Lilian poesias
Hoje sentei em minha mesa do trabalho logo cedo,
Pensando em tudo que eu havia de fazer...
E um calorzinho gostoso em minha orelha direita me preenchia suavemente, e me tocava delicadamente
Até que percebi o que acontecia: minha janela estava com as persianas levantadas
E o sol vinha me dizer bom dia ternamente, aquecendo meu corpo e iluminando meu ambiente...
Tive que escrever! Que afago gostoso... que dose de bom humor, logo cedo!
Agora as nuvens já escondem os raios... mas foi o suficiente para que eu me apercebesse
Da beleza da vida, de quão é importante, muitas vezes, abrir a nossa janela, e deixar o que vier entrar... levantar as persianas, e receber gratuitamente o que nos é dado, todos os dias...
Obrigada, Deus, por tudo.
Deixo uma lágrima cair sobre a mesa, e volto aos meus afazeres...
Diferente.
E o que eu faço com as palavras?
O que faço com o desejo incontrolável de escrevê-las, de dizê-las?
E o que eu faço com as inspirações imprevisíveis?
Com a busca incansável por respostas, com o não-contentamento que permanece?
O que eu faço com as indagações, suposições, com os pensamentos sempre surgindo, descompassados e ansiosos em serem perpetuados?
O que eu faço com a necessidade intermitente de saber, e tornar a saber depois que já se sabe?
O que eu faço com a busca pelo eu, pelo eu do outro, e pela "re-busca" e novas buscas do meu ser?
Com o desejo de estar sempre buscando o inatingível?
O que eu faço com o fato de me tornar cada vez mais introspectiva, vendo que o universo lá fora é bem menor do que o universo interior que cada um carrega?
E o quanto é gostoso e viciante descobrir que não se pode chegar ao fim?
O que faço com as palavras... todas elas que surgem do nada, e do nada se vão, para depois retornar com mais força?
É assim... dias de silêncio, dias de vazio, dias de branco. Dias e dias, dias de buscas, dias de perguntas, dias de respostas, dias de perguntas com respostas, dias de respostas sem perguntas.
O que eu faço com as palavras?
Eu as deixo livres. Elas são o que são, e eu sou apenas instrumento...
apenas mais um instrumento, à espera da próxima reflexão.
Do próximo rascunho, do próximo eco, da próxima inquirição.
Mês de março.
Meu mês.
Ali cabe a palavra amor. Cabe a palavra Amo.
Cabe a palavra roça, e a palavra Roma.
Cabe a palavra mar.
Cabe a palavra aço.
Mês de março...
Ele amanhece chuvoso,
Impestuoso,
Para lavar tudo e todos.
Para "aniversariar" os piscianos,
Todos os piscianos, em seus mares de emoções, comoções e Invenções.
Vem, feminino, todas as mulheres, homenagear.
"São as águas de março", já diziam
Antônio Carlos e Elis Regina!
Tantos "marços" em uma canção só.
Vem, mês querido,
Me presentear
Com o prazer dos 30 anos.
Venha, mais um ano
Venha, outros planos,
Me mostrar.
Venha com mar de amor,
Com amor de aço,
Venha roçar-me
Com um Coliseu de espetáculos,
Com amor de mar...
Hora do cafezinho
Todas as manhãs, uma coisa é certa: o brasileiro só começa o dia após tomar uma boa xícara de café. Forte ou fraco, adoçado ou não, puro ou com leite... a única exigência é que esteja quente. A temperatura libera os aromas característicos da bebida, e aquele vaporzinho do café pela manhã parece se misturar com todos os nossos pensamentos, desejos, preocupações, anseios e emoções. É como se viajássemos por alguns segundos para outra dimensão, envoltos naquelas notas almiscaradas e em nossos primeiros pensamentos do dia. Eu diria que é quase um risco ficar alguns bons minutos vagando por essa saborosa atmosfera. Todo o ritual de segurar a xícara, permanecer com ela quase encostada no nariz, e com a cabeça longe nos dá alguns segundos de prazer em transe. E aí, como mágica, de repente você acorda pela segunda vez, olha no relógio, e volta à realidade de engolir o pão, e sair correndo. Para o dia, para a vida, para a entrevista, para o médico, para os afazeres da casa. Todos sempre temos muito a fazer. Mas aquele momento... aquela sensação, aquele sabor, aroma e reflexão, sempre faz falta em alguma parte do dia. E aí, como todo bom brasileiro, tomamos o nosso segundo cafezinho. Mas... nunca chega a ser tão saboroso quanto o primeiro!
Saudades de ter medos bobos.
Medo de bicho-papão,
medo do escuro,
Medo da loira do banheiro!
Hoje, tenho medo o ano inteiro.
Medo de no fim do mês, faltar dinheiro.
