Ligação

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A Ligação Que Eu Queria Fazer
Homenagem ao Meu Pai, Edilson Alves


No silêncio da saudade
Que insiste em me abraçar,
Muitas vezes olho o céu
Com vontade de falar,
Com quem foi luz em minha vida
E hoje mora em outro lugar.


Meu pai foi homem direito
De palavra e de valor,
Ensinou-me desde cedo
O caminho do amor,
Da coragem e humildade,
Do respeito ao Criador.


Se a vida fosse mais simples
E tivesse solução,
Talvez houvesse no céu
Um fio de comunicação,
Pra gente matar a saudade
Que aperta o coração.


Se eu tivesse só uma ligação
E pra o céu eu pudesse ligar,
Mataria a saudade do meu velho
E assim sua voz escutar.
Contava da minha vontade
De poder lhe abraçar.


Eu diria: “Pai, tá tudo bem?
Como é que o senhor está?”
Contaria das minhas lutas
Que continuo a enfrentar,
Mas seguindo os seus conselhos
Que nunca deixei pra lá.


Falaria das lembranças
Que o tempo não apagou,
Dos momentos da infância
Que o destino guardou,
Do orgulho de ser seu filho
E de tudo que me ensinou.


E no fim dessa conversa
Que eu tanto queria ter,
Diria olhando pro alto
Antes da ligação se perder:
“Pai, obrigado por tudo,
Um dia eu encontro você.”


Porque amor de pai é chama
Que o tempo não desfaz,
Mesmo longe ele protege
Como sempre foi capaz,
E quem vive nas lembranças
Não é esquecido, jamais.

Os rios correm para os seus amores nos mares… e os lagos tornam-se a ligação invisível entre destinos

Ligação química 2


Nossa ligação não é forte
muito menos amorosa
ela doi a cada corte
numa morte dolorosa.

A ligação social nasce, de forma mais elementar, do senso de mútua dependência.

Richard Sennett
A corrosão do caráter. Rio de Janeiro: Record, 2015.





somos uma ponte entre dois lados de um rio fazendo a ligação de uma vida passageira

antes de mim.


Naquela noite eu recebi uma ligação de um número que não existia.


Não era número privado. Não era desconhecido.


Simplesmente não existia.


Ainda assim, atendi.


- Alô?


Do outro lado, silêncio.


Depois uma voz.


A minha.


- Não vá dormir hoje.


Eu ri.


Não porque fosse engraçado. Ri porque algumas coisas assustam menos quando a gente finge que são ridículas.


- Quem é?


- Você.


- Isso não tem graça.


- Eu sei.


A ligação caiu.


Fiquei olhando para o telefone por alguns segundos, esperando alguma explicação aparecer na tela. Nada.


Joguei o celular na cama e tentei esquecer.


Cinco minutos depois, bateram na porta.


Três batidas.


Sempre três.


Levantei.


Não havia ninguém.


Só um envelope no chão.


Meu nome estava escrito à mão.


Dentro havia uma foto.


Era uma foto minha dormindo.


No verso, uma frase:


“Você tem oito horas.”


Eu deveria ter chamado alguém.


Não chamei.


Talvez porque, no fundo, uma parte de mim já soubesse que aquilo não tinha começado naquela noite.


Passei a madrugada tentando encontrar uma explicação.


Procurei a origem do número.


Nada.


Revirei mensagens antigas.


Nada.


Olhei as câmeras.


Às 02:13, alguém entrou.


Era eu.


A mesma roupa que eu estava usando.


O mesmo rosto.


A mesma cicatriz pequena perto da sobrancelha.


Eu parei o vídeo.


Voltei.


Assisti de novo.


Eu entrava em casa às 02:13.


Mas eu estava em casa.


Sentado na frente daquela tela.


O vídeo continuava.


Eu aparecia no corredor.


Parava diante da minha porta.


Olhava diretamente para a câmera.


E sorria.


Depois levantava a mão.


Três batidas.


A gravação terminava.


Eu olhei para a minha porta.


Três batidas vieram do outro lado.


Não abri.


Às 05:40, alguém bateu novamente.


Dessa vez, uma mulher falou meu nome.


Eu conhecia aquela voz.


Era impossível.


Ela tinha morrido há seis meses.


Fiquei parado no meio da sala.


Ela disse:


- Você prometeu que não faria isso de novo.


Não respondi.


- Eu sei que você está aí.


Meu corpo inteiro ficou frio.


- O que eu fiz?


Silêncio.


Depois:


- Ainda não fez.


Às 06:15, recebi outra mensagem.


Uma localização.


