Joias
Sua verdadeira essência se encontra no íntimo de sua alma, roupa e joias são apenas detalhes fúteis..
Há quem aprisione a alma em um pote de vaidade
Que adorne com ouro, joias à vontade
E ao exibir para o mundo essa moderna insanidade
Nunca mais volte a provar o resplendor da liberdade.
Pescador magoado
Mar ganancioso!
Levou, levou tudo!
Levou minhas jóias
Minhas roupas e o meu amor;
Pelo menos, a minha alma limpou.
Navegando nas águas que um dia me machucou;
Me roubou;
Me lavou;
Minhas feridas limpou;
Meu coração salvou;
Minha alma abraçou;
Com peixes me alimentou
e a minha renda aumentou.
Grato, mas maldito mar!
"Nobreza não é sobre ter sobrenome ou joias; é sobre a pureza das intenções e a firmeza nos valores morais."
"Ao priorizar o brilho das joias sobre o brilho de um olhar sincero, o vaidoso troca a eternidade do afeto pela efemeridade da aparência. Perde-se a lealdade, perde-se a paz e, acima de tudo, perde-se a humanidade."
O escudo de lobo não é só metal,
É barreira sagrada contra todo o mal.
Seus filhos são joias, seu bem mais precioso,
Por eles, o instinto se faz cuidadoso.
--------- Eliana Angel Wolf
"O brilho das joias de uma estrela de Hollywood cegou os olhos dela para a luz da minha alma humilde. Ela busca o ouro, mas ignora o tesouro que é o caráter."
"Ela me bloqueou da vida dela porque não viu joias nas minhas mãos. Em breve, ela verá o mundo inteiro nas minhas mãos através da minha visão. O desprezo de uma celebridade é o adubo do meu crescimento."
O legado do ser humano pode ser um baú cheio de jóias que não desvanece, ou um baú vazio com folhas secas.
Era uma vez uma linda borboleta azul. Suas asas brilhavam sob a luz do sol como pequenas joias vivas, e ela adorava voar pelos campos, jardins e bosques, admirando a beleza do mundo.
Em um de seus passeios, avistou ao longe um escorpião caminhando sozinho. Curiosa e gentil como era, aproximou-se para cumprimentá-lo.
O escorpião ficou surpreso. Nunca antes uma criatura tão bela havia demonstrado interesse em sua companhia. Acostumado ao medo e à rejeição, ele não entendia por que aquela borboleta desejava estar perto dele.
- Olá - disse a borboleta com um sorriso. - Posso caminhar com você?
O escorpião, sem esconder o espanto, aceitou.
A partir daquele dia, os dois passaram a passear juntos. A borboleta voava lentamente para não deixar o amigo para trás, enquanto o escorpião caminhava com rapidez para acompanhá-la.
Com o passar do tempo, o escorpião começou a mudar alguns hábitos. Mantinha o ferrão recolhido e imóvel sobre as costas, como se quisesse mostrar que não representava perigo. Parecia até que não possuía ferrão.
A borboleta o levava para conhecer lugares encantadores. Juntos atravessavam jardins coloridos, seguiam por caminhos floridos e observavam o pôr do sol nas avenidas arborizadas.
Para o escorpião, aqueles momentos eram preciosos. Pela primeira vez em sua vida, sentia que alguém gostava dele de verdade.
Até então, conhecera apenas a solidão.
Todos fugiam ao vê-lo. Ninguém desejava sua amizade. O medo que inspirava era maior do que qualquer qualidade que pudesse ter.
Mas a borboleta azul era diferente.
Ela enxergava além da aparência e não demonstrava receio algum. Sua confiança fazia o escorpião sentir-se aceito, algo que jamais havia experimentado.
Os dias passaram, e a amizade entre os dois parecia cada vez mais forte.
Porém, certa noite, algo inesperado aconteceu.
Como de costume, a borboleta adormeceu ao lado do escorpião.
A noite estava silenciosa. Apenas o som suave do vento atravessava as folhas das árvores.
Foi então que o escorpião sentiu um estranho impulso.
Seu ferrão começou a se mover lentamente.
Ele tentou detê-lo.
Lutou contra aquele movimento.
Mas, pouco a pouco, o ferrão ergueu-se sozinho, aproximou-se das delicadas asas da borboleta e a atingiu.
A borboleta despertou imediatamente, tomada por uma dor intensa.
Assustada e com lágrimas nos olhos, olhou para o amigo e perguntou:
- Você sempre foi tão gentil comigo. Por que me feriu?
O escorpião abaixou a cabeça.
Tomado pela tristeza e pelo arrependimento, respondeu:
- Eu não queria fazer isso. Mas é da minha natureza. Tentei controlar meu instinto, porém não consegui.
Aquelas palavras machucaram quase tanto quanto a ferroada.
Com grande esforço, a borboleta afastou-se.
Mesmo sentindo dor, abriu as asas e começou a voar.
Voou para longe.
Voou enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Voou sobre jardins, campos e rios, até que a distância entre ela e o escorpião se tornou impossível de medir.