Medo de lobo na pele de cordeiro.
Medo de tiroteio,
medo do "jeitinho brasileiro".
É, medo o ano inteiro.
Medo do "doleiro", do "companheiro",
medo do que é falso, e só parece...
Só parece, mas não é verdadeiro.
Diante de certas coisas, levamos um murro na cara e um estalo. Percebemos num susto o quanto a vida é frágil, rara, única, que daríamos tudo pra voltar um dia atrás, ou alguns muitos dias atrás, que a maioria das coisas que pensamos ou nos preocupamos é tudo bobagem, que o essencial muitas vezes passa despercebido...que fazemos planos englobando coisas banais, e que raramente fazemos o que queremos por medo, ou insegurança de simplesmente VIVER. Ser autêntico. E quando vemos passaram-se muitos dias. Estamos sempre acomodados no presente, imaginando um futuro melhor, e dias melhores.
Mesmo nesses momentos, na maioria das vezes o máximo que fazemos é postar no facebook nossa descoberta e percepção pela vida. Mas ela segue, e muito igual como sempre.
Para o sexto sentido das mulheres, todas elas, e o sentir infinitamente poderoso:
Quando sentir que alguém te ama, acredite, é verdade.
Quanto sentir que alguém não te ama, acredite, é verdade.
Quando reivindico algumas coisas,
quando luto pelos meus direitos,
quando me revolto com algumas situações,
é quando minha consciência me diz:
"você precisa se amar mais."
A justiça do mundo está resumida em uma pequena expressão, simples e, graças a Deus, verdadeira.
Você colhe o que planta.
Pode escolher sempre o que plantar,
mas nunca o que colher.
Se você plantou amor, colherá.
Se ainda não colheu, a hora certa irá chegar.
Se plantou mentira, não poderá colher verdade.
Se ainda não colheu, sua hora vai chegar.
Se Deus quiser!
Não queira abraçar o mundo.
Mas tudo aquilo que você se propor a fazer, faça. Bem feito e com excelência.
Na vida, é preciso mudar.
Às vezes, mudamos os móveis de lugar em nosso quarto, ou a decoração. Sentimos essa necessidade de algo novo, de trocar. Continua sendo o mesmo quarto, o mesmo espaço, mas com uma enorme diferença.
Mudanças no estágio de maturidade, o crescimento, as responsabilidades que chegam, os acasos do dia a dia. O ciclo da vida nos obriga a mudar, a enfrentar essas mudanças, nos dizendo: é assim mesmo.
Quantas Lilians já fui, e algumas deixaram saudades, outras não.
O Grande Eu Sou
Tu sempre serás
Tudo aquilo que jamais conseguirei ser
Tão bondoso e perfeito
Por mais que eu tente, não consigo entender
Como pode existir tamanho amor por mim
Nem mesmo eu me amo assim...
Deus, Tu és o Grande Eu Sou
Tu és tudo o que eu preciso
Tu guardas a minha alma
E me defende dos inimigos
Mas meu coração
às vezes pode falhar...
Obrigado por sempre me perdoar
E tudo a minha volta transformar
Eu me rendo a Ti
Me sinto tão vazio
A alma cansada de sofrer
As lágrimas mal consigo conter
Mas meu coração sempre sente Tua presença
Mesmo que fraco eu esteja
Sei que estás comigo, Senhor!
Basta eu clamar... minha voz levantar
Tua palavra escutar, sei que irás me salvar
A tua misericórdia
é tudo o que tenho
Mesmo triste eu me convenço
e em esperança eu me rendo...
Eu me rendo a Ti...
Mãe,
Você carrega todos os dias um batalhão nas costas, e eu não sei como sobrevive.
Eu oro por você esta manhã... que Deus já esteja preparando um dia leve, com sabor de mel... que o peso em suas costas seja retirado... que o dia seja claro e terno... que você possa sentir o amor de Deus por você em todos os pontos do seu corpo e do seu coração. Que o seu espírito possa receber um descanso... um escape dos fardos pesados. Que anjos acampem ao seu redor e te encham de proteção e sabedoria. Que a sua casa se encha de alegria. Que você tenha boas surpresas ao longo do dia... mãe, você sustenta a todos nós e nos edifica a todo instante. Deus, te peço que quebre as correntes de prisão desta mulher, que ela possa respirar sem pesos e pressão... livra ela de setas do mal, de palavras negativas e de todo mal do mundo. Senhor, Senhor, eu te peço um dia de paz a minha mãe e creio que o senhor já decretou a vitória. Amém
Oceano
Me defino como um misterioso oceano...
Profundo e nada raso,
Ora escuro, ora claro...
É preciso navegar,
Mergulhar,
Respeitar as águas,
Velejar as mágoas,
Encarar as tempestades,
Decifrar os 7 mares...
