Lembrar
Às vezes eu esqueço de como as coisas aconteceram, mas consigo me lembrar perfeitamente o que me fizeram sentir.
O maior intuito do Sol, quando docemente toca a Terra com seus raios, é lembrar, todos os dias que, além do nascimento e o milagre de mais um dia a ser vivido, existe uma folha em branco, pronta para ser preenchida com o que cada um optar escrever.
É essa saudade que me visita sem dar avisos, que me faz chorar ao lembrar de que você não está por aqui como costumava. Dizem que o tempo cura tudo, mas começo a duvidar desse provérbio. Claro, a dor passou - na maior parte do tempo - mas a saudade e o amor, permanecem, e não me deixam mais dormir a noite. Uma estrela no céu, a mesma estrela toda noite, no mesmo lugar e com o mesmo brilho celestial de sempre. É você, me observando, me guiando, eu sei.. E por ainda sentir sua presença, ganho forças para continuar a cada dia, como se fosse você me sussurando aos ouvidos ao que fazer. Será essa força - a sua força - que me ajudará a te dar o orgulho de ter me conhecido, enquanto seu coração ainda batia.
Amar é quando não da mais pra disfarçar tudo muda de valor tudo faz lembrar você..confessar sem perceber ,respirar o ar que é você , acordar sorrindo ter o dia todo pra ti ver..
Rápido Desfecho
Por querer o teu bem
Acabei mau
Por tentar lhe agradar
Desagradei
Por lembrar quando você me disse:
- “te amo”
Me alegrei
Por escutar:
-“esquece”
Chorei.
Pensei que não te amava quando deixei de te lembrar,quando contei nos dedos as horas,semanas sem estar ao seu lado.Deixei de te amar,quando não mais falava em teu nome,e quando em uma lembrança ou outra que vinha,desviava meus pensamentos bem longe do seu olhar,do seu jeito,de momentos que passamos juntos.
Fiquei por ai sem te amar,mas nunca deixei de te buscar,em uma pessoa ou outra,a necessidade de te esquecer era grande,e me fazia procurar a semelhança nunca encontrada.
Me perdi em multidões,desejando somente seu aconchego,me deixei levar,me atrevi simplesmente a não mais te querer dentro do coração.
Tola eu fui pensando em tirar você da cabeça,porque aqui dentro esta mais presente que nunca.
O Amor é o que existe de mais legal, as coisas ruins são o que vou lembrar como boas, e o amor é o que mais gera coisas ruins...
Amar-te assim,
Não foi o que desejei.
Lembrar de ti,
Dos beijos que te dei.
Viajar ao seu lado,
Ver o que eu planejei.
Dormir feliz,
Realizando o que sonhei.
Perder-te em fim,
Nunca imaginei.
Pois amar-te assim,
Foi onde eu errei.
E eu vou escrever num canto
Aonde eu possa sempre olhar
que não devo esquecer de lembrar
Todas as palavras que você me disse , que me fizeram chorar (me fizeram acordar)
Eu sei que você não é o lado mal da história
mais não compreende o que me faz feliz (verdadeiramente feliz.)
E eu vou escrever num canto aonde eu possa sempre olhar
Pra não esquecer , o que você fez questão de falar
Só pra me
machucar? como vou perdoar.... Agora vou guardar
tudo o que me disse
Só pra me fazer acordar. . . .
Do paraiso que estava, você fez questão de me tirar
Ok aqui estou eu na realidade urbana .. Era isso que queria?
Alice, no pais das maravilhas.. -alice
Quando estamos próximos aos amigos de verdade e de pessoas que nos fazem lembrar de bons tempos é complicado acalmar toda a ansiedade por dias melhores.
Mario Quintana escreveu: Eu só pediria licença para lembrar que os alienados são precisamente os que têm ideia fixa.
A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une.
Nosso país so será de "Ordem e Progresso" quando todos decidirem carregar a mesma bandeira.
Você se lembra da última vez que foi muito feliz?
Eu sei que você se lembrar,
Eu me lembro também...
Eu me lembro que sou feliz quando
Coisas boas acontecem
Coisas boas são doces
Você sempre quer mais...
Existem pessoas que são doces também
Você sempre quer mais
Quer conversar mais, Que ouvir mais....
Existem pessoas em forma de presente,
Que a gente nunca para de rir de contente...
E não importa se elas não se importem com a gente
O que importa é que alguém se importa...
E isso já é um início,
Porque o universo te mandar de voltar um dia...
A saudade estará sempre presente, pra te fazer lembrar de algo bom que...
...O tempo levou...
...O que o coração amou...
Élcio José Martins
UMA DOCE LEMBRANÇA
A história que vou contar,
Muitos, também vão se lembrar.
