Ja Chorei de tanto Rir
" A ausência não educa o coração de ninguém. Ela apenas revela o que já está nele. Quem valoriza, percebe. Quem não valoriza, acomoda-se. "
INSIGHTS. PARECE QUE ISSO JÁ ACONTECEU.
Quantas vezes nos encontramos diante de uma paisagem, de uma pessoa, de uma situação ou mesmo de uma conversa e somos tomados por uma estranha sensação de familiaridade. Surge então a impressão de que aquele instante já foi vivido anteriormente. Para muitos, trata-se apenas de uma curiosidade psicológica. Sob a ótica espírita, entretanto, esse fenômeno pode encontrar explicação mais ampla na continuidade da existência da alma.
Em "O Livro dos Espíritos", ao abordar a pluralidade das existências e as ideias inatas, os Espíritos esclarecem que nenhum progresso legítimo se perde. Cada experiência vivida, cada aprendizado conquistado e cada vitória moral alcançada permanecem gravados no patrimônio espiritual do ser.
Quando Allan Kardec pergunta se o Espírito encarnado conserva algum traço dos conhecimentos adquiridos anteriormente, a resposta é clara:
"Resta-lhe uma vaga lembrança, que lhe dá o que chamamos ideias inatas."
Essa vaga lembrança não se manifesta como uma recordação completa dos acontecimentos passados. Ela surge sob a forma de tendências, aptidões, percepções intuitivas e inclinações naturais que muitas vezes surpreendem o próprio indivíduo.
Assim compreendemos os casos de crianças prodígio, de pessoas que demonstram extraordinária facilidade para línguas, música, matemática, filosofia ou artes sem aparente preparação proporcional. Segundo a Doutrina Espírita, não se trata de privilégio arbitrário, mas de conquistas realizadas em existências anteriores.
O Espírito afirma ainda que os conhecimentos adquiridos jamais são perdidos. Durante a encarnação, a matéria impõe um véu temporário sobre as recordações do passado, mas a intuição permanece atuando silenciosamente. É ela que auxilia o progresso contínuo da alma, impedindo que cada existência seja um recomeço absoluto.
Também é importante compreender que as vidas sucessivas não são cópias umas das outras. As circunstâncias podem mudar profundamente. Um indivíduo rico pode renascer pobre. Um governante pode retornar em posição humilde. Um sábio pode reaparecer em ambiente simples. Todavia, o patrimônio moral e intelectual conquistado acompanha o Espírito, constituindo a base de seu desenvolvimento futuro.
Dessa forma, certos "insights" repentinos, determinadas afinidades inexplicáveis, talentos precoces e percepções intuitivas podem ser compreendidos como reflexos dessa memória profunda da alma. Não são recordações precisas, mas ecos sutis de experiências acumuladas ao longo da jornada evolutiva.
O Espiritismo nos convida a enxergar o ser humano como um viajante milenar. Aquilo que hoje somos resulta não apenas das experiências da presente existência, mas também da longa sucessão de aprendizados que o Espírito realizou através dos séculos. Cada conquista permanece. Cada esforço edificante se conserva. Cada virtude desenvolvida torna-se patrimônio imperecível da consciência.
Fonte: O Livro dos Espíritos, Parte Segunda, Capítulo IV, "Pluralidade das Existências", item 218 a 219.
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CHEGASTES ATÉ AQUI.
Tu já percorreste tantos caminhos. Não, não é da idade que falo. Falo das braçadas que deste contra as correntes revoltas do oceano da existência. Falo das tempestades que enfrentaste quando ninguém via. Das noites em que o coração parecia um campo devastado. Das manhãs em que te levantaste sem vontade, mas te levantaste mesmo assim.
E chegaste até aqui.
Parece simples dizer isso, mas não é.
Chegar até aqui é um feito silencioso.
Neste exato momento, enquanto teus olhos percorrem estas palavras, reflite: o que significa este instante?
Este momento é o ponto de encontro entre tudo o que viveste e tudo o que ainda viverás.
Aqui estão reunidas as tuas derrotas e as tuas vitórias.
Aqui estão as lágrimas que derramaste por dores que pareciam eternas e aquelas poucas, porém preciosas, lágrimas de alegria que a vida te concedeu como flores nascidas entre os escombros.
Aqui estão os sonhos que se realizaram e os que ficaram pelo caminho.
Aqui estão as despedidas que dilaceraram tua alma e os encontros que devolveram luz aos teus dias.
