Ja Amei e não fui Amada

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Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.


Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.


Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.


Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.

Estações


Te amei no verão dos teus risos soltos, quando o sol morava nos teus olhos e cada toque era incêndio manso que não pedia pressa, só presença.


No outono, te amei em silêncio,
entre folhas caindo dentro de mim.
Aprendi que o amor também amadurece, fica mais denso, mais verdade, mesmo quando o
vento leva o que sobra.


No inverno, confesso, doeu.
Teu nome virou neblina,
teu abraço, lembrança fria.
Mas foi ali que entendi
que amor não morre
— resiste.


E quando a primavera voltou,
voltaste diferente, ou talvez eu.
Flores nasceram onde antes era ausência, e percebi:


amar você é aceitar as estações,
porque até a saudade
faz parte do ciclo do coração.

Nunca te iludi, sempre te amei


Nunca te iludi
— meu silêncio nunca foi vazio.
Carregava teu nome com cuidado,
como quem guarda água em mãos abertas, sabendo que amar também é não prometer o que não se pode cumprir.


Sempre te amei nos detalhes pequenos:
no jeito que o dia ficava mais leve quando você chegava,
na paciência que aprendi sem perceber, no respeito de te querer livre, mesmo quando te queria perto.


Não te confundi
com passagem nem distração.
Te escolhi sem alarde,
com o coração firme e os pés no chão, porque amor de verdade não precisa enganar pra ficar.


Se um dia duvidar,
olha pra trás com calma:
meu afeto nunca mudou de forma,
nunca vestiu máscaras —
nunca te iludi, sempre te amei.

Porque amar nunca foi sobre equilíbrio, foi sobre entrega —
e eu sempre te amei
com tudo que o mundo nunca viu.

Não perdi porque amei pouco,
perdi porque amar não garante lugar.
O coração não premia quem insiste,
ele só decide quem vai ficar.

“Amar em Silêncio”


Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.


O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.


Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.


Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.

Te amei com a calma de quem entrega a alma sem medo,
mas teu silêncio foi virando
inverno dentro do peito.
Cada promessa tua ficou
perdida no tempo,
e o que era carinho virou
lembrança machucando por dentro.


Ainda lembro do brilho
dos teus olhos nos meus,
do jeito que tua voz fazia
o mundo parar.
Mas hoje existe um gosto
amargo entre os “nós” e os “adeus”,
como se o amor tivesse cansado
de tentar ficar.


Carrego ressentimento
nas partes que ainda te amam,
porque esquecer você nunca
foi tão simples assim.
Te culpo pelas noites em que
minhas lágrimas me chamam,
mas no fundo também me culpo
por querer você perto de mim.


E mesmo ferido, meu coração
ainda pronuncia teu nome baixinho,
como quem procura abrigo na própria tempestade.
Porque o ressentimento é só um amor perdido no caminho,
tentando sobreviver no meio da saudade.

Se um dia eu me esquecer de quem sou, espero que você se lembre o quanto eu te amei.

Eu amei te ver
Não escondo o quanto gosto de você
Seu sorriso de alma gêmea criou raiz
Você é algo
Que há muito tempo eu não via
Igual o caiz para um barco
O amor se faz, te levando além
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar

⁠você não sabe
mas te amei em pânico
te amei em ansiedade
te amei nos dias tristes
mesmo desacreditado
te amei
e ainda te amo.

Amei intensamente como uma estrela cadente que passou ...hoje sou apenas um instante na memória de quem me teve e não aproveitou ... eu era ,eu fui ,eu ainda sou ... mas vc não merece ... então acabou ... fim... ja era ...

E de todos amores que tive..
e de todos os amores que amei..
posso garantir que nenhum deles..
foi por mim.. o que fui por eles..

Não queria olhar vc..
Não queria te amar.. te amei..
Está difícil resistir,eu sei..
Mas vc não é pra mim...
Já que vc tem um outro alguém. .
Vc nunca poderá me pertencer...

Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.

elegia à lua

Amei-te como a lua ama o mar,
de longe, mas inteira em seu encanto
sem nunca precisar de o alcançar,
fazendo da distância o próprio canto.

Teus olhos tinham luz de madrugada,
um brilho que nenhuma estrela imita
e havia neles qualquer coisa sagrada,
dessas que a alma reconhece e acredita.

Eu te guardei nas margens do pensamento,
como quem guarda o verão depois da chuva
e mesmo quando veio o esquecimento,
teu nome permaneceu onde a saudade atua.

