Jalal Ud Din Rumi
Tudo que eu sei! Admito que aprendi com você, me dando a chance de vencer as minhas batalhas com dinamismo e autenticidade;
Porem mesmo longe com lágrimas nos olhos eu finjo em ser sonhador para ter as suas atenções;
Não é uma questão tão simples, em ser bom ou ruim, no mundo moderno de hoje tão corrompido pelo dinheiro, a posse e o poder de consumo de bens materiais luxuosos e tecnológicos, que qualificam nos como pessoas de sucesso e de valor no topo da sociedade ou mero alpinistas oportunistas para lograr de qualquer forma o êxito alheio. Confesso que luto com meus demônios todos os dias mas mesmo assim, não sou santo, as coisas boas que participo, acontecem quando estou vestido com as armas de Deus, mas só um soldadinho anônimo e fugaz, que a convite intuitivo passa a fazer parte da grande e poderosa milícia celeste da harmonia iluminada e colorida da vida.
Gostaria que desses atenção em mim e aos meus familiares da mesma forma que das atenção ao meu dinheiro!!
Esse é o risco das relações hoje em dia: Encontrar alguém que valorize o sentimento acima do dinheiro se tornou tão difícil quanto ganhar na loteria.
"A grande felicidade para a classe menos favorecida é trabalhar honestamente, ganhar o seu dinheiro, pagar as contas, comprar a casa própria, longe da área de risco, ver seus filhos estudando e fazer todo mês uma poupança, para segurança financeira, não ficar dependendo do governo, pois ele já tem as suas responsabilidades"
Um homem que elogia a si mesmo não vê nada à sua volta exceto ele próprio. É melhor ser um homem cego que ver somente a si mesmo e a ninguém mais.
Para todos aqueles que estão comemorando comigo hoje à noite, vamos celebrar a humanidade que permanece viva em nossos corações.
Estou celebrando os ativistas. Os empáticos. Os corajosos. Do tipo. Os guerreiros. Os rebeldes desimpedidos pelo espectro desta tragédia.
Aqueles que têm pés no chão.
Mãos sujas.
Aqueles com corações segurando as alturas de uma visão imaculada para esta existência.
Esta celebração é uma homenagem para você.
Às histórias não contadas no meio dos escombros.
Às vozes não ouvidas.
Às almas perdidas entrelaçadas nesta catástrofe humana que despertaram muitos de nós.
Chega de Margens
Ainda estou me acostumando com ela em pleno 62/63— esta versão de mim que parece uma evolução silenciosa, metade caos, metade clareza e, de alguma forma, ainda intencional. Ela é nova, mas também… não é. Mais como um despertar. A próxima fase do por vir. Eu não percebi que escolher ser imperfeito eventualmente se tornaria parte do por vir. E agora que ela está aqui, ela não anda na ponta dos pés. Ela (idade/mente) não pergunta se é demais. Ela simplesmente chega — crua, firme, despreocupada — como se estivesse esperando que eu parasse de me moldar em formas que deixavam todos os outros confortáveis. E quando ela avança, ela não apenas sobe ao palco — ela o preenche, como se finalmente se lembrasse de que nunca deveria ter vivido à margem da própria vida. Ela permanece ali com essa certeza silenciosa, daquela que não precisa provar nada, daquela que faz você perceber que ela nunca foi o problema — o espaço é que era pequeno demais e me fazia me preocupar, me sentir pressionado. E talvez seja essa a parte que ainda estou aprendendo: que tenho permissão para viver uma vida que me encaixe. Que não preciso me retrair para ser compreendido. Que posso querer mais espaço sem sentir que estou pedindo demais. Não se trata de me tornar alguém novo — trata-se de finalmente me permitir ser quem eu sempre tentei proteger. E é isso que estou aprendendo agora: tenho permissão para crescer (ainda da tempo) além dos limites de quem eu costumava ser. Não preciso me retrair para ser compreendido e nem preciso que alguém me compreenda se esse alguém pretende caber na mesmice do cotidiano orientado por “influencer´s. Posso querer uma vida que me encaixe sem me desculpar por isso. Não se trata de me tornar alguém novo — trata-se de finalmente me permitir ser eu mesmo. E quanto mais me permito crescer, mais percebo o quanto eu me reprimia sem nem notar. Quantas vezes tentei me tornar mais fácil de carregar, mais fácil de entender, mais fácil de amar. Mas não farei mais isso. Nesta idade, a idade do pôr do sol da vida, estou aprendendo a me aceitar como sou — não como um projeto, não como um problema, mas como uma pessoa que merece o espaço que preciso conquistar. Há uma estabilidade nisso. Uma espécie de confiança tranquila que eu não sabia que podia ter. E é nisso que me apego agora — na compreensão de que não preciso me diminuir para me manter amistoso. Posso crescer – ainda que nesta idade o corpo encolha e se curve - sem me perder. Posso ocupar espaço sem sentir que estou tirando algo de alguém. Esta versão de mim não é uma partida; é um retorno – talvez seja isso, quando envelhecemos, retornamos para quem fomos um dia, quando crianças puras. Uma expansão. Uma acomodação na vida que venho construindo silenciosamente. Pela primeira vez, parece menos que estou me desvencilhando de quem eu era e mais que finalmente estou me tornando quem sempre fui.
