Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

Cerca de 561860 frases e pensamentos: Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

"Deixo a santidade e a perfeição para os especialistas de plantão. Eu prefiro a simplicidade de fazer o melhor que posso sem inventar personagens. O tempo é uma testemunha implacável e conhece o avesso de cada um de nós. No fim das contas, a conta é individual: entre mim, o meu legado e Deus. Sem intermediários."⁠

Eu te amo nos detalhes , no guarda-chuva, nas rosas, no lanche, em tudo aquilo que fiz antes mesmo de voce me pedir. Porque, pra mim cuidar sempre foi uma forma de dizer "eu te amo"

Talvez voce tenha visto presentes, passeios, e surpresas. Eu via outra coisa: Cada oportunidade de transformar meu amor em alguma coisa que voce pudesse sentir!

" Voçê foi poesia antes mesmo que eu soubesse escrever sobre voçê"





Aycha.....s2

TALVEZ, SEJA EU!
Talvez eu não seja o verso;
que teus sonhos um dia escreveram;
nem o abrigo perfeito;
que teus pensamentos escolheram;
Talvez eu não seja o destino;
que imaginaste encontrar;
mas sou quem mais contempla;
a imensidão do teu olhar.


Sou quem vê tua alma acesa;
mesmo quando o mundo silencia;
quem reconhece tua força;
na dor escondida da rotina vazia;
Porque há em ti uma beleza;
que não cabe no espelho ou na razão;
dessas que florescem caladas;
e transformam qualquer coração.


E eu!
eu só queria ser pouso;
para teus dias de tempestade;
ser calma depois do caos;
ser verdade depois da saudade;
Queria ser o abraço leve;
onde teu coração pudesse repousar;
mas também encontrar em ti;
o lugar onde eu possa descansar.


Tua existência me inspira;
me reconstrói sem perceber;
faz nascer dentro de mim;
uma vontade bonita de viver;
E se hoje carrego sonhos;
todos eles têm tua direção;
porque te ver feliz diariamente;
também virou minha missão.


Quero ser força nos teus medos;
luz quando a noite aparecer;
mãos dadas aos teus projetos;
e coragem pra te fazer crescer;
Porque meu maior sonho, no fim;
não é o mundo, nem qualquer conquista;
é apenas dividir a vida contigo;
e ver teu sorriso tornando a minha mais bonita.

Como diria Suzane von Richthofen:
Eu cuidaria de Bolsonaro como se fosse meu pai!

Como fugimos da rota original? ⁠
Os caminhos acabam com um muro de tijolos e eu não me sinto o lobo mau.
Os porquinhos moram comigo.

O meu eu de 1975

Tenho vários “eus” dentro de mim.

Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.

Mas existe um que é especial.

Ele nasceu em 1975.

Foi assim.

Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.

Havia outros vendedores esperando também.

Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.

Não estava exatamente olhando para ele.

Estava tentando ligá-lo.

E não conseguia.

Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.

Ele olhou para mim e disse:

— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.

Rimos.

Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.

Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.

Mas aquela conversa mudou a minha vida.

Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.

Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.

Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.

Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.

Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.

Marcamos.

Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.

Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.

Para explicar melhor, ele fez uma comparação:

— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.

Achei aquilo meio loucura.

Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.

Talvez eu já fosse assim naquela época.

Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.

Outras nascem como vento.

Eu nasci vento.

Não paro. Nunca.

Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.

A entrevista foi objetiva.

Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.

Comecei estudando o material técnico.

Pela manhã, lia e estudava.

À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.

Eram inúmeras.

A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.

A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.

Ali eu treinava todos os dias.

Montava as ferramentas.

Desmontava.

Subia nos postes.

Descia.

Montava novamente.

E começava tudo outra vez.

Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.

Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.

A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.

Agora seria de verdade.

Era junho de 1975.

A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.

As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.

Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.

Depois fomos para Curitiba, para a Copel.

Agora a tensão era de 230.000 volts.

Mais um mês de treinamento.

Na sequência, fomos para Paulo Afonso.

Ali o desafio era ainda maior.

A tensão da rede chegava a 500.000 volts.

Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.

Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.

Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.

Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.

Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.

Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.

Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.

Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.

Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.

Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.

Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.

Era uma profissão.

Era uma especialidade.

E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.

Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.

Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.

Eu já era casado.

E quase não parava em casa.

Vivia dentro de aviões.

Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.

Até que surgiu um convite irrecusável.

Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.

O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.

Aceitei.

Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.

Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.

Mas não havia outro jeito.

Fui admitido na nova empresa.

Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.

Parecia que começava uma nova etapa.

Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.

A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.

Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.

Pedi demissão.

E recomecei.

Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.

Ele só estava esperando ser atendido.

E, enquanto esperava, a vida apareceu.

Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.

O Cinema, a Sorveteria e o Banana Split

...e eu nem tive tempo de agradecer. Quem sabe um dia...

Em frente à pracinha havia um cinema: o Cine Rios.

Nos intervalos das “engraxadas” — eu era engraxate, ainda iniciante — ficava na porta do cinema, viajando naqueles painéis de fotografias de “mocinhos e bandidos”.

Eu gostava de ficar olhando para aquelas imagens e imaginando as histórias. Depois, ficava esperando a matinê de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do bem contra o mal.

O mocinho bom sempre vencia.

No fim do filme, vinha a continuação dos seriados intermináveis, que sempre terminavam com algum suspense. Acho que era para a gente voltar no domingo seguinte.

Perto do cinema havia uma sorveteria.

A mais linda do mundo.

Pelo menos era a única que eu conhecia.

Nas paredes, ficavam expostos grandes desenhos dos sabores dos sorvetes. Eu passava um tempo enorme olhando para aqueles painéis e viajando naquelas imagens.

O meu preferido era o banana split.

Eu nem conhecia o sabor.

Gostava da imagem.

O dono da sorveteria classificava os meninos que podiam ou não entrar no recinto. Lógico, pela aparência.

Como eu era um dos que não podiam entrar, o negócio era ficar do lado de fora, olhando pelo vidro e imaginando.

E foi ali, naquela sorveteria, que um dia aconteceu uma coisa que nunca esqueci.

Um homem bom, usando botas e chapéu de boiadeiro, entrou.

Ele mandou que o homem ruim servisse o melhor sorvete — justamente aquele da fotografia que eu tanto admirava: o banana split — para aquele menino que não podia entrar na sorveteria.

E assim foi feito.

Sem relutar.

Talvez aquele homem nunca tenha imaginado o que fez.

Talvez nem tenha percebido.

Mas, naquele dia, alguém abriu uma porta para mim.

Uma porta que, até então, eu só conseguia olhar de fora.

E eu nem tive tempo de agradecer.

Quem sabe um dia...

Do outro lado da pracinha havia um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogadores de futebol.

Havia também a promessa de ganhar uma bicicleta, desde que você conseguisse preencher um álbum imenso.

Ganhar aquela bicicleta era quase impossível.

Mas sonho de criança não entende de impossibilidade.

Foi assim que, um dia, aos oito anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas.

Eu nem tinha um álbum de figurinhas.

E, claro, também não ganhei a bicicleta.

Mas acho que, naquele dia, eu comprei alguma coisa que não cabia em álbum nenhum.

Comprei um sonho.

E, para um menino de oito anos, talvez isso já fosse uma espécie de riqueza.

A lei de causa e efeito diz que as coisas equivocadas que eu faço, voltarão para mim como estímulos e benfeitorias, para que eu continue apreciando que há de melhor na vida.

A roda rodou novamente, e eu me tornei absolutamente feliz. Mas a felicidade não dura quando não temos conscientes da infelicidade. Por isso eu coloquei uma pista no continuum espaço/tempo para me despertar: tudo está vivo!

Gestos humanos
Quando eu fechei a porta e saí à rua, percebi que considerava o que aconteceria como algo que já havia acontecido, o que era familiar, era um pé no futuro. Era como se tudo existisse de forma imutável: o passado seria o futuro. Daí veio uma nova consciência que derreteu o que era sólido: a visão de um fluxo eterno no qual nada estava fixado. A percepção do movimento da minha mente agora, em que não há repetições. Tudo era novo, era o olhar de um recém-nascido.
Eu comecei a caminhar pela calçada e vi que todos os meus gestos, a forma de caminhar, as expressões do meu rosto, eram apenas um teatro inconsciente. As minhas ideias, a minha forma de enxergar e de ouvir, a minha noção do tempo, eram apenas um formato, um figurino. Tudo para me manter dentro de um padrão reconhecível, assim os outros saberiam o que esperar de mim. Conseguia, então, suprir duas carências: confirmar os costumes e ter uma ilusão da minha identidade. Assim, os outros dizem quem eu sou. Isso é o máximo que temos para responder à pergunta. Claro que o que pensam sou eu que penso, portanto, eu sou os outros. Isso me deixou em dúvida, pois as pessoas fazem parte do fluxo interminável dos movimentos e como eu poderia saber o que pensam, se duvido da percepção? O tempo é a consciência desses movimentos e da sua constante dialética. O que é horizontal vira vertical e vice-versa. Na verdade, não existe uma mente. O que há é um pensamento que engloba este momento, a realidade.

