Reflexões sobre lealdade: textos que mostram seu poder
Faça o seu golaço
No futebol, os campeonatos estaduais já estão bombando. É o momento dos jogadores se prepararem para os grandes torneios e também da oportunidade dos atletas, com menos projeção ou que ainda treinam nas categorias de base, sonharem com a chance de poderem mostrar o seu valor em campo. De serem aproveitados para explorarem os seus talentos diante de times, muitas vezes, considerados menos expressivos.
Os estaduais são o pontapé inicial para os amantes do futebol, torcedores apaixonados pelos seus clubes aquecerem a garganta para, nas arquibancadas, durante todo o ano, serem o décimo segundo jogador da equipe incentivando o elenco que estará em campo a fim de tentar garantir uma volta para casa com a vitória sobre o adversário. E de promoverem a alegria geral, com uma comemoração de quem lavou a alma em noventa minutos.
De alma lavada ou não, uma vez que a realidade é que os torcedores podem também voltar para casa com a derrota para o seu adversário ou, simplesmente, com um empate que igualará, naquele jogo, a qualidade em campo dos dois times, é preciso ter em mente que tratar-se-á apenas de mais uma disputa entre times rivais. E que, independente do resultado, todos têm uma vida com uma família para tocarem em frente, depois da partida.
Seja lá qual for o placar de um jogo, seja qual for o torneio, e não importa o time, nenhum torcedor deve esquecer que o nosso clube do coração terá disputado apenas mais um jogo deste esporte que é uma paixao nacional, onde todos os admiradores do futebol são nivelados, no âmbito do amor e do apoio, estando na condição de ADVERSÁRIO de algum outro time.
Adversários não devem ser considerados inimigos.
Se somos capazes de nos unirmos, de nos harmonizarmos, pelo Brasil, na Copa do Mundo. De nos tornarmos uma só torcida; pergunto: onde está escrito que sendo brasileiros, temos que nos desarmonizar, nos tornando desafetos entre nós só porquê, em território nacional, temos paixões por clubes diferentes?
A geografia do país continua sendo a mesma. Falamos o mesmo idioma, gostamos intensamente do mesmo esporte, apenas algumas cores no escudo do clube nos diferenciam. Diferenças que na Copa do Mundo inexistem e nos fazem implacáveis, quando formamos uma só corrente. Fazem do nosso grito uma só emoção que ecoa pelo planeta.
Vocês não acham que é incoerente a inimizade e a violência justamente num ambiente que tem o poder de nos tornarmos unidos e grandiosose onde a alegria tem uma só conotação de prazer e vibração?
Mais um ano de expectativas para fortes emoções, em campo. Mais um ano que teremos a oportunidade de fazermos do futebol uma das nossas fontes de respeito pelas diferenças. Respeito pela adversidade que nos permite zoar um amigo, de forma saudável. Respeito pelo próximo o qual aprendemos, através dos ensinamentos religiosos, que são nossos irmãos planetários. Respeito pelo direito do outro vibrar, apoiar e ser feliz com as cores da camisa que ele escolheu amar. E isso não significa que o amor dele por uma camisa diferente da nossa o torna um inimigo. Inimigo que para alguns chega a tal ponto de insanos entenderem que precisam feri-lo ou até mesmo matá-lo. Tamanha a violência impregnada na sua essência. Tamanha a violência com que tratam um torcedor adversário.
Basta as atrocidades que foram cometidas até 2023.
É preciso que façamos a nossa parte, quanto torcedores que possuem uma visibilidade mundial, dada as tantas estrelas que exportamos para os demais clubes fora do país. Precisamos dar o exemplo de civilidade e respeito às diferenças.
Além de sermos o décimo segundo jogador do nosso time, nas arquibancadas, precisamos mostrar aos nossos ídolos negros que aliados aos torcedores adversários, juntos, lutaremos para que haja respeito à pele de cor preta e pela obrigação do mundo de exterminar com o racismo nas arquibancadas fora do Brasil. Edificações que foram projetadas para acolherem, acomodarem gente feliz e humana e não gente mal resolvida com a sua alma. Gente sem empatia. Gente desprovida da sensibilidade no coração. Precisamos ser exemplo para tudo que condenamos no futebol e na sociedade como um todo.