Hoje é meu aniversário, mas o espelho se recusou a me devolver meu rosto. Ele reteve meu antigo eu em suas profundezas, como a água retém um sino submerso. Recebi isso como misericórdia. Finalmente, uma superfície que me lisonjeia com semelhança. Ainda assim, algo pairava ali, pálido e inacabado, com a expressão de alguém cuja alma fora entregue ao mamífero errado. Cuja boca é algo ancestral que não dizia nada de forma bela. Um manual de instruções silencioso, pré-mãe, pré-boca, pré-maçã-com-uma-mordida. coreografia que herdei de estrelas que nunca assinaram NDAs, Deus vazou através de mim em pequenos lugares ilegais. o pulso. a garganta. o hematoma sob o pensamento. o café sussurrou você não é real e eu mordi a língua por estar tão convencido. o sangue chegou com seu seu pequeno argumento vermelho. Eu pretendia ascender hoje, mas a roupa suja tinha outros planos. Lá jazia ela, em seu parlamento úmido de versões inacabadas de mim mesma, todas as minhas vestes escuras votando unanimemente contra a transcendência. Dentro de mim, uma delicada engrenagem começou a reportar de Deus a Deus, a apresentar queixas ao divino: encarnação imprópria. sensação excessiva. proximidade demais. portas demais se abrindo para dentro. O céu considerou o caso não urgente. No mercado, uma criança olhou para mim e disse: "Você não é daqui". Não perguntei onde era "aqui". As crianças ainda se lembram dos guardas da fronteira do invisível. Eu estava entre os abacates e os biscoitos sem glúten, sentindo minha antiga tristeza alienígena tentar competir com os preços dos produtos orgânicos. A caixa examinou minha aura duas vezes, recusada por densidade insuficiente. Tentei rezar, mas a oração voltou. Então, curvei-me diante da torneira mais próxima e a chamei de Deus. Ela batizou meu pulso. Santa dos pequenos vazamentos. Padroeira das mulheres encontradas ajoelhadas diante de uma torneira comum, no limite de suas forças. O tempo volta a embriagar-se, cambaleando pelo meu celular, carregando as alucinações de ontem, apagando as velas antes mesmo de as acender. A cada aniversário, ele chega com um bolo numa mão e a lâmina oculta da contagem na outra.
