Leve como Passaro
Quem é esse q povoa meus pensamentos, que se aproxima sem medo,
como criança q não tem nem idéia do perigo q está além.
Ainda não vejo seu rosto, mas tem feito bem
Tem sido brisa fresca num dia de calor
Tem sido edredon quentinho, na noite solitária
Juventude numa vida usada e desacreditada
Surgiu de repente, não sabia quem era.
Não quiz aceitar, mesmo assim aceitei, e
Com a alma aventureira, e a lingua sincera
Me encantou, me encanta. Cativa.
Quem é o palhacinho q faz rir no meu picadeiro,
Quem é o morceguinho q passa noite em claro,
E depois dorme o dia inteiro?
Um Quero-quero invadiu minha janela
E cantou a informação:
Menino, homem, gentil, desatrado.
É o Dan dan...
É Danado...
Danatto.
Que pedagogo algum apresente a ideia de que o professor deve encarar a prova como um indicador de qualidade; pois ela nada pode fazer pelo sucesso do aluno se ele não tiver uma afinada capacidade de memorização. E as inteligências múltiplas e outras competências não visadas por ela?
Sentimentos escoam como pedras em águas correntes.
A cada deslize um grito de dor ecoa no interior, onde não há mais nada.
O vazio agora toma o lugar que você deixou.
O desejo agora é solidão.
O coração que antes quase saltava pela boca por pura emoção,
agora vive incomodado por uma ferida que lateja.
Os olhos antes brilhosos como estrelas,
agora tem o breu das ruas desertas na noite.
E no lugar que antes era só seu, agora o vazio.
Vazio que cresce,
Um vazio sem nome.
Esse vazio que persiste,
Vazio que consome.
ATÉ AMAR
Infinitamente belo
É qualquer gesto que tu faças...
Como segurar a presilha com a boca
Antes de arrumar os cabelos.
Quando te declinas a pegar no chão
Um chinelo, um pano, o que te incomoda.
Quando exitas antes de deitar
E abre a porta e vai lá fora
Observar o que pode está fora do lugar.
Ai, amor! Só amando, com o bem que te quero
Sentindo-te ausente, ainda que perto,
E é com esse amor que a ninguém diz nada
Mas que para mim é como divindade.
E nunca duvido, nem sequer pensar
Que ele é demais. Nunca sobrou.
Porque como o ar que me faz falta até na morte,
É muito forte, farto, não sobra e nem falta.
Já me declinei diante de ti
Ajoelhado diante de uma Santa.
E se alguém, que não convém, pensar
Julgar que amor assim não subsistirá
Alucinado, com as estrelas cândidas,
Saiba: é um liberto em queda livre
E que um amor como o meu não conta
Ninguém no mundo que já sentiu, falou.
N a e n o
MÚSICA
Eu Quero fazer uma música
Daquilo que tem doído
E que eu me lembre de tudo
Como lembro o teu sorriso.
Que a tua boca me prove
Na vida o que mais preciso
Que minha boca te sorve
Toco no teu paraíso.
Em mim pouco, mas comove
Muito já tão esquecido
Tudo o que pranteio escorre
Em rios E tenho descido.
Como garranchos e escoras
De cercados decaídos
E esta letra que chora
Lembrando-te, enternecido.
Quero que essa música toque
Em tudo que tem perdido
Eu quero que te retoques
A maquiagem mexida.
Que te olvides se choras
Porque o que bebo é só isto
E tenho tomado porres
De amargos tão esquisitos
Tenho lembrado piores
Estações já despedidas.
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naeno*comreservas
POR TODA PARTE
Meus olhos como que varrem
Toda a extensão da terra
E pela reta do meu ponto
Ao teu olhar que se distrai
Faz da distância inatingível
Um porto pronto a me esperar.
Mas não me esperas e nem vês a mim
Por um sortilégio o vento é que traz
Estas visões dos mesmos jardins
A rosa, o cravo, dentro de mim fazem um vergel
Uma pintura suspensa, esta paisagem e o fim
Dessa esperança e da minha paz.
Todo alucinado enxerga esse cais.
Não, não é de vera esta primavera
Que antecipo ou adio na maluquice
Dos teus olhos flores, e dos meus, quimera
Porque só Deus torna à meninice
Só Ele pode refazer o que era
Que no tempo, vai e vem, resiste
Ao teu lugar. Ver-te quem dera
Poder de novo ver teus olhos tristes
Dentro dos meus na alegria mera
Olhando o cais que ainda resiste
CANTO
Alguém cantando é como estar falando
Ao mundo inteiro por um sopro penetrante.
Sua voz se espalha, harmoniosamente,
Como uma bruma a cobrir a natureza
Deslizando na pauta serena
Na versão melódica de suas palavras.
Um jeito que, quando se comanda,
Do modo usual, de palavras, não se ouve assim.
Cantar é uma versão da fala, a de encantar.
Quem canta quer se ouvir chorando e rindo,
Não espelha seus gestos, a sua boca, não cita
Palavras comuns.