Quando fores ao estádio assistir a uma partida de futebol, faça o seu golaço. Não xingue o seu adversário para não estimular o ódio, para não despertar o lado primitivo de ninguém que lá esteja. Simplesmente, curta e agradeça por poder fazer parte, assim como o torcedor adversário, de um momento especial da história dos clubes que se enfrentarão naquele dia.
Melhor do que ter ocupado uma das cadeira da arquibancada é contribuir para que todos possam voltar para as suas casa e deitarem em seguros nos seus travesseiros. É ter a certeza que neste quesito -paz no futebol - todos sairemos vencedores.
Ogum
Que o axé do orixá te mantenha resistente, no seu processo de provações, bem como a entidade Ogum da Estrada, na sua missão de auxiliar os seus filhos, no processo de compreensão das suas provações, possam, neste dia de homenagens, renovar a proteção que emanam direto das suas moradas, nas quais cada energia se concentra, para trabalharem pelo bem da humanidade. Reiterando a certeza que nunca estamos sós, apenas vibrando em frequências diferentes que, no sentido espiritual, é, exatamente, a diferença que resulta na conexão necessária para nos sentirmos acolhidos.
Para jamais nos dispersarmos da luz que deles irradia a paz e o fortalecimento espiritual, na dose exata que cada filho de fé necessita. Para que estejamos sempre atentos ao bem diário que nos contempla, através de livramentos, conquistas e/ou na manutenção do nosso propósito de evoluirmos em sintonia com o sagrado.
Os valores que nos levam à dedicação ao culto, jamais devem estar dissociados à sua prática, na vida cotidiana. E para tal, é preciso que estejamos desnudos da, tão tentadora, vaidade.
Graça Leal
Médium licenciada dos trabalhos espirituais com o caboclo Ogum da Estrada.
Sobre o show da Lady Gaga em 03/05/25, em Copacabana/RJ - Brasil
O Brasil, mais uma vez, esteve no lugar de onde jamais deve sair ou ser retirado - O PALCO DA DIVERSIDADE.E jamais deve ser desrespeitado e/ou violentado, pela sua natureza dada a sua diversidade cultural, a diversidade de gênero, a diversidade na cor da pele, a diversidade religiosa, a sua biodiversidade etc.
O senso de humanidade clama por sua perpetuação neste solo. Nesta terra adorada. E ao som do mar e de Gaga.
A democracia, nas urnas, deve ser sempre a aleita como a nossa mãe gentil, na nossa pátria, Brasil.
Sigamos. É diversificando o movimento do mundo que chegaremos à plenitude do respeito e, consequentemente, à paz.
PEZINHOS
Pisas em mim com teus pezinhos;
Não querendo me humilhar;
O fazes pois sou o teu mundo;
E tu es o meu céu!
Sobre a convivência
Às vezes a outra parte não quer. Outras vezes, somos nós que não queremos. E tudo bem se tiver que ser assim. Apesar de não ser o objetivo maior de estarmos todos transitando nesta esfera azul. Por outro lado, há tanta gente falsa, golpista, malandrinha demais, egoísta, arbitrária, covarde, mascarada e do mal que realmente não vale à pena manter por perto.
A afinidade não é uma obrigação humana. É uma benção, quando ela acontece espontaneamente.
Nada, no contexto do trato com os nossos semelhantes, é perfeito. Não somos perfeitos. Nem sempre agimos perfeitamente, diante de todas as experiências as quais compõem o nosso processo de aprendizado, frente ao nosso aprimoramento, na condição de indivíduos.
Contudo, o que mais frustra é quando as partes querem, se afinam de cabeça, alma e coração, mas não superam os desafios para se manterem próximas a fim de usufruírem da alegria da convivência. Para multiplicarem os bons momentos, sinceros, que passam quando têm a chance de estarem juntas. E esta proximidade não significa, exclusivamente, física, já que as relações virtuais são uma nova realidade.
O que enfraquece é a prioridade ao desperdício de oportunidades que são capazes de proporcionar prazer às partes que se querem bem. O que desanima é perceber que a pauta, em muitas convivências, é o esforço, quase que generalizado, pela manutenção das relações incompatíveis, interesseiras, doentias, hipócritas, manipuladoras e desgastadas, porque, de alguma forma, elas se tornaram uma zona de conforto.