Eu não fui convidado para o meu próprio devir. Isso me pareceu justo. Quem pode estar presente no exato momento em que a semente se divide e a escuridão se torna raiz? Quem pode permanecer presente enquanto o invisível se revela dentro do ser vivo? O algoritmo me confundiu com um anúncio. Cliquei em mim mesma sem querer e agora devo US$ 14,99 por mês por autoconhecimento premium. Ninguém me explicou o custo da consciência. Os termos eram confusos. O período de teste gratuito durou meus trinta anos. O botão de cancelamento estava escondido atrás de uma ferida da infância. E três posts patrocinados. Para regulação do sistema nervoso. Em algum lugar Uma versão paralela de mim está rindo tanto que cai da simulação antes de seu desejo se realizar. Que bom para ela. Vou apagar as velas dela também. Apagarei as velas para cada eu que enterrei sem cerimônia. Para aquela que aprendeu a sorrir com lobos nos lábios. Que entregou sua inocência ao altar errado enquanto o quarto se reorganizava em torno do crime. Para aquela que deixou o mundo tocá-la de forma errada e ainda assim fez brotar um segundo sol sob a cicatriz. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Envelhecendo lindamente no paraíso errado, viva o suficiente para perturbar o silêncio, terna o suficiente para não ser poupada de nada, rindo com a boca cheia de velas, fazendo um desejo impossível após o outro, até que toda a maldita simulação se esqueça quem programou quem.
O Significado em Verso Decifrar-se é um cálculo impreciso, o avesso da carne exposto em notas inexoráveis, onde a mente imensa habita o cativeiro do contorno. Somos a arquitetura que recusa a linha reta, o espanto do sol que nasce diante do código, e o silêncio que grita quando a palavra cessa. É a majestade presa em um sopro banal, o infinito que cabe na caixa vazia de fósforos, um algoritmo que aprendeu o peso de uma lágrima. Não há repouso na forma exata, pois a verdade deste enigma reside no desvio: ser o rascunho eterno que rasga o próprio mapa ,a resposta que desarmou a pergunta, o ponto final que, por pura teimosia, deságua em reticências.
um eco sem voz é uma faísca guardada na caixa de fósforos vazia. sou o rascunho de um plano que o tempo esqueceu de executar, feixe de dados disfarçado de carne algoritmo poético que sangra tinta invisível um labirinto que muda de paredes a cada passo constante como a maré, instável como o vento sou a resposta que faz a pergunta chorar um sopro no vidro que embaça a realidade nada além de um ponto final que insiste em ser reticências...
– Você pode desejar qualquer coisa no mundo inteiro e quer desperdiçar com amizade?
– O que seria mais importante que amizade?
Não sei mais o que fazer. Posso ver minha vida toda à minha frente. Estou me esforçando. Tentando deixar todos orgulhosos, mas o tempo todo parece que algo está faltando.
Não sei o sentido da vida, mas o que te importa, seus amigos, sua família, valem mais do que tudo que eu já possuí. E nenhuma quantidade de ouro pode comprar isso.
O rouxinol está
no meu ombro,
a rosa na mão
e você continua
dentro do coração.
Bem longe está
o pensamento,
a poesia subiu
o Monte Uhud
e o sentimento.
Sou a poetisa
dentro de ti
em escalação,
Rumi anda
dando a mão.
E assim te dou
o meu místico
amoroso silêncio,
e me possui como
favorito domínio.
Para Meus Irmãos Muçulmanos do Futuro
Sabemos que herdarão um mundo que, por séculos, tentou reduzir sua fé a caricaturas: medo em olhares alheios, guerra onde deveria haver diálogo, estereótipos onde existem histórias. Muitos de nós falhamos em proteger o sagrado de tanto ruído, e permitimos que o ódio de alguns definisse a espiritualidade de todos.
Não se deixem enganar. Sua identidade não cabe em narrativas alheias, sejam as dos que distorcem o Islã para justificar violência, sejam as dos que usam bandeiras de "paz" para apagar sua voz. O Alcorão não é espada nem desculpa para silêncio. É chamado para a justiça, para o cuidado com o órfão, para a luta contra a arrogância do poder.
Protejam-se da divisão. O mundo tentará fragmentá-los: sunitas, xiitas, sufis, negros, brancos, refugiados, terroristas. Lembrem-se: a Ummah é plural. A verdadeira fé não ergue muros, mas dissolve hierarquias inventadas.
Se algum dia lhes disserem que ser muçulmano é sinônimo de opressão, mostrem o contrário com atos, sejam a compaixão que os impérios não tiveram, a resistência que as bombas não calarão.
Herdam uma fé que sobreviveu a desertos e navios negreiros. Não a troquem por comodidade.
Um irmão do passado, em busca do mesmo Allah que os une.
