Lábios
As janelas de sua alma refletem o azul do céu;
Olhos amendoados, doces lábios de mel;
Cabelos encaracolados, ai meu Deus, que Escarcéu!
Prometemos eternidade com lábios feitos de vento.
Corpos que se desfazem no tempo sonham com o sempre,
como se a areia pudesse segurar o mar.
Mas é na brevidade que mora a liberdade.
Quando aceitamos a morte como vizinha,
a vida deixa de ser prisão e vira dança.
Ser é ser por instantes —
e isso não é pouco, é tudo.
Pois quem abraça o efêmero
conhece a eternidade que cabe num agora.
Não são os belos lábios que chamam atenção para a beleza de um ser humano, mas, sim, as palavras que lhes fazem sibilar.
Sobre Mãinha escrevi: SOMOS UM
Meu olhar é o dela.
Meu cabelo crespo é o dela.
Meus lábios carnudos é o dela.
Até meu sorriso!
A cor da pele é dela.
O nariz esparramado é
o dela.
O rosto, é o dela.
Se tivermos distantes, a alma não se desconecta;
Somos uma alma, só dividida em dos corpos.
Nem a morte pode nos separar.
Pois até depois de mortos, a vida faz questão de nos juntar.
Somos a beleza do continente africano;
Eu sou seu poeta,
E ela, meu poema que declamo.
Mãe é um pedaço de Deus:
Porque é uma vida que gera outra vida!
Fragmentos do meu livro: Dom Amaro.
Deixe-me ir até a páprica dos teus lábios e confessar meus desejos lascivos por ti...
Texto extraído do meu livro: Dom Amaro.
Por um momento depois de um jantar, quando você coloca seus lábios nos meus
Então você conhecerá o auge
Você me encantou com seus olhos e você sabe disso...E eu sei que a saudade é como uma doença que te queima da cabeça aos pés.
Por hora eu só queria está ao seu lado
Amanhecer no seu afago.
Rai Mota
O meu amor é todo seu
E ama como deve amar o amor
Como a sinfonia que sai dos teus lábios ao falar meu nome baixinho
Quando em gemido ritmado tocamos a canção da vida de forma singular
Os corpos se fundem como as almas já sabiam antes da existência
Que havia na união de duas chamas uma chama única divina e só nossa
Fala antes de mim aquilo que estou pensando e é segredo pro mundo não pra você
Não existe segredo quando se é apenas um
Nossos corpos afastaram o frio e a fadiga e continuamos à noite à fio a saciar a fome do amar
O desejo de uma eternidade sem fim
Que tem duas almas a se encontrar
Quando em seus olhos atraco você faz ponte em mim
E antes que o dia venha de assalto
Digo
Nunca amei ninguém assim
Sempre escuto na minha cabeça aquela antiga canção
Antes de ver no meu pensamento
Seus lábios me dizendo certas
Em palavras certas
Já muito ditas
Nos passos que dou sozinho
Não na distância e, sim, no tempo
Tenho sua imagem e a canção
Em minha cabeça
Posso ir longe mas não fujo de você...
Você é parte de mim
Continuo a andar entre o sol
Pelo céu
Pelo mar
Sempre andado
Mas nunca distante
LÁBIOS ARDENTES
Não há como me conter
Ao ver seus lábios ardentes
Pois vendo-os faço-me crer
Que mesmo sendo decentes
Pra mim são vozes clementes
Que me gritam por amor
E este delírio implacável
De abster-me de os ter
Pra mim é doença incurável
Que mais me faz os querer.
Quando soprava o frescor da noite, as primeiras notas eram lembradas dos lábios distantes, tão distantes que lembrava quando, da pele fina, as mãos se fizeram amor
INVERSÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Eu te amo. Foi a frase mais batida que morou em meus lábios. Em alguns de meus versos. Em minha vida. Ela me seguiu por toda a adolescência, rompeu a juventude, para só mais tarde, bem mais tarde, começar a diluir... não morrer, exatamente, mas diluir.
Já maduro e bem vivido, apesar das más vivências que me carimbaram, fiquei um tanto narcisista. Justamente as más vivências, no campo dos amores, me tornaram assim: egocêntrico. Fechado em bolha. Guardado à sombra. centrado em mim.
Foi aí que o meu amor caiu em si. Reverteu a trajetória. Já deu. Hoje olho nos espelhos e vejo a frase, manipulada, invertida, me lançar mais e mais aqui dentro. Não é mais eu te amo. E não reclamo da ilusão; da estima torta que me deu... te amo, eu.
NÓS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já entendo seus nós;
su´alma fechada
nos lábios seus...
Você quer minha voz
emprestada
pra me dar adeus...
