Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
- Morango é tudo de bom
Deixemos o conforto da inércia e marchemos para a realização das obrigações, porque a vida não é um morango!
A gente só consegue saber o verdadeiro espaço que cada ser próximo ocupa dentro de nós, quando vai embora, a dor da saudade revela isso.
O Deus de amor é Criador da racionalidade e livre arbítrio que nos possibilita a ser e fazer, para ter a vida que desejamos viver!
Nunca houve um século com grandes chances de morte prematura como o XXI; as perspectivas mudaram, a juventude não é mais sinônimo de proveito, a velhice é; a velhice não é mais lamento, é glória de ter chegado, pois são poucos que chegam.
- Bela autenticidade
Não há preconceito quando atribuímos a devida singularidade ao outro; Fulano, Ciclano e Beltrano deixam de ser rótulos formulados pela sociedades; o Fulano é o Fulano; o Ciclano é o Ciclano; o Beltrano é o Beltrano, e não teria sentido se não fosse.
Quando desejamos algo de alguém, deveríamos desejar também a cruz que esse alguém carrega; nada é fácil, as adversidades existem, e houve enfrentamento das perdas que teve que superar para conquistar o algo e chegar a ser quem é.
- A gente escolhe as nossas paixões ou são elas quem nos escolhem?
Tudo começa no sentimento, é incontrolável, então passa ao pensamento, que logo é vontade, então é objetivo e ação; acredito que somos escolhidos, como? não sei!
"Estais inquietos, entenda, por mais que haja dor Deus revela àquele que crê e faz jus ao teu nome de protetor e único salvador, fortaleça-se no Espirito de Deus para entender e suportar as revelações".
Eu Vivo
Hoje, ontem, amanha.
O passado, o presente, o futuro.
O gostar, o desejo, a paixão.
O carinho, o tocar, o beijo.
O que foi pode nunca ter sido.
O que é não se sabe como chegou.
O caminho pode ser todo errado,
E o certo nem caminho tomou.
Os dois lados estão divididos,
Por razoes e pretextos em vão.
Se o por que não é sabido,
E por que vem ao lado de um não.
Assim o completo não é cheio,
E o que falta se carrega na mão,
Se é rico ou pobre,
Se vende ouro, mas colhe humildade no chão.
Pois se viver é confuso e deserto,
Se solidão é destino,
Prefiro viver sem provar dessa aridez,
Que maltrata e traz desatino.
Acredito em flores, amores, paixões.
Que sempre me seja narrado conto de fadas e dragões,
Pois de espada em punho gritarei: EU VIVO.
LUA,
Não sei se ai de cima tu me escuta.
Se entende o que converso contigo.
Como pode estar tão longe e ao mesmo tempo tão perto.
Como pode escutar tantas melodias urbanas em legiões e não me ouvir.
Me fazer companhia, me iluminar por dentro de tanta beleza.
Lua por onde se esconde, tem medo de mim?
Lua como e bom olhar para você. Um dia irei ai te visitar, te contar meus pensamentos, abrir para você meu coração.
Lua quando estiver crescente me guie, quando estiver minguante me fascine, quando estiver nova me renove, e quando for cheia me apaixone.
Mas nunca o lua me faça chorar. Pois lagrimas sobre a lua doem mais que brasas sobre os pés.
Lua sei que o pote de ouro fica no fim do arco Iris, mas acho que a felicidade fica bem próximo da sua beleza
Big Bang do Cérebro
Nas telas dos vários visores coloridos,
Saem luzes, passatempos divertidos,
Que te domam o pensar, Que te escondem a realidade.
Nas redes e não mais nos livros,
Hoje se cria conflitos,
Se discute o mundo, esboça opiniões.
Sozinho e não mais junto, se prolonga o assunto,
Com que mora na mesma casa.
Estranho modo interativo, Que aproxima mais deixa um vazio,
Ao olhar para os lados e não ver rostos.
Compartilhamos as coisas la julgadas,
Coisas nunca pensadas,
Curtidas sem a menor importância.
Frases de Shakespeare, Poemas de Moraes, passagens bíblicas,
Citações googlelianas em estilo copia e cola.
Esta e a nova função dada ao cérebro, não a de criar conteúdo, mas a de copiar opiniões.
OH Big Bang do cérebro, não compartilhe minha pagina e nem curta meu modo independente de pensar.
E se encararmos o nosso inimigo “medo” com a perspectiva de que ele não existe, a gente o cria para nos proteger do não, e se deixarmos de ter uma concepção negativa quanto aos nãos?