Tudo progride por realimentação. Quanto mais eu acreditar, mais ciente estarei do que eu acredito. Isso é reforçar a crença. Quanto menos acreditarmos, menos estaremos presos. E não iremos adiante enquanto estivermos presos no conflito desejar/não desejar.

Não importa onde eu esteja, o meu coração sempre vai pertencer a você

won’t live here reference

Eu sei que existe coisa em mim que talvez você nunca consiga entender.

Talvez nem eu consiga.

Eu tenho meus defeitos, meus impulsos, meus dias em que parece que tudo dentro de mim escolhe o caminho errado. Eu sei que nem sempre sou fácil de amar. Sei que existem momentos em que minhas intenções chegam quebradas antes de chegarem até você, e aquilo que eu queria fazer certo acaba parecendo exatamente o contrário.

Mas eu preciso que você olhe além disso.

Porque eu nunca quis ser o homem que te machuca.

Nunca quis que minhas falhas fossem maiores do que aquilo que eu sinto.

Existe uma diferença entre ser bom e acertar sempre. Eu descobri isso tarde. Às vezes alguém pode querer fazer o bem e ainda assim fazer tudo errado. Pode amar de verdade e ainda não saber demonstrar. Pode ter o coração no lugar certo e as mãos completamente perdidas.

E talvez eu seja isso.

Alguém tentando aprender a ser aquilo que ainda não conseguiu ser.

Por isso, quando você acordar e me encontrar ao seu lado, quando olhar para mim sem nenhuma das desculpas que eu poderia inventar, eu só queria saber uma coisa:

o que você ainda enxerga em mim?

Você vê os meus erros primeiro?

Vê o homem que eu fui nos dias em que não soube cuidar?

Ou consegue enxergar também aquele que está tentando?

Porque eu ainda estou aqui.

Não pronto.

Não perfeito.

Não acabado.

Mas tentando.

Eu não quero que você decida quem eu sou pelo pior momento que teve comigo.

Não quero que uma versão minha seja a sentença de todas as outras que ainda podem existir.

Eu sei que palavras não consertam tudo.

Sei que prometer mudança é fácil quando a mudança ainda não aconteceu.

Por isso eu não estou te pedindo para acreditar cegamente.

Só não fecha a porta antes de descobrir quem eu posso me tornar.

Eu ainda tenho muito para aprender.

Ainda vou errar.

Ainda vou precisar reconhecer coisas em mim que talvez doam.

Mas eu não quero permanecer igual.

Eu quero crescer para dentro daquilo que nós poderíamos ser.

Quero aprender a amar sem transformar amor em peso.

Quero aprender a cuidar sem precisar ser lembrado.

Quero que um dia você olhe para mim e perceba que aquele homem que tantas vezes não soube o que fazer finalmente entendeu.

Não porque alguém o obrigou.

Mas porque amar você fez ele querer ser maior do que aquilo que sempre foi.

Então não me veja como terminado.

Eu ainda estou sendo construído.

Ainda estou aprendendo meu próprio nome dentro daquilo que significa ser homem, ser companheiro, ser alguém em quem outra pessoa possa descansar.

Talvez hoje eu ainda não seja esse homem.

Mas eu estou indo na direção dele.

E, se existe alguma coisa que eu gostaria que você soubesse antes de desistir de mim, é isso

eu não estou pedindo que você ame aquilo que eu fui.

Estou pedindo apenas a chance de você descobrir aquilo que eu ainda posso me tornar.

