Ja Chorei de tanto Rir
Talvez se os “de bem” se libertassem da hipocrisia, já seria o bastante para resolver metade dos problemas no mundo.
Isso incomoda porque expõe uma contradição silenciosa: o rótulo de “bem” muitas vezes não nasce de virtude, mas de conveniência.
É mais fácil vestir a moral como um uniforme do que praticá-la como um exercício diário.
A hipocrisia, nesse cenário, deixa de ser um desvio e passa a ser um mecanismo de proteção — um escudo que permite condenar no outro aquilo que não se quer reconhecer em si mesmo.
Há uma espécie de conforto em apontar o erro alheio.
Ele cria a ilusão de superioridade sem exigir transformação.
Enquanto isso, a coerência — essa sim, exigente — cobra silêncio antes do julgamento, escuta antes da reação, e, principalmente, revisão antes da acusação.
Não é à toa que ela é tão rara.
O problema não está apenas nos que erram, mas nos que se absolvem com facilidade demais.
Porque quando a régua moral muda de acordo com o interesse, o conceito de “bem” se torna elástico, moldado pela conveniência e não pela consciência.
E aí, o discurso vira palco, mas a prática continua nos bastidores — muitas vezes em desacordo com tudo o que se defende em voz alta.
Libertar-se da hipocrisia não é só um gesto grandioso, é um exercício muito incômodo.
Exige reconhecer falhas sem terceirizá-las, alinhar discurso e atitude, e abrir mão da necessidade constante de só parecer certo.
Talvez por isso seja tão evitado: porque é mais difícil ser íntegro do que parecer correto.
Se metade dos problemas do mundo nascem dessa incoerência cotidiana, então a solução não está em grandes revoluções, mas em pequenos alinhamentos.
Menos discurso inflamado, mais prática silenciosa.
Menos julgamento, mais autocrítica.
Menos aparência de virtude, mais esforço real para vivê-la.
No fim, não é sobre deixar de errar — isso é inevitável.
É sobre deixar de fingir que não erramos.
Porque, talvez, o verdadeiro “bem” comece justamente onde termina a necessidade de parecer bom.
Sem a covardia de muitos que se julgam bons, os maus jamais subsistiriam.
Desde que a CBF passou a pensar com os pés, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a alma, nem a cabeça.
E isso é tão provocativo quanto uma bicuda do meio de campo, mas toda provocação nasce da inquietação diante de uma realidade que insiste em se repetir.
O futebol brasileiro, que durante décadas encantou o mundo pela criatividade, pela inteligência e pela irreverência, parece ter trocado a ousadia pela burocracia, a inspiração pela previsibilidade e a identidade pela conveniência.
O futebol nunca foi só um mero esporte para o Brasil.
Sempre foi uma manifestação cultural, uma linguagem natural.
Cada drible era um ato de liberdade, cada passe revelava inteligência, cada gol carregava a alegria e a esperança de um povo que transformava dificuldades em espetáculo.
Mas, em algum momento, essa essência começou a flertar com agendas ocultas pelos corredores do poder.
Quando quem dirige o futebol demonstra falta de visão, planejamento e compromisso com um projeto de longo prazo, essa pobreza de ideias inevitavelmente chega ao gramado.
Jogadores passam a executar mais do que criar, obedecer mais do que interpretar o jogo.
O improviso deixa de ser virtude para se tornar risco, e o medo de errar sufoca a coragem de tentar.
Os pés, antes instrumentos da genialidade, tornaram-se mecânicos.
A cabeça, que fazia do improviso uma estratégia, passou a seguir fórmulas prontas.
E a alma — aquela chama que transformava partidas comuns em momentos inesquecíveis — parece ter sido deixada para trás, substituída por um futebol eficiente apenas na aparência, mas incapaz de emocionar.
Não faltam talentos ao Brasil.
O que falta é uma direção capaz de compreender que o futebol não se resume a números, esquemas táticos ou interesses meramente políticos.
Grandes jogadores precisam de um ambiente que estimule a inteligência, preserve a criatividade e respeite a personalidade de quem entra em campo.
Afinal, o futebol sempre exigiu pés habilidosos, mas jamais dispensou uma cabeça pensante e uma alma apaixonada.
Perder faz parte do jogo.
O que não pode fazer parte da nossa história é perder a identidade.
Porque títulos podem voltar, como tantas vezes voltaram.
O que será muito mais difícil recuperar é aquilo que fez o mundo olhar para o futebol brasileiro com admiração: a capacidade de jogar com alegria, pensar com inteligência e competir com coragem.
