Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais
Semente
Já fui filho da semente;
Agora, vivo depositando ideias
que foram iniciadas no tempo presente,
intelecto suburbano,
raízes da inadimplência.
Tua sede de mim, revela-se em tuas mãos
Percorrem caminhos já conhecidos
Sinto na minha boca, o teu gosto
Me quer assim...tem sede de mim
Latente, quente, envolvente
É teu corpo dançando sobre o meu
Tango, bolero, ritmos alucinantes
Me quer assim...tem sede de mim
Sem demora vai valsando as delicias prateadas
Perdido entre beijos e toques, acelera
E nos teus braços, o abraço
Me quer assim...tem sede de mim
Tua sede corta a carne feito navalha
Olho do furacão, abismo do prazer
Tua língua, um doce paraíso
Me quer assim...tem sede de mim
Tua boca em desacerto e sons desafinados
Prazer irrefreável me rasga o ventre
Não vê as imperfeições
Me quer assim...tem sede de mim
Você em mim...Saliva solvendo
Noite em tradução...amor vivido
Transpiração, insensatez...gozo
Me quer assim...tem sede de mim
Qualquer dia que passo ao seu lado ou que simplesmente te vejo já é perfeito. O fato de poder andar de mãos dadas, encostar-se a seu ombro, te ouvir dizer que me ama e poder te dizer o mesmo sem ter medo da incerteza, sentir o seu abraço (o mais confortante), são uma das melhores coisas em ter-te ao meu lado.
Já é o mês do amor e de uma beija-flor
Uma poesia de festa e muita magia
No meio do ano é essa fantasia
Hoje é 12 de junho dia dos namorados
O dia do ano que é mais amado!
Um Minuto de Silêncio
Pela Paz no Mundo .
Você já parou para pensar que o céu sobre nossas cabeças na maioria do tempo ele e silencioso .
O ser humano e quem faz barulho , quando tudo deveria estar calmo .
D.A
By
Autora : Gislene Pascutti
Às vezes, te observo calada
observo o seu viver, e já me sinto bem
Amar tanto, e tanto ser amada
pensando e sentindo
admirando e sorrindo
Às vezes, na sua ausência, sinto seu cheiro
vejo cada traço, cada detalhe
torcendo para ser meu eterno companheiro
Às vezes, te amo em segredo
Às vezes, amo escancaradamente
amo intensamente, pacientemente
Sereno, sem medo
Amo, amo e amo você
Diabo de Saia
O Diabo me apareceu
E me convidou pra dançar
Eu que já tava meio chpado
logo meu pus a aceitar
Em extrema covardia
quis pagar por meu coração
Oh, isso não é coisa que se venda
que nem um pano de chão
Seu Diabo foi-se embora
arrastando fogo pelo calçadão
só ai é que eu fui ver
o tamanho do rabão
Em estado breve de lucidez
Me pus logo a pensar
Lembrei daquele corpão
Aquela mulata da Gamboa
que um dia a sorte eu tive de apertar
Oh, meu Deus do Céu
Desculpe minha traição
Mas to indo atrás
Do Diabo c/ rabão.
Pois me pego a cada instante pensando em ti, perco as horas do meu dia e quando olho lá fora... já é noite novamente!
As coisas,as pessoas,o amor.Nunca é por acaso,tudo o que entra no seu caminho o destino já tinha programado.
Na impossibilidade de reverter os (f)atos já findos e as respostas que se seguiram de imediato, ao ser humano é possível utilizar, a posteriori e objetivamente, tudo quanto a subjetividade anuviada e próxima não lhe deixa perceber que há.
Soneto da Ave Maria
Na fenda de ter crença eu já sabia
O pouco de amor se tinha nobreza
Na alma o homem trazia pobreza
E no olhar a mão que oferta, vazia
Nos caminhos, trilhados, uma certeza
O embate de quem clama na Ave Maria
Que na vida a nós é a Mãe da soberania
Via esperança, chama da ternura acesa
E neste sustento de fé, a paz em poesia
E no peito o afeto se dando em surpresa
Sentir a prenda de se ter uma real alegria
Após rezar, contemplar toda está beleza
À luz de Jesus desce da cruz, em romaria
E beija nossa face com humilde riqueza
Luciano Spagnol
13/06/2016
Dia de Santo Antônio
SONHO ATORMENTADOR.
