Lamento pela Morte de um Ente Querido
O futuro é incerto e cada universo é apenas uma ocasião / Fazendo dos planos simples e tolos botões de off na contramão.
A leveza da vida é fundamental.
Aos bons ventos entrego os caminhos.
E aos sopros a ansiedade, a raiva e as mágoas.
A tranquilidade, que contagia a mente e o corpo, traz o despertar.
Sinto o beijo do nascer do sol, a chuva que limpa, o frio e o calor que se completam.
Dos sonhos eu marco as trajetórias, pronto para as tempestades e para os mares de águas tranquilas.
Ao respirar fundo, aprendo que as histórias e as lembranças fazem o destino.
E que o destino é nossa melhor música, a nossa melhor dança.
O destino é a palavra do início e a palavra do fim.
O mais importante é levar uma vida sem sombra, sem cometer nenhum pecado. (...) Se agimos fazendo nossa consciência ficar pesada, com certeza uma sombra aparecerá no espírito.
Todas as riquezas acumuladas e a posição social que você ocupou durante sua vida inteira já se foram. Depois de atravessar o rio da morte, todas essas coisas não terão nenhum significado.
Vivendo em amor e nascido dentro do amor, o que sobra no túmulo quando a vida termina também não é nada mais que o amor.
A coisa mais importante da vida é a própria vida. Deuses fictícios, santos de barro, espíritos que ninguém vê - nada disto importa. Viva com cuidado, cuide-se sempre, vá a médicos e tome todos os remédios que puder. Depois da vida, não há absolutamente nada!
Inútil as vezes, é tentar provar algo que ainda teremos que morrer para ver, o correto é apenas anunciar;
Nós sabemos que cada átomo, cada molécula do corpo humano são compostos de energia, mas o que acontece com esse campo energético humano quando o corpo morre? Acredito que essa energia possa ser capturada.
É estranho, pensar que se eu morrer hoje, amanhã estarei recebendo palavras que se tivessem sido ditas enquanto eu estava viva, teria mudado meu dia, mas que só foram ditas porque eu não posso mais ler e nem ouvir.
Quando meu marido morreu, as pessoas me diziam para não chorar. Tentavam me ajudar a esquecer. Mas eu não queria esquecer.
Como descrever em palavras todas as confusões da minha cabeça e toda a agitação do meu coração?
Como ler meu próprio texto, escrito a uns seis anos e pouco e compreender que toda a loucura que eu achava que habitava em mim e machucava minha alma, não era nada comparado ao que estava por vir.
A vida é uma porrada diária.
Que porra é essa? Eu só tenho uns setenta e poucos anos pra descobrir o que eu gosto de fazer? Pra entender pra que eu vim parar nesse mundo? Pra me auto ensinar todos os dias a sentir alegria em cada coisa pequena do dia a dia, mas olhar pro lado e sempre achar que o outro é mais feliz que eu. E me comparar, me diminuir, medir a minha vida com a régua da vida do outro e achar que tá tudo errado, estou perdendo tempo!
E nisso se passou um dia, oi final de semana! Mas pisquei e já é segunda-feira de novo. Ops, acabou o mês? Mas já estamos no meio do ano! Feliz natal, próspero ano novo... E se foi 2, 3, 10 anos...
E quando foi o dia em que eu aproveitei genuinamente a minha própria companhia? Onde eu me admirei e cuidei da minha alma machucada? Onde eu apenas parei pra observar o dia e RESPIRAR de verdade? Quantas risadas verdadeiras eu dei? Eu fiquei realmente tranquila, apenas amando existir?
Esse texto não tem uma mensagem motivacional. Essa pelo menos não era a intenção.
Até quando vou normalizar uma rotina exaustiva e uma vida com paleta de cor tons pastéis? Até quando a interpretação de uma foto que aparece na minha tela por 15 segundos, ou menos, vai ditar a minha relação com a minha própria vida? Vida essa que é só uma, é literalmente a única carta que tenho na mesa.
