Livro
Um livro raramente ofende uma mente aberta; normalmente é a mente fechada que transforma páginas em ameaça.
“Há dois tipos de pessoas, aquela que ao ler uma frase faz um livro e aquela que ao ler um livro não faz uma frase.”
“Cada livro que escrevi “destrói” uma versão do leitor, até que não reste ninguém para ler — apenas a Verdade para ser vivida.”
“Não confie cegamente no livro que conta a história; procure enxergar a mente que segurou a caneta, porque toda narrativa revela menos o acontecimento que descreve e mais a consciência de quem a descreveu.”
Livro aberto é janela a brilhar,
leva a gente pra longe, sem precisar viajar.
Tem aventura, sonho e emoção,
cada página é um mundo na palma da mão.
Quem lê descobre, imagina e cria,
faz do saber uma doce magia.
No livro mora um amigo fiel,
que ensina a voar sem sair do papel.
Talvez não haja
livro mais bobo
do que o
“Livro Aberto”
da nossa própria vida.
Pois, não há imaturidade maior que colocar nossa história nas gôndolas das curiosidades.
Não por falta de páginas, mas por excesso de exposição.
Há histórias que não foram feitas para vitrines, mas para travesseiros.
Não pedem aplausos — pedem silêncio.
Não querem curtidas — querem maturidade.
Transformar a própria trajetória em material de exposição na gôndola de curiosidades é — no mínimo — confundir transparência com exibicionismo, sinceridade com carência e coragem com imaturidade.
Nem tudo o que vivemos precisa ser explicado.
Nem toda dor precisa de plateia.
Nem toda vitória precisa de testemunhas.
Há capítulos que só fazem sentido quando lidos absolutamente em segredo.
E há aprendizados que se perdem no instante em que viram espetáculos.
A vida não é um Livro Aberto.
É um manuscrito sagrado, com trechos que só o tempo, a consciência e Deus têm permissão de folhear.
Abra um livro, segure-o com delicadeza e com semblante atento.
Assim, pensarão que você está evoluindo e não apenas evitando conversas que cansam.
