Ja Chorei de tanto Rir
Canto do tempo
O tempo
não tem sinônimos,
não tem antônimos.
O tempo é
simplesmente
um de cada um.
Quanto corre
o tempo
de cada um?
Não se sabe.
Nem conta
um,
nem outro
sabe contar.
Faz tanto tempo,
que ninguém conta!
Mas eu canto
o tempo que tenho,
muito ou pouco,
porque o tempo
me ensinou a cantar.
Passei dos 1 aninho considerado importante por ser o primeiro, passei dos 15 o mais marcante, passei dos 18 tão esperado,cheguei aos 20 a idade não marcante e muito menos a mais esperada. A certeza que tenho é de que não sou mais criança faz tempo, e que a terceira idade não estão tão longe assim.
A vida não existiria se tivéssemos as respostas para todas as perguntas. Seguimos porque não sabemos com certeza o que há depois. Viver é duvidar e buscar.
As pessoas acham que só porque outros compreendem mais do que eles, vêem o mundo sob outros planos, são loucas.
Talvez hoje seja a transformação de uma página negra da tua história e sua renovação para algo novo, belo, algo que você decide o que será.
É necessário nos questionar tanto?
Texto de Jane Fernanda Nogueira
Fazemos tantas perguntas, estudamos tanto, nos abdicamos de tantos momentos em nossa vida em busca de respostas, mas chegará um certo momento da vida que, apesar de lutarmos tanto para manter nossas crenças, elas se extinguirão em nossa mente, pois a lógica virá com o amadurecimento psicológico e todas as nossas dúvidas se tornarão apenas uma resposta: - apenas viva, sem querer compreender o inexplicável.
Perdemos muito tempo buscando respostas pra tudo!
Em toda história humana, escritas em diversos livros, em diferentes tempos, de ordem cronológica, o ser humano sempre tentou compreender a razão de sua existência, "de onde venho e pra onde vou!", "o que existe além de nossa atmosfera?", o que há além de nosso tempo e espaço!?", "existe vida pós morte?", "há outras dimensões?"...
Enquanto buscamos respostas pra tantas questões, a vida simplesmente se dissipa com o tempo, aumenta o espaço entre as pessoas que se amam, fugimos da realidade mergulhados em pensamentos complexos, deixamos de viver a vida aqui e agora. Nos perdemos uns dos outros, mesmo estando tão próximos nesse mundo e, quando finalmente chegamos a conclusão de quê não há razão para tantos questionamentos, percebemos que a vida passou e não aproveitamos nada dela.
Não é necessário nos questionar tanto!
#JaneFernandaN
É uma pena que levamos tanto tempo para assumirmos para nos mesmos que não aceitamos mais qualquer coisa. Qualquer abraço, qualquer beijo, qualquer afeto e qualquer relacionamento. É uma pena que tenhamos que nos ferir tanto, chegar ao nosso limite para contemplar e reconhecer a beleza de um amor maduro.
Depois de muito tempo entendemos que viver chorando não é sinônimo de amar demais. Que insistir em ficar quando o outro quer partir é um ato contra o nosso amor próprio. É uma pena ver que precisamos primeiro nos despedaçar para só então nos conhecermos de fato. Que precisamos aceitar tão pouco para vermos que aquilo não nos bastava. Depois de se achar problema, de tentar fazer dar certo inúmeras vezes, de insistir, de implorar para que o outro fique, a gente cansa. Desmorona. Mas se recompõe. E é ai que entendemos a beleza da parceria, da cumplicidade e do amor. Aquele amor bonito que a gente não sofre por amar. Aquele amor vivido e sentido a dois.
Como é saudável viver um amor sem medo, sem cobranças, sem jogos de desinteresse e sem insistência para o outro ficar. Como é bom ver o outro nos escolher todos os dias mesmo a gente não merecendo às vezes, como é bonito a serenidade de um amor tranquilo. Demoramos muito tempo para reconhecer o que é amor.
Demoramos muito para reconhecer a beleza da paz. A beleza de um amor maduro e que não nos faça mal. Levamos muito tempo para distinguir amor de apego. Amor de comodismo, Levamos tempo para reconhecer que rotina não é relacionamento e que estar junto não é necessariamente se relacionar. cumplicidade vai além de estar ao lado fisicamente e que mesmo depois de tanto tempo o amor só aumenta e jamais diminui e que não existe essa de “não ser mais novidade.” Demoramos. Mas aprendemos e é essa a beleza da vida: reconhecer e recomeçar.
Passar pela vida como uma sombra escura
Não é grata missão nem bondosa elegia
Mas a minha batalha segue pelo dia
Nos versos de dor que encontra a cura.
Sei que poderei apenas relembrar
a pele cor pêssego maduro,
mas neste caminho perduro
onde pude no gozo de outrora beijar.
Mas sei que serei chamado num raio de luar
Para o umbral das nuvens e do céu, partir
E certamente há um momento sublime por vir
Onde até Sócrates e Galileu vou encontrar.
E meu semblante não estará mais pálido e branco
Pois sabia que pelo menos no céu poderia
Novamente ter quem eu tanto queria.
Com o coração vencer qualquer pranto.
Somos todos aprendizes nesta terra de caolhos e acusadores de defeitos inerentes de todos nós reles humanos
