Liberdade pra Mim e pouco
Hoje é dia 30. Falta pouco pra virar a página, mas não falta força dentro de ti. Respira fundo, lembra de tudo que já superou e segue firme. Às vezes cansa, mas desistir não combina contigo. Vai, é só mais um passo! 🌱✨
— Escrito por Sara
Destino
Ei, o que você acha que é Destino?
Pensa um pouco antes de continuar:
O que te vem à mente quando fala em Destino?
...
Destino, pra mim, é simples.
É o objetivo final de uma jornada, de uma viagem.
É pra onde a direção aponta.
...
Hein?
Ah, você não pensou neste tipo de Destino?
Pensou em Destino no sentido de futuro de vida.
Entendi.
Eu também!
...
Destino não tem nada a ver com sorte ou acaso.
Nem com essa ideia de coisa inevitável ou imutável.
Destino é escolha diária do caminho.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Se cada um fizesse um pouco
O mundo não muda quando cobramos dos outros.
Muda quando fazemos a nossa parte — mesmo que pequena.
Ajudar um animal, alertar um vizinho, separar tampinhas,
ou até divulgar um pedido de adoção…
São gestos simples, mas que salvam vidas.
Se cada um fizer um pouco, o abandono diminui.
E a compaixão cresce.
PARA QUE SERVE A FILOSOFIA?
Um ancião de barbas e cabelos longos chegou a um vilarejo um pouco distante dos grandes centros urbanos, um lugar desses onde o tempo tem outro tempo, um tempo natural de ser.
Naquele lugar havia poucas pessoas, mas, dentre elas, havia uma miniatura do mundo real: pessoas que tinham mais ou menos habilidades para desenvolver aquela realidade. O fato é que se tratava de um lugar com costumes tradicionais, por assim dizer. Isso não quer dizer que não havia sabedoria no coração daquele espaço e daquelas "gentes".
O velho andarilho tinha uma vivência profunda, por tantas realidades que ele já havia presenciado. Então, como um bom pensador, ele achou por bem conversar com aquelas pessoas. Conversar sobre tudo: sobre o tempo, sobre Deus, sobre conhecimento, progresso, sustentabilidade, etc.
Uma de suas perguntas foi saber o que aquela gente pensava. Então ele perguntou: "Para que serve a Filosofia?"
Começou a andar por diferentes lugares com a mesma pergunta: "Para que serve a Filosofia?"
Primeiramente, ele perguntou a um pastor, que, desconfiado, respondeu: "A filosofia não é de Deus, está na Bíblia".
O ancião seguiu sua andança e foi até a única praça da cidade, onde ele poderia encontrar mais pessoas. Fez a mesma pergunta a um ateu que estava discutindo sobre a inexistência de Deus com os homens responsáveis pela limpeza da praça. O ateu respondeu da seguinte forma: "A filosofia serve para fazer as pessoas deixarem de ser ignorantes, idiotas, alienadas, gado".
O senhor perguntou também a um daqueles homens responsáveis pela limpeza, e ele respondeu: "Eu não gosto de filosofia, isso é coisa de gente que não tem o que fazer, que só tem minhoca na cabeça".
Da mesma forma, o velho curioso agradeceu pela resposta e saiu daquela roda de conversa.
Então o velho encontrou uma professora, com o jaleco da escola onde trabalhava, e lhe fez a mesma pergunta. A professora respondeu uma enorme lista de utilidades que a filosofia, segundo ela, teria: "A Filosofia serve para fazer as pessoas pensarem a respeito do mundo, da vida, dos mistérios do universo, da origem da humanidade, das linguagens, das demais Ciências. A filosofia é a mãe de todas as ciências. Sem ela não seríamos capazes de saber nem quem somos nós realmente".
O velho agradeceu educadamente e seguiu sua jornada de questionamentos. Abordou um homem que estava sentado em um banco da praça, cabisbaixo.
"Para que serve a Filosofia, meu caro?"
O homem então respondeu-lhe dizendo: "Eu não sei, não sei o que é isso, mas deve ser para enganar as pessoas." Agradecido pela resposta, o velho saiu da praça e desceu em direção a um rio que contornava a parte Sul da cidade.
