Lago
Ninguém precisa permanecer num lago de incompreensão. Ainda que a possibilidade favoreça mais a um do que a outro, o tempo oferece a chance de desenhar lados iguais. O conflito, porém, continuará produzindo efeitos negativos, até que a balança se alinhe em sintonia com a paz.
Nossas lágrimas quando estão no lago de nossos olhos são péssimas, mas quando elas percorrem a cidade de nosso rosto pode ter a certeza de que são esperança para nos devolver o prazer, liberdade e alegria. Elias Torres
Aquele Lago
Aquele Lago de águas tão transparentes como uma vitrine,
A manifestar-se como um líquido céu azulado.
Ele dedica-se a saciar a sede de todos ao seu redor
Enquanto seus peixes e plantas aquáticas disputam suas águas doces.
Cada um puxando mais para o seu lado.
Tão líquido e transparente, mas envolto de recursos geniais.
Um Lago formoso, o maior dos patrimônios naturais!
Augusto
Foi há alguns anos,
numa noite ao pé do lago.
Como sabeis todos, foi lá que encontrei
aquele que sempre soube amar;
vive ainda em meus pensamentos,
e amar-lhe era mais que amar a mim mesmo.
Eu era um jovem moço,
ele, um belo jovem,
nesta cidade ao pé do lago;
mas o nosso amor era mais que amor —
o meu e o dele era carnal,
um amor sagrado e profano.
E foi esta a razão por que, há muitos meses,
nesta cidade ao pé do lago,
à luz do luar eu ainda soube amá-lo;
mas a vida o tirou de mim
para encerrá-lo em meu sepulcro,
nesta cidade ao pé do lago.
E o rosto triste, no reflexo da água,
ainda murmura:
eu te amo…
Sim, foi essa a razão — como sabem todos —
que eu te perdi, Augusto.
Numa quinta-feira gelada,
o vento saiu da nuvem
e matou o amor que um dia soube amar.
Mas o nosso amor não era para sempre,
ridicularizado pelos deuses;
e nem os demônios sob o lago
poderão separar minha alma
da alma de Augusto.
Porque a luz triste do luar
só me traz sonhos
do dia lindo em que soube amá-lo;
e as estrelas na sexta sombria
só me devolvem os olhares
do meu amor que um dia soube amar.
E assim ‘stou deitado toda noite
ao lado do meu sepulcro,
sem Augusto,
no sepulcro ao pé do lago onde nos conhecemos,
ao pé do eterno murmúrio do lago.
Rua e Lago não combinam quando estão longe;
E não combinam quando estão próximas.
O horizonte itinerante dos olhos teus,
Ajuda essa não combinação toda.
As consequências das nossas escolhas são como ondas no lago: podem demorar a chegar, mas nunca desaparecem.
Não olhe meus olhos
Você não vai ver minha alma
Você vai se afogar
No lago das lágrimas
Que não choro
Se afogar
Sem retorno
Só se afogar
E nada mais
Dentro dos olhos
Dói menos que no coração
Gota a gota
Uma poça
Um rio
Um lago
Um mar
Gota a gota
Foi enchendo
Foi pingando
Foi vazando
Até transbordar
O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)
Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.
Lu Lena / 2026
A natureza e seu esplendor. Ao lado de um campo de girassóis, dorme um lago sob a neblina a sonhar com papoulas vermelhas ao vento. Açucenas brancas destilam a madrugada e eu estava acordada a ver o espetáculo. Lírios à beira do rio mostravam que as margens eram adornadas com flores. Antúrios escarlates brilhavam onipotentes em seu ser luminescente e se destacavam em campos de deserto e suas miragens. As orquídeas varriam o quintal, volumosas no seu violeta vivo a espraiar amenidades em suas folhagens. Cerejeiras floridas eram um espetáculo a parte, tão longe e tão perto, a expandir flores rosas na íris da primavera anil. A floresta estava coberta de musgo como um camaleão a se camuflar no ambiente do bosque silencioso. Havia uma árvore solitária na colina, uma árvore que cresceu cedo demais e era preciso olhar o céu para vê-la. Suas raízes profundas encontravam as pedras. E da árvore caiam folhas secas de outono. A chuva fina sobre a terra vermelha fazia lama nos pés, que se lavavam em uma cachoeira cristalina, vinda de um rio serperteando a planície. Muitas léguas adiante o mar revolto sob uma tempestade balançava os barcos dos pescadores preocupados, mas que chegaram sãos aos seus lares. Avistava-se o oceano azul sem fim entre as conchas esquecidas na areia. Ao anoitecer a lua iluminava as dunas. Montanhas cobertas de neve sonhavam vales verdejantes. A lua cheia refletida na água era suave aos olhos como o pôr do sol no horizonte. Ao olhar o céu via-se estrelas espalhadas como sementes e os campos terrestres brotavam com abundância. A aurora colorida anuncia um novo dia. O sol nascente entre montanhas é uma poesia.
