Lira dos vinte anos
Não tenho a intenção de tê-lo só para mim.
Quero vê-lo voar, vagando num horizonte distante;
Velejando em águas serenas, rumo às estrelas.
Ontem à noite tu me ligaste; um sorriso nasceu em mim.
Viajei nos teus olhos; castanhos e doces.
Relembrei o dia que tu encostaste tua face na minha;
Meu ser transbordando em teus toques suaves
Navegando na subjetividade do teu amor,
Enquanto tua voz ecoava sublimemente
Dizendo-me que amavas o cheiro que exalava de mim.
Senti meu amor transbordando em toda magnitude.
Tu me olhavas de um modo tão teu; perdia-me nisto;
Expressavas uma intensidade de luz que meu peito ardia;
Nas noites de insônia; tu me vens à memória.
Deixo-me pensar em ti enquanto a noite dorme;
Encontro a cor dos teus belos olhos
Enquanto a fina neblina nasce fria em mim.
Um vento de lembranças circunda meu sentir; vem de ti, bem sei.
Revejo as tuas marcas envolvendo teu peito;
Cicatrizes deixadas em forma de versos;
Se tu soubesses, como as tenho amor.
É como se em parte, pertencessem a mim;
Amo você com todas as minhas forças; para ser sincera;
Desde o dia que meus olhos encontraram os teus,
Naquelas noites em que tu foste só meu.
Eu te esperarei; como a terra espera pela doce chuva,
Como as estrelas esperam pela noite escura;
Feito madrugada à procura do amanhecer;
Em cada raio de sol; no cheiro de terra molhada.
No vento sentirei tua presença; silenciosa e acolhedora;
Amarei o cheiro dos teus cabelos, e da tua pele macia;
Amarei cada canto de ti; cada átomo teu.
Sentirei a brisa que te envolve; amar-te-ei profundamente;
Enlaçarei minha mão à tua; doce e urgentemente;
À procura do teu amor aflito, beijar-te-ei.
Amar-te-ei.
Meu doce amor,
Tu és o canto da cotovia que me acorda sob a luz inocente da manhã;
Tu és a canção que tocou meu coração, que penetrou minha alma abatida;
És a estrela mais bela que cintila nas noites sem lua;
És o mar, límpido e sombrio, numa noite de amores vazios;
Tu és a brisa numa tarde de outono;
Tu és a lareira que me aquece nas noites de um inverno chuvoso;
És um vento forte; uma emoção que persiste; uma hipóxia de amor;
És a voz que acalma, que pacifica. És o amanhecer da alvorada o sereno da manhã.
És a lua que ilumina o meu céu; tu és o meu amado, o meu abrigo.
Está tão silencioso que posso até ouvir o tic-tac do relógio.
Cada segundo passando numa velocidade extraordinária;
E ...eu... bem... Eu amo você! Tanto que dói.
É noite, amor. Tenho necessidade de transpor meus versos tristes;
Que faço confusamente nas altas horas de uma distante noite;
Dói em mim, pensar em ti noutros braços;
Sinto grande dor; intensa e forte...
Lágrimas pesadas rolam na face da noite;
Afogo-me a pensar no teu amor; que tu dizes meu;
Preciso que me proves que pertence a mim;
A escuridão da noite me acolhe; e só faz-me pensar em ti.
Tua presença ilumina os pântanos tépidos de meu ser;
Cada célula do meu corpo procura a ti; cada parte.
Teu sorriso é um doce encanto nos dias frios; tua voz, melodia.
Teus olhos cor de noite são fonte de mistérios; fortes e ingênuos.
A curva do teu rosto é delicadamente perfeita; macia e celeste.
Tuas mãos são ondas que agitam os mares calmos;
A pele negra; repleta de constelações e planetas desconhecidos...
Tenho tanto o que falar de ti, amor...
Tu não sabes a angústia de te amar ocultamente...
Tu não sabes o quanto me dói não estar ao teu lado..
Meus olhos me entregam; basta tu os observar.
Meus modos sem jeito; tremendo por ti.
Amar-te-ei enquanto em mim habitar a vida.
Amar-te-ei agora e eternamente.
Ausência
Dou-te minha ausência; para tu guardares.
Para tu docemente ouvir o som dos meus passos aflitos,
Perdidos em constelações distantes; em tempos remotos.
Tu lembrará das flores; do cheiro que delas exala.
Tu verás teu jardim em pleno vigor; repleto de cores,
E ainda sim, sentirás a doce ausência.
Partirei ao anoitecer, para habitar entre as estrelas;
A cada noite, visitar-te-ei com uma leve brisa;
Deixarei minha ausência contigo; entre tuas flores,
Do vento sairá um frescor frio e suave; tu lembrarás,
Tu verás a névoa no crepúsculo da manhã; leve e branca;
Pairando sob tuas flores bonitas; minha doce ausência.
Suaves e delicadas ausências ecoarão da noite,
Ouvirás a graciosidade do vento entre as folhas secas; dóceis e frágeis;
Gostas de orvalho surgirão na face da noite,
Desabrochando nos vales sombrios da pele pálida;
Contornando as montanhas íngremes;
Enquanto a doce ausência; intensa e profunda,
Ecoa nos bosques primaveris da noite vazia.
Se a janela do ónibus soubesse falar ela contaria milhões de pensamentos e desabafos que as pessoas fizeram enquanto não chegavam em seu destino.
Nunca desista do que quer por mais difícil que esteja uma hora sua vitória vai chegar e quando você conquistar o que quer lembre-se que se foi difícil de você conquistar também será difícil de você perder.
Cuidado com o que você diz aos outros palavras se desfazem com o vento mas não na cabeça de quem as escutou.
A dolorosa persistência em ressuscitar um amor é algo indescritível. A gente luta até mesmo quando no fundo sabemos que o sepultamento está chegando em instantes. O luto está logo ali. Mas como é difícil dizer adeus quando a memória te desperta o gosto daquele primeiro beijo que rolou sem vc nem entender, quando o cheiro da pele exala um cheiro que não é seu e vc se desespera ao lembrar das madrugadas de amor incansável. Enquanto aquele caixão vai se fechando ela vai pedindo a Deus forças pra não desistir do seu maior sonho chamado família. Se sente carregada no colo por uma questão de fé, em acreditar que tudo,tudo deve ser entregue nas mãos de Deus. Então ela vai se aliviando de um peso de culpa por aquela morte, pois ela, aaaah, ela foi uma mulher que nem ela sabia que era capaz de ser. Suportou o insuportável, perdoou diversas vezes acreditando na mudança, se fez forte quando já não tinha mais forças, se cegou e sabotou seu próprio sentimento .
No mínimo aquele cara que assassinou um sentimento puro, será suicida do seu próprio amor. Despresível o homem que não carrega consigo o dom do amor. Ou até jurou amar mas era um amor que te adoeceu. Enquanto vc curava as cicatrizes dele, a sua foi necrosando seu corpo inteiro e vc nem percebeu, muito menos ele. Ele se curou e assassinou o que era somente seu. Agora se cura desse luto aí e se prepara pra escutar o depoimento de um suicida do amor, que carrega consigo todo remorso e sentimento de culpa por ter perdido a mulher da vida dele. E quando você menos esperá nascerá um novo amor que te frá entender o pq enterrou o passado. Aguente firme.
