Lábios
OUVE, senhor, a justiça; atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos.
Sou tomado pela insensatez, e nesta hora meus lábios sentem o calor dos seus, meu corpo anseia, deseja angustiado pelo afago que só sua presença trás. Uma voz solitária grita seu nome e no infinito vejo desaparecer aquela por quem vivo, sofro, choro, morro ao acaso dia a dia, pouco a pouco até que nada mais reste de mim, se não a lembrança de ti.
Só ria!
Sorria não só com os lábios
Solte todo bem dentro de você
Sorria com a alma e sem razões
Apenas ria sem querer.
Tinha nome de flor, Violeta. Cheirava à jasmim.
Sonhava ser artista, era trapezista.
Nos lábios rosa carmim. Cabelos, de querubim.
Enxugava as lágrimas com um sorriso belo.
Olhos de furta-cor, nãos mãos um cravo amarelo.
Salpicava com estrelas o manto do céu.
Andar suave de princesa, na cabeça um véu.
Olhava entre as rochas o mar.
No sentimento, um poema: amar, amar !
Deixava pelo caminho pegadas na areia
Ao vê-la passar os homens gritavam: sereia !
Em uma noite de lua meia, veio o aviso
Foi-se a bela, sem demora ... voltou ao paraíso !
Seus lábios: as copas do baralho.
Lindos, rubros, ternos.
Como corações partidos,
como maçãs argentinas.
É tão bom fechar os olhos e sentir aqueles lábios macios tocandos os meus, com delicadeza e suavidade, apreciando aquele sabor de perfeição, e saber que tudo isso é muito mais que um beijo, é a troca de amor.
Não é em todo beijo que se encontra uma paixão. Não é porque os lábios se tocaram que os corações tenham se encontrado.
Não adianta esconder: os meus olhos já mostraram o que meus lábios ainda não conseguiram te dizer...
A boca que te xinga é a mesma que adoça os lábios com teu nome e na calada da noite sussurra palavras de amor ao travesseiro.
Inverno do céu azul sem nuvens, do vento gelado, dos lábios secos clamando por beijos seus, das folhas que caem no chão, que trazem saudades, saudades de uma estação!
A minha alma beija os teus lábios e recolhe para dentro de mim as carícias de tê-la encontrada num jardim.
Amanhã quando me deitar em meu leito de morte, vou olhar parar trás e com um sorriso nos lábios verei que mesmo com minhas tristezas, minhas alegrias, minhas decepções, meus amores, minhas aventuras, vou dizer para mim mesmo que estive por aqui e vivi intensamente essa loucura que é a vida.
Que os teus lábios não digam o que os teus olhos não viram.
Que não saiam palavras que o teu coração não senti.
Palavras mal lançadas são como balas perdidas que a cada direção atinge sempre um coração.
Apesar de que teu corpo incendeia meu ser,
mas arde o sabor dos teus lábios estranhos,
mesmo viver longe de você,
não posso dizer te amo
meus lábios não tocarão os seus
a sua mão deixará a minha em uma noite fria
quando a lágrima soltar dos olhos meus,
viverei a tristeza de nunca ter-te um dia.