Enquanto a gestão continuar tropeçando nas próprias escolhas, continuaremos produzindo um grande paradoxo: um país que revela alguns dos maiores talentos do planeta, mas que insiste em desperdiçá-los por falta de direção.
E talvez seja esse o retrato mais triste do nosso futebol: não a ausência de craques, mas a escassez de ideias.
Porque, no fim das contas, quando quem deveria pensar passa a fazê-lo com os pés, sobra aos que jogam apenas correr.
E um futebol que deixa de usar os pés com arte, a cabeça com inteligência e a alma com paixão pode até vencer de vez em quando, mas jamais voltará a nos encantar como antes.
Os que tropeçam no infortúnio de confundir Grosseria com Franqueza, já retrocederam ao estágio mais medonho da grosseria.
A franqueza nunca precisou levantar a voz para ser ouvida.
Ela não humilha, não diminui, nem transforma sinceridade em espetáculo.
A verdade, quando amadurecida pela sabedoria, encontra caminhos para alcançar o outro sem lhe roubar a dignidade.
Vivemos, porém, um tempo em que a grosseria foi descaradamente renomeada.
Chamam-na “personalidade forte”, “autenticidade” ou “sinceridade sem filtros”.
Como se a falta de educação fosse virtude e a incapacidade de exercer empatia fosse prova de coragem.
Há uma diferença profunda entre dizer a verdade e usar a verdade como arma.
A primeira constrói, ainda que confronte.
A segunda apenas fere, ainda que esteja revestida de argumentos corretos.
Afinal, não basta que as palavras sejam verdadeiras; é preciso que também sejam justas, oportunas e às vezes até misericordiosas.
A verdade dita com má intenção é tão ruim quanto qualquer mentira.
A franqueza é uma qualidade dos fortes.
E a grosseria, muitas vezes, é o refúgio dos inseguros.
Quem realmente domina a si mesmo não sente necessidade alguma de esmagar alguém para defender uma opinião.
Pelo contrário, sabe que a firmeza de um caráter se revela mais na serenidade do que na agressividade.
Talvez o maior sinal de maturidade seja compreender que podemos discordar sem desrespeitar, corrigir sem humilhar e falar com firmeza sem abandonar a delicadeza.
Porque a verdade perde parte de sua força quando chega carregada de arrogância.
No fim, não seremos lembrados apenas pelo que dissemos, mas pela maneira como fizemos as pessoas se sentirem enquanto dizíamos.
E isso revela muito mais sobre o nosso caráter do que sobre a nossa eloquência.
Acho que já nasci meio Cético, mas tenho certeza de que o Immanuel Kant poliu meu Ceticismo Desapaixonado.
Não porque tenha me ensinado a duvidar de tudo, mas porque me ensinou a desconfiar das certezas fáceis e, sobretudo, das fabricadas.
Há uma diferença enorme entre não acreditar e aprender a perguntar.
O ceticismo apaixonado, imaturo, fecha janelas; o pensamento crítico mete o pé na porta.
O mundo se move com as respostas, mas subsiste com as perguntas.
Kant me fez perceber que a razão, tão orgulhosa de sua capacidade de compreender o mundo, também precisa reconhecer os seus próprios limites.
Há coisas que podemos conhecer, coisas que podemos apenas pensar que conhecemos e outras diante das quais só nos resta o silêncio.
Talvez a verdadeira Maturidade Intelectual comece justamente quando deixamos de confundir aquilo que pensamos com aquilo que sabemos.
Com o tempo, descobri que duvidar não é necessariamente afastar-se da fé.
Às vezes, a dúvida é o caminho mais curto pelo qual a fé deixa de ser herança, hábito ou medo e passa a ser uma escolha consciente.
Uma fé que nunca enfrentou perguntas difíceis pode ser apenas uma convicção protegida do vento.
Já aquela que atravessou noites de dúvidas talvez tenha aprendido a permanecer de pé sem precisar fingir que possui todas as respostas.
Talvez por isso eu desconfie tanto dos que têm explicações definitivas para quase tudo.
Há uma espécie de Arrogância Intelectual em quem transforma o mistério em certeza e uma espécie de Sabedoria Portentosa em quem consegue dizer: “não sei”.
Afinal, pensar não é acumular respostas; é aprender a formular perguntas melhores.
E talvez o meu Ceticismo Desapaixonado tenha começado como uma resistência a acreditar em qualquer coisa, mas, depois de Kant, tornou-se algo mais humilde: a disposição de não acreditar cegamente nem naquilo que eu gostaria muito que fosse verdade.
No fim, talvez seja essa a grande lição: não precisamos abandonar a fé para respeitar a razão, nem abandonar a razão para admitir o mistério.
