Ja Amei e não fui Amada

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Traga-me uma boa dose de realidade, pois de ilusão eu já me embriaguei muito nessa vida.

E tudo na vida chega ao fim. Um filme acaba, uma música, um cigarro, tudo. Já parou para pensar quantas pessoas passaram em sua vida até o momento? Pessoas com as quais você teve um imenso contato, e outras que pelo menos uma palavra você já trocou. É impossível contar quantas vezes conhecemos alguém, e esse mesmo alguém vai embora e você nem se lembra, meses ou anos depois da existência. Despedir-se é doloroso, e não é uma dor física, é emocional. Não aprendi dizer Adeus, talvez nunca fosse preciso. Despedir de alguém que fez parte de sua história, é despedir-se de si mesmo. É uma parte sua que vai embora, e uma parte do outro que fica. Não é fácil. Mas quem disse que seria? Nada é fácil. Nem mesmo a chegada de algo ou alguém. Sempre tem aquele frio na barriga, e aquela ansiedade fora do comum. Mas tudo isso é preciso. É preciso limpar a poeria dos sapatos e seguir em frente. Mas em frente a que? A quem? (...)
- Não se ouvia mais nada, silêncio, e ele disse por nós dois. Depois sorrimos, como se nada estivesse acontecido. Não foi dito um adeus. Ficou subentendido um até breve. Até!

Amo tanto até os seus defeitos que eles já nem possuem mais os efeitos de serem imperfeitos. Pra mim tá perfeito te encontrar as seis quando marquei as três. Por tanto que você venha e me faça rir de tudo o que eu já passei contigo e de mim que esperei a semana toda pra te ver. A semana toda como uma boba! Se isso não é estar loucamente louca, o que mais pode ser? porque eu perco tempo lembrando do quanto me doeu te ver beijando uma outra pessoa, mas que depois você veio maluca, com o seu olhar meio caído atrás de mim e eu não pensei duas vezes, nem três, apenas coloquei minhas mãos sobre as suas e te beijei como se tivesse te beijado antes a noite inteira. Como se tivesse sido eu quem você havia escolhido abraçar primeiro. Tocar primeiro. Como se tivesse sido eu quem você olhou, pensou em chegar e beijar primeiro naquela festa absurda. Com aquelas garotas absurdas que eram bem menos do que eu. Bem menos maduras, bem menos malucas, bem menos complicadas, bem menos bonitas, bem menos machucadas, bem menos apaixonadas, bem menos, mil vezes menos que eu. Eu nem entendo como eu fui capaz de te beijar depois, acho que eu te amei demais naquela hora. Te amei como eu nunca amei ninguém e nem você. E eu nem sei como ou com que cara eu te beijei porque eu só queria ter chorado e eu só chorei. Sinto o meu coração batendo tão apertado quando lembro que você chegou, me pediu pra me controlar e me beijou. Você não deve saber, mas eu juro que estava tão tão tão ferida por dentro. Você não deveria ter voltado pra me beijar depois de ter beijado outro alguém. Você sabe que é o meu ponto fraco e essas coisas que você faz não se deve fazer. Você sabe. Você não poderia ter dito nada disso quando o que eu menos conseguia era controlar a minha vontade de te esconder do mundo porque você é a garota mais linda. Tudo me doía tanto quando me sentei no salão daquela festa e te perdi de vista. Eu não devia ter me controlado, eu deveria mesmo ter socado todo mundo. Porque hoje de qualquer maneira, eu nem sinto mais as minhas mãos que se desgastaram nervosas com você sempre escorregando entre os meus dedos e eu juro que teria socado todo mundo escondido se você tivesse demorado um pouco mais pra perceber que me machucava ser só mais uma. E me doí muito dentro desse estômago. Eu sinto tudo isso de verdade. Não são apenas palavras ou meu modo de me expressar. Eu quero mesmo vomitar quando paro pra pensar que você encostou os dedos na pessoa que eu mais confiava. Hoje me viro a cabeça pra tentar confiar de novo em alguém. Mas não da mais. Eu nem sei se você sabe, mas quando fui pra casa tudo me doía tanto e era um tanto difícil até de espirrar porque eu odiava sentir que ainda estava viva e tudo o que queria era ter ficado sentada na escada daquele salão pra sempre, sem precisar respirar, espirrar, sentir nada. E no outro dia eu nem consegui assistir a peça que eu tanto esperei a semana inteira pra ver. Sentia febre, vomitava de desgosto por ainda te aceitar de qualquer maneira. Por ainda você me ligar pra dizer que havíamos estragado tudo entre nós. Eu me sinto como se meus órgãos estivessem paralisados. Como se realmente tudo estivesse estragado de tanto que sinto tanto tudo. Do tanto que eu uso tanto a minha mente e o meu corpo pra me equilibrar e ficar em pé de novo. Mas eu nunca soube desistir. Eu nunca te disse pra desistir de mim. Toda vez que penso em te deixar de lado, você me aparece em sonhos, frases, músicas, filmes, bares, reggaes, filas de supermercado, novelas, amigas e entre todos os lugares. Essas náuseas e dores musculares são o preço que pago por ser tão irracional em relação a você. É que quando sinto o teu corpo perto do meu esqueço de tudo o que aconteceu. Ou tento não pensar quando estou com você por medo de que você lembre que alguém é mais segura do que eu. Mas você sabe que ninguém no mundo nunca te amaria como eu e volta. Pode voltar sim, eu entendo que você tem mil defeitos e te amo mil vezes mais. te aceitaria mil vezes mesmo sabendo que mil vezes vou acabar chorando na frente de todo mundo numa festa ou até mesmo sozinha no meu quarto. mesmo querendo ter te esmagado naquela parede e ter acabado com tudo o que infelizmente ainda me atormenta a cabeça, eu continuo aqui esperando você (me ligar pra me mandar a real ou me mandar aquela tal mensagem me falando que a gente precisa conversar pra acertar o que ficou errado entre nós. O que você sabe sobre o que ficou entre nós? Tudo tá errado. Tudo o que você diz é tão errado, torto, cheio de defeito, mas o problema é que o meu defeito torto é também amar você além de tudo o que você fez.