Mudar, recomeçar, se libertar, investir naquilo que realmente nos faz bem, incluindo pessoas que estão distantes, em geral, mexe com o nosso tempo e com o orgulho, que são valores os quais não gostamos de sacrificar. Não gostamos de abrir mão. Mudar, às vezes, dá medo e/ou insegurança e/ou preguiça. Sem falar que em algumas situações de mudanças não há a garantia imediata de que teremos supridas algumas das nossas necessidades mais concretas. Mais palpáveis. Então é melhor continuar como está. Mesmo que as partes fiquem emocionalmente frágeis e virem prisioneiras da saudade.
Até que um dia...
A certeza de que estamos no térreo, com prazo de validade, muda muito pouco ou nada.
Porém, até a falta de conscientização efetiva das consequências sentimentais, nas perdas definitivas, fazem parte do universo complexo da alma humana. Nos adaptamos a tudo.
Ser gente, muitas vezes, é, também, agir como animal acuado.
A ilustração mais hipócrita do conservadorismo é ser contra o aborto de um embrião. Porém, apoia o armamento indiscriminado de civis. Ou seja - ter a vida interrompida, antes de ser formar e nascer, não pode, mesmo que seja uma opção pessoal de quem concebeu e terá que cuidar pelo resto da vida. Contudo, depois de nascer, e se tornar um indivíduo transeunte do planeta, pode, pois morrer, faz parte da vida, seja de morte natural, seja de bala perdida, advinda de bandidos ou agentes da segurança, seja pelas mãos dos que não se incomodam em usar e exibir um instrumento cuja a única finalidade funcional, pela qual o mesmo foi inventado, é matar. Mas, neste último caso, grande parte do conservador cristão apoia.
O corporativismo, nutrido pela hipocrisia, me enoja.
A Eleição de 22
Democracia é isso. É poder ter opinião e expressá-la. É ter o direito de achar uma palhaçada um brasileiro dizer que sente vergonha de vestir o verde e o amarelo. É o brasileiro, que diz sentir vergonha de vestir o verde e o amarelo, ter a liberdade de poder sentir esta vergonha, principalmente quando, o país foi transformado num circo verde e amarelo.
Liberdade de opinião é tudoooooo....
VIVA A DEMOCRACIA!
Porque, no final, tudo se encaixa. Afinal, não existe circo sem palhaços.
Somos todos feitos de palhaços pelos políticos corruptos. E pior, somos capazes de reeleger políticos que, sabidamente, são corruptos, porque, simplesmente, são corruptos admirados, por alguns, pelas suas covardias, vaidades, mentiras, ignorâncias, violências e incompetências. Democracia é, também, respeitar as afinidades entre eleitores e políticos, mas não, necessariamente, aplaudir como um "respeitável público", diante das suas afinidades destrutivas. É, também, respeitar as limitações das pessoas na compreensão das arbitrariedades, notoriamente, praticadas em favor dos interesses pessoais destes farsantes.
O lado bom, e mais valioso da democracia, desta liberdade que ela nos proporciona, é que podemos escolher ser intelectualmente livres ou adestrados, independentemente da cor que gostamos de usar nas roupas.
Sou uma palhaça privilegiada, pois não associo voto à idolatria. E por mais que eu sinta vergonha de me expor com as cores da bandeira do meu país, depois que este governo falsário e demoníaco se instalou no poder, tentando mascarar o seu instinto ditador, me sinto muito mais patriota do que muitos que se dizem patriotas, pois não me limito às cores que limitam valores. É o arco-íris que representa a DEMOCRACIA, pela sua diversidade, alegria e colorido. Porque ele não é seletivo e se apresenta para todos, basta qualquer um olhar para o céu. Todos os olhares são bem-vindos. O arco-íris é democrático e, depois da tempestade, não abandona ninguém pelo contrário, disponibiliza a esperança no recomeço, para todos.
Falam de Jesus ao mesmo tempo que dedicam apoio à segregação com a justificativa da preservação da família e dos bons costumes. E ainda agregam o apoio ao armamento e a discriminação, neste pacote tão incoerente quanto hipócrita.
Palhaça sim, de verde, amarelo e vermelho. Marionete não.
Democracia acima de tudo!
P. S. : todos os ditadores encantaram, hipnotizaram e mobilizaram uma grande massa antes de promoverem a desgraça da sua nação. Vide a história.