Já é tarde; ele se foi.
Já era tarde quando sem sequer acenar na despedida, me deixando com essa saudade abrasadora, que por dentro arde e, pelos meus enxarcados olhos, transborda.
Transborda, desbota, debocha, disfarça a farsa de desamar sem alarde, com a dor do desgaste que abate de lamento grande desilusão, sem ter deixado desejado rebento dessa união.
Ultrapassando a borda do sofrimento, desbotando cores vivas e intensas sem alento, gracejando do universo conspirador sem pudor, disfarçando o apego sem qualquer apreço, apenas para demonstrar o desamor.
Ele se foi muito cedo, no triste fim de cinzenta aurora, onde a felicidade acometia meu coração de sono profundo, anestesiada pelo poder dessa amorosa infeliz desilusão.
Esvaziando minhas esperanças ocasionais, a lua enchia meu coração de tristeza, me causando medo e frustração sem igual; com frieza desilgual sem arrependimento usual.
Ele se foi acelerando os passos e cadenciando o meu desespero que abalado celebrava o nascimento de um verdadeiro inferno astral, vivido neste vindouro e temido umbral.
Desesperado permaneci com aquela inesperada e confusa partida, se indo àquele que que eu não queria que se fosse, mas sem pestanejar, se lançou ao vento do esquecimento, me deixando paralisado, rejeitado, amando intensamente sem ser amado, querendo sem ser querido e fadado ao infortúnio impetuoso do avizinhando e inevitável temido fracasso.
Ele se foi num momento de puro desalento, de impensável precipitação, de falso desinteresse, de pura angústia e de forte emoção.
Emocionado, amargando o orgulho que lhe corroia; que me abatia; que me enfraquecia; que descompensava totalmente frágil vida, sem motivos para continuar sendo vivida, após sua partida.
Emoção perene, com sofreguidão, sem pensar nos anseios de única exceção, com enorme desilusão que bradava em minha mente e desacalmava meu saudoso coração.
Desilusão extrema, causadora de grande decepção, sem esquecer, sequer, daquela canção que embalou nossos sonhos e acalentava meu espírito brando em completa confusão.
Cantoreio tal canção com os prantos da minha saudade que suplica para que ao fim chegue tal solidão, encorajando presa voz a entoar estrofes compassadas para disfarçar embargada cadência destes versos carregados de lamentação.
Ele se foi sem saber que eu, ao ficar, permaneceria prostrado ao chão, sem prece que acalente, nem carinho que alegre esse amargurado coração.
Ele se foi me deixando cheio de lembranças, afogando em lágrimas amargas me enlaço sem pudor, com a certeza de ter encontrado, infelizmente, um grande amor.
Não vou suplicar que voltes, sugiro apenas que regresses, pois a vida vivida sem ti me amargura, me comove e muito me entristece.
Grande amor, você se foi e me deixou com a alma sangrada e com o coração ferido; cicatriz ainda exposta, com a esperança renovada diariamente no anseio de ter você de volta.
Olho ao alto e balbucio com ardor, qual um pedinte acanhado me penitencio com fervor, meu grande amor.
Ansiosamente espero que da mesma maneira que foste, à minha vida regresses antes mesmo que eu daqui me vá e o meu coração não possa mais pulsar por tanto te amar.
E ao regressar, terias um milhão de motivos para se instalar novamente em seu sagrado altar, que permaneceu imaculado, a te esperar; enquanto ladeados dormíamos para que ao acordarmos pudéssemos perceber que um sonho atormentador, por mais realista que possa se compor, jamais seria capaz de nós três separar: eu, vc e nosso grande e eterno amor.
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