Ao chegar embaixo da ponte que ligava aquele vilarejo a outras regiões mais ao Sul, o ancião percebeu que havia um senhor, também com aparências semelhantes, com mais idade talvez. Decidiu se aproximar para desenvolver uma conversa. Aquele outro senhor estava ali pescando e fumando um charuto. Isso era interessante para o que se aproximava. Talvez pudessem fumar cachimbos e trocar um "dedo de conversa". Ao cumprimentá-lo de perto, o senhor andante perguntou o seguinte: "O senhor tem fumo?" "É óbvio que tenho", respondeu o velho pescador. "Então empresta-me, eu avio também."
Enquanto isso, ele desenrolava seus panos de bagagem e pegou um velho cachimbo que pertencera ao seu avô, algo feito à mão. O silêncio pairou sobre os dois.
Fumaça vai, fumaça vem, o andarilho perguntou ao pescador: "O senhor pode me responder para que serve a Filosofia?"
O velho pescador virou as costas em silêncio, sem dizer uma palavra. Então o que se ouvia naquele lugar era apenas o murmúrio das águas do rio e algum barulho de pássaros e carros que passavam sobre a ponte de quando em quando.
Depois de um longo período de silêncio, e de muitas "chumbadas", o ancião que chegou agradeceu o fumo, despedindo-se do pescador para seguir sua caminhada.
Então o velho pescador virou-se na direção de seu visitante, respondendo da seguinte forma: "A Filosofia não serve para nada! Ela recusa-se a servir quem quer que seja".
O senhor recém-chegado permaneceu calado, como quem espera mais. O pescador continuou a dizer: "A Filosofia recusa-se a cair nessa vala de servidão que surgiu nos padrões mentais medievais e que tem tragado tantas gerações que acreditam que servir é o mais importante. É por isso que nós, os velhos, não somos vistos como seres úteis. A maioria dos indivíduos das nossas gerações se tornaram inúteis, de tanto ouvirem que estavam velhos, e envelheceram realmente. O brilho vital deles ficou opaco de tantas palavras e olhares que demonstravam tristeza, talvez, pelo peso da idade, que não deveria ser um peso, mas uma bagagem muito importante de experiências deles".
Aquela conversa era profunda demais para não acender mais um cachimbo. Então o visitante fez menção de que iria fumar novamente, e o pescador logo lhe alcançou fumo e avio.
O silêncio se fez por um curto tempo. Não havia interesse em fazer qualquer pergunta por parte do ancião recém-chegado. Era uma questão de tempo para que novas explicações viessem por parte do pescador.
Fumaça vem, fumaça vai, e o velho do rio continuou: "Esse mundo utilitário, onde tudo cai em uso e desuso, inclusive as pessoas, tudo é coisa útil. É um tempo onde as coisas são mais importantes do que os seres. E os seres se transformam em coisas que servem ou não servem. As pessoas se coisificaram tentando se manterem úteis, serviçais, servas. Até mesmo as demais ciências se tornaram úteis, quando deveriam ser apenas caminhos. Os caminhos não são utilitários. As religiões, os Estados, as instituições, os deuses, os sagrados, as escolas, os homens, as mulheres, os jovens e as crianças, tudo isso se tornou números. Os números são utilitários, assim como as letras e os símbolos, mas a matemática, as demais ciências, as linguagens, nada disso deveria ser utilitário. As artes caíram em uma situação de serviço, se tornaram servas.
O homem curandeiro se tornou servo, o professor, o orador, os políticos, todos servos. E querem arrastar tudo mais consigo também. Por que diabos a filosofia deveria servir também? Ela não serve, porque ela não cabe nesse mundo de coisificação, de utilitários, de descartes. Veja bem, no que as religiões se transformaram? Não passam de alojamentos de imbecis que não sabem se conduzir e buscam alguém que lhes proíba de caírem em situações difíceis. Mas isso não lhes ensina absolutamente nada. Veja o que ocorreu com Deus, que na mentalidade medieval se tornou um espantalho para assombrar os medrosos através da fé. Até ele se tornou coisa, utilitário, servo.
As pessoas fazem os diabos e depois exigem que ele resolva suas desgraças, ou seja, ele é obrigado a fazer milagres, além de ser a capa de poder dos charlatões da fé."
Nisso, o senhor recém-chegado perguntou ao pescador: "O senhor é ateu?"