PERDÃO POP STAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É bem fácil pros lábios conjugar perdão;
perdoar é grandeza para o próprio ego,
quando a mão estendida propaga seu feito
e compõe mais um prego na cruz do pedinte...
Para quem se agiganta o perdão é brinquedo
que se quebra e se doa pra comprar um novo,
pão azedo com ovo doado ao faminto
pela força do brio e por bênçãos astrais...
Esse show de grandeza indefere a canção,
pois entoa o refrão para o mundo escutar;
tem um tom que apodrece o teor e o sentido...
Neste caso a virtude só é de quem pede,
quem não mede humildade nem humilhação;
perdoar se assemelha com pedir perdão...
alienação no vazio.
Em um momento não muito distante eu sorria, não falo sorrir com os lábios
e sim com os olhos. Esse tempo se foi, e aqueles olhos sorridentes se foram dando lugar a algo vazio e sem vida. Ate olhar para a fotografia mais linda não faz com que os meus olhos voltem a sorrir.
Uma pessoa com quem tinha um grande amor e grandes sonhos, via isso. Logo essa pessoa se foi e tudo aquilo que sonhávamos também. Breve não era apenas meus olhos que se esvaziaram, meu coração e logo em seguida minha alma.
É como ser um grossa casca vazia por dentro oca e em minhas paredes apenas cortes, rasgos e furos.
A destinos mais sombrios que uma morte dolorosa ou desastrosa. O vazio que te impede de descansar que assombra a única coisa que resta dentro de você, aquela criança que um dia você já foi, aquela criança que sorria e sonhava, ela agora esta pregada na sua parede interna sendo torturada dia após dia estando completamente sozinha e vazia.
Eu penso, será que um dia eu vou voltar a sorrir?
A LAMA invadiu nosso espírito, manchou nossas mentes, nossos lábios, nossas mãos e cegou nossos olhos. A destruição vai muito além das Minas Gerais. O Brasil que eu conhecia por mais de meio século acabou! A LAMA da corrupção está institucionalizada, sigilosa e aplaudida.
"O meu coração é um lacaio.
Fito seus lábios, te olho de soslaio.
Me acho esperto mas em suas armadilhas de amor eu sempre caio.
Um tolo amante e na paixão, um lobo solitário.
Seu sentimento não me é solidário.
Uma relação onde tudo nos é demasiadamente precário.
Os beijos, as carícias, as palavras, os abraços.
Me assemelho a um tipo de pirata, quiçá um corsário.
Que veleja nas águas profundas do seu olhar, totalmente despreparado.
Em busca de um tesouro imensurável, impossível de ser encontrado.
Velejaria os 7 mares para encontrá-lo.
Uma vida ao seu lado.
E em mais uma noite chuvosa, acordo decepcionado.
Os ventos e as enxurradas, mais uma vez, não me levaram esse sentimento despedaçado.
Eu sou um pobre coitado.
Dos males, o maior, foi um dia ter lhe amado.
E após horas ínfimas de reflexão, desamparado.
Sussurro só, pela madrugada, com o peito acelerado.
- Mais uma do Famigerado..."
"E eu sempre achei que, a felicidade, à mim, nunca sorriria.
Mas ali estava ela, nos lábios dela, a felicidade eu via.
Ela me sorrira.
Não sei se, era ela ou minha felicidade que, eu vira.
Naquele momento, ambas se unira.
Eu sorria.
Pois minha felicidade, eu via.
Minha felicidade me olhava com olhos perdidos em alegria.
Queimava minh'alma, com um misto de desejo e malícia.
Quando em meus braços, minha felicidade aguerrida, de muitas decepções, sofrida.
Dos meus olhos e do meu aconchego, minha felicidade, partira.
E partira também, um coração que, já fora uma tarde quente e hoje é uma noite fria.
Não existe felicidade, da minha felicidade, a despedida.
Pode ser que, em meio as ilusões, mentiras e despedidas, a felicidade, à mim, nunca sorrira..."
Menina ouve, e preste atenção, menino que olha teus olhos, com sorriso nos lábios, pode também roubar teu coração!
Menina, vá se enfeitar, coloque o sorriso nos lábios e a alegria no coração. Esteja sempre preparada para boas novas.
Se um anjo de olhos claros, cabelos dourados e encaracolados, com um olhar meigo e lábios úmidos de infância, descesse à Terra e me concedesse um único e derradeiro pedido, para que eu possa viver que por medo não vivi ou para que eu possa corrigir o que por mim foi vivido, se uma última chance me fosse dada por esse anjo que possui o olhar de quem indaga e a boca de quem não responde, se uma última chance me fosse dada, eu não iria desejar não morrer, iria apenas desejar não ter nascido, para nunca em momento algum sentir falta do que já passou ou muito menos sentir falta do que nunca existiu.
