Levo esse Sorriso porque Ja Chorei demais

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Quando você tem consciência do que é, já tem o necessário para começar um processo de mudança.

Eu estava perseguindo aquele peixe mas ele foi embora, e quando vi já estava fora de mim, acho que acabei me perdendo de novo no coração de desejo.

PENAS (RE)POUSADAS

Ontem
– já a noite ia longa –
antes de adormecer
pousei as penas
das minhas asas
no melhor cabide…

O sono
(p)rendeu-se à cama
mas entre as almofadas
de plumas e sonhos
ainda coube
o meu ser despass(ar)ado…

Hoje
– já o dia se (a)firmara –
quando a(_)cor(_)dei
vi as asas
das minhas penas
(re)pousadas
no melhor cabide…

Levantei-me
e (re)vesti-as…

Deixei o sol entrar
e saí janela afora
a voar…

A voar!...

📜© Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes

Talvez solidão..

Já refletiu como é louco você ter todo mundo e ao mesmo tempo não ter ninguém? Ou ter alguém mas sentir que ainda sim está só. Talvez a solidão não seja apenas não ter companhia para conversar, ou passear por aí de mãos dadas pelas ruas.

Talvez o verdadeiro significado de solidão é não ter alguém que realmente esteja te acompanhando em pensamentos mesmo que à distância, que não supre seus desejos, não enxerga o que transmite a tua alma, e não percebe o que sente, sem que seja necessário se quer pronunciar uma palavra.

Solidão talvez seja o vazio que sente, a pendência de algo que incendeie teu peito como chamas e invada teus pensamentos de forma que não consiga impor limites na viagem de pensar em alguém.

E essa multidão de gente que estão ao seu redor, se faz inútil quando todos se vão.
E no teu quarto, resta somente ti e tuas amargas reflexões. Do que adiantou o tempo perdido com gente fria, que não conhece o valor de amar alguém?

A solidão só se despede de nós quando sabemos que não precisa está perto para estar junto, saber que temos companhia mesmo à distância, no coração ou até mesmo no pensamento de alguém, não importa aonde ou de que forma, mas o que sabe-se é que nunca nos sentimos só, porque algo nos conforta e sabemos que não precisamos está cara a cara, ou conectados em qualquer outra rede social pra estarmos de fato acompanhados.

Em meio a tudo o que eu passo,
à Deus eu peço um sinal...

Não sei se o que eu passo já é o tal sinal
ou se é o tempo fazendo o seu papel.

Quando você estiver em um dia triste, lembre-se de agradecer pelos dias bons que já teve, pelas conquistas: olhe para trás e veja o quanto caminhou, tudo que Deus plantou em seu caminho (as pessoas, os presentes que Ele lhe concedeu) e volte seus olhos para frente, não pare de sonhar e de persistir na luta porque algo deu errado.

Quero mesmo é ver a retirada do lixo de nosso DNA. Já que a ansiedade é falta de desejo pra alguns e, só, mente, alegria acumulada, prá outros.

Eu já disse que me cansei, mas não disse que desisti.
Apenas parei, sentei, respirei, sequei o suor e descansei os meus pés.
Pedi forças aos céus e aliviei minhas costas.
Houve muito desgaste, no entanto, não desisti de seguir.
Porque perseverança é melhor que força!
E perseverança não se adquire, mas usa-se a que vem de dentro.

Deus em sua infinita sabedoria já sabe quando cada pessoa chega em nossa vida. Pai e filha para sempre.

O conhecimento nós já temos. Mas qualquer um que o procure é suspeito de estar contra ele.

Parado padeço em sentimentos, obscuros como as trevas do meu coração
O que um dia já foi meu acalento, me faz chorar por não ter mais razão
Desatino por sofrer e te entreguei meu coração
Pareço valente, mas no fundo não sou durão
Derramo em lagrimas, por não ouvir mais o seu tom

Não tenha medo do mar
Converse com ele ,é o melhor ser elemental que o Criador já fez.
Sempre que der vá à praia.
Lógica ou não , não é atoa que a palavra amar é a junção do a+ mar .
A Onda é do tamanho que você imagina .
A praia é pública ,mas seu navio não lá só sobe quem você quer.

Eu vou plantando a minha semente, tendo paciência, semeando, cuidando.
Já não me preocupo mais se todas as vezes que eu tento vou falhar ou não, mas em todas elas eu me empenho, dou o melhor de mim, por que não sei qual delas vai florescer, e a intenção é que quando floresça tenha uma base forte.

Nunca adoeci por guardar amor e semear o bem... Mas já tentaram me envenenar por plantios de ódio e contenda, mas esses, certamente, não floresceram porque no meu jardim só rego aquilo que me faz bem...

