Liberdade para Thomas Hobbes
Vidas brasileiras, importam sempre... acima de qualquer coloração civil, politica, religiosa, social, cidadã ou acadêmica. Vidas brasileiras importam.
Só com a educação desde o período infantil que poderemos mudar o mundo no futuro e fortalecermos a justiça para todos na responsável liberdade.
O militarismo que não reconhece e exalta o civismo e o patriotismo de sua cultura, perde a vocação nacionalista em qualquer estado e governo livre. O militarismo sem o civismo cultural necessário, não passa de uma força armada mercenária organizada, imoral regida pelos interesses dos falsos poderosos e do dinheiro.
Envergonha me por tudo que a cultura contemporânea ainda tem de preconceituosa, cativa, mesquinha e ignorante.
No Brasil temos as três maiores etnias Romany dito "ciganas" são as dos Rom, dos Sinti e dos Calon. Por mais que os Calon tenham sido os primeiros a chegarem, no início do século XVI, oriundos das terras lusitanas mas foram os Rom, que desenvolveram e conquistaram uma maior luta social e cultural com representatividade na sociedade brasileira. Não existe uma única liderança Romany no mundo inteiro ou em qualquer lugar, cada grupo é independente isoladamente. Existe sim uma etnia e uma cultura ancestral mas que não possui uma unidade ou estado.
Deus é para todos, e está presente em tudo e em todos os lugares mas a religião são para poucos. Aqueles que não tiverem a verdadeira compreensão da dimensão entre a vida e o sagrado, serão escravizados por ela.
Sou em essência um livre pensador sem os tabus dos dogmas do conhecimento. Sendo assim procuro ouvir sempre todas as opiniões, certas e equivocadas, dos contentes e dos insatisfeitos e reflito com serenidade e plena liberdade qual a direção que meu pensamento vai trilhar.
A noite silenciosa afugenta o sono e os mais belos sonhos dos inconformados, injustiçados e infelizes.
Grande parte de minha vida e pensamento é inspirada na sabedoria familiar, também de pessoas comuns, simples e humildes que fazem um show diariamente anonimamente no grande palco da existência. Por si é um laboratório teatral cotidiano do simples, como me alertou durante vários anos o querido "Zimba" - Zbigniew Marian Ziembiński, mais conhecido como Ziembinski, o magnifico ator e diretor de teatro, cinema e televisão, na década de 1970 com quem tive a alegria de conviver no RJ. Parece mesmo que no mais erudito e no mais simples são que circulam naturalmente as melhores respostas pois diferente do intermediário presunçoso do que é e não é e talvez possa ser, só vivem as sombras descrentes das perguntas sem sentido e as alegações infrutíferas e sem objetiva solução. A divina generosidade é a grande maré que nos movimenta pela brisa constante e continua do Oceano dos Humildes.
O caminho mais prodigioso para abandonar qualquer coisa que não nos faz bem é troca lo para algo semelhante que não se gosta nenhum pouco. Pois fica bem mais fácil abandonarmos o que não gostamos do que se livrar de uma vez daquilo que nos dá um mórbido prazer.
A ampla opinião popular e a imprensa livre com responsabilidades mas sem cortes e censuras são os magnos pilares das garantias constitucionais da democracia e da verdadeira liberdade.
A grande diferença de quem abraça em verdade o trabalho nas esferas criativas, educacionais, artísticas e culturais é que independente do retorno financeiro, das regras do mercado e do engajamento em emprego, o trabalho não para. Não é possível estacionar nem por poucas horas a sensibilidade constante que movimenta em ação, hiper-atividade e sede de experimento o pensamento. De certa forma por isto que cada qual em sua direção, interesse e plataforma sem dizer diz que o trabalho passa a ser o principal regente do trabalhador.
Entre um mundo de sonhos e um mundo de fatos prefiro viver num mundo de suaves e generosas possibilidades.
Diante de qualquer grande sofrimento, se houver tempo pedimos perdão mesmo que não nos julguemos culpados. A dor de quem sofre, encobre os limites da humildade, da razão e da sanidade sendo assim cabe a quem se aproxima, por compaixão exercer uma dose bem maior de generosidade. Não existe certo ou errado e sim abandono, solidão e cumplicidade. Todos nos precisamos um dos outros, indivisivelmente, para que tenhamos a certeza que vale a pena, viver.
Hoje a contemporaneidade propõe um viver inesperado, como isto cada vez mais me torna e me sinto como um ser inacabado. Nunca imobilizado pelo novo, diante disto vivencio e experiencio novas ações, pensamentos e reformulações inusitadas bem longe do que sempre acreditei viver mas vida que segue, e não nos atropele pois só ela que oferece a verdadeira direção e movimentação.
Somos tão mais semelhantes uns aos outros que acho de estrema burrice realçarmos por vaidade solitária de ser especial, nossas poucas diferenças.