Casinha na roça e laranjas no pomar,
Sombras das mangueiras e noites de luar.
Piso de chão batido ou tijolo mal cozido,
Telhado de estrelas com fissuras de vidro.
São goles e goteiras de saudade,
Portas e janelas de humildade.
Lamparina ou lampião,
Davam luz na escuridão.
Na trempe do fogão cozinhava-se o feijão,
No fumeiro, o toucinho e a linguiça à altura da mão.
Na taipa do fogão aquecia-se do frio,
Causos eram contados, davam medo de arrepio.
Para o fogo não apagar era um grande desafio,
Lenha boa fazia brasa e queimava noite a fio.
A água era da bica,
Era saudável, era rica.
O colchão era de palha,
Não existiam grades e nem muralha.
Biscoito no forno era a sensação,
Dia de pamonha tinha muita emoção.
Porco no chiqueiro ficava bem grandão,
Carne não faltava, tinha em toda refeição.
Carne na lata a gordura conservava,
Quando matava porco era alegria da criançada.
Vitaminas eram naturais e saborosas,
Colhia-se do pomar as frutas mais gostosas.
As conversas eram sempre prazerosas,
Damas habilidosas eram muito prestimosas.
Na redondeza eram famosas,
Envergonhadas, disfarçavam, não davam prosas.
O paiol o milho lotava,
Os bois e os porcos, vovô tratava.
No moinho o milho era moído,
No pilão o fubá era batido.
O cavalo arreado era para a lida e a peleja,
A carroça e o carro de bois carregavam a riqueza.
A colheita era certeza,
Era o fruto do trabalho feito com destreza.
No monjolo a farinha era preparada,
No engenho a garapa era gerada.
Da garapa fazia-se o melado,
A rapadura temperava o café do povoado.
Das galinhas eu me lembro com saudade,
Hora do trato era alegria e felicidade.
O milho espalhado pelo terreiro,
Só faltava abrir o portão do galinheiro.
Lembro-me das modas de viola,
Reunia-se a vizinhança pra fazer a cantarola.
No sábado o bailinho levantava o pó e a poeira,
Era saudável, tinha respeito e não havia bebedeira.
Cobras, sapos e lagartos. Só não tinha iguana.
A palha de arroz servia como cabana.
O prazer era subir nas árvores para apanhar os frutos mais altos,
O guerreiro marchador gostava de dar seus saltos.
Cedo as vacas encostavam. Era hora da ordenha.
Bem cedo descobri o que é uma vaca prenha.
Até hoje ainda ouço o mugir,
É bom e é gostoso a lembrança emergir.
Saudade daquele tempo. Era duro e trabalhoso,
Com certeza não tem ninguém que não se ache orgulhoso.
Não tinha luxo, não tinha vaidade,
A viagem mais longe era compras na cidade.
Calça curta com suspensório,
Sapato preto com meia branca.
Era mais que necessário,
Pra criança mostrar sua panca.
Pés descalços com espinhos e bichos de pé,
Tinha festa todo ano com barraca de sapé.
Tinham doces, quitandas e salgados,
Só não podia faltar o bule de café,
Rezava-se se o terço, pois primeiro vinha à fé.
Procissão de ramos caminhava a pé.
Os ramos que para a casa levava,
Serviam pra amansar o ruído da chuva brava.
Manga com leite era veneno,
Assombração tinha terreno.
O respeito vinha apenas de um aceno,
A punição era severa pelo gesto obsceno.
Da infância levo a saudade,
Levo o amor, o afeto e a amizade.
Faltava o alfabeto, mas muita educação,
É da roça que se ergue o sustento da nação.
Mesmo com dificuldade o pai à escola encaminhou,
Queria ver seus filhos tudo aquilo que sonhou.
Com sacrifício criou os filhos para uma vida melhor,
A estrela foi mostrada por Gaspar, Baltasar e Belchior.
Hoje é só agradecimento,
Nada de tristeza, de lamento ou sentimento.
Cada um é um vencedor, pois mudou o tom da cor,
O sacrifício da família deu aos filhos o caminho e o amor.
As pedras no caminho serviram de degrau,
Os desvios da vida fizeram distanciar do mal.
Os meandros dos sonhos fizeram um novo recital,
Do sertão para a cidade e depois pra capital.
Fez doutores e senhores de respeito,
Deu escola, deu lição, muro de arrimo e parapeito.
Nosso dicionário não existia e palavra desrespeito,
Com orgulho e gratidão encho o riso e choro o peito.
É colheita do que se plantou outrora,
Tudo somou e nada ficou de fora.
O fruto de agora,
É a luta, é o trabalho, é a fé. É a mão de Nossa Senhora.
Élcio José Martins
