Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Dentro do palco saio de mim tantas vezes para dar vida as personagens, que hoje, eu já nem sei se eu sou eu mesmo ou se sou algum personagem perdido dentro de mim.
Já, é meia noite e eu nem sei o que fazer
Caneta e papel pensamento em você
É tanta coisa pra escrever o sentimento é sem querer
Tudo que eu faço envolve você .
Eu quero um amor tão amor, que não pareça amor,
que não seja o amor a mando, já que não mando no amor,
quero um amor tão grande, que pareça tão pequeno,
Um amor sem filtros ou cenas, mas que filtre cada cena
que não seja amor, seja apena o que tiver que ser;
que não seja o que deus quiser, nem o que esteja escrito
Que eu escreva, que eu queira, que eu apenas ame.
Eu estava aqui me torturando, lendo conversas antigas com alguém que já amei. Parecia que ia dá certo, mas só parecia. O engraçado é que era sempre assim; Em um dia, estávamos nos amando. Uma conversa boa, cheia de palavras ditas com carinho, apelidos fofos e agíamos como se no mundo só existisse eu e ela. E no dia seguinte mil fofocas faziam uma briga terrível acontecer, e aí aproveitávamos pra jogar as coisas uma na cara da outra. Falávamos de verdades e mentiras pra que magoasse o coração, para ferir profundamente o orgulho e pra afastar de uma vez sentimentos bons que existiam antes ali. Terríveis mesmo foram as vezes que dormi brigada com ela e quando chorava a noite e molhava o travesseiro de lágrimas inconsoláveis. Mas alguns dias depois pedíamos desculpas uma a outra por toda ofensa e mágoa causada, e voltava tudo ao normal. Mas sempre era aquela mesmice e ambas do mesmo signo não gostamos de mesmices. Cansamos de nós, e colocamos um ponto final no nosso conto de fadas proibido.
Eu já inventei e reinventei formas de seguir em frente, eu já estive tão perdida em meio aos pedaços de um coração partido a ponto de quase parar no tempo e ficar ali, seria mais cômodo ficar naquela dor minha velha conhecida, do que construir um novo caminho, totalmente inédito. Mas comodidade nunca trouxe felicidade, o que nos deixa feliz é inovar e surpreender a si mesmo, é se pegar e se transportar para um rumo diferente e fazer uma nova história, mesmo que essa não seja a trajetória mais fácil.
“Eu já não sinto nada, não adianta mais.
você matou tudo que eu sentia.
Não faz mais efeito, não me comove mais.
Eu gostaria de dizer que sinto muito, mas não sinto. Porque agora eu posso finalmente seguir em frente,
sem olhar pra trás.”
Diz o que eu não já posso dizer
A quem já não quer mais me ouvir.
Vai lá e fala para mim!
Diga que ainda sinto igual
Diga que a distancia ainda me faz mal
Diga qualquer coisa que possa trazer aqui pra perto de mim O que já não tenho mais.
Diga que eu sonho com o perdão
Diga que ainda bate forte o coração
Diga que ainda sinto aquele tremor
E que aquele amor não acabou
"Eu amo você! Volta pra mim?"
Já não consigo mais me imaginar
Com outro alguém sem ser você
Pra mim é tanto que eu não saberia
nem me expressar
Pra mim é tudo que eu poderia um dia
imaginar Latifa.
Poema da indiferença
Se Ontem eu queria... Hoje já não quero mais.
Se Ontem eu gostava... Hoje já não gosto mais.
Se Ontem por alguém eu esperava... Hoje já não espero mais.
Se Ontem eu me desiludia... Hoje já não me desiludo mais.
Se Ontem por algo eu sonhava, Hoje pra mim tanto faz.
Eu já coloquei para tocar musicas em volume total nos fones para não ter que ouvir meus próprios pensamentos... Mas o que vem de dentro não da para silenciar. A gente pode até fingir que não ouve, que não importa ou que não dói... mas abafar essa tal voz não é tao fácil assim.
Tudo bem, já entendi que não consigo faze-la calar, mas bem que ela podia pelo menos, falar mais baixo. Nem que seja só até eu conseguir pegar no sono.
É que já esta chato ficar ouvindo o mesmo nome o tempo todo, entende?
E se um dia triste eu estiver, é porque já suportei coisa demais e não consigo mais esconder...
E se um dia eu chorar, apenas me abraça, já passei por coisa demais nessa vida, estou sentido falta de muitas pessoa que me deixou e não consigo mais desfarçar...
Mas, saiba nunca quero deixar ninguém triste com meus sentimentos, é por isso que aconteça o que acontecer, esteja como eu estiver por dentro e por fora, no meu rosto terá sempre um sorriso...
Aquele sorriso que é só meu... E é difícil de tirá-lo de mim...
ORES
Bem eu já me cansei, de tantos amores,
até aqui, só me trouxeram dores,
Eu que sempre imaginava o final de flores,
Bem, terminei a primavera sem cores,
Nem mesmo no arquipélago de açores,
Poderia me esconder dos meus horrores,
Vagueando com tantos temores,
Fiquei imaginando o PORQUÊ de tantos amores...