É um absurdo que eu tenha somente uns oitenta anos de vida e seja tão difícil estar plenamente feliz sem deixar todas as coisas do mundo influenciarem na minha cabeça fraca e traumatizada.
Isso é a porra de um absurdo.
Eu sou uma memória...
Para alguns uma memoria inesquecível que ultrapassou o tempo e jamais deixarei de existir, para outros, sou apenas aquela memória que não gostaria de lembrar e para outros, uma memória já esquecida no tempo.
Bom é ser uma memória viva, aquela que embora o físico não mais exista ao lado daquela pessoa, a nossa memória continua ali trazendo sorrisos ao ser lembrada, bom mesmo é saber que contribuímos de forma positiva na vida de alguém, só não é permitido esquecer quem somos, para que o outro lembre de nós.
Eu te amei mais do que planejei, mais do que pensei e com o amor também veio a dor, uma dor sem cura, uma dor profunda, uma dor que você me causa sempre na presença da lua. Eu busco entender o motivo de você me fazer sofrer, por quê? Eu não consigo compreender o que quer fazer. Com palavras tão afiadas, que me rasgam feito navalhas, Atitudes que me machucam como um açoite bruto, e por quê? Eu não consigo entender o que quer fazer. Tempos bons vêm, são incríveis, mas são armadilhas para mim, que quando estou feliz e de guarda baixa, Levo porradas e facadas sem poder reagir, e por quê? Por quê você gosta de me ver sofrer? Eu já tentei não gosta de você, achei que era capaz, mas é impossível te esquecer, mas por quê? Se só me faz sofrer, se só me faz querer morrer.
No começo, no fim e durante tudo, eu só quis te ver feliz, dar meu tudo, minha alma, meu amor, elogiar, compor, mas por quê? Por quê eu não paro de gostar de alguém como você? Eu ainda não sei, talvez nunca saberei, mas momentos de felicidade sempre apagam os de tristeza e dia após dia, eu continuo a ser engando por mim mesmo, em um looping quase eterno, que só será quebrado por você ou pelo meu enterro.
Estamos de passagem neste mundo, como viajantes em uma jornada de descoberta e aprendizado. Somos seres temporários, aqui apenas por um momento, e nosso papel é deixar uma marca positiva na história da humanidade.
Esta consciência de que estamos de passagem pode nos ajudar a encontrar um significado mais profundo para a nossa existência. Quando percebemos que o tempo é limitado, podemos focar em coisas que realmente importam, como cultivar relacionamentos saudáveis, buscar conhecimento e sabedoria, e contribuir para a construção de um mundo mais justo e sustentável.
Ao mesmo tempo, a consciência da nossa impermanência pode nos ajudar a viver de forma mais plena e autêntica nos incentiva a aproveitar cada momento como se fosse o último, a expressar nossa verdadeira essência, e a viver de acordo com nossos valores mais profundos.
Isso não significa que estamos sozinhos ou isolados. Pelo contrário, fazemos parte de uma grande comunidade de seres humanos, todos buscando um sentido para a vida e um propósito maior onde podemos encontrar apoio, inspiração e amor, e contribuir para a construção de um mundo mais solidário e inclusivo.
Enfim .... essa nossa estadia é uma lembrança constante de que somos parte de algo maior do que nós mesmos. Somos parte da natureza, do universo, de uma história milenar de evolução e transformação. E, como tal, temos a responsabilidade de deixar um legado positivo para as gerações futuras, e de contribuir para a construção de um mundo mais belo, justo e harmonioso.
Somos todos mortais, com uma duração justa. Nunca maior ou menor. Alguns morrem logo que morrem, outros vivem um pouco, na memória dos que os viram e amaram; outros, ficam na memória da nação que os teve; alguns alcançam a memória da civilização que os possuiu; raros abrangem, de lado a lado, o lapso contrário de civilizações diferentes. Mas a todos cerca o abismo do tempo, que por fim os some, a todos come a fome do abismo, que o perene é um Desejo, e o eterno uma ilusão.
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