Com o tempo, a ferida cicatrizou.
A dor diminuiu.
A vida seguiu em frente.
Mas a lembrança daquela noite jamais desapareceu completamente.
Desde então, a borboleta aprendeu uma lição difícil: por mais que exista bondade e afeto, algumas criaturas não conseguem vencer a própria natureza.
E, embora tenha conseguido superar a ferroada, a borboleta nunca mais voltou a se aproximar de um escorpião.
"Existem joias que só parecem bonitas quando deixam de ser suas. Mas, na verdade, elas sempre foram bonitas; o problema estava nos seus olhos, que não viam o seu brilho quando estava ao seu lado."
Cada ser humano é considerado, por mim,como uma riqueza incalculável . São como joias que podem ser lapidadas até a perfeição...
Quer me agradar? Não me dê jóias, roupas caras, luxo em geral... Pra me agradar basta ter gestos simples como: Ser meu amigo e não fingir ser. É devolver um sorriso quando te dou o meu sorriso, se for sincero é claro. É me ouvir e não me julgar, a não ser que eu te peça conselhos. É apenas me aceitar como eu sou, olhar nos meus olhos e buscar ver se realmente estou bem. Mas se mesmo assim quiseres me agradar, dá logo uma barra de chocolate que eu também sou filha de Deus e gosto de ganhar uns mimos!!!
Grande parte das jóias de crioula no Brasil, durante o período escravocrata nos séculos XVIII ao XIX, era uma forma característica de acumulo de posse, já que o sistema financeiro do império, não permitia que negros tivessem acesso. Sendo assim, era uma forma usual e popular de assemelhar valores, para que depois fossem usados, muitas vezes para comprar cartas de alforrias de parentes ainda escravizados. Por mais que historicamente, quase sempre usam o termo de escravidão no Brasil, eu particularmente não gosto, por que o que houve foi uma tração animal negra se os personagens em geral eram tratados e contabilizados como ativos animais dos proprietários rurais.
A atmosfera das jóias de crioula evoca um universo de resistência, sofisticação estética e emancipação, essas peças transcendiam o mero adorno. Elas funcionavam como instrumentos de subversão política, religiosa e econômica em plena sociedade escravocrata brasileira. A atmosfera e a identidade dessas jóias são estruturadas por dinâmicas fundamentais como uma Economia Clandestina de Liberdade como moeda de alforria: As peças compunham um sistema de entesouramento. Elas eram freqüentemente penhoradas ou vendidas para comprar a liberdade de parentes ou a própria alforria. Confeccionadas por ajudantes de ourives e ferramenteiros negros, misturavam ouro e prata com elementos naturais como o coral baiano, casca de coco e jacarandá.
Segundo meus estudos sobre as chamadas Jóias de Crioulas, o ecossistema dessas peças dividia-se em três ramos claros:
1 A opulência senhorial: Jóias dadas durante um evento por seus senhores para adornar as escravas domésticas como demonstração de poder sobre as negras que serviam a própria casa grande em trabalhos domésticos.2 Devocional: Jóias de axé ligadas às matrizes e lideranças das casas de santo do candomblé brasileiro.3 Conquista pessoal: Adornos produzidos para e por mulheres negras libertas e escravas de ganho, simbolizando ostentação da própria liberdade alcançada e demarcação de autonomia financeira, como também economias e penhores de jóias de pessoas escravizadas que buscavam comprar suas próprias cartas de alforria ou de entes queridos..
A atmosfera das Jóias de Crioula afasta-se do refinamento aristocrático europeu tradicional e se ancora em uma estética de forjaria, artesanato com metais e a profunda devoção cultural de origem. Algumas eram compostas de elementos do cotidiano da cultura mãe afro integrando a materiais orgânicos e naturais locais baianos, mineiros e pernambucanos. Tais como o coral baiano em varias tonalidades, a casca de coco, o jacarandá, o casco de tartaruga e marfim de origem animal selvagens presentes nas regiões. Divididas por mim em três fases. A Atmosfera de Opulência Senhorial, a Atmosfera de Axé e Sacralidade e por fim a Atmosfera de Conquista e Alforrias.
No capitulo das Jóias de Crioula, existe um acessório usado pela mulheres negras, escravas e libertas que erroneamente acreditou se por muito tempo que advinham da própria cultura negra os renomados balangandãs mas na verdade foram adaptações originarias da moda das mulheres européias do século XVIII e XIX, o nome deste adereço era a "chatelain ", que era preso a cintura em uma combinação de adorno e ferramentas para o uso cotidiano, onde ficavam pendurados tesouras, dedal, chaves, agulhas, porta niqueis, caderninhos de dança com capas de madrepérola ou marfim e pequenas caixinhas de prata que continham uma esponja embebida em sais de amônia.
Não só ela mas todas as mulheres, devem e merecem ser tratadas como jóias valiosas. E tem que se valorizar sempre viu mulherada, se o homem não te valoriza e não te coloca como prioridade mete o pé.
O homem maduro e interessante sabe cuidar, tratar e ter uma mulher do jeito certo.
