Lamento pela Morte de um Ente Querido
O que escrevo fica no papel, e acho um saco sair por aí pagando de intelectual sem ser nada disso.
Benê Morais
GRAVIDEZ
Um dia, chega ao comércio de Antônio de Quincas, comerciante de Simplício Mendes, um freguês seu que dizia estar em uma difícil situação:
— O que aconteceu? — indaga Antônio.
— É que minha esposa vai ter um filho e isto me pegou desprevenido financeiramente. Eu queria que o senhor me emprestasse esse dinheiro.
Antônio responde:
— Meu amigo, se você que é o pai foi pego desprevenido, imagina eu!
Chácara grande. Um quarto com banheiro e banheira só meu. Escola boa. Um pastor-alemão e um pelo curto brasileiro felino desde filhotes sob meus cuidados e afeto. Livros; vários e variados livros. Uma sala repleta de livros. Lareira. Minha mãe e irmãos…
Um amigo. Mora perto. Nos conhecemos na escola. 1ª semana de carro. Minha mãe ou irmã mais velha dirigiam. Após alguns olhares cruzados no caminho escola-casa, passamos a ir e voltar juntos. Às vezes a pé. Às vezes de bike.
Brincamos juntos. Fazemos tarefas da escola juntos. Tanto na escola, quando em dupla, quanto deveres para casa — quando “separados”. Às vezes ele em minha casa. Às vezes eu na casa dele.
Gostamos um do outro…
[...]
Terminei meus exercícios de matemática. Deitei. Deixei a persiana levantada. Dormi admirando as estrelas. Acordei com os primeiros raios de sol. Cheirinho de cookies no forno. Céu em transição de cores. Um espetáculo comum. Um extraordinário ordinário. “Extraordinário” porque contemplava sereno e “satisfeito”. “Ordinário” porque felizmente normal. Era sábado.
Ele me chamou pra brincar.
[...]
—Falei com minha mãe e ela…
—O quê?
—Ela…
—Fala logo!
—Ela não deixou eu ir.
[Silêncio]
—Por quê?
—Ela disse que já passamos muito tempo juntos.
[Silêncio]
—Bom… então tá. Vou voltar pra minha casa. Tchau!
—Espera!
[Olhares fixos]
—É brincadeira!
—Aff! (Fez que não com a cabeça desviando o olhar pro lado)
Caminhando juntos em direção à casa na árvore, perguntei:
—Então, o que vamos fazer hoje?
—Ué! Não é óbvio? Beijar!
—Hã?!
—Quero dizer, brincar! Desculpe.
Ri, pensativo…
Depois do pique-pega, cabo de guerra, esconde-esconde e de competirmos para ver quem aguentava pular corda mais vezes; deitamos, exaustos, na grama fofa. Um ao lado do outro, olhando pro céu, debaixo da melhor sombra da melhor árvore dali.
[Silêncio]
Viramos o rosto um pro outro. Nos olhamos…
—Vou pegar uma água na casa!
Ele me pegou de leve pelo braço antes que eu levantasse totalmente minhas costas do chão.
[Silêncio]
Depois de um tempinho de introspecção, perguntei:
—O que foi?
"Do nada" ele me perguntou:
—Você já beijou alguém, Guilherme?
Estranho, porque todo mundo me chama de João, exceto minha mãe quando me chama pra comer.
—Não. E você?
Ele virou o rosto para o alto. Fez que não com a cabeça. Perguntei:
—Por quê?
—Minha mãe falou que eu não preciso namorar, me casar, ter filhos e constituir uma família se eu não quiser.
—A minha também. (Continuei)
—Ela falou que talvez eu fosse gostar de meninas… ou de meninos… ou de ambos.
—É… a minha também. Mas ela me disse que existem pessoas que não são "exatamente" ou meninos ou meninas...
—Aí ela me perguntou se eu já gostei ou gostava de alguém…
Ele virou o rosto pra mim. Eu estava olhando pras folhas cujo vento fazia tremeluzir a luz que chegava até nós em círculos. Pressenti algo diferente, mas não dei muita bola. Ele aguardava, pacientemente. Após um “passeio no mundo da Lua”, perguntei virando o rosto a ele:
—E aí, o que você falou?
—”Sim”.
—E ela? Ou melhor, de quem é?! (Inquiri ansioso)
—Você.
My Old Dream
Era uma vez...
Era uma vez....
ou não era não?
Um coração apaixonado
e outro completamente alienado...
Um coração cativado
e outro completamente desinteressado.
Um coração magoado
e outro completamente blindado.
Um coração partido
e outro batendo... tum-tum... tum-tum...
completamente sem sentido.
Era uma vez...
não, não era não.
É triste estar nisso o tempo todo
Mas acho que a tristeza está em mim como um todo
Acho que devemos fazer algo
Do contrário, estaremos como
Grãos dentro da parede
Cubra o mundo para mim
Com um cobertor grande escuro
Para que eu pare de ter esses pensamentos
loucos
A sensibilidade,
a sinceridade,
a pluralidade,
e a lealdade, são um conjunto de bens muito raros e inacessível a maioria.
Que meus olhos nunca tenham pressa e possam ver com ternura mais um presente amoroso de Deus, um novo dia para viver.
Senhor meu Deus
Hoje tenho um pedido bem especial,cuide e proteja a pessoa que esta lendo essa mensagem,e não deixe que nada de mal se aproxime ,que ela seja blindada com seu escudo de amor,e faça ela muito feliz.
Amém !
Ela é um ser bendito.
A grandeza de sua alma irradia uma luz, que ilumina tudo ao seu redor, pois vem da bondade do seu coração.
Se chama de Mãe, mas se define AMOR.
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