Jogar tudo para Alto
Joga-la na cama qualquer um pode.
Quero ver colocá-la pro alto, quando tudo estiver desabando e ela precisar do apoio de um homem de verdade.
Se hoje você passa por momentos difíceis, achando que a saída é jogar tudo para o alto, lembre-se ninguém falou que ia ser fácil, todos nós passaremos por momentos difíceis, temos que nos adaptar e superá-los.
Eu vou jogar tudo pro alto viver uma útopia achou muito engraçado
mais vestiu a fantasia é que eu faço parecer fácil quando crio uma mélodia
aqui tudo é improvisado Jaboatão Dos Guararapes.
(Meu Jaboatão é Hip Hop)
Às vezes da vontade de desistir, jogar tudo pro alto, mas depois a ficha cai e você pensa nos motivos pelo qual acabou entrando nessa.
Dá vontade de largar tudo? Dá. E de desistir? Jogar tudo pro alto e nunca mais olhar pra trás? Dá, sim! Mas nem por isso a gente desiste. Porque no fundo sabemos que o melhor está a apenas um dia ou um segundo à frente. Porque não é desistir que vai nos levar lá, onde quer que o "lá" esteja. Ou com quem quer que seja. Porque, aliás, a desistência acaba com a melhor parte do processo, que é a recompensa. No fundo, sabemos que não desistimos porque lutamos demais por aquilo, e é justo que, no mínimo, alcancemos nosso objetivo. Talvez seja por isso que insistimos tanto numa mesma pessoa, num mesmo caminho, nas mesmas ações. Coisas que acabam mais machucando do que nos fazendo bem por um bom tempo. E se no fim vale a pena? Ninguém sabe. Às vezes só o tempo vai poder mostrar. E pra que perder essa chance de ser feliz? Pra que jogar tudo pro alto? Não tem sentido! A vida é assim. E não dá pra desistir. Não dá.
Tá tudo dando tão errado, que a vontade as vezes é de jogar tudo pro alto. Mas no fim do dia, você percebe que ainda está viva, e vê que você não é tão frágil quanto pensava...
Eu posso não estar preparada pra tudo o que vier, mas hoje eu sei que eu vou sobreviver.
CRÔNICA AO COTIDIANO:
Há momentos que pensamos em um só instante Pluft... Jogar tudo para o alto e desaparecer... Evaporar em brumas e só!
Você ainda não se sentiu assim? Como se estivesse dentro de um quarto fechado sem entrada nem saído? Como uma roupa justa, justíssima, sob sol a pino. Feito uma gravata sufocando-lhe a respiração?
Quiçá o sapato mutilando seu quinto dedo.
É certo dizer que assim nosso mundo desaba sobre nossas cabeças deixando transparecer não ter fim todo esse sofrimento que sucumbe nosso bom humor em um contexto que propõe empatia.
Ah! Você não se liga? Ou nunca vivenciou?
Certamente és o pensamento de que as estações são mutáveis. De maneira seleta e glamurosa. Ah! Como é assustador esse nosso momento de ausência.
Ora! Quem nunca viveu esse tédio e suas maluquices em seu cotidiano de outrora?
Então, mirem-se nas Marias/Marias – Fateiras do nosso sobrevivente Araçagi que nas tardes de sexta-feira cantarolavam em suas margens enquanto lavavam seus “fatos” vendidos no dia seguinte na feira livre da “Esperança”.
Tais quais as lavandeiras do romântico Tejo, do imortal poeta português Fernando Pessoa que também foram vítimas dessa famigerada pantera austera.
Não obstante, só depois de crescidos convivemos com esse mal.
Todavia, só há um lenitivo para a cura desse Mal Agouro que assola a humanidade. Renascer... Deveras renascer.
Será? Ou quem sabe se espelhar nas Marias/Marias do Araçagi ou nas lavandeiras do Téjo que além de lavarem seus “Fatos”, deixavam fluir naquelas águas correntes seus tédios para aflorar a vida.
