Liberdade de pensamento
A liberdade de consciência significa que nenhuma autoridade externa deveria possuir o direito de fabricar convicções dentro da mente de alguém pela força.
A liberdade política começa quando o indivíduo deixa de ser tratado como propriedade do governante e passa a ser reconhecido como sujeito de direitos, consciência e autonomia.
Quando a opinião alheia se transforma em medida da própria dignidade, a liberdade interior começa a ser substituída pela dependência do reconhecimento social.
A liberdade política exige que o cidadão não seja apenas destinatário das leis, mas parte da comunidade que participa de sua formação e reconhece nelas uma expressão da vontade coletiva.
O conflito entre poderosos e povo pode tornar-se fonte de liberdade quando encontra instituições capazes de converter antagonismo social em limites jurídicos ao poder.
O último território da liberdade talvez não seja o mundo, mas aquilo que ainda conseguimos pensar sem autorização.
A justiça começa quando cada indivíduo compreende que liberdade não é ocupar o lugar do outro, mas cumprir dignamente o seu próprio dever.
A liberdade política perde substância quando faltam condições materiais para exercê-la de maneira efetiva.
A liberdade individual e a participação democrática não são necessariamente adversárias; podem encontrar no Direito suas condições de coexistência.
A liberdade começa quando interrogamos aquilo que parecia naturalmente inevitável, inclusive quando recebeu aparência de legalidade.
A modernidade ampliou a liberdade individual, mas também criou novas formas de desorientação que desafiam o Direito.
A liberdade ganha significado dentro de horizontes culturais, mas encontra no Direito seus limites de convivência.
A liberdade pode ser mais complicada do que simplesmente escolher entre alternativas juridicamente disponíveis.
O homem não encontra liberdade simplesmente quando rompem suas correntes; encontra-a quando também aprende a reconhecer as correntes que aceita carregar dentro de si.
Defender a liberdade de expressão não exige concordar com a palavra alheia; exige reconhecer que uma sociedade livre não pode transformar a discordância em crime por mera inconveniência.
Pensar por si mesmo é exercer uma das formas mais silenciosas de liberdade; permitir que o outro faça o mesmo é reconhecer que a liberdade não pode ser propriedade privada da própria consciência.