No meio desse caos, não desse caos bonito de filme, mas daquele que bagunça gavetas internas, eu encontrei você, e desde então, não sei mais onde termina o barulho do mundo e começa o som do seu nome dentro de mim.
Te amo tanto que reparti a minha alma em sete, sim sete partes de mim que é totalmente você, pra você, pareço imprudente bastante para desafiar as próprias leis da vida como em Harry Potter, mas diferente de Lord Voldemort, eu não dividi minha alma por medo de morrer, eu dividi por amar demais você. E cada parte virou uma horcrux, não de escuridão, mas de você, quer saber quais são? Elas começam bem assim:
Na minha primeira Horcrux – Aurora= Guardo o instante exato em que te vi, foi como se o mundo tivesse parado um segundo antes de continuar.
Na segunda Horcrux – Caelum= Foi um divisor entre o céu e o inferno, e o céu se abriu quando, diferente e de repente você sorriu sem saber que estava salvando alguém.
Na terceira Horcrux – Íris= Carrega o caos bonito do nosso encontro improvável, porque foi no meio da desordem que você criou direção exata pra te encontrar, foi o motivo que justificou minha persistência.
Na quarta Horcrux – Lúmen= É a luz que insiste em acender quando penso em ir embora, não embora de você, embora pra encontrar você.
Na quinta Horcrux – Tempus= Marca os horários que você ocupa em mim, como se o relógio fosse cúmplice.
Às 08:00 da manhã eu observava você tomando café, e o vapor subia como se dissesse: “fica”, às 15:00 da tarde o sol atravessava o vidro e desenhava você em ouro,e eu entendia que algumas presenças são claridade disfarçada de gente, às 19:00 a cidade acendia suas luzes e eu só queria acender a minha coragem para dizer o quanto você me desmonta, às 00:00 é silêncio, no silêncio, o seu nome ecoa mais alto do que qualquer multidão, às 03:00 madrugada é quando o mundo dorme e eu percebo que amar você é a única coisa que não descansa em mim.
Na sexta Horcrux – Aeternum= É a promessa que não fiz em voz alta, mas que meu peito repete como feitiço.E então? Sobra apenas a última e mais importante horcrux.
Já na sétima Horcrux – Seraphine= ESSA É VOCÊ
Não um objeto escondido, não um fragmento esquecido, você é a parte que ficou inteira dentro do meu vazio
A única que não coube em esconderijo, a única que pulsa loucamente, aquela que parte que fala com intensidade ( como seus olhos ao encontrar os meus ).Se alguém me perguntasse onde está minha alma, eu não apontaria para mim, eu diria:
Está nele! Me procura nos olhos dele, me procura no sorriso dele, me procura nas manias dele, me procura nos costumes dele, é lá em que minhas sete partes está.Talvez seja loucura, mas, se amar é um tipo de magia, então você é o feitiço que me partiu e, ainda assim, me fez inteira.

Talvez eu nunca descubra em qual canto do universo seu nome foi escrito pela primeira vez, talvez ele tenha surgido junto de alguma estrela que já morreu há milhões de anos, ou tenha sido guardado em silêncio entre planetas que ninguém jamais verá, só sei que, quando penso em você, não imagino fogos de artifício nem fenômenos raros, penso em gravidade, penso naquele planeta que não podemos habitar porque você é o ar que existe pra continuar, muitas pessoas fazem barulho para permanecer em lugares que não pertencer.
Elas são independentes demais pra se conectar com a órbita e você é simplesmente a órbita que faz tudo ficar em ordem, seus olhos carregam a cor das noites em que o céu parece mais próximo da terra, seus cabelos escuros lembram aquelas madrugadas em que as constelações parecem ter sido espalhadas à mão, uma por uma, sua pele é como caminho de flores de cerejeira e ainda sim?
Existe algo curioso sobre você que não consigo decifrar, por mas que eu leia seus detalhes que ninguém reparou, tipo o jeito que você fica envergonhado quando sorrir, quando seus olhos brilham quando escuta sua música favorita ( deve está pensando em algo tão bonito quanto você) e sorrir sem perceber, quanto mais tento definir quem é, menos as palavras servem.
É como tentar guardar uma galáxia inteira dentro de um frasco, sempre sobra alguma estrela do lado de fora por falta de espaço, por você ser o espaço, talvez seja por isso que gosto de imaginar que você foi feito da mesma matéria das nebulosas: partes de luz, partes de mistério e uma quantidade absurda de coisas que ainda estão se tornando aquilo que nasceram para ser.
E enquanto o universo continua se expandindo sem pedir permissão a ninguém, você segue crescendo dentro dos pensamentos de quem teve a sorte de encontrar seu caminho, de quem teve sorte de sentir seu abraço quentinho, e beijar-te, olhar em teus olhos e dizer que sortuda é por ter você .
Sem alarde! Sem aviso! Você, apenas você!
Como fazem os astros mais bonitos.