Tudo isso vive neste instante.
Tu vieste do ontem.
Um ontem que já não pode ser alterado.
Um ontem que te feriu algumas vezes, mas que também te ensinou.
Um ontem que te roubou pessoas, ilusões e certezas, mas que, em compensação, entregou-te experiência, sensibilidade e profundidade.
E agora estás aqui.
Respirando.
Pensando.
Sentindo.
Existindo.
Talvez não da maneira que imaginaste quando eras mais jovem. Talvez carregando cicatrizes que ninguém conhece. Talvez ainda procurando respostas para perguntas que a vida nunca respondeu.
Mas estás aqui.
E isso possui uma grandeza que muitas vezes esqueces de reconhecer.
Teu amanhã chegará.
E quando chegar, provavelmente encontrará os mesmos céus, os mesmos desafios, as mesmas responsabilidades e muitos dos mesmos valores que hoje orientam tua caminhada.
Contudo, haverá uma diferença inevitável:
Tu já não serás o mesmo.
Nenhum ser humano atravessa um único dia sem ser transformado.
Mudam-se as idades.
Mudam-se os pensamentos.
Mudam-se os sonhos.
Mudam-se as prioridades.
Mudam-se as dores.
Mudam-se até mesmo os amores.
Mas existe algo que permanece crescendo silenciosamente dentro de ti:
A vastidão que construíste através de cada escolha.
Cada renúncia.
Cada gesto de bondade.
Cada erro reconhecido.
Cada perdão concedido.
Cada vez que decidiste continuar quando desistir parecia mais fácil.
A verdadeira riqueza de uma existência não está naquilo que ela acumulou, mas naquilo que ela se tornou.
Por isso, não te diminuas.
Não te definas apenas pelos fracassos.
Não te condenes pelas quedas.
As montanhas não são feitas apenas dos seus cumes. São feitas também dos vales, das fendas, das pedras quebradas e dos precipícios que as compõem.
Assim também és tu.
Uma obra em construção.
Uma alma que ainda aprende.
Uma consciência que ainda floresce.
Um viajante que continua atravessando estradas visíveis e invisíveis.
Se hoje estás cansado, descansa.
Se estás ferido, permite que o tempo e a esperança trabalhem em teu favor.
Se estás desanimado, recorda quantas vezes acreditaste não conseguir prosseguir e, ainda assim, prosseguiste.
Olha para trás não para viver no passado, mas para contemplar a distância que já percorreste.
Olha para frente não com medo, mas com a serenidade de quem já sobreviveu a inúmeras tempestades.
E, acima de tudo, honra este instante.
Porque a vida acontece aqui.
Neste exato momento.
Neste respirar.
Neste pulsar.
Neste pequeno fragmento de eternidade chamado presente.
E enquanto houver um único sonho em teu coração, uma única semente de bondade em tua alma ou uma única centelha de esperança em teu espírito, tua jornada continuará possuindo sentido.
Portanto, segue.
Com lágrimas, se for necessário.
Com passos lentos, se assim precisares.
Mas segue.
Porque a história que te trouxe até aqui é prova de que existe em ti uma força muito maior do que imaginas.
E a vastidão que construíste ao longo da caminhada ainda não encontrou seus limites.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A NECROSE SILENCIOSA DA ALMA.
Morre lentamente o ser humano que já não contempla a aurora como um milagre cotidiano. Morre quem desperta sem gratidão, quem atravessa as manhãs como um espectro automatizado, incapaz de perceber que cada raio solar constitui um testemunho da continuidade divina da existência. Há uma forma de sepultamento que antecede o túmulo. Ela ocorre dentro da consciência. Ela se instala nos territórios invisíveis da sensibilidade anestesiada.
Morre lentamente quem esqueceu de olhar as estrelas na noite anterior. Quem já não ergue os olhos para o firmamento perde gradativamente o senso de transcendência. O céu noturno sempre foi um dos maiores tratados metafísicos da humanidade. Civilizações inteiras compreenderam a pequenez humana diante da vastidão cósmica. Quando o indivíduo deixa de contemplar o infinito, passa a viver encarcerado nas estreitas muralhas do imediatismo material.