Ele então disse muito rapidamente: "Eu não tenho a necessidade de ser ateu, nem de ser religioso, nem de ser um pescador, nem seu amigo, nem de saber absolutamente qualquer coisa. Eu estou tentando aprender alguma coisa, e todos os dias aqui na beira deste rio, eu chego à conclusão de que o que eu sei se derrete diante da imensidão do abismo que eu não vejo, mas que provavelmente me vê. Eu preciso responder mais?"
"Não!", disse o ancião que escutava atentamente.
O pescador continuou: "Por que tornar a filosofia uma serva? Tudo que serve para alguma coisa, tornou-se servo, vassalagem. É impossível torná-la uma serva, defini-la como uma servente seria "apartá-la" da sua originalidade, da sua essência."
O velho pescador pediu licença ao seu companheiro de cachimbo, dizendo que costumava frequentar aquele lugar procurando entender todas essas coisas que ele havia abordado, mas que não havia conseguido entender, e que para isso costumava pescar e fumar seu cachimbo como forma de estar ali, sem ser visto pelas demais pessoas como alguém inútil.
Os dois se despediram e marcaram de talvez estarem ali no dia seguinte. O ancião que partiu não é mais o mesmo ancião que chegou naquele vilarejo.
Pedro Alexandre.
Muito pouco se fala sobre ele: o PAI que escolheu permanecer, lutar junto com a sua família e dar o seu melhor todos os dias. Esse pai também é bom, também é maravilhoso. Ele também leva o filho à escola, às terapias, também se dedica, também carrega no peito as batalhas invisíveis. Às vezes tímido, mas quando é preciso, solta seu leão interior para proteger e defender seu filho(a) autista.
Esse pai, muitas vezes, chora escondido. É raro ver suas lágrimas, porque ele finge estar bem para não sobrecarregar ainda mais a esposa, que já enfrenta diariamente os desafios da maternidade atípica. Esse pai, mesmo guardando muito para si, continua ali: incentivando, apoiando, amando sua família e seu filho(a).
É verdade que existem pais que abandonam. Mas para aqueles que ficam, que vestem a camisa de parceiros de verdade, é essencial que a sociedade também os enxergue, que também os acolha com amor e reconhecimento. Porque eles não estão “fazendo um favor” estão agindo por amor, por responsabilidade, por um compromisso que nasceu junto com o coração de PAI.
Pai de verdade não mede esforços para garantir que nada falte para sua família, e merece ser lembrado, valorizado e respeitado por isso.
Esse é o pai que eu escolhi para minha FILHA(O) autista: um pai que fica, que luta, que ama e que merece ser visto.
Mesmo quem pouco ou nada possui
compartilha e doa com alma e raiz.
Na bondade e na caridade encontra sua luz, tornando o mundo mais belo, em que se conduz.
Livro: O Respiro da Inspiração
Ó, poeta
fiz tão pouco
publiquei tão menos
nem sei se posso
proclamar-me poeta
I, too, dislike it
enfim
um escritor
que mal escreve
bom pranto
para as ironias
baratas
e um “poeta”
entregue às traças
chegarei à velhice
sem aprender nada
era virar
um purgante insuportável
minha meta
mas nem isso
terminam chegando perto
de mim
e batendo nas costas
ó, poeta
Mesmo cansado, continuo sonhando. Porque quem tem fé sabe que o impossível só demora um pouco mais.
Mães e filhos se cansam mutuamente: vigiar e ser vigiado é relação que fatiga um pouco os nervos...
Sei, tudo pode ser ilusão
Mas não é assim uma paixão?
Apenas fique aqui, só mais um pouco
Deixa eu te sentir
- "Nas Entrelinhas"
Versos para ser feliz.
Para que sejas feliz derrame a mesa um pouco do que te faz rir.
Para que sejas feliz, não se aborreça com quem não saboreia da alegria.
Para que sejas feliz, ame a ti, ame ali, ame aqui, e não deixe de amar.
Para que sejas feliz em sonhos, sonhe alto e não permitam que vejam antes de realiza-lo.
Para que sejas feliz em liberdade, não se prenda em quem não quer estar feliz contigo.
Se ao teu lado venha existir um companheira(o) que não esteja tão feliz quanto você, compartilhe da tua felicidade.
Abrace sua pessoa triste, enrole em um cobertor, alimente de amor, e a faça se sentir gratificada por ter alguém incrível como você ao lado. E nesse pequeno momento, ela verá que não existe somente a tristeza para ser aproveitada.