Um endereço que eu não reconhecia.


Abaixo, apenas:


“Se quiser saber por que todos estão tentando impedir você, venha sozinho.”


Fui.


Não sei por quê.


Talvez porque algumas perguntas sejam mais perigosas quando ficam sem resposta.


O lugar era uma casa abandonada.


Entrei.


Havia fotos nas paredes.


Centenas.


Todas minhas.


Eu criança.


Eu adolescente.


Eu adulto.


Eu dormindo.


Eu chorando.


Eu dirigindo.


Eu trabalhando.


Eu abraçando pessoas.


Eu terminando relacionamentos.


Eu sozinho.


E então encontrei uma foto que me fez parar.


Era eu, sentado naquela mesma casa.


Com cinquenta e poucos anos.


Ao meu lado havia uma mulher.


Não reconheci.


Atrás da foto estava escrito:


“Primeira tentativa.”


Outra foto.


Eu, mais velho.


Sozinho.


“Segunda tentativa.”


Outra.


Eu sorrindo.


Uma família ao meu redor.


“Terceira tentativa.”


E então uma última.


Eu, exatamente como estava naquela manhã.


Abaixo:


“Quarta tentativa.”


Foi quando ouvi passos.


Virei.


Um homem entrou.


Eu conhecia aquele rosto.


Era o homem do vídeo.


Era eu.


Só que mais velho.


Muito mais velho.


Ele fechou a porta.


- Finalmente.


- O que está acontecendo?


Ele sentou.


- Você vai me odiar.


- Quem é você?


Ele respirou fundo.


- Sou a única versão sua que conseguiu chegar até aqui.


- Até onde?


Ele olhou para o relógio.


06:59.


- Até antes da escolha.


Ele explicou tudo como se estivesse contando uma história que já tinha contado muitas vezes.


Disse que aquela noite acontecia repetidamente.


Sempre.


Eu recebia a ligação.


Recebia a foto.


Via as câmeras.


Ia até aquela casa.


Encontrava ele.


E então precisava escolher.


Existiam quatro possibilidades.


Em uma, eu permanecia exatamente como era.


Em outra, mudava tudo.


Na terceira, esquecia completamente aquela noite.


Na quarta...


Ele parou.


- Na quarta, você me mata.


Eu ri.


- Por que eu faria isso?


Ele olhou para mim.


- Porque eu sou a única coisa impedindo você de ter a vida que quer.


- Que vida?


Ele não respondeu.


Foi até uma parede.


Havia uma porta.


Uma porta que eu não tinha visto antes.


Ele colocou a mão na maçaneta.


- Você precisa escolher antes das oito.


- E se eu não escolher?


- Já escolheu.


- O quê?


Ele abriu a porta.


Do outro lado havia meu quarto.


O meu quarto.


Exatamente como estava naquela noite.


Minha cama.


Meu celular.


A janela.


O envelope.


Tudo.


Eu entrei.


Na cama havia alguém dormindo.


Eu.


Ele estava dormindo profundamente.


O homem mais velho apareceu atrás de mim.


- Essa é a primeira vez.


- Primeira vez o quê?


- A primeira vez que você conseguiu chegar até aqui sem lembrar.


Olhei para o homem na cama.


- Então quem é ele?


O velho ficou em silêncio.


- Você.


- Não.


- Sim.


- Mas eu estou aqui.


Ele sorriu.


- Esse é o problema.


O relógio marcou 07:59.


Uma sirene começou a tocar em algum lugar distante.


Eu olhei novamente para a cama.


O homem dormindo abriu os olhos.


Sentou.


Olhou diretamente para mim.


E falou:


- Não vá dormir hoje.


Eu senti o sangue desaparecer do rosto.


Era a mesma frase.


A mesma voz.


A minha voz.


O velho começou a chorar.


- Não...


- O quê?


- Dessa vez foi diferente.


- O que foi diferente?


Ele apontou para mim.


- Você nunca deveria ter me visto.


A luz apagou.


Por alguns segundos, não existiu absolutamente nada.


Então ouvi uma porta fechando.


Quando a luz voltou, o velho tinha desaparecido.


A casa estava vazia.


As fotos haviam sumido.


A porta também.


Só havia uma coisa sobre a mesa.


Meu celular.


Ele estava tocando.


Olhei para a tela.


Era uma chamada recebida.


O número não existia.


Atendi.


Do outro lado, silêncio.


Depois uma voz:


- Alô?


Era minha voz.


Mas dessa vez eu não falei nada.


A voz continuou:


- Quem é?


Eu reconheci a frase.