Morre lentamente quem não mais se encanta com a magnificência da natureza. Quem atravessa florestas sem reverência, quem observa rios sem assombro interior, quem pisa sobre a terra sem reconhecer nela o laboratório sublime da criação divina. A natureza não é mero cenário biológico. Ela é pedagogia silenciosa da Providência. Cada árvore ensina resistência. Cada estação ensina renovação. Cada flor revela que a delicadeza também constitui força.
Morre lentamente quem já não encontra beleza em si mesmo. O autoabandono emocional corrói a estrutura psíquica com intensidade devastadora. O amor-próprio equilibrado não é vaidade. É reconhecimento da dignidade espiritual que habita a criatura humana. Quem se odeia gradativamente destrói os alicerces interiores da esperança. Quem não se permite ajuda fecha as portas da própria regeneração.
Morre lentamente quem se transforma em servo dos hábitos petrificados. Quem percorre eternamente os mesmos caminhos mentais, emocionais e existenciais, recusando-se a experimentar novos horizontes da experiência humana. A estagnação da alma produz uma espécie de mumificação psicológica. O indivíduo permanece biologicamente vivo, mas espiritualmente imóvel. O medo da mudança converte-se em cárcere invisível.
Morre lentamente quem faz da distração superficial o centro absoluto da própria vida. Quem substitui reflexão por ruído constante. Quem abandona o diálogo profundo consigo mesmo para entregar-se inteiramente às dispersões hipnóticas do mundo moderno. A consciência necessita de silêncio para amadurecer. Sem introspecção, o espírito enfraquece-se.
Morre lentamente quem permanece infeliz em sua vocação e ainda assim não move uma única força interior para transformar a própria realidade. A resignação passiva jamais foi virtude. O conformismo diante da infelicidade representa uma das formas mais perigosas de renúncia existencial. Sonhos sufocados tornam-se sepulturas íntimas.
Morre lentamente quem vive aprisionado à reclamação incessante. Quem transforma a própria linguagem em instrumento contínuo de pessimismo. A palavra possui profunda força psíquica. O pensamento repetido estrutura estados emocionais permanentes. Quem apenas amaldiçoa a chuva, o calor, o destino ou a própria sorte passa a habitar atmosferas mentais de autodestruição silenciosa.
Morre lentamente quem abandona projetos antes mesmo de iniciá-los. Quem teme errar mais do que deseja aprender. Quem deixa perguntas sufocadas pelo orgulho e respostas aprisionadas pelo medo. A ignorância não constitui vergonha. Vergonhosa é a recusa deliberada ao crescimento intelectual e moral.
Morre lentamente quem já não agradece. A gratidão é uma das mais elevadas expressões da lucidez espiritual. A criatura ingrata obscurece a percepção das bênçãos que a cercam. Pais, filhos, amizades, oportunidades, afetos, reconciliações e até mesmo as dores educativas da existência constituem patrimônios invisíveis da alma.
Morre lentamente quem não sorri para uma criança. Quem já não percebe o sublime mistério do nascimento humano. O olhar de um bebê ainda carrega vestígios de eternidade. Existe uma pureza metafísica nos primeiros instantes da vida que desmonta os orgulhos endurecidos da maturidade enferma.
Morre lentamente quem já não abraça. Quem não beija. Quem não acaricia. Quem desaprendeu a linguagem silenciosa do afeto. O ser humano necessita de vínculos emocionais tanto quanto necessita de alimento e respiração. A ausência de ternura resseca as regiões mais delicadas da afetividade.
Morre lentamente quem adota filosofias permanentes de desesperança. Expressões como “o mundo não tem mais jeito” revelam frequentemente uma desistência íntima diante da própria responsabilidade moral. Civilizações não se regeneram por discursos pessimistas, mas pela transformação individual de consciências despertas.
Morre lentamente quem acredita que o fim de um amor representa o fim absoluto da capacidade de amar. O amor verdadeiro não se reduz à posse emocional. Amar é potência da alma. É faculdade expansiva do espírito. O coração humano permanece capaz de reconstrução enquanto ainda houver sensibilidade.
Morre lentamente quem jamais se dedica à felicidade alheia. Quem não reparte. Quem não consola. Quem não serve. A existência exclusivamente centrada em si mesma degenera em aridez emocional. A criatura humana encontra significado profundo quando se transforma em instrumento de amparo para outros seres.
Evitemos, portanto, a morte em doses suaves. Respirar não basta para caracterizar a plenitude da vida. A verdadeira vitalidade exige consciência, esforço moral, discernimento e transcendência interior.
