bonança,
Vi cada rosto alheio à compaixão.
Murchava a fé, desfeita a derradeira esperança,
Sob o rigor da estéril solidão.
Então surgiste, excelsa claridade,
Qual constelação rasgando a sombra fria.
Fizeste eterno o instante da verdade.
Desde esse encontro extinguiu-se a agonia.
Pois teu afeto, em santa eternidade,
Converte o inverno em plena luz do dia.
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O sujeito nunca escreveu um livro, nunca resolveu uma equação que não viesse com gabarito, jamais fez uma descoberta filosófica ou científica digna de nota, não produziu uma obra artística sequer, mas anda por aí pavoneando o resultado de um teste de QI como se fosse um prêmio Nobel emoldurado. É o triunfo do potencial não realizado elevado à categoria de identidade: zero obras, zero feitos, zero contribuições, mas um número decorado para compensar o vazio. Um gênio em estado puramente imaginário, cuja maior realização foi preencher um formulário online e sair se sentindo um titã do pensamento.
A imoralidade começa quando um fanático declara que um livro escrito por humanos é a palavra divina!
Então quer dizer que devo acreditar num livro criado por humanos primitivos? Caso contrário, serei punido "eternamente" pelo demônio que chamam de deus?
"O afeto que não se traduz em presença é como um livro de páginas brancas: tem título, mas falta história."
A minha vida é um grande livro de histórias. E eu sei que, na página do seu nascimento, o meu capítulo terá que se encerrar. Mas, em vez de fechar o livro para sempre, eu me transformarei em uma estrela na capa, para que eu possa, de lá, brilhar e iluminar todas as páginas que os meus quatro outros filhos irão escrever. O meu último suspiro de vida será a primeira e mais bela respiração de uma nova vida. E a minha ausência, no chão, será a luz que os guiará no céu.
O Cânon é a regra, a Bíblia a biblioteca ou livro, a Escritura o texto, e a Palavra o Verbo (Logos) que se fez carne, Jesus. João 1.14