Podemos caminhar entre as duas, conscientes de que há verdades que a mente alcança, verdades que o coração intui e mistérios diante dos quais ambos precisam aprender a se calar.
Porque, às vezes, duvidar não é perder a fé.
É apenas impedir que a nossa certeza se atreva a tentar se tornar maior do que a verdade.
.. Me desculpa por um monte de bobeira que já fiz,
me desculpa coração por ter te envolvido em algo que não era de sua alçada. De todos o que menos merece ser magoado é você, que é tão bom, tão bom comigo, apesar de ingênuo, aliás, é por ser ingênuo que está nessa situação. Mas dessa vez eu prometo que vou te proteger de mim. Fica bem coração, porque você precisa continuar batendo, embora essa não seja sua maior vontade..
"Voce é aquele que nasceu para compor e cantar a canção da minha vida, quando até mesmo eu já havia esquecido a melodia!"
Agora já não faz mais diferença. Não faço mais questão. Eu queria antes, no passado. Mas agora? Não mais! Sabe, eu tenho pena de você. Te vejo por aí, com alguns amigos, cerveja na mão e olhar perdido. Foi pra isso que você escolheu a liberdade? Sei lá, eu pensei que você ia curtir um monte, ir pras baladas, beijar outras bocas. Pensei que você iria aparecer com uma mulher diferente por semana. Mas não. Sempre te vejo parado em algum barzinho, rodeado de amigos, sem nenhuma mulher. Lembro quando você me disse que não queria se envolver, não queria dar satisfações de onde ia, com quem ia e, que horas voltava. Bela escolha você fez. Mas eu te entendo, é completamente compreensível; mulher dá muito trabalho né? Os amigos não! Os amigos você paga uma cerveja pra eles e, eles ficam felizes. Mulher é diferente, você tem que dar carinho, tem que cuidar, tem que dar atenção mesmo que esteja passando futebol na televisão. Ah não! Ter uma mulher cansa demais, né? tudo bem, só não me venha agora com essa conversa mole, essas palavras fáceis; porque eu não acredito mais. Eu acreditei muito que você iria desapegar da liberdade, que iria dar valor em tudo o que éramos juntos. Esperei por muito tempo por isso. E você o que fez por nós? Nada! Só ganhou tempo em cima de mim. Não me deixava ir embora, mas também não me pedia pra ficar. Dava um passo na minha direção e recuava dois. Eu ficava esperando que você me desse um sinal de fumaça, enquanto eu soltava rojões pra quem sabe, você me notar. Te dei trocentos avisos. Se eu fosse embora, eu não voltava mais. Você não botou fé em nenhum deles, e pagou pra ver. As vezes vocês aparecia, me fazia feliz por um dia e, depois eu tinha que sobreviver à semanas de saudade. Parei. Pensei. Comparei. Definitivamente não compensava. Foi quando eu percebi, pra me dar valor, você teria que me perder. Você me perdeu e eu finalmente me encontrei. Não é maldade minha, foi você quem escolheu que fosse assim. Só não me venha agora com esse arrependimento barato, que não dura nenhuma semana. Eu te falei que eu não voltava, você não quis me ouvir. Por falta de aviso não foi.
Já tive chance de lutar por você me exitei já tive chance de brigar por você e recuei,acha que eu vou perde meu tempo agora?
Só brigo por algo que vale realmente apena
Já que eu não tenho como voltar no passado, vou fechar meus, e tentar lembrar os momentos que não voltam mais.
Antes que comece a parecer brega demais ou clichê, já vou logo me explicando. Ele me viu nascer, me viu dar os primeiros PASSOS, me viu CORRER, me viu CAIR, me viu LEVANTAR. ELE VIA TUDO, me viu SORRIR, me viu CHORAR, ELE acompanhou TODA A MINHA VIDA do melhor lugar, sem atrapalhar as minhas escolhas e decisões, mas de todas as coisas que ELE fez, a maior delas foi me AMAR. ELE me amou tanto que decidiu ser meu único pai. Eu não posso vê-lo, não conheço o seu rosto, nunca senti a sua barba, e talvez eu nunca vou poder te dar uma gravata de dia dos PAIS(haha), MAS EU SEI QUE ESTAS AI DEUS, A CUIDAR DE MIM, ESTAS A ME REGAR COM TEU IMENSO AMOR E A SONHAR COMIGO.
EU NÃO POSSO SER EGOISTA E DEDICAR ESSE DIA A QUEM JA SE FOI, EU PRECISO DEDICAR A QUEM ME VIU MUDAR E ESTA COMIGO CUIDANDO DE MIM DESDE A HORA DE CORDAR Á HORA DE DORMIR.
