Lamento pela Morte de um Ente Querido
Em um bar a diabetes e a depressão se perguntaram, quem causara mais cegueira? Fiquei na dúvida, mas aliviado, pois na troca de socos uma delas me deixou um aprendizado.
Um violino na aurora!
( aut. romilda sgomes )
Oh cordas em festejos que permite,
Arpejar, melodias célicas - oh canções!
O dedilhado, em cordas afinadas - dinamite,
Aquecendo de esperança - corações!
E vem a noite, sobrevoam passaradas,
No infinito do céu, oh alvoradas!
Flui do céu chuvas tempestivas,
Irrigando meu passado, e me aviva!
Nas auroras radiantes, quê emoção,
Em camomilas - doces aromas festejantes.
Vem Luiz, arfando o peito cantante,
Em cordas, trazendo divinal unção,
Expressando tudo que sentia - e radiante,
Num play, arrebatando almas aos céus!
Eu disse a ela que não se pode prender à terra um homem do mar. É preciso deixar que ele vá. Com sorte, a próxima maré o trará de volta aos braços dela.
Um pensamento virou o mundo dela de ponta-cabeça. A ideia de que nosso conhecimento é limitado e de que é impossível sabermos se as coisas são o que parecem. Estamos adormecidos, inconscientes da verdadeira natureza das coisas.
MONTANHA expulsa monstro
Montanha é obra Divina
De esplendor imaginário
Um palco, um cenário.
Dado pela natureza
Árvore grossa, arbusto fino
Composta de réptil e canino
De fortaleza e fraqueza.
A montanha é um corpo
Não é um simples monte
Que realça no horizonte.
Ela tem sua história
Anos de evolução
E até distruição
Mas, também bela memória
Como longa cordilheira
De nascimento distante
Tem uma vida importante.
De enorme inspiração
Com semente a germinar
Planta, a frutificar
Pra sua renovação
Entre os que lhe dão vida
Têm aqueles que constroem
Mas, também os que destroem.
Como monstros assombrosos
Protagonistas de ruínas
Tem até, agressões creditinas
Com prejuízos espantosos.
Tem doença verdadeira
Alí, na raiz da montanha
Numa crueldade tamanha.
Para montanha um abalo
Com encosta destruída
Paisagem desguarnecida
E o monstro nela a cavalo.
O monstro vai ao cume
Reforça suas patas
Dá fim a bichos das matas.
Queima e solta fumaça
Trazendo um calor ardente
De temperatura efervecente
E a montanha se embaraça.
Daí, a cordilheira desperta!
Para o monstro expulsar
E nunca mais lhe atacar.
Combatendo sua maldade
Provando que é mais forte
E não vai temer a morte
Porque é fatalidade.
Assim agiu a montanha
Deixando de ser passiva
Portanto, mais proativa.
Pois o monstro no degredo
E com os recursos da terra
Fez declaração de guerra
Expulsou-lhe sem medo .
A montanha é uma metáfora
É meu corpo, é minha vida
É minha saúde abatida.
O monstro é um grande mal
Que chegou como freelancer
Trazendo-me um câncer
No período do lockdown.
Fragilidades -
Quando não temos um sentido
para a vida que vivemos
como um barco em vão perdido
não sabemos o que queremos!
Há vazio, há dor e espanto,
algo falta ao destino
e há em nós um desencanto
que deixa lastro no caminho!
Mas o mundo não entende
que de normal só temos corpos
e que a morte nos pretende
no desejo de estar mortos!
Quando os olhos só nos fixam,
p'ra dizer, tu és errante,
porque teimam e nos miram
deixem ir o caminhante!
De normal não temos nada
só as cordas deste mundo
que nos prendem numa casa
ao silencio em que me afundo!
Mas às vezes não entendo,
porque dou tal importância,
a quem, me vê - nunca me vendo,
fala em mim com arrogância!
E não me lembro de viver
embora o dia esteja claro
porque o desejo de morrer
é mais forte do que raro!
E não consigo acreditar
que chegue um dia a entender
o que quero encontrar
p'ra deixar de querer morrer!
A morte é fuga do cobarde
a vida é força do audaz
mas antes quero, sem alarde,
poder sentar-me com a paz!
Sou mais frágil do que pensam
eis meu sopro de evidência
e só quero que não esqueçam
que da vida fui ausência!
