Lábios
Hadil
Sinto saudade dos seus lábios,
que a minha boca ainda não sabe,
mas inventa em sonho
como quem adivinha o gosto
de um destino antes do beijo.
Saudade do seu olhar,
que nunca pousou inteiro sobre mim,
mas que eu já reconheço
como se houvesse em mim
um lugar antigo esperando o seu encontro.
Saudade do seu sorriso fácil,
esse sorriso ainda inédito,
que eu nunca vi de perto,
mas que já ilumina
os cantos mais silenciosos do meu dia.
Saudade dos seus braços,
dos abraços que ainda não vieram,
mas que o tempo, generoso e secreto,
parece guardar
como quem protege um instante sagrado.
Saudade da sua presença,
do som da sua voz perto de mim,
dos detalhes pequenos
que ainda não conheço:
o jeito de chegar,
de rir sem aviso,
de interromper o mundo
só por estar aqui.
É uma saudade absurda,
dessas que nascem antes da hora,
dessas que desafiam a lógica
e florescem mesmo sem memória.
Porque sinto falta
não do que vivi com você,
mas do que em algum lugar
já começou a existir em mim
antes mesmo de acontecer.
Tenho saudade adiantada,
invertida, impossível,
do instante exato
em que o tempo enfim vai ceder
e eu deixarei de imaginar
para finalmente te encontrar.
Nossos lábios se encaixam
Nossos corpos se completam
E no ritmo dos nossos corações
Toca a melodia da nossa paixão
No meu abraço te protejo
Com teu toque enlouqueço
Uma quimica sem explicação
Com um olhar me tira a razão!
Nunca havia me sentido assim
Um sentimento tão lindo e tão forte
um amor sem fim
E hoje,
Me perco nas lembranças dos nossos momentos
Olhos abertos ou fechados,
Acordado ou dormindo, sempre te vejo.
Um amor que mesmo com tantos baldes de água jogados
O fogo não pode ser apagado!
Olhar nos teus olhos,
Beijar teus lábios,
Teu suspiro em meu ouvido,
Aquele sorriso bobo se abrindo...
Nossos corações no mesmo compasso
Me perco apaixonadamente em teu abraço
Qualquer som - ou silêncio -
vira melodia ao som do nosso amor...
A música perfeita,
a mais linda canção de amor
A maciez da tua pele,
o calor que me aquece...
E mesmo se eu fosse o maior filósofo,
ou o melhor poeta,
Ainda faltaria palavras
pra explicar o amor
que você me desperta!!
ÁG
Versos Proibidos
Quero no sabor dos seus lábios
experimentar a sua saliva.
Quero no calor da sua boca,
derramar meus palavrões.
Quero cuspir a decência
exorcizar nossos corpos..
Despedir-me do pudor angelical.
Sentir a sua boca indecente e inclemente.
Ouvir rimas e xingamentos
Vindos da sua fala possuída pela liberdade de poder ser quem é.
Uma Palavra Basta
Antes de tocar os meus lábios,
eu já te percebo no perfume.
Desperta desejos,
afasta as pedras do caminho,
adoça o meu humor
e, sem pedir licença, se impõe.
Desliza quente, intenso,
como um riacho borbulhante, marcante.
Pode vir puro ou acompanhado,
mas sempre chega inteiro.
E, no cochichar da xícara,
aquece a alma
e acende o dia.
Então, entre as mãos
e o primeiro gole,
cabe inteiro em uma palavra:
café.
Ele via os olhos dela brilhando como estrelas; ele via os lábios dela, e não ficava satisfeito em apenas vê-los.
O Pintor de Sua Própria Dor
Um olhar triste carrega uma alma machucada.
Por mais que os lábios se exponham, os olhos não acompanham.
É triste olhar pela janela e ver uma paisagem igualmente triste.
Como proteger os quadros que vejo? Como servir de ombro ao pintor que encanta, mas em quem a felicidade não habita?
Os sinais de pânico explodem, e meu coração dói.
Não consigo conter o rio que escorre.
A ferida é grande e talvez não venha a sarar.
Por isso, é fácil a tristeza se instalar; difícil é consolar.
Compartilhar a dor também faz parte e, mais importante, é saber que não se está só.
Te dou minha cintura
E meus lábios para quando queiras beijar
Te dou minha loucura
E os poucos neurônios que ficaram
Meus sapatos desabotoados,
O diário no qual escrevo
Te dou até os meus suspiros,
Mas nunca mais vá embora
Porque é você o meu sol,
A fé com que vivo
A potência da minha voz,
Os pés com os quais eu caminho
É Você, amor,
Minha vontade de sorrir
O adeus que não saberei dizer,
Porque nunca poderei viver
Sem ti
Se algum dia você decidir
Afastar-se novamente daqui
Fecharia cada porta
Para que nunca mais pudesses sair
Te dou meus silêncios,
Te dou meu nariz,
Eu te dou até meus ossos,
Mas fique aqui
Porque é você o meu sol,
A fé com que vivo
A potência da minha voz,
Os pés com os caminho
É você, amor,
Minha vontade de sorrir
O adeus que não saberei dizer,
Porque nunca poderei viver...
Sem ti
Shakira
Boa tarde amiga querida e amada por todos nós! Que seus lábios sempre sorriem e sua boca sempre proclame palavras de fé, esperança e amor. Beijos do amigo de sempre.