/Eu/ sempre serei de tudo um pouco
/Te/ dou do pouco um tudo
E ainda que me reste a inexistência, ainda ire de dizer:
/amo/ meu pequeno mundo.
Tenho pra lhe dar abraços e carinhos.
Um segurar do desmoronar
Uns sorrisos de cantinho, loucuras que te cobrem de felicidade.
Vejo em teus olhos o que és, chega a deixar-me sem papéis para descrever-te minha poesia
No canto do meu peito um cantar, um assobio, de onde nasce o amar irei esbravejar
teu nome: Vitória.
Muitos conhecem as palavras e do pouco que enxergam nelas se desmontam, outros vivem a entender que o amor é o conjunto de falas e suas expressões de pura loucura.
Era uma vez um casal apaixonado, cheio de presentes, e pouco de futuros incertos. É, foi assim como um conto de fadas e, ela me apareceu de vestido azul ou seria branco. Sempre tive problemas com cores, mas de algum jeito ela me fez ver todas as cores que o mundo proporciona. O mundo poderia ter gosto naquele exato momento que derrubou o seu café em minha roupa, seria um suco de maracujá, no fim foi um café para despertar.
A vida surpreende o infeliz com a felicidade, daquela surpresa que tive assim como as desculpas que me esperavam no esbarrar, vi os olhos castanhos "enormes" pareciam encher a própria vida e tomar da luz do sol, era estonteante. No dia que não chovia, no dia em que não nos beijamos, pedi ao mundo que me jogasse todo café novamente ( era um clássico) se o beijo tivesse acontecido o seu desastre seria ruim, mas, com toda organização das desculpas vi que seria tão gostoso quanto o café desperdiçado. Logo quando me pediu perdão por se atrapalhar, partiu e nunca mais a vi. No domingo enquanto rasgava jornais para montar caça-palavras, observei que as palavras conversavam entre si, era algo tão diferente. Me senti um louco por pensar em mulher no fazer da rotina. Sempre fui muito intelectual, disperso de coisas que me ocupariam o tempo sem agregar. Depois de organizar mais de cem palavras no sentar das horas, enxerguei uma intrigante "passado" bem, não fez sentido algum, afinal, já passou. Levantei assim que terminei meu rotineiro montar de histórias. Observei enquanto passava café toda aquelas letras misturadas, certamente tinha motivo toda a mistura. Era, ainda são, sempre serão necessárias as misturas para formar um sequer história.
Além da história, o café estava horrível. A água queimou demais o pó, ou, o pó sujou demais a água . As palavras estavam paradas, minhas risadas solitárias na cozinha, tudo se completava em total sintonia. Talvez, faça algum tempo que não saiu com alguém. O mundo é o mesmo, as pessoas o remedam de forma tão tola que desinteressa. Não queria um amor, mas, o passado me perguntava naquela sala: -Kissmann, o tempo que leva os olhos, os olhos levam o momento. Ali, bem ali, onde bebi o café horrendo, a pingueira chorando na infiltração, percebi tudo. Assim que percebi o significado do que é ser feliz, me veio um único nome: Elenny.
Você é arvore menina !
Cheia de frutos
Cheia de tudo que eu quero
Cheia de si mesma e pouco do amor que te dou
Cheia de magia
Como as notas musicais você me apareceu
E eu ainda nem aprendi tocar esse violão!
Te pedi um pouco do que tu não guarda no bolso, mas guarda no coração
Fiquei sem saldos, sem teu caldo
Apenas com teu riso, fez miragem no deserto do meu ser
No brilho dos teus olhos vi lucidez, era como Isaac Newton criava suas proprias leis
Me sentia como um rei sem coroa, tinha em minha riqueza somente tuas palavras
Que como sementes germinavam em meu consciente
Minha cachola ficava cheia de granolas, pensando em um eu e você
Em um ringue disputava, meu cérebro e meu coração
Cérebro puxava seus impulsos, coração pulava no peito todo alegre e sem jeito
Amava te ver, mesmo sem enxergar, só bastava aparecer e ele disparava
Como um atleta correndo em direção a linha chegada
Após tanta corrida, esse atleta se cansa e descansa na saudade de algo que não viveu com você.
Nunca somos fortes o suficiente, nem fracos demais para que não possamos lutar um pouco mais..."TUDO É NO TEMPO DE DEUS"
