Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Não sou obrigada a nada,
você também não é,
somos filhos desta porção
austral continental,
Posso ser diferente,
e você também igualmente.
Não existe cultura igual
ou pior apenas diferente,
Ninguém é obrigado a gostar,
e tampouco ser exigente
espero que entendamos
isso daqui para frente
sob a sombra do Pau-Brasil.
Às vezes ter acesso
a alguma Cultura é para uns
questão de estímulo,
acesso próximo ou oportunidade
na vida simplesmente ao som
do Sabiá-laranjeira em liberdade.
[[[Sem capricho, feitiço ou maniqueismo]]].
Doce e suave como Tarap
e o meu nome na sua alma,
na sua mente e coração,
Sou feita de amor e paixão.
Conheço bem as tuas trapaças
para não me envolver contigo,
sou mais doce do que mil goiabas,
possuo autopercepção de valor
e os limites que mantenho claros
e cultivados para lidar com fatos.
Não nasci com nenhuma vocação
para ser troféu, caça ou recompensa,
virei refém da primeira impressão,
admito porque não consigo apagar
o teu olhar de desdém de quando
nos conhecemos naquele tal lugar.
Um olhar que expressou arrogância
não tem jamais a minha confiança
de que passou para a fase de me olhar
com outros olhos da noite para o dia.
Não te quero mal e não te quero meu,
nem por capricho nem por algo parecido,
sei que não nasci para ser o seu caminho,
por isso não avento hipóteses ou permito.
Tenho envolvido os seus sentidos
pouco a pouco por dentro,
Porque sou o amor crescendo
e entregue de aurora em aurora.
Não estou em guerra com você
e nem você está em guerra comigo,
Para Deus só peço neste caminho
é que nós permaneçamos vivos.
Teto de espelhos não foram feitos
para nós e sim o teto de estrelas
em noite de céu aberto refletido
no salar de chão perfeito e cristalino.
O mais doce e que me pertence são
os teus lábios de Achachairu feitos
para desfrutar enquanto a canção
do vento do Hemisfério Sul a embalar.
Sem nenhuma pretensão
de ser nenhum pouco
diferente do que sou,
não volto atrás no tempo
que por mim passou.
O meu próximo rumo
é sempre em frente,
não disputo os espaços
que não me pertencem,
até as plêiades sabem.
Sob os teus olhos entre
as grumixamas que tingem
os lábios e a imaginação
rendidos para o gamahuche
inaugural para a cavalgação.
A sorte por nós foi lançada,
não é mais um jogo de sedução
que não vai dar em nada,
estamos na mesma conexão
a cada dia mais alinhada.
Cercada por estes bosques,
sou o doce e casto juramento
de abrir o vergel secreto
ao teu amoroso folgamento,
É o quê tenho desejado
a todo o momento sem temer
perder a minha razão,
Tornei-me inteira dentro de ti
a Framboesa-de-cipó saborosa,
o pertencimento sublime
e o amor de devoção
que o céu nem mais é o limite.
Gaia de dois hemisférios
assim sou com mistérios,
Por intuição és todo meu,
Aldebarã do perpétuo verão
no firmamento do coração,
de ti não tenho distração.
[[Não causa obnubilação
a aglomeração das Híades
próximas a cada dia do Sol,
Não temos mesmo vocação
para o esmo e o temporal.]]
A única escuridão
que me permito
é a que concede
unirnos no ritmo
que forte pactue
com o Soul do Universo.
[Fazem o grande concerto
os acordes secretos...]
---
Indescritível
Sou interior da lasca
A água límpida
Caos
O mistério em vida
A floresta viva
Que em ti habita
A história incrédula
Sem início e fim
Indescritível presença
O olho do furacão
No centro do vendaval
Que acampa nas
Areias desertas do
Manto acolhedor.
Com a autoridade de quem conhece o próprio processo, não revido as injustiças, pois sou como a uva e o leite: o que para alguns pareceu humilhação, para minha mente empreendedora foi a etapa de cura e transformação. Onde me negaram equidade, eu cultivei a perspicácia de saber que, enquanto eles permanecem os mesmos, eu me transformo em vinho, em borboleta e em valor que o tempo só faz aumentar
Navego pelo século 21 com o compasso da Geração Silenciosa: sou o violino que só canta para quem entende de zelo, e o piano que transforma a paciência em paz. Sou o silêncio que escreve poemas enquanto o mundo faz barulho
Sei quem sou, sei de onde vim e sei exatamente qual é o meu próximo capítulo. O dia da colheita virá, e o bom semeador há de ter belas colheitas.
A semente de mostarda não era nada, e olha como cresceu. A oliveira não era nada, e olha como enche as bacias das casas. Assim será a sua colheita ...🧡🌳🙏🏻
Ritmo Brasileiro ✨🇧🇷
Em ritmo brasileiro,
busco o meu instrumento;
sou incrível,
como um farol que ilumina a noite.
O canto dos pássaros me alegra,
o som da natureza me desperta.
Acredito que minhas escolhas são certas e concretas:
a base mais sólida.
E a completa realização se faz festa.
As águas são calmas, e eu sou paz.
Melodia bonita é a da vida!
Que alegria ver a família reunida.
Maravilhoso é Deus.
O abençoado prospera,
e a graça divina alivia o meu coração.
Crer é confiar,
e todo o bem crescerá.
— Amanda Tamiris da Maia
Poeta de Literatura
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