Teu sorriso meu sorriso
Aconteceu hoje no meio do sorriso
teu sorriso eu e ja me perdi
tentei sem sucesso coloca em palavras
gostei do efeito, meu sorriso sorriu
Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me diziam que eu tinha que ir para a televisão, como âncora de algum telejornal. Sempre gostei das palavras e de como elas informam com liberdade. Acho que ler para saber é sempre mais livre e rico do que ouvir ou do que ver. E talvez essa ideia venha desde o tempo da escola, quando a professora chegava, escrevia um fatídico primeiro parágrafo no quadro e terminava com insuportáveis reticências. E a turma ainda tinha que ouvir: - “Sejam o mais criativos possível!”. Eu sentia uma frustração terrível quando percebia que a minha criação só começava depois dos três pontinhos. Hoje escolho as palavras com a cerimônia de quem escolhe feijões na mesa da cozinha. Liberdade caça jeito, já dizia o poeta.
Mas agora é totalmente diferente. Não estou na faculdade, muito menos na escola, estou pedindo licença para retornar, para retomar o que eu deixei quando parti de Pelotas.
Enquanto cursava a faculdade, mandava textos para este jornal e, para a minha surpresa, depois de um tempo insistindo, eles foram publicados. E era uma felicidade imensa poder "me ler" no jornal da cidade. Era uma sensação de ganhar outros que compartilhassem ideias, um anonimato da imagem. Ser esmiuçada em palavras sempre me envaideceu mais do que comprar um vestido de festa.
Na adolescência, tive a oportunidade de deixar o Sul para desbravar outras fronteiras. E como nessa época, geralmente, a gente acredita que precisa sair do lugar para ir mais longe, eu aceitei.
Fui me despedindo aos poucos de cada pessoa que era importante para mim. Quando partimos, nunca sabemos quando (e se) um dia voltaremos. Faz parte da poesia de ir embora, fantasiar um voo sem trégua.
E nunca esqueço quando o jornalista Clayr Rochefort, então diretor de redação deste periódico, me desejando tudo de melhor, mas quase como quem exige uma promessa, recomendou: “Só não deixe de escrever!”
Noite dessas, no meio de um aniversário, recebo a ligação da minha mãe. Achei um canto onde eu pudesse ouvi-la e ela disse que seria breve. Queria apenas me contar que, reformando a casa, teve que desmontar um armário e, numa caixinha, encontrou meus primeiros brinquedos de infância, a roupinha que eu usei com apenas 24 horas de vida, ao sair do hospital, o primeiro lençol da minha cama de “adulto”. Quando minha voz falhou, coloquei a culpa na telefonia. Não seria fácil justificar algumas lágrimas de saudade numa noite de festa. Mais difícil ainda seria conseguir estancá-las. Saudade das origens é um tipo que não tem cura.
Mesmo que algum tempo tenha passado, eu continuei a escrever e hoje, com grande alegria, anuncio a minha frequência a ser debulhada nessas páginas tão familiares.
É que mesmo que a gente voe pelo mundo, encontre outras línguas, outras culturas, outros cheiros e amores, sempre fica num armário guardado, na cidade que nos embalou a meninice, bastante do que fomos. E, principalmente, aqueles que continuam nos vendo com os mesmos olhos de antes. Raízes, rio que sempre corre, mesmo quando a chuva estia, obrigada por terem me deixado ir e, sobretudo, por terem me lembrado de voltar.
Publicado pelo Diário Popular de Pelotas.
DEUS CURE MEU CORAÇÃO
PAI, já houve um tempo em que seu fosse te pedir algo grande... eu, por ser tão descrente em meus semelhantes e em mim mesmo, te pediria que olhasse para seu mundo… esse mundo que nos deu de presente e a cada dia estamos só te decepcionando em tudo… olhasse bem para ele e o visse como uma gigantesca Babilônia e simplesmente o apagasse como se nunca o tivesse criado… mas tu sabes que sou fraco por pensar assim… e se não o fez até hoje é porque ainda acredita em teus filhos... por isso hoje eu penso muito diferente, e se posso pedir alguma coisa só te peço que apague tudo o que não é bom em nossos corações... pois, se ainda há esperança, faça com que sejamos mais compreensivos com nossos semelhantes, fazendo que olhemos uns para os outros sem maldades, sem ambições… com os olhos cheios de amor como tu nos olhas sempre... psiu!! Pai, por favor, comece por mim...
Eu até tentei
Ser um cara normal
Mas todos os amigos
Eu já perdi.
Me perco em fotos
Que eu não estava presente
São vestígios de sorrisos
Que não guardaram em mente.
O tempo se faz cinza
De um luto comumente
Desfavorecido de um tempo
Onde nunca imaginei estar presente.
A saudação foi inesperada
Mas, esperada à todo instante
Mau sabia ser entrada
De outro adeus constante.
Agora sou eu
Enfrente a tuas palavras
Encontrando consolo em versos
E uma rima bem montada.
Prometi mais uma música
E aqui estamos nós
Eu longe de você
E você a sós.
Lidar com as dores
De quem não estava doente
Não foi fácil pra mim
E você junto a outros discos
Eram à salvação.
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