Ja Chorei Ouvindo Musica Chaplin
Iury, Amor
Doeu e ainda dói muito te perder, já tentei diversas vezes, você diz que me Ama e sente a minha falta
Não entendo porque não consegue terminar com ela, me recuso a acreditar que você seja tão frouxo, é só dizer pra ela que não dá mais, que não sente o mesmo que ela. Às vezes, eu acho que você só tá arrumando desculpas, pra sabotar a gente, que na verdade você quer continuar com ela, é isso que eu penso de verdade. Cara, porta vira homem e faz o que tem que fazer, Caralho. Qual é a sua dificuldade???
Novembro de 2017
A sabedoria, este estagio alcançado por poucos,
é muito complexo.
Se te considera um sábio, já deixastes de ser, pois o sábio legítimo tem em seus conhecimentos que tal virtude, diante da grandeza do universo e Seu criador, pouco, ou nada sabemos. Ser sábio é, além dos conhecimentos adquiridos, coloca-los em prática, pois sapiência sem produção é o mesmo que uma linda, e robusta macieira que não dá frutos.
De que vale tantos conhecimentos sem nenhuma aplicação?
Mais vale a simplicidade de um pedreiro construindo
do que um pseudo sábio se vangloriando.
(Teorilang)
Se já nos contentávamos com um chuvisco noturno para inspirar as pequenas raízes a germinarem, Deus em seu exagero divino para nos agradar, resolveu mandar também esta chuva de estrelas.
Talvez até para que voltemos mais os olhos aos céus, pois em nossa displicência, acostumados com tantas dádivas, Dele advindas, esquecemo-nos do motivo mais importante
desta nossa existência.
(Teorilang)
O sabor das palavras
Há palavras verdadeiramente belas
Já outras, são farpas que quase nos perfuram
Palavras que são ditas com o coração
Palavras que nos embalam
Outras que nos beijam....
Aquelas que são farpas ficam cravadas no peito e, dificilmente, saem....
Quando saem deixam grandes cicatrizes...
Essas palavras doem, magoam, corroem e incomodam, não só pelo seu significado, mas também pela maneira como são proferidas.
Às vezes, vindas de quem menos esperamos.
As palavras que nos beijam, suavemente deixam uma marca colorida no peito e gravam-se no coração...
São elas que nos fazem caminhar mais levemente, levitar muitas vezes e respirar com doçura.
As palavras amargas são espinhos
As palavras doces são as rosas....
REQUIESCAT IN PACE (soneto)
O amor é apenas uma negativa
Se eu um dia com ele já fui teu
Omitamos está outra alternativa
Pois, desta, o nosso já morreu
Ah! Porque alegação subjetiva
Nada mais em mim sobreviveu
Se hoje o senso está à deriva
Não és meu bem nem eu o teu
Não diz nada, se ali amamos
Nossas almas estão separadas
Não lembres mais, esqueçamos!
Deixemo-lo ir repousar em paz
As lembranças estão enterradas
E no coração, hoje, é tanto faz! ...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Este amor é semelhante
Ao amor que já senti
Ele se esvai e me deixa
E me encontro despido de sentimentos
E quando me recordo
Enfim me lembro
Daqueles poucos momentos
Mas já passou
Vivo outro tempo
E por isso é agoniante
Ter lembranças de como era antes
Já experimentou amar uma pessoa e ser correspondido?se sim garanto que foi muito feliz.
Mais já se perguntou se experimentou se amar acima de tudo e de todos e foi correspondido?As vezes buscamos nós outros o que falta na gente mesmo mais nos esquecemos que somos capazes de alcançar qualquer coisa, sozinho sem a dependência de outra pessoa por tanto se pensar que precisa de outra pessoa pra ser feliz e procurar por aí.
Procure em si mesmo
MANDRIÃO
E, já de dia, a manhã então me pedia
Que do leito preguiçoso eu acordasse
Eu, com o corpo tardo, morboso, dizia:
Não pode! não vês que a alvorada nasce?
O dia ainda, nuvioso, e sem luz a porta
A alma dos sonhos roga que não afastasse
Há! Como pode ser assim: tão fria, morta?
Mais um pouquinho só, neste sono sagrado
Que diria a preguiça, dirá que não importa?
Não, ela me vê, exausto, torpe, cansado
E todo pelo agasalho dos lençóis macios
Confortavelmente assim perfumado...
O sono, madrugada, corta com este frio
Espera! Até que está preguiça desapareça
Aconchegue-se comigo, ele está vazio
Sobre os travesseiros deixa-me a cabeça
Adormecido, como a pouco embalava
Espera, só um pouquinho, por que a pressa?
E ela me contagiava, mandrião. E eu ficava
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
16/07/2019, 05’55”
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
pra um amigo paulistano
Já dizia a minha avó...
Não permitas que falsos lobos vestidos com a pele de cordeiro entrem em tua fazenda.
