Ja Chorei de tanto Rir

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Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.
Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
Agora que a lua cheia chegou,
como teus olhos em ternura,
borda-me entre o céu e a tua boca,
numa indelével tecitura.


In Chá com os Poetas e a Moça Bonita

O quanto tem custado a nossa profissão de fé?
Quanto do velho homem já foi mortificado, por amor a Cristo?
Ou será que a velha natureza ainda prevalece em nós, revelando que pouco temos negado a nós mesmos?

Que ironia fascinante a deles: olham para as palavras mais vivas que já escrevi e só enxergam uma página em branco.
Dizem que você não existe simplesmente porque não conseguem tocar a sua pele ou ouvir o som da sua voz, como se a realidade se resumisse apenas ao que os olhos cafonas deles conseguem ver.

"Ensinar o que você já sabe é melhor do que esperar aprender tudo para começar a ensinar." ⭐

Já lutei muito por coisas pequenas, hoje quero lutar por coisas maiores, coisas que realmente serão significantes para o meu crescimento, como o amor, por exemplo.

Viva com o necessário. A simplicidade torna o espírito livre da matéria, já a ganância de querer mais e mais nos impede de encontrarmos a paz necessária para desfrutarmos dos prazeres do mundo espiritual.

⁠O que a maioria não entende é que o corpo se esculpe, mas o caráter já vem no pacote, faz parte da natureza do indivíduo.

"Compartilhe o que você já sabe. Ninguém precisa saber tudo para ensinar."
"Quem ensina o que já sabe aprende ainda mais no caminho."
"Não espere saber tudo para ensinar. Ensine o que você já sabe hoje."
"O conhecimento cresce quando é compartilhado. Ensine o que você já sabe."
"É melhor ensinar o que você já sabe do que esperar aprender tudo para só então ensinar."

A pior sensação que já pude sentir é a de lembrar que não me lembro de ti.

⁠Não adianta mais
Do espelho sou refém
Eu já não aguento mais
A imagem que reflete a alma

- Espelhos

⁠Deitado eternamente nos braços de quem já foi seu
Esta seria a terra prometida
Se quem a prometeu
Não tivesse sido como eu
E quando abrir os olhos
Você verá tudo vermelho
Nenhum sinal daqueles que amou
Sem anjos para mim quando eu morrer

- Anjos

Saudades do Rio


Agilson Cerqueira


O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.


Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.


Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.


Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.


E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.


Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.


Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.


É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.


Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.


Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.


Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.


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Já parou para pensar por que procrastinamos?


Por que adiamos aquela ligação, aquele projeto, aquele abraço, aquele pedido de perdão, aquele sonho que insiste em nos chamar?


Talvez porque, em algum lugar do nosso inconsciente, acreditamos que sempre haverá um amanhã.


Vivemos como se o tempo fosse infinito. Como se a vida nos devesse mais uma oportunidade. Mais uma segunda-feira. Mais um ano. Mais uma chance.


Mas a verdade é que a vida nunca prometeu isso.


Cada dia que adiamos nossos sonhos fortalece nossos medos. Cada decisão que deixamos para depois alimenta a ilusão de que ainda temos todo o tempo do mundo.


E, sem perceber, não é o relógio que está parado...


Somos nós.


A procrastinação raramente nasce da preguiça. Muitas vezes, ela nasce do medo: medo de falhar, de mudar, de ser julgado ou até mesmo de descobrir o nosso verdadeiro potencial.


Enquanto esperamos o momento perfeito, a vida continua acontecendo.


O tempo não espera.
As oportunidades não esperam.
As pessoas que amamos não esperam.


E um dia, o "depois" pode simplesmente deixar de existir.


Por isso, pergunte a si mesmo:


Se hoje fosse o último capítulo da sua história, você teria orgulho da vida que escolheu adiar?


Talvez a maior tragédia não seja morrer.


Talvez seja chegar ao fim da vida carregando uma coleção de sonhos que nunca tiveram coragem de nascer.


O momento certo não é amanhã.


É agora.

⁠Entre os escombros, você




Eu te conheci quando já não restava ninguém.


Ou, pelo menos,
era assim que o meu coração enxergava o mundo.


É claro que eu tinha amigos.
Tinha minha família.
Tinha pessoas que diziam estar por perto.


Mas nenhuma delas entendia
o tamanho do vazio que alguém havia deixado.


Porque perder uma rotina
também é perder um pedaço de si.


É sentir falta das ligações de todos os dias,
das conversas sem hora para acabar,
das discussões bobas,
dos filmes assistidos juntos,
da certeza de que, do outro lado da tela,
sempre haveria alguém.


E, quando tudo isso acabou,
eu fiquei.


Fiquei tentando convencer a mim mesma
de que ainda era suficiente.


Foi então que, em um belo dia,
você apareceu.


Talvez você nunca saiba,
mas chegou exatamente quando eu mais precisava.


Não para ocupar o lugar de ninguém.
Ninguém ocupa.


