Lembre se que um dia eu te Amei

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De todos os segundos da minha vida, eu vivi um só.

Que eu seja meu abrigo em um tempo em que ninguém quer mais ser

Das coisas pelos quais eu me sinto vivo
Uma família
Um amor
Um desafio
Uma fé.

“Houve um tempo em que eu me encontrava de joelhos. Hoje, procuro-me de pé.”⁠

⁠Você pode vir com um caminhão de cebolas que eu não choro mais.

Eu tô em paz.
Acho que isso resume tudo.


Eu amo a Ba. É um amor completamente diferente de todos os outros que já vivi. Eu sinto verdade nela, sinto a energia de uma pessoa boa, de luz, alguém que merece ser amada. Ao lado dela, eu me sinto verdadeiramente em paz. Com ela, eu consigo e posso repousar.


É um amor único, que nunca experimentei de tal forma antes.
Sim, eu já amei outras vezes, e amei de verdade, com intensidade. Mas nunca desse jeito, nunca com essa sensação de futuro, que é para minha vida, e vida compartilhada. É um querer muito forte de estar perto, junto e fazendo a vida acontecer ao lado dela.


Com a Ba, eu sinto que encontrei algo que é para a vida.
E essa paz… essa paz diz tudo.

(...) Sozinha em uma cafeteria da cidade, onde frequentemente ia, estava lá, eu, sentada. Levei um livro para ler, e por um breve momento me deparei comigo mesma olhando através da janela. Estava observando as pessoas caminhando, umas caminhavam com muita pressa e era até engraçado de ver, outras caminhavam sem pressa alguma, e enquanto eu tomava um café, olhei para espelho, enxerguei nele, o meu reflexo, pensei no quanto senti a sua falta, em todos os momentos, aqueles momentos verdadeiramente importantes da minha vida, em que você não pode estar. E quando me dei conta de onde você estava, não achei que seria tão óbvio, me senti burra, porque como não me dei conta? Era você mesmo!! Eu estava assustada e cheia de lágrimas nos olhos. Você não lembra? você estava lá no meu reflexo estrela. Você estava no meu sorriso, no sorriso mais sincero e verdadeiro que eu dava, estava no meu olhar, aquele olhar de ternura, no olhar com lágrimas, você estava na minha risada, no meu choro, estava na minha voz, estava quando eu me calava, estava viva, mas era apenas na minha memória... E eu não sentia mais raiva e nem tristeza, porque principalmente estava presente no meu coração mãe.

- Esthea Luzo

Espelho, espelho meu
Quero ouvir um conselho seu
Diante de ti estou eu
Só nos dois, amigo meu
Sincero
Singelo
Olho profundamente nos olhos teus
Que são reflexo dos meus
É a idade?
Ou a vaidade?
Mostre-me espelho meu
Onde posso retocar
Onde posso melhorar?
Espelho, espelho meu
Diga-me que aconteceu
Onde preciso mudar
Para paz encontrar
Há algo a me incomodar
Só você pode mostrar
Diga espelho meu
Estamos aqui só você e eu!

Cheirinho de Café

01/04/2026

Eu estava feliz quando, de repente, senti um cheiro na cozinha, café recém passado.Típico, um café passado e uma manhã, combinação melhor não há. Ah, aquele cheiro amargo e suave veio às minhas narinas em forma de lembrança de uma certa manhã. Lembrei-me daquela manhã que foi suave ao viver e amarga pela saudade. Me lembrei do quentinho do coração que eu sentia ao lado dele, do quanto ele me inspirava. Ele era café, inspiração para as minhas manhãs. Mas o café quando não bem cuidado, ele esfria e só resta o amargo da cafeína e as saudades de quando estava quente. Tu é café, esfriou, mas talvez, ou por questões climáticas, eu não tenha preservado o meu café.

Eu sei que não sou bom o tempo tudo, mas eu tento ser um pouco!

Eu te vejo tão de perto
Mesmo você estando tão distante...


Na história em que um cavaleiro enfrenta um dragão para salvar a princesa, será que ele era forte e corajoso ou só um medroso que decidiu arriscar?


Não sei dizer, mas o importante é que a existência do dragão não o foi suficiente para impedir o príncipe de tentar salvar a princesa...


Não seria uma má ideia seguir o exemplo desse cavaleiro imaginário...


De: Kauan
Para: A.J.

Eu me afoguei no ar
Do vácuo
Que você me deu
Você chegou na minha vida
Me oferecendo
Um oceano de amor
Eu mergulhei de cabeça
Me machuquei
Tentei, tentei nadar
Me aprofundar
Só que esse mar
Era de mentira
Secou
E eu morri
Largada
Em uma vida artificial

A sensação de “eu” que parece tão sólida é, na verdade, um fenômeno contínuo sendo recriado momento a momento através da identificação com pensamentos, memórias e expectativas. Quando essa construção é observada em tempo real, ela começa a perder densidade, e o que resta não é vazio no sentido negativo, mas uma abertura viva e consciente.⁠

A Lápide da Alma:


Um Grito na Noite Gelada
Eu sinto... Não sei bem o quê. É um nó, Um vazio que me encolhe. Não sei se estou de pé, Ou se já me desfaço.
A noite mais fria de Curitiba, O silêncio, cortado só por mim. Gravo isso... pra quem? Talvez para o eu do futuro, Que um dia, quem sabe, tropece aqui.
A náusea de Sartre, Um espelho amargo. Ver a existência assim, nua, Sem roteiro, sem chão. Um vazio que é dor, E me aperta, me paralisa.
Quero chorar e quero estar bem. Uma confusão que não me move, Só me prende mais. Vejo o idiota no reflexo da janela, Distante, estranho. Sou eu, mas não sou. Desconectado do que sinto, Entorpecido. Mas nesse vazio, nesse caos, Será que há semente? Um solo onde algo novo pode brotar? Eu espero, eu do futuro, que sim.