Eu te amo, eu te amo mais do que você pode imaginar.
Não é medida que caiba em mapas, não é comparação que suporte balança, é uma intensidade que não sei como falar, estou demonstrando por não conseguir amar outra, é um amor que atravessa o invisível, que respira no silêncio e ainda assim ocupa todos os espaços do espaço.
Maior que a escuridão da noite, porque não se perde nela, mais vasto que as estrelas incontáveis, por que meu amor por você permanece, mas não é amor de superfície, e tô começando a achar que não é suficiente, sinto que é daqueles que afunda sem medo,que encara abismos e decide ficar, não é sentimento que treme com o vento, é raiz que rompe as montanhas se preciso for, é chão que aguenta tempestade, é ombro quando o mundo pesa.
Existe porque escolhe existir, porque o amor suporta tudo, suporta os dias difíceis, as falhas humanas, os silêncios mal interpretados, as distâncias que tentam ensinar ausência, e ainda sim ele não desiste na primeira sombra,
não se desfaz no primeiro erro, ele aprende, insiste, amadurece.
É firme sem ser prisão, é profundo sem ser peso,é entrega com intensidade, e se o universo inteiro resolvesse diminuir, ainda assim caberia inteiro aqui dentro, porque o que sinto não depende da imensidão do céu, mas da decisão de permanecer, isso é o que mora em mim não é discurso é a rotina que criei.
Lembrar de você quando algo acontece e meu primeiro impulso, pensar em você é o que me dá energia pra continuar, guardo os detalhes que você esqueceu, presto atenção no jeito que sua voz muda quando você está cansado, e fingi que está bem.
Não é grandioso, é específico, presto atenção no jeito em que seus olhos falam a verdade.
Eu não te amo como quem olha um céu estrelado e suspira, com quem deseja o que não se pode ter, eu te amo como quem aprende os seus silêncios e sabe qual deles é sono e qual deles é peso, eu te amo mesmo quando o barulho é alto demais, porque não é sobre ficar quando você está difícil, é sobre não usar suas falhas como argumento de saída, é sobre não transformar frustração em ameaça de abandono.
Não quero que meu amor faça cena, quero que ele seja o que constrói a segurança da sua noite fria, porque não precisa ser dramático para ser profundo, precisa ser firme o bastante para não ir embora quando a versão bonita acaba e sobra a real.
E se às vezes parece que não é suficiente, talvez seja porque ele não grita, talvez seja no silêncio que ele trabalha, trabalha para entender, trabalha para perdoar, trabalha para continuar escolhendo você, não no auge, mas no comum, pois no extraordinário foi descartado.Isso é o que mora em mim (VOCÊ)
Não é exagero, é permanência prática.

Você por ser você, e não outra pessoa que não seja você, me faz sentir a eu que tem em mim... confuso? Então pera vou explicar... assim: você pode não estar em corpo presente, sua mente me faz sentir prazer em estar com você, só por me fazer pensar em você, me sinto viva, realizada... Simplificou? sinto seus lábios, em pensamentos rápidos pois acordo, só de te ver que perco os sentidos pois você é meu inicio... o fim a gente inventa, sem mais delongas, me leve pra sua cama, faça-me mulher, faça com o que os meus sonhos não sejam mentiras, mostre que seus lábios são mesmo de mel... beije-me como houvesse outros beijos, como se fosse o último... sussurre no meu ouvido, dizendo que me deseja, olhe em meus olhos e leve ao mais perfeito paraíso 😍 só isso... o resto acontece por si próprio no mais impróprio... um fogo ardente, fogo esse que não queima a gente, corpo em febre... e sem alterações climáticas fazemos a noite se prolongar...