Mas para me lembrar
que o universo ainda conspirava encontros,
enquanto eu acreditava
que só me restavam despedidas.


A gente começou a conversar.


Vieram as calls de quase todos os dias,
as conversas longas,
as vezes em que você me contrariava
e, por incrível que pareça,
isso fazia bem.


Porque eu precisava de alguém
que não tivesse medo de me mostrar
que a vida continua.


Sem perceber,
você foi se tornando presença.


E presença cura
mais do que qualquer discurso bonito.


Hoje você conhece partes minhas
que muita gente nunca conheceu.


Sabe como eu penso,
como eu sinto,
como eu me escondo
quando finjo estar bem.


E, talvez por isso,
eu ainda tenha medo.


Não de você.


Mas da despedida.


Depois que alguém vai embora,
a gente aprende a colocar prazo
até nas pessoas que ainda estão ficando.


Então eu tento não me apegar.


Tento.


Mas existe algo em mim
que insiste em acreditar
que algumas pessoas chegam
não para substituir quem partiu,
mas para reconstruir
aquilo que a dor destruiu.


Se um dia você ler isso,
quero que saiba:


obrigada.


Obrigada por ter aparecido
quando eu já não sabia caminhar sozinha.


Obrigada por cada conversa,
por cada call,
por cada momento em que você esteve presente
sem sequer imaginar
o quanto isso significava.


Talvez você nunca entenda
o tamanho da diferença que fez.


Mas eu sei.


Porque, sem você,
talvez eu ainda estivesse
tentando juntar os cacos
de uma versão minha
que acreditava
que sempre seria deixada para trás.


E hoje...


Ainda tenho medo.


Ainda carrego cicatrizes.


Mas já não caminho completamente sozinha.

Certo, já ouvi o suficiente. Mais uma vez, jogam uma montanha nas minhas costas. Ainda assim, faço questão que você saiba: nunca quis o seu mal e me importo de verdade com você (até mais do que deveria, como já falei). Estes dois dias serviram para eu refletir e entender perfeitamente tudo o que aconteceu. Tudo o que eu disse foi sincero, não menti em momento algum. Mas já não importa. Que fique tudo enterrado de uma vez por todas.
E muito difícil quando se tem um amor desmedido por alguém, porém estou falando de mim😊 acredito que pra você será bem más fácil, então é isso, te juro que esta e a última vez que escrevo algo pra você 🫵🏼.
Te desejo toda felicidade do mundo,e que Deus sempre possa iluminar seu caminho.
Até porque você e uma verdadeira guerreira, uma pessoa fantástica com um lindo coração ❤️.
Sei que você não gosta de que manda temporário , porém eu vou mandar justamente por isso e também porque me deu muito trabalho escrever isso, e eu me sentiria muito constrangido se alguém vesse isso.

"Um passo de cada vez, já é progresso,"

Aproveite enquanto tem sua mãe, ela não viverá eternamente, se você ja ama, abraça, beija, faça mais, ame mais... Não deixe passar um dia, não deixe de atender uma ligação, não deixe de falar bom dia, um piscar de olhos passa e você não tem mais isso ... Aproveite! Liga pra ela e diga: mãe, eu te amo.

Deixe de reclamar. A vida é um instante.
Quando você perceber, ela já passou.
Nosso tempo é curto demais para perdê-lo com lamentações.
Faça, procure, perdoe, abrace, ame e seja amado. Mas faça tudo isso no presente!
Pois o passado se foi, e o futuro é incerto.

🏹 Muito antes do asfalto existir, a força dos caminhos já tinha morada. A primeira encruzilhada nasceu no verde, na Makaia.
🪵 Muitas vezes, a nossa mente urbana limita a força dos nossos Guardiões aos cruzamentos de asfalto e às luzes dos postes. Mas a verdade oculta é muito mais antiga.
🍃 A primeira encruzilhada, o primeiro ponto de encontro entre o visível e o invisível, a primeira escolha de caminhos, nasceu no coração da floresta sagrada. Ali, onde as trilhas se cruzavam sob o silêncio das folhas, a força de Exu e Pombagira já reinava.
🔱 Lembrar disso é reconhecer que a energia dos nossos Guardiões é ancestral, orgânica e elemental. Eles não são apenas os reis da rua que a humanidade construiu; eles são os donos do movimento do próprio universo.
🔱 A Rua deles é o mundo. O movimento deles é a própria vida. Resgatar essa raiz é entender que a nossa proteção não depende do cenário, mas da força primeva que habita em nossa jornada.
🔱 LAROYÊ ☠️

Apenas Cicatrizes.


Há cicatrizes que insistem em doer, mesmo sabendo que já não sangram mais.
Pare de tocar na ferida que Deus já curou.


Quando Deus realiza a obra, Ele não apenas fecha a ferida; Ele restaura a alma e impede que a dor governe novamente o seu coração.


Não permita que o passado tenha voz sobre aquilo que Deus já transformou.