Talvez amar seja isso, afinal
ser mar quando o outro é lua distante
saber que o impossível pode ser real
quando um olhar transforma tudo num instante.

E se algum dia o oceano se calar,
e a lua perder seu brilho sobre a areia,
ainda haverá em mim um lugar
onde a tua luz, silenciosa, incendeia.

Porque há amores que o tempo não desfaz,
nem a distância consegue levar
eles apenas aprendem a viver em paz
no espaço entre a lua, o céu e o mar.

E se me perguntarem onde te encontrei,
direi: num lugar que não sei explicar
entre tudo aquilo que um dia sonhei
e tudo aquilo que ainda quero amar.

Trabalhei com honra
Corri por paixão
Amei com poesia

Hoje, eu abro mão daquilo que mais amei. Não por falta de querer, mas por não ter mais onde buscar forças para lutar nesta batalha de um homem só. Eu te entrego ao destino com a alma em pedaços, mas com o peito limpo de quem sangrou cada gota de esperança tentando resgatar o que restava do nosso amor.
​Dói — e como dói — admitir que o meu amor, por mais vasto que fosse, não foi o suficiente para nos manter de pé. Saiba que, em cada batida frenética do meu coração, houve um grito pelo seu nome. Você foi o meu sol e a minha tempestade, o meu cais e o meu naufrágio. Te deixar ir é o sacrifício mais lancinante que já fiz por mim — e, acima de tudo, por você.
​Obrigado por ter sido o meu capítulo mais intenso; por ter me mostrado a beleza do céu e a agonia do abismo. Eu te amei com uma força que as palavras são incapazes de alcançar, e é justamente por esse amor devoto que eu, finalmente, aceito o nosso fim. Que a vida te conceda a paz que eu não soube dar, e que o tempo cure em você as feridas que eu não pude consertar.
​Adeus, meu grande e eterno amor. Sigo só, mas sigo inteiro... por um dia ter sido, inteiramente, seu.

Hoje eu entendo muitas coisas que antes eu me recusava a enxergar. Eu te amei de verdade, com um coração limpo e uma sinceridade que não se encontra em qualquer esquina. Para mim, o que vivemos nunca foi algo passageiro, nunca foi uma brincadeira ou um passatempo.
Enquanto eu depositava sentimento, cuidado e verdade em cada detalhe, você parecia estar apenas deixando o tempo passar. Fui íntegro em cada palavra, em cada atitude e em cada momento que escolhi permanecer ao seu lado. Nunca escondi o que sentia, nem hesitei em mergulhar no que acreditava que tínhamos. Eu confiava nas nossas conversas e em tudo o que, para mim, exalava realidade.
Mas o tempo é mestre em tirar as vendas dos nossos olhos. Comecei a perceber o que o meu coração, antes ocupado demais amando, não me deixava ver. Dói encarar o fato de que, enquanto eu me entregava por inteiro, talvez eu fosse apenas um intervalo na sua vida — alguém para ocupar um espaço vazio por um tempo determinado.
O que mais machuca não é a distância física ou o fim do ciclo em si. O que realmente fere a alma é perceber que eu vivi uma verdade sozinho. É notar que o brilho que eu via nos nossos olhos era apenas o reflexo da minha própria dedicação, enquanto você mantinha os pés no raso, pronta para partir a qualquer momento.

Você sabia onde doía.



Eu amei tanto você,
que, entre sorrisos e promessas,
esqueci de perguntar
quem realmente era.


Entreguei minhas verdades
como quem entrega o próprio coração,
sem imaginar
que um dia seriam usadas
contra mim.


Você me jogou aos lobos,
fez da minha dor um espetáculo,
e eu, sem perceber,
virei a palhaça
de uma história que nunca escolhi viver.


Não compreendi
o que existia em suas palavras.
Se sabia onde doía,
por que insistiu em tocar a ferida?
Às vezes, o silêncio
também é uma forma de cuidado.


O que mais machucou
não foi ouvir os meus segredos ecoando,
mas descobrir
que era assim
que você me enxergava o tempo todo.


Então escolhi partir.


Não por falta de amor,
mas porque pensei
que a minha ausência
lhe faria menos mal
do que a minha permanência.


E, ironicamente,
foi no instante em que fui embora
que compreendi:
algumas despedidas
não acontecem porque deixamos de amar,
mas porque continuar
é ferir a nós mesmos
todos os dias.

Eu amei,
Eu errei,
Mas amei!