Ora sou Índico, ora Pacífico
Feito areia, feito sereia...
Nada é simples,
Mas tudo é belo...
Se tiver paciência
E calmaria para descobrir...
O Titanic perdido em mim,
Um tesouro, indecifrável, escondido, enfim...
Sou assim,
Complexa, serena,
Revolta, grande e pequena,
Doce e salgada,
Odiada e amada.
Maré e Tsunami,
Vapor, vento e gelo,
Iceberg, amor e zelo...
Fome e sede,
Árvore e semente,
Ninfa e serpente,
Complexa, diferente.
Excêntrica e deserta,
Fechada e aberta...
Vulcão submarino,
Enigma infinito.
Há tanto a se descobrir,
Muito além da superfície
Quilômetros e quilômetros
Milhas e milhas
Ondas e ilhas
Rios que desaguam
Barcos e navios que atracam
Segredos, medos, desejos...
Face virginal,
Lugar descomunal,
Criatura angelical,
Descobertas que nunca chegam ao final...
Um oceano é assim...
Um contínuo desvendar,
Um incessante aprofundar,
Flutuar, surfar e mergulhar
Em águas intensas e intrigantes
Transcendentes e transbordantes
De um azul salgado penetrante,
Que cabe a somente um único amante
Desnudar.
“Minha alegria não está no sucesso,
Nos resultados alcançados,
Nas coisas adquiridas,
Ou ainda nos lugares visitados,
Ou somente nas pessoas ao redor...
Está primeiramente em Deus,
Que caminha comigo, lado a lado,
Que sopra o ar que eu respiro,
Que me mostra a direção dos ventos,
Que me ensina, em cada luta,
E me transforma a cada vitória.
Gratidão à luz que ilumina o mundo,
As mentes e os corações.
Que este trecho possa inspirar,
De alguma forma, a quem o lê.
Que leve a mensagem de que
A persistência sempre vale a pena,
Apesar das dificuldades e percalços,
Da aridez do deserto,
Ou da braveza dos mares,
Tudo vem para nos ensinar a ter
Resiliência, sabedoria, esperança e determinação.
Obrigada.”
Silêncio.
O silêncio é privilégio.
Fico imaginando Deus a ouvir todos os sons da terra se propagando em ondas até o céu, e invadindo o seu universo, todo dia e toda noite… sem parar e infinitamente… infinitamente barulhento e ruidoso… sete bilhões de vozes, mais bilhões de ruídos de animais, e folhas e ventos e objetivos que se chocam, sons estridentes, músicas boas e ruins… buzinas, gritos, e orações. Pensamentos… preces silenciosas para os ouvidos, mas que soam ao coração. Sons de tiros, sons de gaitas e foles, o som de um parto, de uma obra qualquer… todos estes sons somados um a um, espalhando-se e multiplicando-se até os ouvidos de Deus. Meu Deus! Impossível de imaginar…
O silêncio é liberdade. É libertador.
Mas é quase utópico.
Estamos sempre acompanhados de sons… do mundo todo, e dos pensamentos, vozes, imaginação, inconsciente… até quando pensamos estar em silêncio… será, que de fato, estamos?
O silêncio é necessário…
Porém, ele, na verdade, não existe…
Falamos em silenciar o exterior, sempre na perspectiva de calar uma voz para ouvir outra (no caso, a interior), mas nunca para que não escutemos nada, de fato.
Como silenciar o externo, o interno, o consciente, o inconsciente, como é que podemos estar realmente, em silêncio absoluto?
Se silenciarmos tudo, ainda assim, a batida de nosso coração produziria som…
O silêncio absoluto significaria, então, a morte?
Nesta vaga reflexão,
Chego à conclusão de que atingimos o silêncio quando, na verdade, calamos a nós mesmos, aos outros tantos, e nos permitimos ouvir a voz e o som de Deus… é quando o som, seja interno ou externo, vem cheio de paz e alegria para a alma, para a mente e para o coração. Quando ele simplesmente conforta…
Silêncio é quando nos permitimos sentar no banquinho do jardim de Deus.
Estou com o coração partido por deixar tantos que amo, mas é isso que torna tudo tão especial: saber que amei, e que fui amada e, por isso mesmo, é que me dói tanto a partida e a despedida.
Porque deixo um pedaço de mim, mas também levo um pedaço de todos vocês, aqui comigo, para sempre.
Ao explorar os mecanismos de defesa, descobrimos como nossa mente lida com conteúdo sofrido ou ameaçador, muitas vezes reprimindo-os ou os expressando de forma indireta.
Lilian Morais
Cuido dos detalhes
Cuido do teu coração
Pra quê se preocupar?
Entrega tudo a Mim
Pode descansar Eu estou cuidando de você