É como se outra língua pronunciasse,
A letra que se pusesse o canto, e se molhasse o pranto,
Gota a gota, palavra a palavra, gesto a gesto.
Porque é o tom e o som que as palavras ditas emitem.
Quem canta, mostra o coração, uma caixa ressonante,
E não é só a boca que externa palavras que podiam ser ternas,
Que em sinais se transformassem.
Rezo a que todos cantem, que em vez da fala seca,
Palavras com as mesmas letras tenham esse soar ameno,
O canto, a oração que a alma faz, no seu melhor:
Furando ondas de obstáculos à palavra,
E mais direto a Deus, sua presença se faça chegar.
Cantar não é um dom que só alguns têm,
Como falar.
É comum também ser melodia, todas as letras,
É algo possível, e dado a qualquer um fazer.
Quando as pessoas descobrirem,
Que o canto, diferente da fala e gesticulações vãs,
É o dom natural dos passarinhos
O mundo seria um coral sem fim, um louvor, assim
Como fazem os anjos reunidos em todo entardecer
Existir porque se o destino de quem vive é morrer?
Eu não posso viver como se tudo em mim tivesse motivos para existir, se o brilho dos meus olhos não será notado para sempre, se minhas mãos com tom macio e delicadas não durarão eternamente. Não farei juras de sofrimento e jamais deixarei que minha alegria transborde a dor de outro olhar, porque os meus olhos estão calejados de tanto chorar.
Poderia eu viver como se fosse apenas mais um rosto entre a multidão se não é o que transpassa minha alma? Não viveria como uma criança que se contenta facilmente com um doce, um brinquedo velho e quebrado.
Se desde que comecei a enxergar as pessoas noto o quanto a hipocrisia gira em torno delas como suas roupas mal passadas.
Sinto nojo, vergonha, desprezo e medo, sim por tamanha desonra ao Ser que criou a espécie. Muitos chamam de Deus, outros apenas citam aquele.
Mas não é me diferenciar dos demais que me permito reprimir meu lamentar ao existir, não! É exalar do meu ser o amor que ainda sinto pelas palavras frias e dolorosas que saem da boca de um ser humano, indivíduo imperfeito e maquiavélico.
Negros são os dias, geladas são as noites que perduro meu ignorante raciocínio rumo a um abismo repleto de mim.
Onde são enterrados todos os pensadores, os poetas, os cientistas, os letrados, os matemáticos, os viciados, os inocentes, os fortes e os fracos.
Na morte é que encontramos a verdadeira explicação para tantos fios sem pontas.
É o caminho e o destino, da senhora, da criança, do mendigo.
Dos que choram dos que riem, dos que nascem, dos que morrem.
Minha insatisfação nada me comove nem tampouco me retrata junto aos que pouco reprimo entre si o desejo viver como se a vida fosse um mar de rosas.
Bastam-se com os direitos e deveres incontáveis encobrindo a vergonha e a decepção de serem mortos de fome, gananciosos de desmedidos.
Sem raça, religião ou cor, todos vêm de um só sangue, um só pecado, uma só finalidade.
A fragilidade é para todos os medo é para todas as fraquezas, as derrotas e as perdas, não há remédio que cure, não há palavra que conforte, não há mão que acalente, é do homem, é do ser, é da gente.
Não depende do querer, não depende do chorar e do morrer, depende de quem sou de quem é você!
Como são de vida,
Sinais que vem dos teus olhos,
Hei de viver muito ainda,
Com esse amor queme consola.
Alguém cantando é como estar falando
Ao mundo inteiro por um sopro penetrante.
Sua voz se espalha, harmoniosamente,
Como uma bruma a cobrir a natureza
Deslizando na pauta serena
Na versão melódica de suas palavras.
Como tu podes dizer-me te amo, sendo que estas ainda presa ao seu passado, e por muitas vezes tive seu corpo mas não seu pensamento e coração.
Viver é como sair pra uma balada, você se arruma se produz, dança, da risadas, conhece gente nova,quem sabe não se apaixona,quem sabe não é a melhor noite da sua vida, ou você se arruma se produz e na ida você tropeça e não pode dançar,consequentemente não da risadas e na festa só tem gente chata e feia , e é a pior noite da sua vida. “... Quem sabe lidar com o sarcasmo da vida? Ou você aprende a viver com isso ou você aprende a viver com isso...”.
Ei, sabe que o amor pode existir de todas as formas, tão puro e verdadeiro como uma manhã de sol. Sabe, viver é tão breve, tão contínuo e tudo o que temos é a certeza da morte. Entendi que a vida pode ser mais que ter um coração batendo e um pulmão se enchendo de impurezas do dia-a-dia. Viver é deixar o coração doer a cada batida ou parar a cada instante de felicidade. É encher o pulmão de ar com a maior certeza de que pode ser a ultima vez que farás isso. É amar, de todas as formas, certas e incertas, tortas e sinuosas como a estrada que nos guia até o ultimo brilho no olhar.
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