Eleições 2022
Ciro e Tebet só não conseguiram viabilizar a terceira via, porque ambos têm excelente formação. Especialmente, acadêmica. Foram bem educados. São poliglotas. Têm experiência política. E, até aqui, sem nenhuma ligação com a corrupção. A qualidade da fala, do vocabulário, do conhecimento e do conteúdo sociocultural deles não alcançam todo o tipo de compreensão intelectual. Não são populistas. Não são narcisistas e não fizeram, até o presente momento, das suas vidas pública um trampolim para enriquecer, pois já são ricos de berço.
O brasileiro tem demostrado que gosta de políticos com características opostas as destes candidatos. O povo gosta de um corrupto, de um ignorante e de um narciso vaidoso pra chamar de seu governante. O povo se sente mais confortável, mais seguro e confiante investindo em políticos hipócritas e oportunistas. E a bandeira do conservadorismo é uma bela cortina para encobrir a hipocrisia humana.Ah, se injetar migalha no bolso então. É o clímax da sintonia.
Na política, na religião e na realidade do cotidiano é o dinheiro que tem poder.
Entenderam porque Jesus desagradou aos poderosos da sua época?
A sua vida mais humanizada, espiritualizada e menos material não passava de uma ameaça e de um mau exemplo, sob a ótica daqueles que, verdadeiramente, controlavam as pessoas e, consequentemente, a sociedade, naquele tempo. E nada mudou, apenas foi repaginado para atender aos novos tempos. O povo continua sendo a fonte de enriquecimento de todos que têm poder o conduzir a mente humana. E ai daqueles que tentam acordar o povo que vive adormecido.
O dinheiro tem o poder de mandar, inclusive, na alma. E até pode determinar quando a prática dos bons valores deve ser exercida.
Se o ser humano fosse, realmente, 100% do bem, bem intencionado, verdadeiramente sincero e confiável a natureza não nos daria o dom da comunicação através da fala. A mesma seria feita pelo pensamento. Por Telepatia. E o recurso da hipocrisia e do argumento não estariam disponíveis. Sequer precisaríamos da justiça dos homens.
Ainda bem que, até aqui, os pensamentos continuam sendo um campo protegido pelo sigilo, apesar dos danos que muitos bons, de fachada, causam. Porém, penso que por pouco tempo. Com o avanço da tecnologia, é possível que a hipocrisia, nas próximas gerações, venham a ter os seus dias contados.
A tecnologia vem aniquilando com muitas das características que eram naturais no ser humano.
Quanto mais robotizados, mais rentáveis seremos para os que desenvolvem certas tecnologias.Estes se manterão preservados e guardarão, à sete chaves, a fórmula para os seus substitutos do poder, na posteridade.
JÁ ERA FÁCIL, PARA O PODER, ESPECIALMENTE ECONÔMICO, POLÍTICO E RELIGIOSO MANIPULAR O INDIVÍDUO. AGORA, O PODER TECNOLÓGICO FOI AGREGADO.
O valor do pouco tempo
Já vivi bem mais da metade do prazo da minha validade, como transeunte nesta esfera, no tempo presente.
Não vou comprometer o tempo que me resta com momentos, nem pessoas que me fazem perder tempo.
Que não me acrescentam conteúdos relevantes para elevar o meu conhecimento.
Que tiram a minha paz. Que não estão em sintonia com a minha autenticidade. Que comprometam a minha liberdade de ser quem sou.
Que só têm para oferecer as suas paranoias, egocentrismo, mentiras e arbitrariedades.
Já vivi bem mais da metade do prazo da minha validade, como transeunte nesta esfera, no tempo presente.
Não tenho tempo para perder com mediocridades. Com hipocrisia.
Não tenho tempo para joguinhos e chantagens emocionais inúteis.
Por isso, desnudo o meu ser. Otimizo parte do tempo que temos, para as relações, pra outra parte, de imediato, me conhecer.
O outro decide como quer comigo conviver.
Se de forma transparente. Ou se vou quere-lo, indiferentemente, ausente.
Em tempos de pouco tempo, compreendo o contratempo, mas não o passatempo.
Que os momentos de valor, tão raros em tempos de falta de tempo, sejam, na troca, cenicamente isentos.