Era exatamente o que eu havia dito naquela noite.


Então percebi.


A história não estava se repetindo.


Eu estava dentro dela.


Eu não tinha recebido uma ligação do futuro.


Eu estava ligando para o passado.


E o homem que eu havia encontrado não era uma versão futura minha.


Era a versão que existia antes de mim.


A quarta tentativa.


A terceira.


A segunda.


A primeira.


Todas as vidas.


Todas as mortes.


Todos aqueles homens.


Não eram versões diferentes.


Eram pessoas diferentes que tinham recebido a mesma ligação.


Todas achando que eram eu.


Todas tentando descobrir quem começou aquilo.


Todas chegando àquela mesma casa.


Todas encontrando alguém mais velho esperando por elas.


Até que uma delas finalmente entendesse.


Não havia nenhum primeiro homem.


Não havia começo.


Só havia o próximo.


A ligação continuava.


Eu poderia desligar.


Poderia falar.


Poderia perguntar.


Mas alguma coisa me impediu.


Então fiz a única coisa que ainda não tinha feito.


Olhei para o relógio.


08:00.


E disse:


- Não vá dormir hoje.


A ligação caiu.


Fiquei parado.


Esperando.


Três batidas vieram da porta.


Eu não me mexi.


Mais três.


Depois ouvi minha própria voz do outro lado:


- Quem é?


Eu olhei para a porta.


E, pela primeira vez, entendi o que estava acontecendo.


Não havia alguém tentando entrar.


Havia alguém tentando sair.


E eu não sabia mais de qual lado da porta estava.


Fim.


Ou talvez só mais uma tentativa.

Você não tinha o que eu não tenho. Será que temos uma ligação covalente? Meu silêncio falou mais que mil palavras. Seu olhar e sua verdade me cativaram.

Faço esforço para acreditar
Em dias melhores,
Esperando uma ligação
Que jamais irá tocar.
Porque ao meu redor,
Tudo já acabou…
E, mesmo assim,
Aprendo a seguir.

O feminismo nunca teve ligação com o feminino, com o não-feminino e muito menos com os afeminados.

Olho para o que fomos ontem e percebo que o tempo só confirmou o que eu já sabia: nossa ligação não depende de barulho ou de grandes cenários. Ela acontece nos pequenos intervalos, naquele instante exato em que o mundo se transforma e meu pensamento busca o teu abrigo. Tu és a calmaria que reordena meus caos internos, a certeza bonita de que caminhar acompanhado faz a jornada ter outro sentido.Não existem fórmulas prontas para explicar essa sintonia. É apenas a vontade constante de partilhar a vida, dividir os sorrisos bobos e segurar tua mão quando o vento lá fora soprar mais forte. Meu peito encontrou no teu abraço um porto seguro, um lugar onde posso desarmar todas as minhas defesas e apenas ser. Obrigado por caminhar ao meu lado, por iluminar meus dias com essa tua luz única e por me fazer perceber que o afeto mais bonito é aquele que se cultiva na simplicidade do cotidiano.Quero agradecer por cada vez que teu olhar me leu sem que eu precisasse dizer uma única palavra. Obrigado pela paciência nos dias em que estive nervoso, pelo respeito ao meu tempo e por transformar momentos comuns em memórias inesquecíveis. Tua presença me reconecta com o que há de melhor em mim, e sou imensamente grato por escolheres dividir teus passos, teus planos e a tua doçura comigo. Ter você aqui torna qualquer recomeço mais leve e cheio de esperança.

A nossa ligação é tão forte que, se você estivesse aqui, um único olhar diria tudo o que tenho engasgado e um beijo colocaria um fim em toda essa distância.

Já parou para pensar por que procrastinamos?


Por que adiamos aquela ligação, aquele projeto, aquele abraço, aquele pedido de perdão, aquele sonho que insiste em nos chamar?


Talvez porque, em algum lugar do nosso inconsciente, acreditamos que sempre haverá um amanhã.


Vivemos como se o tempo fosse infinito. Como se a vida nos devesse mais uma oportunidade. Mais uma segunda-feira. Mais um ano. Mais uma chance.


Mas a verdade é que a vida nunca prometeu isso.


Cada dia que adiamos nossos sonhos fortalece nossos medos. Cada decisão que deixamos para depois alimenta a ilusão de que ainda temos todo o tempo do mundo.


E, sem perceber, não é o relógio que está parado...


Somos nós.


A procrastinação raramente nasce da preguiça. Muitas vezes, ela nasce do medo: medo de falhar, de mudar, de ser julgado ou até mesmo de descobrir o nosso verdadeiro potencial.


