Lili Inventa o Mundo - Mario Quintana
Sonhar que está voando em um balão bem colorido, ao raiar do dia, com o mundo passando devagarzinho aos seus pés, às ordens do vento, não tem idade; é lúdico, é criança, é mágico. Bem-aventurados aqueles que realizaram ou realizarão seu sonho na magia de um aeróstato ou balão, ou ainda melhor, no balão mágico.
Embalagens ou invólucros bonitos não são sinônimos de qualidade, aliás, desde que o mundo é mundo. Temos que policiar nossos olhos para não nos levar ao erro. Racionalidade, percepção e intuição são nossos grandes aliados e protetores.
'Dois pesos e duas medidas' existe desde que o mundo é mundo; porém, nos dias de hoje, é uma doutrina, acompanhada de narrativas e inverdades.
No mundo animal, com a dança do acasalamento, o conquistador monogâmico procurará demonstrar toda a sua exuberância, força e virtudes, normalmente em uma única vez para o alvo da conquista. Tendo êxito, os defeitos surgirão em seguida.
Da mesma forma, com o ser humano não é diferente. Para minimizar riscos, a racionalidade, a intuição e, principalmente, o tempo antes da rendição são importantes, mas sem garantia de imunidade.
Mundo esquisito: adultos que fazem de bonecas ‘filhos’ como se humanas fossem, levam ao médico para consulta, querem vacinar e batizar com o vigário. É surreal! Assim, quem virou eremita numa caverna no Himalaia, evidencia sanidade, lucidez e juízo.
A miséria não se trata de um estado de viver no mundo. A miséria é um capital cultural do fascismo, uma expansão de Auchiwitz a céu aberto assistido por todos que, acostumados com a tortura alheia, ignoram essa experiência política e fingem que nada acontece.
Sonhos Traídos
Um sonho quando traído,
Transforma-se em pesadelo,
Fica a vagar em um mundo imperfeito,
Aquele que um dia sonhou,
Todos os planos abandonou,
Deseja então, tornar-se um sonho novamente,
Um sonho bonito, um alto ideal,
Tem sua morada no plano astral,
Depois de traído, ele cai para o plano astral inferior,
Onde passa a viver com mentiras e más intenções,
Ai deste sonho, ai de seu sonhador,
Estão sempre ligados,
Tendo esta relação marcada pelo ódio,
Causando dor devido ao enorme rancor,
Por mais que tentemos os sonhos não podem ser destruídos,
Ao se sentirem esquecidos,
Se tornam algo horrível,
Estes são os sonhos traídos.
( Este poema foi inspirado pelo livro de "Contos de Horror e Mistério" do meu professor " Orestes Jayme Mega")
Considerando o mundo em que vivemos, tenha sempre medo por seus filhos. Um medo braçal, atuante, sempre disposto a socorrer. Medo destemido! E se todos à volta, inclusive o cônjuge não vêem motivo para o seu medo, radicalize: Tenha medo redobrado e não se poupe sequer do medo da falta de medo que lhe cerca. Coragem! É esse medo que nos dá força para proteger os que amamos, proporcionando-lhes uma vida... Sem medo.
Quando nada mais será novo, o mundo será um paradoxo, ficando entre a cibernética ou algo mais moderno e o tacape.
Como antenas que captam os rumores do mundo, penso que percebemos o que passa pelo imaginário coletivo e transformamos esta enorme quantidade de informação em arte.
É preciso que a paz, em todo o mundo, venha substituir as pás. Queremos a paz do direito de ir e vir sem medo. Não as pás que sepultam vítimas de balas perdidas. Nem as endereçadas por assaltos; preconceitos; vinganças; overdoses... Violências domésticas ou terrorismo (...).
Sonhamos com paz de espírito e consciência; dizemos não às pás de cal que ratificam mortes inadequadas e precoces. Paz na terra, sobre todos os seres de boa vontade... Sobre os que preparam a terra para matar fomes... Rejeitamos as pás que abrem covas para devolver cadáveres subnutridos.
O Rio de Janeiro, sobretudo, quer ter paz... Fazer as pazes com a paz, o bem estar e a segurança. Romper com as pás da injustiça; da impunidade flagrante; o rapto social que se opera faz tempo, nesta cidade conhecida como maravilhosa.
Que a paz esteja com todos, e as pás, guardadas para dias propícios... Dias finais tão justos quanto aceitáveis, de quem leva consigo a paz da missão cumprida... Não o trauma da vida que foi sustada pela violação do tempo e das leis naturais que a regem.
