Lembrar
Mande beijos voando, para que eu possa apanhá-los
E guardar em meu coração para sempre me lembrar
De quê os anjos amam infinitamente;
Não quero me perder no meu vicio que me faz lembrar você
Ou insistir em ter saudade, quando na verdade
É só vontade de viver;
Quando eu não mais lembrar quem eu sou...
Ou não mais puder amar quem estiver ao meu redor;
Leia-me como sempre fizera!
Que as palavras restituiram as minhas lembranças de quem fui e/ou sou;
Se as marcas da vida te lembrar que o seu caminho não foi nada fácil;
Lembre-se, que você aprendeu e tem capacidade de sobra para instruir com sabedoria!
E se o mundo ainda querer te julgar pelas certas dificuldades que atravessaram defronte suas atitudes!
Lembre-se, que você suportou o peso dele sobre os seus ombros;
E ainda sim, algum sentimento de inveja lhe alcançar... Responda-o, com frieza e personalidade:
Fui guerreira para que as minhas vitórias fossem reconhecidas pelas pessoas que amo e não as que me bajulam;
Sou ignorante de mim e ninguém precisa me lembrar de que erro constantemente...
Sou pequeno, sou humano e só porque eu escrevo os meus pensamentos... Eu não sou e nunca fui diferente!
Mas nas concordâncias, concordo que as minhas verdades são filósofas, nenhuma verdade é mais verdadeira, quando a poesia retrocede as horas;
Hoje não tenho muito a dizer
porque tudo que eu consegui
eu só quero agradecer
E lembrar que para conquistar
se deve mostrar alegria
Para que o nosso dia esteja
completo... Eu te desejo um
maravilhoso bom dia!
Quando a mente tenta lembrar
que esqueceu o coração...
É sinal de que a mente ainda
ama com paixão!
Não gosto de lembrar do passado. Ele se foi! Aprovo que olhemos para o passado como instrumento de aprendizagem. Para evitar os mesmos erros... Não gosto de esperar pelo futuro. Ele não aconteceu! Faça hoje o que tem que ser feito para que aconteça no futuro. Se você ficar em cima toda hora, esperando, falando sobre o assunto, isso só gerará ansiedade. Faça agora e Esqueça que o resultado virá...
Enquanto esperamos
a oportunidade de viver
vamos morrendo
No próximo ano
Haverei de me lembrar ainda
daquilo que ontem
eu estava lendo
E enquanto mergulhava
minha cara e meu tempo
Nos livros e em velhos arquivos
não percebia
Um pássaro preto me olhando
Sentado num galho
aqui perto
Enquanto eu enchia
Meus olhos de nuvens
Meu peito tornou-se um deserto
Enquanto eu coava uma mosca
Uma Cáfila passou blaterando
Erguia meus olhos,
de vez em quando
Mas não via, não sentia
Nada mais me comovia
A noite acabou
Enquanto eu aguardava o dia
E a Cotovia não cantou
Querendo apurar meu senso estético
tornei-me errático
pragmático e simplesmente
Estático
Procurei muito longe
Aquilo que estava perto
viver é viver
Algo simples e complicado
É mais que nascer e morrer
É saber corrigir no tempo certo
Reconhecer que está errado
E enquanto isso o tempo corre
E o que está escrito
Não se apaga
Feio ou bonito
indiferente ou sentida
cada palavra, cada gesto
e cada pensamento
gravados no livro da vida
Assim como todos
Os sonhos e esperanças
Intensamente vividas
Ou então
Na noite dos tempos perdidas
Eu não gosto nem de lembrar
do dia que conheci a vida
Eu fiquei assim, meio na dúvida
Se vida era um lugar
uma pessoa
ou um pensamento pensado à toa
enquanto na sala de espera
Não sei nem se bem vida ela era
Me lembro que ouvia falar
Que era linda
Mas isso dependia
de que forma a gente a olhasse
Acho que foi por isso
Que no dia em que a olhei
Face a face
Percebi que nela havia
uma certa graça
Mas nada que não se desfaça
Com o correr dos dias
Enquanto ela se revela
Hoje eu penso que ela podia
Ser tão bonita
Mas eu sinto que ela se irrita
Quando ouve alguém dizer
Que a vida é bela
Essa vida irritada, agora
Me faz olhar pra ela e sentir
Vontade de dizer
Que por ela não sinto nada
Talvez, quem sabe
Uma ponta de saudade
do tempo que ouvia falar
Mas não a conhecia de verdade
É por isso que agora
Nada me dói saber
Que por mais ameaças
de ir embora, ela faça
A maior parte de mim
Já passou pela porta
E a parte que ficou
A bem da verdade
Nem se importa.
Edson Ricardo Paiva.
Deixei de guardar as datas
Me esqueci de como fazia
Pra lembrar-me dos nomes
Faz tempo que não me ocupo
Com aquela antiga aflição
Que me fazia lembrar
Endereços e preços
Agora compreendo
Que coisas, cujo valor se mede
Não valem muita coisa
E que não existe um dia combinado
Muito menos um lugar certo
Pra que aconteça
de a vida da gente virar ao avesso
e descobrir
Que nomes ou endereços
deixam de ter importância
E que as coisas realmente importantes
Podem estar bem perto,
Ou distantes
Não existe certeza
Pra nada
Aquilo que vem
Sem nome, lugar ou hora marcada
é que realmente vai fazer
A gente acordar triste ou feliz
No meio da madrugada
Um rosto sem nome certo
Um rastro a ser seguido
Sem a gente ao menos saber
A razão de estar
Tão contente
Indiferente ao fato
de tudo que tinha guardado na lembrança
Não servir pra nada
E aquilo que tanto interessa
Não tem nome e não tem preço
endereço ou hora marcada
Não tem passado; não tem cor
Não tem medida e nem peso
Nada que explique a pressa
Nada que àquilo mensure
Existe apenas suavidade
e um tanto assim de magia
Junto a tanta alegria
e uma grande quantidade
daquela coisa que faz a gente
Não querer saber como se faz
Só da vontade de fazer
Fazer exatamente
Perfeitamente perfeito
Aquilo que nunca fez
E fazendo do jeito que vier à mente
de repente a gente olha
E vê que não tinha outra escolha
Só tinha querer
Um querer que não podia ser
Guardado ou escrito
Não estava em lugar nenhum
No tempo ou no espaço
e independia
de tudo que houvesse nos bolsos
E mesmo assim
Tinha sim
hora e lugar pra ser
Mas demorou pra perceber
Que a real felicidade
Independe da nossa vontade
das nossa lembranças
E também das nossas crenças
Pois chega do inesperado
Sem nem ao menos pedir licença
Edson Ricardo Paiva
Enquanto um sorriso no espelho ou outro toque em silêncio te lembrar de mim, eu estou aí na pior forma, sem você poder me tocar.
