Livre Pensar
Entre o que eu penso, o que eu sinto e o que eu quero dizer, existe um universo complexo de emoções e pensamentos que muitas vezes se entrelaçam de maneiras intricadas. Dentro desse labirinto interior, as palavras ganham vida, traduzindo o que se passa na mente e no coração.
É interessante notar que entre o que você supõe e acha que entendeu, há uma distância considerável. Muitas vezes, as palavras que escolhemos para expressar nossos pensamentos podem ser interpretadas de maneiras distintas por quem as ouve. A subjetividade que permeia as conversas revela que a comunicação não é apenas uma transmissão de informações, mas sim uma dança delicada entre as experiências individuais.
Enquanto tento articular o que se passa em meu íntimo, percebo que as palavras são como fios que tentam costurar a complexidade das emoções. Às vezes, o que penso não se alinha perfeitamente com o que sinto, e expressar esses sentimentos pode se tornar um desafio delicado. A linguagem, por mais rica que seja, muitas vezes se mostra limitada diante da vastidão do mundo interno.
Entre o que eu penso, o que eu sinto e eu quero dizer, encontro um constante diálogo interno, uma busca por clareza e compreensão. A sinceridade nas palavras é fundamental, mas a compreensão do receptor é igualmente crucial. Afinal, cada indivíduo traz consigo uma bagagem única de experiências que molda a maneira como percebe e interpreta as mensagens.
Ao navegar nesse oceano de comunicação, é importante reconhecer a fragilidade das palavras e a vulnerabilidade que surge ao compartilhar pensamentos e sentimentos. Entre o que eu penso, o que eu sinto e o que eu quero dizer, há um convite à empatia e à paciência, reconhecendo que a verdadeira compreensão vai além das meras palavras, abraçando a riqueza das emoções que permeiam nossas vidas.
Pensar no futuro, é ter uma fantasia que nós; acreditamos que vá se realizar.
Mas, viver a realidade, é escrever cada passo pra que nossa fantasia possa aos poucos se criar.
"Crer ou não crer? Eis a questão! Num mundo repleto de irrealidades e virtualidades, crer em algo pode nos tornar presa fácil. Mas antão, viveremos agora incrédulos absolutos? Eis a questão! Prefiro reconhecer em mim minhas próprias crenças e valores, usando-os como tateadores e se porventura eu vier a não crer mais em algo que cria, acharei algo novo para continuar crendo.
O verdadeiro poder reside na habilidade de saber como pensar, transcendo as limitações de apenas seguir o que é ditado pelos outros.
DESENVOLVENDO A HABILIDADE EM PENSAR E SEUS BENEFÍCIOS
Pensamos mais em assuntos de coisas que nos atingem, e naqueles sobre os quais lemos e ouvimos. Geralmente é a partir daí que costumam surgir as reflexões, e por conseguinte, o saber.
Se queremos desenvolver a habilidade em refletir, precisamos igualmente desenvolver a habilidade em ver, ouvir e ler!
Só reflete quem põe a mente para trabalhar!
Mente preguiçosa, é mente improdutiva na geração do saber.
Pensar é um exercício salutar, pois faz bem a quem reflete e à humanidade!
A RELAÇÃO ENTRE O PENSAR E O PODER CRIATIVO DE DEUS
Deus é o exemplo perfeito do pensar criativo: pensou e em ordem suas palavras transformou, e por Seu Divino poder, tudo que existe do nada fez surgir.
“Disse Deus: Haja luz. E houve luz.” (Gênesis 1.3 A21)
“Pela fé, entendemos que o universo foi criado pela palavra de Deus, de modo que o visível não foi feito do que se vê.” (Hebreus 11.3 A21)
“Nosso Senhor e nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque tu criaste todas as coisas e, por tua vontade, elas existiram e foram criadas.” (Apocalipse 4.11 A21)
Às vezes na cabeça de uma pessoa, há enormes confusões entre neurónios que, por momentos, a própria fica sem saber o que pensar!
Rodrigo Gael - Portugal
Muitas vezes viver de ilusão, utopia e relativismo, é a melhor maneira para não encarar a realidade como ela é.
Podemos de fato muito melhorar,
Podemos de fato grandemente evoluir...
Quando os que reclamam, começarem a pensar,
Que os seus erros, também existem ou podem existir...
Não Fosse a Arte
Não fosse a arte...
Talvez eu não soubesse
a delícia da loucura
de respirar no topo de um abismo
Talvez, jamais entendesse
que quanto mais sei,
mais mergulho no nada,
mais me descubro no vazio,
mais me sinto inteiro.
Quanto maior a lente,
mais vejo o que escapa.
Menos quero ver —
mas mais quero saber.
Não fosse a arte,
eu talvez nem estivesse aqui:
Seria uma pedra
ou a carteira assinada,
com as noites dormidas
e as certezas guardadas numa gaveta.
Mas não fosse a arte...
Talvez eu não soubesse
quão gostosa, inquieta,
incerta e imprevisível
é a vida.
