Lápis
Fim de ano
Tempo de apontar o lápis
refazer o texto da rotina
corrigir a escrita errada
descobrir uma nova rima
sair da linha acabada
é o que a vida ensina.
Ilustração da vida
Borracha & Lápis
Borracha tu vai apagar, vida você vai ignorar, mas nunca você vai esquecer.
Lápis tu vai escrever e desenhar, vida tu vai rescrever sua história seja ela qual for com cautela.
Desenhos...
És tu que desenhas os teus sonhos
As curvas da tua vida
Com a ponta do lápis
Por vezes partida... porque...
Nem tudo é um mar de rosas
Não esqueças os teus sonhos
As linhas são tortuosas
Mas és tu... apenas tu...
Que podes desenhar
Os teus sonhos...
ela escreve a lápis arranca as folhas, porem com os punhos sobre a mesa em outra folha ela registra minuciosamente com detalhes,
E as palavras surgem como Uma composição ela preenche aquelas folhas
Ela cria seu mundo com um lápis e um papel, cheio de cores e alegrias. Esbanja sorrisos, soluços e poesias. Minha pequena gota de amor.
Eu trato bem o Lápis
Ele é meu amigo...
Eu trato bem o Lápis...
Ele é meu parceiro
Democrático, discreto, inteligente e burro.
Cabe num bolso, mas guarda toda as coisas do mundo !
São tantos os tons de azul que vem numa caixinha de lápis e a gente sofrendo, porque acha que o único capaz de dar cor ao céu é justamente aquele que está faltando.
LAPIS CADERNO LIVRO
pega, moleque,
Este lápis caderno e livro
Agora estuda, que é teu direito
Negado a nossos antepassados
Escreve calcula e lê
Nas estrelinhas das estórias
Da história mal contada
E desarma armadilhas seculares
E seja para sempre, moleque,
Gente preta sim!
Feliz estudada empoderada
Que é teu direito,
Negado a nossos antepassados.
Lápis e papel na mão, ferramentas do poeta quando tem inspiração.
Trabalhando as palavras para levar as suas emoções.
Escrevi minha história a lápis até que certo dia parei de apagar o que não aceitava, gostava, discordava...
Resolvi escrever então a caneta, ponta porosa pra ficar bem marcado no papel; escrevo tudo, vivo tudo, choro, sofro, rio, passo mal, fico doente, morro, vivo, caminho descalça sobre brasas, e calçada sobre plumas, durmo em camas de varas e ponho a cabeça sobre travesseiros de pedras, mas também há dias de sono tranquilo em travesseiros de nuvens. Vivo dias ensolarados com angústias e outros felizes em meio a tormentas e tempestades. Sou de ciclos, logo assim como a lua, minhas fases são complexas, minhas estações temporãs, sou ventania, calor e frio.
Me aceito, me vejo, me amo e me assino. Me escrevo, me descrevo, me acho na bagunça que sou!
Existem erros que parece que foram escrito a
lápis , podem ser apagados com borracha,
existem erros que cometemos que é como se
fosse a morte, são irreversíveis ,e as
consequências são inevitáveis.
FRUTOS DO ACASO
Tal como tudo
o cheiro do lápis acabado de afiar
vai-se embora.
No cinzeiro
a ponta do cigarro que arde
desperta o cedro.
Tal como tu
o cheiro regressa.
MARCO LITERÁRIO
Aponta o dedo
com a ponta do lápis.
A sua chave conectiva
exclui uma parte.
Cunha à vista
o movimento sintaxe e
reivindica o permanente dito.
Falsifica em crase
Fecha-se lacrado
Acusa-o lacrativo.
Literato práxis,
insinua diminutivo
e tende a achar ridículo
tudo que não é de praxe.
Pego minhas folhas e lápis, e debaixo da mesma lua de anos, escrevo algo realmente interessante. Depois, num gesto de saudação... Solto as letras ao vento.
Quando não penso em escrever aparecem canetas, lápis, blocos de notas, e ideias em grandes carretas, mas quando necessito. Ah, aí a caneta falha, lápis quebra, todas as páginas do bloco estão cheias e a mente não cria uma palavra digna sequer.