ENTRE A FRASE E O SILÊNCIO


Em português dizemos: (eu te amo) e parecem palavras simples que em qualquer boca se aprende e mas ninguém ensina o que acontece antes delas nascerem, antes de se tornar real
É porque comigo não começa assim
Sempre começa quando o dia muda de lugar, quando as constelações fazem te desenha, quando a noite vira dia e o dia vira noite sem sair do mesmo horário, quando uma conversa comum não fica comum, o que costumava ser não contante e vira permanência, quando eu não espero mensagem, mas reconheço você chegando mesmo sem chegar,( uma energia amaldiçoada
Ainda no inglês dizem: (I love you) e soa como quem atravessa a rua descalça
No alemão dizem: (Ich liebe dich) que soa como quem decide ficar antes mesmo de entender, a força que eu procurava
Eu…? fico no meio do caminho, no meio do fogo cruzado, mergulhando no mais fundo mar do seu amor( desejei tanto um amor assim)
Calma, não digo, também não nego que é estranho isso, esse sentimento sem nome, não podemos chamar de amor, e ainda se torna avassalador, é como atravessar um prédio em chamas prestes a desabar, é como H2SO4(Ácido Sulfúrico)
Você virou aquela parte do dia que não precisa acontecer, mas organiza tudo quando acontece, eu noto coisas pequenas demais pra serem lembradas e ainda assim lembro de cada pausa que você da antes de cada resposta, o jeito que você meche os dedos das mãos, o jeito que meche no cabelo, o jeito que me olha disfarçadamente ( querendo apenas uma brecha pra que eu ceda inteiramente), o jeito que olha de canto, o jeito que um silêncio não fica vazio, onde seu sorriso que não pediu permissão pra existir, admiro sem você olhar, admiro sem te tocar, e não foi escolha, foi acontecimento, foi como aprender um caminho novo e descobrir que o depois sempre pode voltar
Se fosse música não seria a letra, seria o que continua tocando depois do fim, seria a parte que gruda na mente e não consegue esquecer
Se fosse poesia não seria o verso, seria a vontade de reler sem motivo, tipo agora, não o ontem e sim o sempre e pra sempre
Tem gente que a gente conhece, tem gente que altera a posição do mundo sem mover nada
E você não ocupa pensamento de distração, você dá direção tomada sem planejamento
Não muda o dia, só tira ele do neutro
Inventaram a frase pra caber em conversa humana, sendo nós dois uma versão modificada, e eu fico aqui
nesse quase, quase toque, quase neurose traumática, quase erro fatal, sinto a necessidade de dizer que: eu te amo
porque algumas coisas quando são ditas, elas param
e eu não quero que pare
então eu não falo, e dessa vez não vou embora e nem irei deixar de ser de outra
Porque talvez você nunca tenha certeza se é só carinho, se é costume, se é escolha
ou se é aquilo que não precisa de nome, especificamente o nome que te dei está escrito na tabela periódica, não acredita ? 95 8 75
só sei que desde que você aconteceu o mundo não continua o mesmo, você mudou e nunca mais ficou igual, porque quando a gente chama e a coisas viram respostas é por que eu gosto do jeito que você ainda é pergunta, o engraçado que antes de você as pessoas passavam pelo meu dia.
Mas você permaneceu nele mesmo quando não está lá, é tipo cheiro de roupa limpa guardada no armário não aparece mas toma o quarto inteiro, e eu percebo você em mim, nos detalhes que não combinavam comigo antes
na calma que chega sem aviso, na pressa que some quando você chega
Não, não, não tem drama nisso, não é tempestade, é mais perigoso que isso, é continuidade, igual rio que ninguém vê andando mas quando olha já mudou toda a paisagem
E se eu te dissesse talvez diminuísse palavra às vezes fecha portas e eu gosto da nossa aberta, porque entre saber e sentir, eu prefiro que você sinta, então eu deixo assim, meio perto,meio guardado, meio evidente demais pra ser acaso.
Se algum dia você entender tudo isso que estou falando, não pergunte ok?
Só fica, me acolheu em seus braços e me deixa existir em seu mundo, porque tem coisas que quando finalmente recebem nome
deixam de crescer e eu ainda quero ver até onde isso vai
sem precisar caber em nenhuma frase
Eu não te escolhi, foi o mundo que parou exatamente onde você estava, conspirando para que você me encontrar-se
Entre todas as vidas possíveis se perdeu, já a minha aprendeu a acontecer na sua
E agora até o tempo sabe: qualquer forma no meu futuro começa em nós
Tentando não dar nome pra não acabar, você ficou mesmo sem eu chamar
Virou rotina do meu silêncio, lugar na minha ausência que repousa, todas as vezes que volta pra casa
Isso não é amor, é algo que inventaram antes da palavra existir