FELIZ DIA DOS PAIS DEUS! OBRIGADA POR SER QUEM ÉS NA MINHA VIDA!
Que o medo de ser ridicula e infantil não invada minha ética, mesmo que eu já esteja calejada, que eu já não tenha cheiro de menina, ou que já tenha recebido cartas de má respostas, cartas que cobram, cartas de mentirinha, e até cartas devolvidas.
Texto Uma carta de amor para o destinatário certo
Um hábito não é uma necessidade, saudade é sentimento ,pessoas já é outra coisa, a saudade muitas vezes não é reciproca.
Vai chegar o momento que a saudade vai apertar, que o coração vai sangrar, vai chorar, vai doer. Já chegou. Mas vai passar. Tem que passar!
Não misturo pensamentos com idéias. Os pesamentos são as viagens, já as idéias são os transportes!
Almany Sol - 28/09/2012
Tudo que você já tentou não deu certo tente outra vez mais se isso continuar foda-se melhor corrigir o erro.
Apenas outras ideias
Um breve ensaio sobre a força. Você já imaginou um mundo em que todas as pessoas são fortes? Quando me refiro à força, quero dizer uma série de ações que impedem que o altruísmo seja aplicado, por que para muitos, aceitar uma boa ação demonstra sinal de fraqueza.
Imagine uma sociedade da qual a ideia sobre a evolução foi distorcida, nos livros que continham “os mais adaptados sobrevivem às mudanças”, foram interpretados como “ os mais fortes sobrevivem...” . Além disso, a interpretação foi disseminada por filmes, programas de televisão, livros e principalmente pelo mercado de trabalho. Se você não percebeu a permuta de palavras, e onde quero chegar, permita-me indagar, se os mais fortes são os que realmente sobrevivem por que muitos animais de grande porte estão extintos?
Nessa sociedade o altruísmo não teria vez, haveria a ideia de que os seres humanos não precisam uns dos outros, e o respeito à vida alheia se perderia. Apresentarei os resultados disso:
Os considerados gênios dessa sociedade criaram uma realidade alternativa onde todos podem se expressar sem mostrar seus rostos, onde tudo é muito dinâmico, apenas para confortarem a ideia de que estão interagindo uns com os outros.
O mercado de trabalho se tornaria um verdadeiro campo de batalha, onde não há regras e nem respeito, mas muitos diriam ter ética.
Pessoas ficariam cada vez mais estressadas, pois ao invés de se reunirem para efetuar um trabalho difícil, preferem efetuá-lo sozinhas.
Haveria má distribuição de terras, afinal para muitos a grande quantidade de terras é sinônimo de poder, logo de força.
Extermínios em massa seriam comuns, e lançar uma bomba atômica sobre um país seria apenas um modo de defesa, com o preceito que o outro país estava ameaçando a soberania do primeiro.
O mundo se tornaria um poço de hipocrisia, apenas por que todos querem ganhar, já que quem perde é fraco.
Como citei no início deste texto, isso é um breve ensaio, mas se ao longo dele você encontrou alguma semelhança com nossa realidade, acredite é mera coincidência (ou não).
Se alguém disse que você era fraco, por favor, não mude, você é tão necessário/a quantos os fortes.
Apenas outras ideias.
Você já se imaginou procurando algo que talvez não exista? Não me refiro as suas crenças, ou aos fatos paranormais, estou falando do seu futuro. Você pode retrucar dizendo que seu futuro é real, mas se sua morte ocorrer exatamente enquanto lê isso, uma série de combinações, probabilidades e situações seriam simplesmente apagadas.
Nós somos no mínimo audaciosos. Vou explicar: do momento em que acordou ao momento em que se deitou novamente, você pensou. Milhões, bilhões, ou até mesmo trilhões de pensamentos, no entanto alguns destes eram planos sobre o amanhã, e por mais que sua vida seja uma rotina, o futuro não será exatamente como pensou. Então por que tentamos planejá-lo?
“Para obtermos algum tipo de controle”, você diria? Eu poderia até concordar, mas digo que não é o principal motivo. A necessidade de planejar está ligada à nossa razão. O seu planejamento é apenas uma justificativa para o que você faz, ou fez da sua vida. Por trás de suas expectativas há um fundamento, explicação, ou ideia que não necessariamente elimina o acaso. É como este exato segundo fosse uma pergunta, o próximo seria a resposta. Mas se o próximo segundo não chegar, não significa fim, e sim simples ausência.
Haverá um momento em que não existirão mais respostas, e o chamarão de morte.