Dengue


​Sabe hoje? Eu tô me sentindo doente.
Mas não é de hoje. Já faz uns dias.
Um mundo mais pálido, a vista fechada,
A vontade de viver secando em mim.
Tipo... eu tô doente. Doente de verdade.
Eu não tenho fome e nem coragem de sair da cama.


​Na verdade, tenho uma bola na garganta.
Não, não é uma bola. É um bicho vivo.
É um gato arranhando a carne por dentro,
Rasgando pra fora, num desespero contínuo.
Eu tento cuspir, eu tento expulsar,
Mas ele crava a unha e não sai.
​E o pior? O pior é estar sozinha.
Eu não sou fraca. Mas hoje me encontro frágil.


Odeio a fragilidade me arrastando pro chão,
Nesse poço sensível onde me afundei.
Eu não consigo pensar. Eu não consigo agir.
Eu só consigo ficar deitada. E chorar.
​Qualquer som lá de fora me faz desmoronar.
Como se a doença vazasse pelos meus olhos.
Como se eu precisasse rachar de uma vez,
Com um choro contido e engasgado,
Pra engolir a verdade que eu sempre recolho:
Eu não tenho ninguém. Ninguém pra chamar.
​Ninguém que me chame sem segundas intenções, sem transações sociais.
Alguém que só queira saber como estou e venha ao meu socorro.


​Isso me lembra algo.
Eu tive dengue quando era criança.
Família grande. Casa cheia e vazia ao mesmo tempo.
Tudo acontecendo, mas nada era dito.
Eu ficava doente, encolhida no canto...
Pequena. Insignificante. Engolindo o grito.
Ninguém cuidava de mim. Ninguém me via.
​E isso bate na ferida que nunca fechou.
A carne viva rasgada que não cicatriza.
É a minha maior ferida.


Talvez seja o abandono me fazendo doente.
Ou talvez seja dengue, que me paralisa.
Eu não sei. Eu só quero chorar.
​Esperar que alguém me salve. Que alguém venha.
Mas ninguém nunca vem. Ninguém liga. Ninguém.


E eu choro mais forte, engasgada na dor
Desse gato maldito arranhando a garganta.
A vergonha sufoca. O vazio me esmaga.
​Eu olho pro lado. O silêncio decreta.
Não tem ninguém.


Nunca teve ninguém além de mim mesma.

Eu sou um desastre, mas amanhã eu vou tentar ser um desastre um pouco menor por amor a Cristo.

​Fiz um acordo com o espelho:
o mundo pode até me esquecer,
mas eu me levo pela mão
até o fim da estrada.
Desistir de mim nunca foi uma opção.⁠

Chamaram-me Macaco um milhão de vezes, e nunca me abalei.
Mas bastou que eu chamasse um deles de Macaco uma única vez para que o próprio macaco se sentisse profundamente ofendido. Que ironia.

Você me deixou quando eu mais precisava de você.
Seguiu sua vida e encontrou um novo amor.

Enquanto isso, eu travava minhas próprias batalhas em silêncio.
Morri por mil noites.
Os dias pareciam não ter fim e as noites eram infinitas.

Você era minha base emocional…
e até hoje ainda dói lembrar disso.

Não sei exatamente como se aprende a viver depois de ser quebrado por dentro,
mas continuo caminhando.

Porque mesmo na dor existe um começo escondido.

Não me subestime.

Fui destruído, é verdade.
Mas sou eu mesmo o construtor da minha própria obra.

E agora estou me reconstruindo.
Tijolo por tijolo.
Dia após dia.

A luta nunca acaba…
mas a cada queda aprendemos a nos reinventar.

Antes mesmo de te ver, eu já te sinto,
como um sonho que aprendeu a ter nome: Gabriel Levy.
Te espero nos silêncios do meu dia,
e na pressa do meu coração que já te chama de filho.
Cada amanhecer carrega uma ansiedade bonita,
daquelas que não pesam, só transbordam.
Imagino teu choro, teu olhar pequeno,
tuas mãos segurando meu dedo pela primeira vez.
O tempo nunca foi tão lento…
e, ao mesmo tempo, nunca fez tanto sentido.
Porque agora cada segundo me aproxima de você,
de te ter no colo, de te chamar de vida.
Saiba, antes mesmo de chegar,
que já existe um amor imenso te esperando aqui.
E que esse pai, ainda em construção,
já daria o mundo inteiro só pra te ver nascer.