Estar vivo pressupõe ação consciente e não mera reação instintiva. A reação impensada frequentemente nasce dos impulsos inferiores da personalidade. A reflexão, ao contrário, representa uma das mais elevadas expressões da maturidade psicológica e espiritual.
Estar vivo implica examinar-se continuamente. Não para cultivar culpa mórbida, mas para desenvolver autoconsciência. Quem se analisa com honestidade descobre possibilidades profundas de renovação interior. A reforma íntima constitui uma das maiores tarefas da existência humana.
Estar vivo significa carregar entusiasmo autêntico. A própria palavra entusiasmo deriva do grego “entheos”, expressão que significa “ter Deus dentro de si”. O entusiasmo verdadeiro não é euforia superficial. É a convicção silenciosa de que a vida possui finalidade superior, mesmo em meio às tribulações mais severas.
Vivo para que o sol encontre significado em sua própria claridade. Vivo para que a chuva purifique não apenas o ar, mas também os territórios ocultos da alma fatigada. Vivo para que o amor transborde sem exigir justificativas utilitaristas, porque o amor legítimo dispensa condições para existir.
Vivo para florescer jardins que talvez jamais verei completamente. Toda bondade sincera multiplica-se invisivelmente nas estruturas morais da humanidade. Nenhum gesto elevado perde-se no universo.
Vivo cada dia como realidade irrepetível. Nem o primeiro. Nem o último. O único. O instante presente constitui a matéria-prima sagrada da existência.
A morte mais perigosa não é a biológica. É aquela que apaga lentamente a sensibilidade, a esperança, a coragem, a contemplação e a capacidade de amar.
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a Lei.”
Marcelo Caetano Monteiro .
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EIS A FRIA.
Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.
As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.
Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?
Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.
E será ela, agora, o deslumbre do universo?
Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.
Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.
Temporal
Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
— Por Celso Roberto Nadilo
No Brasil a direita gosta de baixar impostos dos produtos usados pelos ricos; já a esquerda tem prazer em aumentar impostos dos pobres.
Bunga Seribu Bintang
toda em flor,
O nome do amor
já guardei de cor.
...
Bunga Kelawar Putih
em plena floração,
É a minha poesia
no seu coração.
...
Bunga Bangkai Gergasi
misteriosa no jardim,
É para dizer que existe
algo maior para mim.
...
Bunga Tasbih acariciada
pelo vento d'alma,
Não há nada que pare
a caminhada pela estrada,
Não vou mentir o quanto
eu estou apaixonada.
Quando a Lua de Sangue
cruzasse o Sarv já era
a promessa da última
guerra da Humanidade,
O final desta guerra
nem eu nem ninguém sabe,
Matar um povo desarmado
é coisa de gente covarde.
Não posso fingir que nada
está acontecendo ---
Daqui a pouco será espalhada,
e levará muito tempo:
Não diga que não foi avisada.
Quero que entenda que
toda guerra é anunciada,
Ela chega quebrando tudo
dentro como prelúdio
da aberrante entrada,
Não quero jamais que abra
refúgio para a ideia de guerra
fazer a tua essência capturada.
O brilho do olhar
que veste, envolve
despe e declara
que no teu coração
já tenho endereço;
e alcanço muito
mais do que apreço.
És igual a sorte
de quem encontra
um lindo Uirapuru
cantando na mata;
logo não será preciso
dizer mais nada.
Nossos lábios bem
rentes nos guiarão
com amor, paixão
e desejos sem
nós intermitentes.
Não és uma lenda,
és realidade plena,
que empolgada
me leva facilmente.
Não se esquecer que
um dia já foi criança,
e que dependeu de um adulto
para chegar até aqui,
pode fazer um mundo novo,
Trazer viva essa lembrança
sempre que uma criança
precisar é sinal vivo
que ainda há esperança
de seguir adiante.
Aproveite enquanto tem sua mãe, ela não viverá eternamente, se você ja ama, abraça, beija, faça mais, ame mais... Não deixe passar um dia, não deixe de atender uma ligação, não deixe de falar bom dia, um piscar de olhos passa e você não tem mais isso ... Aproveite! Liga pra ela e diga: mãe, eu te amo.
"Um homem, uma mulher..e o amor maior que o mundo já conheceu nasceu em uma manjedoura e... se fez família!"
☆Haredita Angel
Quando eu me deito, fico pensando em coisas tão bonitinhas...
Nem dou por mim...e já dormi!
☆Haredita Angel