Algumas pessoas vão te odiar , só por saberem que outros amam você. Vivemos em um mundo onde ser bom é tolice , e der egoísta é sabedoria.
O fim de uma linha
não é um ponto final
na entrelinha
A suposição é desigual
Basta um passo
para o abismo
Voar no espaço
morrer no lismo
Lições sem ações
horas sem demoras
Cavatinas sem rotinas
paixões sem ilusões.
Já nem me assusto com a tristeza, trato ela quase como um lar. Já faz tempo que moramos no mesmo lugar.
Fiquei fascinado pelas coisas da natureza. Fascinado com um tom de inveja, pois mesmo quando destruída se reconstrói com força vibrante, estonteante.
Espero um dia me reconstruir assim.
Pai!❤️
Agradeço por mais um dia em sua presença.
Coloco minha vida em tuas mãos.
Que hoje seja um dia abençoado; cheio de paz e tranquilidade.
Amém!🙏🏼
Bom dia!🦋
Você percebe que está conseguindo
focar em um objetivo,
quando você passa a sentir
a necessidade de mais tempo
para continuar focado.
Ao meu ver... tudo bem você ficar parado um certo tempo, ser inútil por um período da sua vida e até mesmo não se esforçar pra nada mostrando que não tem futuro a quem te vê de fora. Mas é claro que isso só é justificado e só esta tudo bem quando ninguém acredita em você e você não tem ninguém que te apoie.
As pessoas não sabem o que se passa dentro de você e o que você enfrenta todos os dias ao acordar ou a cada hora que você passa vivo.
Isso é só um momento, é só uma fase (sim, é clichê, mas a verdade é essa). Não deixe esse período te definir, tente viver, viver mesmo, mas se não conseguir continue existindo. Apesar de isso ser um pouco relativo, já que você pode acreditar em duas coisas: seu futuro só depende de você e se você não fazer algo para mudar apesar dos seus problemas, você vai morrer sem ter vivido e provará a todos que você realmente não tinha um futuro ou você pode acreditar que algo vai mudar, uma porta vai se abrir para fazer você mudar de vida e você só precisar esperar esse momento chegar. Dá pra acreditar nos dois também. Bom, meu conselho é não focar na situação presente e sim no futuro, porque o agora passa e tudo que se planta colhe.
Comprei um par de cadeiras de praia
Na sala vazia, sem propósito, caiu bem seu lugar no cenário
Fiz o convite.
Elas vieram, sentaram-se confortavelmente, sem cruzar as pernas, e…
tomando banho de lua, no reflexo da porta de vidro,
decidiram deitar ao chão.
Lunáticas que são, era de se esperar.
A conversa deu lugar ao silêncio que escutava a música
Minha playlist "23:45" ecoava na sala cheia de vazios
Elas, as cadeiras vazias, os corpos no chão, o brilho lunar invadindo a sala…
Contemplamos, existimos, sem função, a sala não tinha propósito
Da gente, só se esperava existir…
livres, descruzadas, juntas, deitadas e enroscando as mãos em nosso cabelos
Elas foram embora.
Comprei uma poltrona caríssima para duas deitarem
A poltrona se acostumou, e eu me acostumei com seu conforto vazio, também sem propósito
Era ela para nada.
Para o mesmo que as cadeiras de praia
Mas para ser nada, custou muito e fiquei brava.
Comprei uma luminária, para iluminar seu costume na sala.
Agora existia um propósito…
a luminária, clarear a poltrona
a poltrona, ser iluminada
Mas também era para nada
Comprei uma vitrola, e era para ecoar sons na sala que já não estava vazia.
E percebi que também era para nada se não houvesse nela um vinil cambaleando
Comprei o vinil, e este era para alguma coisa.
Era para fazer funcionar a vitrola e dar a ela propósito.
E, cambaleando, percebi que também me acostumava.
Comprei um vinho para encher a taça
E enchendo a taça, a esvaziava em mim, que agora cheia dele, via alguma proposta
Eu é que estava iluminada, mesmo sem ligar a luminária na tomada.
Olhando para a sala, desci os degraus saindo de casa.
Deitei na rede, e olhando para a sala cheia, percebi que não me cabia lá.
Era tudo para nada.
Todos nós estávamos acostumados.
Tudo era para nada.
Então, desistindo de ter, existi!
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