Menina dos olhos azuis lindos como o mar, teus lábios carnudos e sedentos ainda hei de beijar! Beijos
Não conhecia o paraíso, mas ao tocar seus lábios e mergulhar em seus olhos, senti o mesmo que Van Gogh diante do céu em sua Noite Estrelada: o caos silenciou, e a escuridão aprendeu a brilhar.
BRASÍLIA
A flor do cerrado
não tem praia nem mar
mas tem lindo lago
de lábios rosados
e olhos azuis
que se prendem ao céu.
Tem pedra bonita
tem luz de pepita
e lua de cristal
Brasília é infinita
constelação de poderes
estrelas soberbas
que sobem e que caem
do alto da torre
à rampa do congresso...
Brasília é rock roll
da Capital Inicial
das Plbes Rudes
e Renatos Russos
de camelos e Para-lamas
do voo da gaivota
da Asa Norte à Asa Sul
Brasília é uma flor
que ainda desabrochou
da praça sem poderes
ao autódromo esquecido
governo falido
servidor ausente...
Brasília de presente
de passado distante
da fé do bandeirante
do padre sonhador
Brasilia ainda é menina
de laços de fita
que o poeta cantor.
Eu amo Brasília
em suas grandezas
e em suas carências
quem dera que um dia
o vale perdido
o dito paraíso
sem medo e sem culpa
assumisse a sua sina
de ser jovem menina
na paz entre os homens
na justiça e no amor.
Evan do Carmo
Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.
Saudade fazem lágrimas rolar
Beijam lábios, sentem o paladar
E o sabor da saudade
Misturam-se nas voltas do tempo
Viajam nas ondas do vento
Onde giram pensamentos
Por tantos vividos momentos
Para alguns tem breve sentido
Outros emoções febris
Lembranças tristes ou alegres
Mas o que se apura de verdade
É o tempo que não tem idade
Mesmo que entre lágrimas e risos
Para alguns saudade, poucas ou demais
Dos tempos que não voltam nunca, jamais!
Tão somente restam saudade!
LABIOS DE PAPEL!
Você negou seu beijo
e os meus lábios secaram.
Mas as lágrimas nos olhos
deixaram um sabor amargo
esperando em vão e solitário
um beijo com sabor de mel.
Contemplando o horizonte
nele desenhado a sua boca
vermelha como doce morango
enchendo-me os desejos
que eu não mais provaria.
Foi então que troquei seus beijos
por uma boca beijada
e guardada numa folha de papel
que um dia você beijou
para eu nunca esquecer
os contornos lindos dos seus lábios.
Ah, doce consolo!
E quando a saudade aperta
beijo seus lábios no papel
ainda com aquele gostinho
e perfume de morango.
Parece tolice minha
mas ameniza meus desejos
beijar na boca este papel
como beija-flor buscando mel
e na fantasia torna-se real
no encontro de sua boca
traçada numa boca de papel!
Os lábios que um dia beijavas,
hoje tornaram-se marcas de pneus,
poças de lama numa estrada abandonada.
O amor que um dia existiu
e a doçura do mel de nossas lágrimas,
hoje são desertos,
campos sombrios,
o tenebroso rio de mágoas.
Vivemos o êxtase da primavera,
semeamos esperança
e colhemos flores.
Chegou o inverno,
superamos.
Mas, no outono onde estamos,
vivemos sós,
como folhas mortas carregadas ao vento,
separados por abismos silenciosos
que as repetições das ofensas constroem.
Então nos perguntamos:
qual foi a causa?
Onde foi que erramos?
Erramos, talvez,
por persistir em mudar,
mudar a si próprio
e mudar o outro,
para pertencer ao grupo dos normais.
Mas somos pessoas,
somos humanos,
seres distintos,
pobres mortais.
O Mundo Dentro do Meu Gloss
No amor bastam lábios e gloss?
É uma matemática com regras e fórmulas?
Uma literatura avançada?
Uma parte do direito, com regras e cláusulas a serem seguidas?
Interessante… talvez tudo faça parte do amor e dos sentimentos.
Fingir e dançar para o mundo, confrontar os lados e descobrir que a complacência, às vezes, dói; que a igualdade nem sempre existe; que o direito de ir e vir pode ser apenas uma balela. Quantas dúvidas!
Mas quando a ficha vai caindo, uma peça de cada vez, outro mundo se forma em minha mente.
E é nele que penso: será que os espíritos também sofrem?
Tudo o que sentimos aqui, eles também sentem?
Mas quem ratifica a minha tese?
Talvez sejam somente histórias.
É… realmente o amor tem muito a ver com a matemática. Tem a ver com equilíbrio. Tem a ver com cumplicidade. Um leque de suposições, comentários certos, errados, duvidosos e teses que nunca se fecham.
Então o susto vem e bate à minha porta.
Fico sem direção e peço opiniões, mas elas não vêm, e isso dói.
Viro as costas. Queria enxergar outro rosto, mas o sopro da crua realidade chega.
E o amor virou um gloss que mal disfarça a imperfeição dos lábios.
Confrontar, afrontar ou simplesmente amar? Porque, às vezes, nada tem a ver com o que parece ser.
Quantas vezes nos meus braços,
você delirava,
Quantas vezes eu ouvi,
dos teus lábios que me amava,
Quantas vezes adormecemos,
depois que a gente se entregava,
Em minhas noites só existe você,
Jamais vou esquecer,
Quando a gente namorava...