Já percebeu que as pessoas sempre arrumam algo pra fazer ou tem compromisso quando alguém não lhes interessa.

Liberdade é que nem crack, você toma uma e já vicia.

Já que a vida que temos pode acabar a qualquer momento, o dia de hoje é um tesouro que não podemos desperdiçar à espera de dias futuros que talvez nunca cheguem.

Não diga eu te amo, apenas quando isso já não importa mais à outra pessoa.

Eu já imaginava que eu não seria o suficiente
Não acontece o mesmo comigo
Sabe, quando te oferecem ajuda
Não é feio aceitar
Não fique fadado a sofrer
Não fique fadado a achar que ninguém mais quer te ajudar
E o pior, não fique fadado em começos
Seguir em frente é uma ação contínua de nós todos
Estamos acostumados
No começo, a dor
Depois, o alívio
É preciso perder algo pra perceber as consequências disso
E eu me entreguei
Eu fui ajuda
Eu fui paciente
Eu estive o tempo todo aqui
Bem aqui.
Eu sempre estive aqui.
Mas não é o mesmo quando só um quer
Não é o mesmo quando só um tem interesse
Não é como se um pudesse fazer por dois
Porque não dá.
É impossível
E nós somos a prova disso
Então, leve a passagem de cada pessoa em sua vida como aprendizado
Todos trazem consigo algo
E você pode não notar de imediato
Mas o tempo é sagrado
O tempo resolve
Não mude o destino
Apenas espere por dias melhores
Há fim para tudo.

Noite de dia de São João.

Há muitos anos atrás, nessa hora a gente já estava todo animado pra acender a fogueira, já estava tudo pronto pra festa começar, faltava somente o sol se pôr pras primeiras labaredas começarem a dançar subindo ao céu. Ainda consigo ver as labaredas subindo e competindo com o brilho das estrelas pra ver quem iluminava mais a rua.

São João lá de muitos anos atrás, era bem diferente do que é hoje em dia. Os preparativos começavam logo no início do mês de junho. Cortar as bandeirinhas, feitas com folhas de revistas, jornal velho e papel de seda. Prepará-las no barbante, enfileiradas distribuindo as cores. A turma toda se reunia para isso. Meninas faziam o grude e iam colando as bandeirinhas, meninos iam ajudando os pais a suspender e amarrar nos telhados, atravessando a rua e colorindo lindamente a paisagem. No começo do mês, os pais já compravam nas compras de supermercado, os ingredientes para as comidinhas do dia da festa. Pipoca, arroz doce, canjica de coco, canjica de amendoim, bolo de fubá, de mandioca, pé de moleque e batata doce pra assar na brasa da fogueira. Uns e outros com um pouco mais de dinheiro, assavam carne. Era um dia de muita alegria. Os cheiros de coisa gostosa tomavam de conta de tudo.

A gente se preparava todo. Além da fogueira, das bandeirinhas e das comidas, a gente se enfeitava colocando retalhos coloridos nas roupas. As mães, quase todas, tinham máquinas de costura em casa e faziam isso pra gente. Com tudo preparado, a ansiedade pra chegar a hora de começar era grande. Fogueira pronta e acesa, forró raiz tocando na vitrola e o cheiro de pipoca tomava de conta da rua. A gente improvisava uma quadrilha, anarriê pra cá, avancê pra lá, a gente se divertia e comia coisa boa a noite inteira. Alegria de menino pobre é barriga cheia de coisa doce. De casa em casa, naquelas ruas de chão batido e poeira solta, a gente passava e ia provando um pouquinho de cada guloseima. A partilha era feita com amor e alegria por todos. Éramos vizinhos, mas parecíamos mesmo como uma grande e unida família. Os filhos eram filhos de todos. As mães e pais eram de todos também.

As fogueiras acesas iam iluminando as frentes das casas e iluminavam também os nossos olhos de criança. O calor daquele fogo aquecia nosso coração e trazia conforto pra alma. Pula fogueira, rodava bombril queimando (fazia um efeito espetacular de labaredas voando), soltava uns traques aqui e ali. Era um dia que a gente se esquecia das dificuldades da vida daquele tempo. Casas pequenas, famílias grandes, pouco recurso, pouco investimento do governo no lugar onde a gente morava. Mas era um povo tão forte, que haviam muitos motivos pra festejar, por mais simples que fosse o festejo. Em anos assim, que misturava São João com Copa do Mundo, a festa era dobrada, as bandeirinhas ganhavam cores em verde amarelo e a união daquele povo aumentava. Tempos bons. Quem sabe é quem viveu aquilo. Coisas simples, enfeitadas de retalhos de pano e papel velho, mas que tem cor de ouro e cheiro de doce nas memórias da gente.

"Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo!"

Viva as boas lembranças!