Ja Chorei de tanto Rir
O Brasil já está com problemas demais para a gente ficar se distraindo com as baboseiras desses políticos nas redes sociais que estão adoecendo psicologicamente a sociedade e estão produzindo muito pouco, ou melhor, nada.
O Brasil já está demasiadamente ferido para ver gente divergindo e se odiando. Vamos com calma, pelo amor de Deus! Não se contaminem por alarmismos de quem que seja. Dá para divergir sem se odiar.
Passar vergonha já virou hábito e rotina aqui no Brasil. Superar isso tudo vai depender da lucidez cultivada por cada um.
O final desse ano de 2019 já está marcado por :
- O genocídio indígena na Bolívia e no Brasil.
- O assassinato de 8 líderes sociais, na Colômbia.
- O ataque a sede da produtora do Portas dos Fundos.
- A decapitação de onze cristãos na Nigéria.
- Uma explosão que matou mais de 70 pessoas na Somália
- E por você que vive a fazer fofoca, a contar mentiras, destilar ódio e intimidar uma opinião diferente da tua.
- E tem gente que apoia a reeleição do Almagro da OEA depois do golpe na Bolívia.
Tenho praticamente certeza que o generoso Fundão Eleitoral vai passar, mas a única coisa que já era para ter sido feita era uma emenda constitucional para incluir o recall para trocar todos os parlamentares inúteis ao interesse público.
Dizer como um mantra que odiamos o nosso país já custou caro demais para a nossa caminhada, é preciso resgatar os vínculos afetivos com a nossa Pátria.
A Educação Japonesa ensina duas ações importantes que nós já deveríamos a ter aprendido: a plantar e a preservar.
Quando penso que perdi
o embalo do tempo,
Terrivelmente lembro
que já se passaram
quatro fatais meses
gritando por causa
dessa prisão injusta,
o oceano não tem culpa.
Mas a impressão que tenho
é que os meus gritos estão
sendo levados pelo vento
e abafados pelas ondas do mar.
E assim quando
penso em desistir
a poesia convida
o verso para
esticar a estrofe
e não parar de remar.
No efeito cão correndo
Atrás do rabo já
Se passaram 100 dias,
E até nada que console
A maldita agonia
De quem espera obter
A liberdade por justiça.
E como dialogar ainda
Se encontra inacessível,
A última notícia é que
Cedo, tarde ou nunca
Virá a anistia,
Mas faço votos que
Ela venha o quanto antes
Em nome do diálogo
Que dizem que existe
Do que onde há coroa,
A honra não deve ser
Equilibrada numa canoa.
Na vida quem assume
A condução do destino
De um povo não deve
Se permitir ficar alienado,
E se incomodar à toa
Só porque há quem seja
E pense diferente,
Ele deve se abrir e escrever
No livro da vida da melhor
Forma que pode para ser
Honrado para sempre.
Quarta-feira
É quarta-feira
e logo logo
é sexta-feira,
e já dá para
ir preparando
a beleza para
a próxima gafieira.
...
Quarta-feira
ligeira que só ela,
pão quente e café
na mesa e paz
na minha consciência
....
Quarta-feira poética
para abraçar
devagar a semana
que está na metade,
que logo vem
o fim de semana
que sempre deixa saudade.
Entre Rios
Os teus povos kaingang
e tupi-guarani ali já
estavam antes dos pioneiros
que denominaram a terra
de Toldo dos Índios,
E sob o respeito ergueu-se
a Entre Rios das etnias
que orgulha com o convívio
entre o artesanato indígena
e o valente garimpo,
orgulhando Santa Catarina
e escrevendo a História todo o dia.
Entre Rios, meu poema cidade,
é no Salto Saudade contigo
me encontro para dizer que
de ti só me orgulho e enamoro.
Entre Rios, minha cidade poema,
tenho orgulho do teu povo
e desta cativante essência brasileira.
Todo o dia vejo a dança
que você tem feito
para me pegar no laço,
Já sei no que isso vai
acabar dando entre nós,
Vou te agradar preparo
churrasco, galeto
e arroz carreteiro,
E você vai me dar
o seu mimo e de sobremesa
o seu delicioso beijo.
Todo o dia será dia
de poético desejo,
No aconchego dos teus
braços eu me vejo.
O Milho que celebro
é o Milho Brasileiro
que já havia antes
do colonizador,
ao Milho Brasileiro
devoto o meu amor.
Milho divino Milho
da nossa História
que já era conhecido
e consagrado como
cereal por nossos
povos originários.
Milho abençoado Milho
da palha das bonecas
da minha História
de vida, da minha poesia
que enfeita a vista
e atrai boa energia.
O Milho Brasileiro
que celebro é o Milho
das receitas e das Histórias,
o Milho que alimenta
os rebanhos e por ser
um alimento franco
que nunca vem com enganos.
Umas não querem flores,
e querem respeito,
Já eu quero respeito,
flores e os teus sabores;
e ser nessa vida o seu
maior desejo por onde fores.
Percebi na avenida
que da minha poesia
já não há mais regresso,
Para o teu desejo não
há mais nenhum disfarce,
Soltos no Caboclinhos
estamos bem enredados
e doces de amor envolvidos.
Na roda do Maneiro-Pau
entoando a canção,
girando entusiasmados,
Não há quem não perceba
que já somos namorados,
Você na minha direção,
eu na sua sua direção,
Cada um alternando
com o par ao lado,
Daqui a pouco comigo
você estará casado.
Um esbarrou no outro
sem querer querendo,
E entramos no meio
de um Maçarico que
já estava acontecendo.
Fomos de Charola
rápida, no Roca-roca
um pouco mais lento,
E você ficou gostando
desta nossa dança
finalmente acontecendo.
Ficamos enrolando
na Geleia de Mocotó,
Com o amor que vi
nos teus olhos percebi
que nunca mais ando só.
Muito bem de Repinico,
e ainda melhor
no bom Maçaricado,
Sim, você está apaixonado
quer ser meu amado,
e meu eterno namorado.
Você voltou a se ajoelhar
de leve, me deu a mão
para girar ao seu redor
com todo o calor
neste baile de puro amor.
Você se levantou faceiro
para me dar bem ligeiro
aquela umbigadinha no ar;
E eu te dei a retribuída
pelo teu charme rendida
e de paixão enlouquecida.
Os tambores senhores,
a viola toda sapeca,
a rabeca poética
e as sanfonas mandonas
por um instante pararam:
(Para você pedir a minha
mão em casamento,
Pois todas elas e os bailantes
antes de mim já estavam sabendo).
Você já leu ou ouviu
isso antes, e Hobbes
que perdoe a paráfrase:
"O Homem é
o Lobisomem do Homem",
Os tempos mudaram,
e ninguém precisa sair
por aí para matar ninguém
mesmo que seja pela via
da reputação de outrem.
A bala de prata agora
tomou outra forma,
a bala de prata nos tempos
de hoje é a palavra,
Em tempos de mentirosos
basta falar a verdade que o Mal acaba.
A primavera está
dando os sinais
que está chegando,
É como uma cena
que já tivesse
assistido num filme,
você dirigindo
o seu carro esportivo
nas estradas do interior:
Para chegar até o vale
para viver uma
viver história de amor,
Para deixar o quê
não te dá paz,
e nem preenche mais,
Para largar o quê
não soma
e não mais te importa;
Para andar descalço,
pescar e ver as horas
passarem olhando
as nuvens no céu,
se despedir do Sol
até a chegada da Lua
e sem a preocupação
de ser reconhecido na rua.