Enquanto esperamos o momento perfeito, a vida continua acontecendo.


O tempo não espera.
As oportunidades não esperam.
As pessoas que amamos não esperam.


E um dia, o "depois" pode simplesmente deixar de existir.


Por isso, pergunte a si mesmo:


Se hoje fosse o último capítulo da sua história, você teria orgulho da vida que escolheu adiar?


Talvez a maior tragédia não seja morrer.


Talvez seja chegar ao fim da vida carregando uma coleção de sonhos que nunca tiveram coragem de nascer.


O momento certo não é amanhã.


É agora.

A ligação




Uma ligação foi feita a séculos atrás,


Em quadros antigos fomos reconhecidos,


Entre o sol e a lua já somos velhos amigos,



Uma conexão de almas não se desfaz.

A nossa ligação é de outro mundo. Não foi o acaso que nos uniu; foi a vida nos lembrando de que algumas almas estão destinadas a se encontrar, a caminhar juntas e a permanecer uma na história da outra.

Há encontros que o tempo explica, mas o nosso pertence à eternidade do coração.

"Amor não é sentimento? É substantivo abstrato! Mas, também não é só verbo de ligação! Exige AÇÃO e não Discurso. Amar é ação no dia-a-dia, não é só 12 de junho não!!!" (Letra da música: Amor não é,+ Consciência Humanizado - nas plataformas musicais)

É comum sentir uma forte ligação emocional, que pode ser interpretada como paixão, ao se dedicar à Evangelização. Essa paixão surge do amor a Jesus Cristo e ao próximo, impulsionando a pessoa a compartilhar a mensagem do Evangelho com entusiasmo. A evangelização, quando feita com sinceridade e amor, pode despertar sentimentos intensos, semelhantes aos da paixão, pois envolve a entrega pessoal e a busca pela transformação do outro.

É comum sentir uma forte ligação emocional, que pode ser interpretada como paixão, ao se dedicar à Evangelização. Essa paixão surge do amor a Jesus Cristo e ao próximo, impulsionando a pessoa a compartilhar a mensagem do Evangelho com entusiasmo.

Nosso amor germinou a partir de uma ligação com o infinito mundo das incertezas.

Só hoje, não vou ligar de ser cedo, e vou te acordar por ligação..só pra te dizer que te amo.
Só hoje, vou negar pro mundo o que eu sei ser loucura, só por que a saudade me tira toda a Lucidez...
Só hoje, vou esquecer que meus dias aqui se tornam cada dia mais tediosos mesmo que eu quase não pare em casa..
Só hoje, vou afirmar que não tenho medo de afirmar nada...
e que eu te amo, desesperadamente, eu te amo quando lembro de tudo que já se passou entre a gente.. e a verdade sempre vai ser essa.. Eu te amo.
Ontem, ouvi tua voz ... E só ontem percebi que o tempo parou.
Sabe, que em meio a tudo que estava acontecendo, mesmo tão distante..você me tranquilizou?
É a coisa mais estranha que alguém já me fez sentir, duvido que possa se definir em tão somente 4 letras, o que eu em textos enormes nunca consegui explicar..
Você lembra, aquela noite em que alguém partiu meu coração?
Você deitou ao meu lado, uma noite inteira me abraçou, sabia que minhas lágrimas eram sinais de uma ilusão por outro...
Mais você não ligou, você nunca ligou.. me abraçou somente.. e como se soubesse o poder das palavras decidiu não falar muito.. só disse: eu to aqui com você.
A minha pergunta sempre foi,: porque?
Porque se eu tanto te magoei?
Porque, se disse coisas que neem lembro ee nem sei..
Porque se eu nem merecia tua forma sensivel de de mim cuidar?
E a unica coisa que você respondeu pra mim foi: Por que eu Te Amo Rayane, ee sempre vou te amar !

Só por isso hoje eu não vou ligar de ouvir teus esporros por ser tão cedo, só hoje vou fazer você sorrir ao invés de sentir medo, só hoje, e depois só amanha, e depois, e depois e depois..
até que eu me canse de provar ( nunca me cansou de provar nada) o quanto amo você, dai então provarei hoje, amanha e depois, que nunca vou te abandonar e nem te esquecer..
Só hoje, posto esse texto pra você ler dia após dia que eu não ligo em recomeçar..
Só ler diariamente o titulo permanente..
Só hoje Amor, e sempre.. vou te amar!!

Inserida por RayaneC

Sabe aquela ligação que você escuta, olha e não está afim de atender? chama-se ligação perdida!

Inserida por Ederdossantos