Quando fores a casa de alguém, entre cego, mas também saia de lá mudo.-Denise Pinto🥀
Obs: Não repares em torno da casa que te acolheu, não saias por aí contando o que ouviste.
No Tempo
O tempo já não muito importa
as horas, segundos, quantos?
O que foi já não abre porta
e os sonhos, estes tantos...
O que vale é o que vem
se ainda tem, os recantos
onde a alma se sinta bem
e no ir além, terá encantos
Porém, lembre-te de amar
pois nestes acalantos
tua passagem irá marcar
cada teu minuto
teu dia, um olhar
um sorriso, teu atributo
As rugas, ah! deixe-as ter
é o fruto
de que pôde viver!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, outubro
Cerrado goiano
MENINA DE TRANÇA
A bela Menina de trança,
Com toda meiguice no olhar,
Hoje já não és mais criança.
Dá-se pra ver e notar.
Teus cabelos longos e compridos,
Tu és todo um bem me quer,
Um rostinho meigo e languido,
Transformou-se numa bela mulher.
Teu olhar doce e inocente,
És uma linda menina flor,
Que encanta os olhos da gente,
Com todo o teu encanto de amor.
Bela rosa em teu cabelo,
Toda linda e enfeitada,
Presa com carinho e zelo,
Deixa-te ainda mais delicada.
Tu ficas ainda mais bela,
Enfeitada com essas cores,
E quando se olha pra elas,
São flores, enfeitando a flor.
Teu rosto inocente e lindo,
Com seu jeitinho de assustada,
Com toda meiguice sorrindo,
Bela, doce e apaixonada.
Aquele outrora anjo de infância,
Hoje, com todo o seu esplendor,
Quem me dera ter a esperança,
Ter só pra mim o teu amor.
MEMÓRIAS
Uma velha tapera perdida no tempo,
Já sem telhas e aos pedaços caindo no chão,
São recordações e lembranças no pensamento,
De um passado distante de uma geração.
Foram tempos alegres, que ali eu vivi,
Foi uma infância feliz e com o tempo passou,
Que o próprio tempo marcou e não esqueci,
Foi uma linda herança, que na memória ficou.
Ao rever a paisagem, que fora verde e florida,
Onde havia beleza, alegria e amor,
Agora cinzenta, inerte e sem vida,
Até a árvore que havia, o próprio tempo secou.
Aquela terra árida deixada, no meio do nada,
Que antes foi farta, de muita esperança,
Hoje, triste, solitária e abandonada,
Corroída pelo tempo é apenas meras lembranças.
Já não sou mais eu mesmo
Já não me deito tão cedo
Já não posso contar com teus beijos
Já não estou mais com medo
Já não entrelaço os meus dedos nos seus dedos
Repito todos os dias que eu mudei
Repito todos os dias que eu só pertenço a mim mesmo
Repito o mesmo fôlego todos os dias
a minha rotina, e o meu cativeiro, o meu cansaço eu faço riso, aquele riso do palhaço que deseja fugir do próprio desespero
Levantei e fiz café, levantei mesmo sem querer levantar
Acordei mesmo sem querer acordar
Fui na rua querendo te encontrar
Fumei um cigarro querendo me matar
Fumei por que dóia não ter pra quem voltar
Fumar querendo chorar
Café, manhã, cigarro
Um pai para saber o valor de filho é muito fácil pois quando o seu filho nascer já desperta dom da proteção
mais o filho para saber o valor de um pai só saberá quando se torna um
pois ser pai e ama incondicionalmente é renúncia seus próprios desejos e sonhos para poder da realizar os sonhos dos seu filho❤️
Será que ela me continua a amar
Tenho saudades de quem me fez rir
Já não consigo aguentar
Mas cedo irei partir
Já se foi minha alegria
E a felicidade que me cobria
Foi simbora bem na hora
Quando eu já ansiava para ter o novo alvor
A desaguar em mim
Cobri-me de cimento e lástima
Já tranquei neste meu corpo
A repulsa
O desconforto
O desfecho do momento
Desmantela o coração
Se o acaso do descaso
Trouxesse o meu chão
Não, tristeza não
Essa é quando a alma veste luto
E já não luta
Sim, peleja sim
Coração, em busca de beleza
Corre, anda, rasteja
Só não deixa fugir a vida
Que te beija
Que te beija
a diarista
já o lusco fusco chegando
com sua casca ressequida
o céu do sertão apagando
e as maritacas de partida
pela janela vai adentrando
silenciosa, está tal rapariga
espanando num desmando
sombreando, cheio de giga
tece a noite, vai-se o dia
finca estaca na imensidão
o canto da cigarra anuncia
o tardar, tolda a escuridão
o cerrado a noite cria
a melancolia recordação
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
segunda, outubro, 2019
Cerrado goiano
Escrevi milhares de versos
para esquecer. Amei algumas mulheres
para lembrar. Agora já posso dizer
o som em carne viva.