Como é que vai a sua vida?
Em algum momento se lembrou de mim?
Já faz tanto tempo que a gente não se vê
Será que até já me esqueceu?
Ficaram tantas coisas desse amor
Me acompanhando em minha solidão
Hoje de você eu guardo só recordações
E vivo dessa consciente ilusão.

Procuro não pensar mas sempre sonho com você
Seu beijo, seu perfume, sua pele a me tocar
Prefiro não lembrar mas não consigo esquecer
Aquele seu sorriso e tanto amor no seu olhar.

Para ser sincero eu já tentei me enganar
Pensando um dia encontrar outro alguém
E hoje para ser mais sincero ainda
Como você não há ninguém

Mas eu não quero ouvir você dizer
Que um dia a gente vai se ver por aí
Olha, meu amor, sabe o que mais
Mentir para quê, assim não dá, quero voltar para você!

Vou cuidar da minha saúde, porque da minha vida já tem gente de mais cuidando.

Só quem sabe o que realmente é o Amor, é quem já sofreu por ele!

Eu já disse vai embora, quando eu queria dizer fica aqui comigo,
Eu já disse coisas que machucaram, num ato de defesa infantil,
Eu já disse que não queria nunca mais, quando nunca deixei de querer,
Eu já disse nem pensar, quando tudo era só pensamento,
Eu já disse cansei, quando eu ainda tinha forças para lutar,
Eu já disse que não amava, quando eu amava perdidamente,
Eu já disse que não me importava, quando eu me preocupava,
Eu já disse que estava bem, quando eu só chorava,
Eu já disse que tinha outro, quando eu não conseguia ficar com ninguém,
Eu já disse que estava em outra fase, quando eu não conseguia passar do momento,

Disse tantas coisas que me contradiziam,
Disse com a língua o que o coração contrariava,
Disse com a razão, o que minha alma não aprovava,
Disse com raiva, o que minha essência não apoiava,

Mas...Nunca disse com os olhos, que tinha orgulho,

Sem orgulho, consegui dizer tudo que minha aura sempre quis.

Falei de recomeço!

Eu já cansei de gastar minha energia, com coisas que eu sabia que não ia andar !

Se nada acontece por acaso, acredito que já estava predestinado.

Medo

A gente já falou, aqui, sobre o medo.
Todo mundo tem ou já teve medos. Pode ser de aranha, de avião.
Pode ser medo do mar, e até de fantasma...

Medo é coisa que dá em gente, não é?
E é até bom, porque ajuda a nos proteger dos perigos do dia-a-dia.

Mas tem medos que paralisam a vida.
Que impedem a gente de crescer.

Quando a gente ama alguém, tem medo de perder.
Rejeição dá medo mesmo.
Quando a gente tem um trabalho, tem medo de perder.
Desemprego dá medo mesmo.

Mas sabem o que é pior que o medo?
A falta de ousadia, de persistência, de coragem de arriscar...

O medo do novo, o medo da mudança, o medo da recusa, o medo da velhice...
Isso tudo é medo que vai adiando a felicidade.

Na geladeira lá de casa tem um ímã com uma frase que eu gosto muito.
É assim:
"O homem é realmente livre quando não tem medo do ridículo"

Ter medo do ridículo é ter medo de se expor. e se você se esconde, jamais saberão quem você é, quais são os seus talentos, suas idéias...

O medo é um sentimento legítimo, mas ele não pode reger a vida da gente.
Eu tenho medos como todo mundo, mas faço uma força danada pra espanar ele pra longe de mim.

E eu vou dizer uma coisa pra vocês:
Todas as vezes que eu superei o medo, eu fui feliz ou, no mínimo, aprendi coisas muito importantes.

E o medo da morte?
Esse sim é o primeiro e o maior de todos.
Mas se a gente ficar pensando nela, não vive.
Aí os dias passam sem graça e a gente acaba sem ter o que contar pros nossos netos.

No fundo, quem tem medo que as coisas se acabem, perde o melhor da festa, que é o agora.
Então, cuidado se você sofre demais com esse medo de morrer...
Isso pode ser apenas...
Medo de viver.

Não existe nada na mente já não tenha passado pelos sentidos.

Essa sem dúvida foi a coisa mais idiota que já fizemos, e olha que já temos um longo histórico de coisas idiotas.

A beleza é uma graça que o tempo leva, já o caráter… O tempo aprimora.

Não basta apenas possuir em mãos as rédeas da vida. Até mesmo o melhor dos cavaleiros já foi derrubado de seu cavalo

Sei que a vida é dura
Mas ela é justa também
E é só: só quem faz, tem!
Já que nasceu, vai fundo e tudo bem
Você nasceu pra tudo o que é seu
Nem queira saber o quanto você tem
Você é, você quer, você pode
E se não se render
Chega lá!

Nenhum teoria científica já foi aceita sem oposição!

A noite promete... agora se vai cumprir eu não sei, pelo menos tô solteiro o que já é muito bom! Antes só do que ser infeliz ou fazer alguém infeliz...

Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.

Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.

Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.

Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.

A arrogância deve ser um dom... Já que quase sempre parte de pessoas tão iluminadas.

Independente do que possa acontecer com a gente daqui para frente, já valeu ter lhe conhecido...