Sobre a Clareza Mental
"O pensamento é como a água de um lago: quando está agitado, a gente não enxerga o fundo; quando silencia, tudo fica claro."
Lúcia reflexões &Vida
Alguns ambientes me trazem paz:
A grama limpa na beira do lago.
O quarto com a luz apagada.
A varanda, a ciclovia, a estrada, jardins, paisagens.
Salas de leitura, de música, de terapias.
A correnteza do rio.
O mar no começo do dia ou no fim da tarde.
A cozinha com cheiro de comida boa.
E também:
A conversa que não cansa.
O silêncio confortável.
A pessoa que te deixa leve só de estar perto.
A paz não grita.
Ela chega baixinho e diz:
"Aqui você pode descansar.
Aqui tem segurança.
Aqui tem acolhimento."
_Jane Silva
Deus é um imenso lago: o conhecimento, quando me embriaga, torna-o raso; o Espírito, quando me preenche, faz-me mergulhar cada vez mais fundo.
"À medida que dialogamos, lembremos que as palavras são como pedras jogadas num lago - criam ondulações que se estendem para além do ponto inicial. Cultivemos uma linguagem que promova a harmonia, construa pontes entre corações e perdure como uma canção suave na memória daqueles que nos ouvem."
O Contínuo: Da Consciência ao Espaço Profundo
Dentro do lago profundo da mente, a consciência flui e se transmuta em atos. São esses atos reluzentes que, ao ganharem forma, dobram-se e se escrevem de maneira permanente nas páginas da vida. Nesse movimento, a luz do conhecimento corre no mesmo fluxo da ignorância; ambas disputam o invisível. Enquanto os fótons rasgam os funis da escuridão, o feixe luminoso expande-se e serpenteia pela deformação do espaço-tempo, desafiando os limites estreitos do nosso próprio espectro visual e tornando o ambiente compreensível.
Diante dessa iluminação, as inovações da tecnologia transcendem o mero discurso do ser: elas alteram a nossa própria existência frente às limitações do oculto. Nosso senso de realidade desdobra-se e vibra na colisão massiva de ondas gravitacionais, onde o choque do tempo e da matéria dá origem à mais pura poesia cósmica.
Nas fronteiras do universo, nuvens carregadas de partículas refletem essa luz, revelando que o vazio e a escuridão que enxergamos daqui podem ser, na verdade, a visão nítida e habitada de outras civilizações em espaços longínquos. Lá fora, no vácuo profundo, a própria matéria pulsa: o ar e os gases expandem-se nas entranhas de meteoros e corpos físicos congelados, tal como os cometas errantes que cruzam o infinito, evaporando seu gelo e deixando rastros brilhantes de sua própria existência na imensidão.
Por Celso Roberto Nadilo
Sonho da realidade são apagados no lago da eternidade.
Somos meros objetos jogados no esquecimento.
Mesmo assim continuamos a brigar por espaços de riquezas de por assim dizer o julgo da alienação...
Dores amores superficiais pois o gosto é gostoso.. o melhor ganha prêmio da futilidade do ego.
Natureza se desalinhado sofre e morre a terra vira pasto de gado... o verde morre e humildade perece nos alvais da tecnologia...
Desbravadores do espaço vão compreender a humanidade de hoje ou so terá o deslumbre do são.
Meus pensamentos voam eras a frente as vezes sinto que não pertenço essa era de homens das cavernas.
Imagine uma pequena pedra sendo lançada sobre as águas tranquilas de um lago.
Ela toca apenas um ponto…
Mas daquele ponto nascem ondas que continuam se expandindo.
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